A instrumentalização da bondade

Noto que muita gente boa, por vezes, acaba refém de algo, alguém ou alguma causa, justamente por ser boa…

Enrolada a formulação, né? Claro… é complicado para mim, sequer, formular a linha de raciocínio para tentar explicar…

Vamos tentar…

Pessoas notadamente boas, com boas intenções, essências boas, veem-se presas em causas, filosofias ou ideologias…

Tentando exemplificar: pessoas tendem a aceitar um estereótipo de uma figura “boa”, ou “elevada espiritualmente”, ou, seja lá qual for a ideia que ela quer passar de si, aos outros…

Putz, segue enrolado…

Ok, vamos tentar por partes…

Para iniciar, o bom e velho amansa-burro:

Estereótipo:

Estereótipo são generalizações que as pessoas fazem sobre comportamentos ou características de outros. Estereótipo significa impressão sólida, e pode ser sobre a aparência, roupas, comportamento, cultura etc.

Então, por exemplo, quem aqui não viu aquela pessoa que quer passar a imagem de “elevada espiritual”, com roupas hippies, falando manso e arrastado, como se estivesse chapado (ou de fato estando), falando das fraternidades brancas, amarelas, verdes com petit-pois rosa…

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Pois é… da mesma forma, aquela pessoa que hoje quer salvar o mundo, vê-se sendo obrigada a andar de bicicleta, ser vegetariana, socialista, feminista e uma série de outros ‘istas’…

Sim, muitos de nós já devem ter visto…

Mas, cá entre nós, não precisa de nada disso para ser uma pessoa boa. Essa composição de estereótipos pode ser desde uma jogada de marketing pessoal, como também apenas uma bobagem tentativa de expressar de forma externa, seu interior…

Vá lá… seja qual o motivo for, a verdade é que não precisa nada disso para ser bom… para fazer o bem…

Você não precisa estar vinculado a uma religião, a um partido, a um coletivo, a um grupo social ou seja lá o que for… você apenas precisa SER BOM. Ponto. Agir de forma boa diariamente.

Assim, indo mais além, essa estereotipagem, pode ser apenas mais um blefe do que realmente ser algo produtivo, ou mesmo, que faça alguma diferença.

Certamente aos incautos, que deixam-se levar por aparências, ou delegam o pensar, como costumo dizer, o impacto é fundamental para induzir a pessoa a achar o que o outro quiser…

Claro que, se a premissa de que uma pessoa vestindo roupas extremamente sexys, não necessariamente é uma profissional do sexo, da mesma forma dá pra concluir que algum cabeludo em vestes desleixadas, com pentagramas tatuados e símbolos esotéricos em pendentes e acessórios, necessariamente, é um ser “elevado”…

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Adquira já o seu kit ‘I wanna be esoteric’ na nossa store…

– E o que nós temos a ver com isso? – certamente vocês devem estar perguntando-se…

Bem, na verdade eu me importo com isso porque ver pessoas caindo em engodos me incomoda muito. Ainda mais as de boa-fé…

Vejo gente boa abraçando causas estapafúrdias apenas para justificar suas bondades. Acabam sendo instrumentalizadas por essas causas, que as tolhem, as “corrigem” e as enquadram em seus sistemas para que essas possam pertencem ao clubinho…

DANEM-SE OS CLUBINHOS!!! – eu digo.

Não, eu sou declaradamente um POLITICAMENTECORRETOFÓBICO!!!

Não, eu sou declaradamente um POLITICAMENTECORRETOFÓBICO!!!

Para mim, se você é uma boa pessoa, não me interessa se você é ateu, católico, umbandista, branco, negro, cafuzo ou mameluco, hétero, gay ou se curte orgias com coalas em plena selva australiana… tampouco se pertence à direita, esquerda ou fique em cima ou embaixo do muro… estou cagando pouco me importando se você vê gnomos, alienígenas ou elefantes cor-de-rosa quando toma chá alucinógenos ou mesmo fuma erva-mate em cuia de chimarrão…

O que eu realmente me importo é que pessoas sejam livres para escolherem seus caminhos. Em seus próprios termos. Com suas próprias características… que cada um vista-se como quiser, leia o que quiser, reze para quem quiser, ou para ninguém, que se alimente do que bem entender e, sobretudo, que mantenha a SUA PRÓPRIA LINHA DE PENSAMENTO. APENAS A SUA!

Como já disse inúmeras vezes, se é que eu tenho alguma missão com esse blog e o que eu falo e encho o saco aconselho os outros com que falo, é a de gerar livres-pensadores. E não mais os propagandistas ou fiéis de causas prontas.

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O livre pensar, de cada um, obviamente é um sistema que constrói-se diariamente, e, é claro, pode se utilizar de filosofias e pensamentos de outros. Mas, sem que fique-se preso a tais filosofias. Que tenhamos a vontade de avançar e a transcender esses pensamentos. Incluindo nossos próprios. Agregando coisas. Valendo-se deles para que multipliquemos ideias, ideais…

Portanto, gostaria de pedir a todos que pensam parecido, que deixem de ser apenas expectadores e que juntem-se ao levante de pessoas que simplesmente cansaram de observar os demais se debater…

Não, eram pessoas que começavam a despertar para uma coisa. Sem ainda terem a visão do todo. Escravidão era válida pela lei, mas, a bondade já era latente...

Não, eram pessoas que começavam a despertar para uma coisa. Sem ainda terem a visão do todo. Escravidão era válida pela lei, mas, a bondade já era latente…

 

E, para tal, você não precisa ser nenhum ‘mestre ascenso’, ‘coaching’, ‘líder-religioso’ ou qualquer outro ‘título’ que possa ser um ‘carteiraço’ nas fuças dos incrédulos… você precisa apenas ter a boa vontade em compartilhar com os outros. Compartilhar pensamentos, ideias, maneiras de fazer as coisas, contar suas histórias e como você atravessou períodos difíceis… para inspirar ou mesmo consolar quem passa por períodos semelhantes. Nunca, ao MEU VER, de forma proselitista, pregadora… como se você estivesse num púlpito em nível mais elevado, falando para baixo, aos que lá estão. Faça isso olho no olho, afinal, somos todos iguais. Mesmo que estejamos em estágios de experiências diferentes. E, mesmo aquela pessoa que você jura de pés juntos que você está ajudando, pareça não ter nada a lhe oferecer de volta, simplesmente continue. Pois o ganho disso não se dá na troca direta, mas sim, na reação em cadeia. Ou, quanto mais pessoas com a mente livre, felizes e com energias em frequências altas tivermos ao nosso redor, melhor nos sentiremos. E isso não é dogma de nada… é simplesmente física. Sim, física cartesiana… aumente a frequência boa e a frequência ruim não será capaz de te bagunçar a sintonia… matemática pura…

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Assim, físicos-ateus ou missionários-religiosos encontram um ponto de consonância, à media que não servirão mais a ‘senhores’ ou ao ‘grande vácuo de matéria-escura’… apenas servirão a si mesmos, implantando um ambiente de alta vibração em torno de si… uma troca quase alquímica, para que através dos fatores externos, seu interior vire ouro… essa é a pedra filosofal, no meu entender… mental e energética…

Ah, e os alquimistas não precisam mais usar hobbies com capuzes…

Pô, essa capa é mó style, merrmão...

Pô, essa capa é mó style, merrmão…

Reação ou ação repetida?

Tenho obviamente acompanhado todas as discussões dualistas que estamos tendo no país e no mundo. A retomada da guerra fria, comunistas x capitalistas (como se fossem realmente antagônicos entre si, ou polaridades opostas. Não são.), coxinhas x mortadelas, tucanos x petralhas, etc, etc, etc… e, dentre elas, me deparei inúmeras vezes com o “xingamento” “reaça”.

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O tal “reaça”, obviamente, vem de “reacionário”, ou seja… bem, não vou sair lascando… vamos, primeiramente, ao amansa-burro, como de costume:

re.a.ci.o.ná.rio
adj. Relativo ao partido da reação, acep. 7. 2. Contrário à liberdade individual e coletiva. S. m. Indivíduo reacionário.

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Notemos que é relativo (e não relativismo) ao partido da reação. Mas, o nosso Michaelis inseriu o conceito de contrário à liberdade… será mesmo? Vamos lá…

re.a.ção
s. f. 1. Ato ou efeito de reagir. 2. Ação que resiste ou se opõe a outra; resistência. 3. Fís. Ação reflexa ou resistência que um corpo opõe pela sua inércia a outro que sobre ele atua, ou a uma forma que o solicita. 4. Fisiol. Ação orgânica resultante do emprego de um estimulante. 5. Psicol. Resposta a um estímulo qualquer. 6. Quím. Processo pelo qual, da ação recíproca entre duas ou mais substâncias, se forma outra ou outras, de características diferentes. 7. Polít. Sistema político contrário à liberdade; absolutismo.

Ação… resiste… inércia… resposta… Ok…

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Acho que dá para iniciar um esboço a partir daí… reagir a uma coisa, ao meu ver, é a base do pensamento. Ação x Reação… 3ª lei de Newton… ou, se preferirem, Lei da “Causa e Efeito”…

Ressalto um trecho extraído do link do site “infoescola.com”:

Em casos de troca de forças é indiferente saber qual corpo realizou a ação e qual realizou a reação, pois as forças sempre estarão aos pares, quando existe uma ação sendo realizado sempre haverá uma reação. Que é o equivalente a dizer que não existe uma ação sem reação.

Pois bem, tanto no sentido físico, quanto no esotérico/espiritualista, podemos dizer que ações e reações são parte de sistemas maiores. Desde a criação de matéria, até mesmo ao de evolução do pensar.

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Pois é aí que eu quero me adentrar mais um pouco.

Notemos que o jogo todo se desenha sobre uma discussão sobre quem é que fez a ação e quem é que reagiu a ela… como crianças pequenas que, ao serem repreendidas, soltam o clássico “FOI ELE QUEM COMEÇOU!”.

Pois, a lei de Newton, com a citação acima, nos dão a resposta que é indiferente. Uma é ligada a outra e ambas são sinérgicas em um processo maior. Chame-o do que quiser, sobre a ótica que quiser, mas, essa lei, ao meu ver, é uma das poucas que encontra eco no universo todo. Ação e reação. Causa e efeito. Escolhas e consequências.

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Enfim, notemos que o agir ou reagir, está inserido em um contexto… e, então, resta fazer a pergunta a todos nós: QUAL CONTEXTO?

Pois é nesse contexto que poderemos basear a trajetória e tentar prever o resultado. Se ele será benéfico ou será um desastre completo. Não acham que faz diferença? Para mim, faz toda… explico:

Quando uma empresa está operando em sua produção, de forma deficitária, a primeira medida do controller é suspender a produção. Afinal, quanto mais se produzir de forma deficitária, maior será o rombo.

Ou seja, agir é uma coisa, mas, identificar o tipo de ação é primordial. Afinal, para uma ação ruim, a reação será ruim… tal qual para uma ação boa, a reação será igualmente boa…

Sorria e sorrirão de volta… xingue e será xingado… ofereça rosas e veja a reação… dê um safanão em alguém e espere a reação…

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Assim, posso dizer também que nossas ações ditam as reações. É claro, baseado em conceitos éticos sociais considerados normais… afinal, há quem achará que oferecer flores à uma dama possa ser assédio e tals… coisas dos tempos merda modernos em que vivemos…

Para tal, eu diria que a reação, pode, obviamente, se opor a outra… e é essa terminologia que vou adotar… pois que citei acima, nos exemplos de flores e xingamentos, eu consideraria como consequências de atos…

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Uma boa ação, terá uma boa consequência, refazendo o pensamento. Tal qual, uma má ação, exigirá uma reação de oposição.

Eu venho notado em meus pensamentos a necessidade de expor a diferença entre reagir e estancar uma má ação.

Tenho falado muito ultimamente nisso… não basta apenas agredir de volta o agressor. Tem-se que aprender o porquê essa pessoa quer lhe agredir. Se existe algum padrão nisso. E, se puder, acabar com qualquer tentativa de agressão futura, ao invés apenas de estar preparado para surrar de volta o agressor.

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Ok. Não é um bom exemplo ainda… mas, a ideia central é nos levar a pensar nos cenários que se montam para que percamos mais tempo reagindo (ou nos opondo a) do que nos perguntando o porquê essas ações ruins seguem acontecendo. É nisso que eu os convido a pensar.

Seja na nova guerra fria, seja no cenário político brasileiro, seja no que for. Nos perguntemos se seguir agindo, sem pensar nas causas disso e nos porquês, não seguiremos sempre dentro do mesmo circuito de consequências/reações/efeitos?

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Reagir é diferente de re-agir… ou, agir novamente… ou, simplesmente, seguir agindo… para a ação, sempre foi e sempre será, primeiramente, o planejamento. E é aí que diferenciamos bons projetos de simples tentativas aleatórias…

Pensemos nisso… ou, simplesmente, pensemos…

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Imagina, querido John…

 

Querido John, sou seu fã e creio que sua obra-prima, a “Imagine” seja um símbolo mundial da busca pela paz e igualdade. Também acredito que tu não sejas apenas um sonhador, pois qualquer ser humano que tenha um pouco de bondade em si, certamente não compactua com o monte de iniquidades que assolam o planeta, mais do que nunca, após a tua partida.

Mas olha só, querido, creio que o pessoal tenha pegado tuas palavras e as colocado em um contexto que não sei bem se era o que tu imaginavas.

Eu também tenho... ser normal no mundo de hoje é atestado de insanidade...

Eu também tenho… ser normal no mundo de hoje é atestado de insanidade…

Sim, ao dizeres que um mundo sem “paraíso” ou “sem religião”, creio que falavas algo sobre os conceitos religiosos e suas distorções, onde o pessoal age como cães adestrados em busca de suas recompensas… mas, hoje prega-se o ateísmo em função disso.

Ok, iremos discutir por horas e mais horas sobre o conceito de Deus… aquele que existe e é a soma de tudo, contra aquele criado e inventado, para que seja o produto final de um projeto.

Ah, ok... pensamos parecido...

Ah, ok… pensamos parecido…

Pois bem, John, imagina então, como seria um mundo onde mais do que não haver religiões… imagine um mundo onde pessoas espiritualizassem-se da forma que mais lhes fosse apraz. Que cada um tivesse seu conceito próprio de divindade, de paraíso, de objetivos e recompensas. Os seus… e não os que estão por aí, dispostos como opções pouco apetitosas para o “consumidor”?

Acima de nós, apenas o céu… mas, te pergunto: qual céu? Aquele imenso, que estende-se ao infinito, num imenso vazio de bolas de fogo flutuando num vácuo, com outras de outros materiais as orbitando, ou um céu onde possam haver outras culturas, outras mentes maiores ou mesmo até, civilizações que tenham pisado por aqui em algum tempo, como algumas culturas antigas sugerem?

Imagine, querido, que tivéssemos, além de um céu acima de nós, uma consciência maior. Uma que nos permitisse imaginar que somos parte de tudo. Que tanto subindo aos céus, quanto internalizando em nossas frequências atômicas, alcançássemos o mesmo todo?

Aê, garoto... é disso que eu falava...

Aê, garoto… é disso que eu falava…

Ao falar em um mundo sem países, creio que quiseste dizer um lugar onde pessoas pudessem fazer parte de uma comunidade humana. Independente de sua origem. Que todos tivessem um convívio pacífico. E, aí, é claro, voltamos ao conceito de “não religião” proposto. Afinal, meu velho, deves estar acompanhando daí de algum lugar, que provavelmente não é o paraíso, pois não o querias, mas, ainda assim, tua consciência deve seguir existindo em algum lugar… e, daí, deves estar vendo que mesmo quebrando-se barreiras e fronteiras, algumas pessoas simplesmente não têm ainda condições de conviver com outras. E não só por questões limítrofes de países ou religiões. Trata-se de algo maior. De algo que reside em cada uma dessas pessoas. De serem simplesmente pacíficas por si só. Por exemplo: eu acredito que para uma pessoa saber que estuprar uma mulher e agredi-la é um ato torpe, covarde e mais um monte de outros xingamentos que aqui me ocorrem, ela não precisa estar convertida a alguma religião. Ou, mesmo, como tu propuseste, despida de todas elas. Afinal, bem ou mal é coisa que não necessariamente se aprende, mas, se vivencia.

Calma, meu velho... não é pra tanto... sem sonhos, não se projetam realidades...

Calma, meu velho… não é pra tanto… sem sonhos, não se projetam realidades…

Veja, querido, que o teu canto comoveu bilhões de pessoas, eu creio, mas, poucos se valem dele para realmente agir de forma melhor. E, assim também é com as religiões. Algumas pregam o bem, mas, seus seguidores não deixam de ser abestalhados só porque se especializaram em um livro específico. Eles precisam aprender a agir por conta própria, de forma correta, independente da “recompensa” que lhes for oferecida.

Sim... Sim!!! Por isso que cuidar de si antes de tentar cuidar dos outros é primordial...

Sim… Sim!!! Por isso que cuidar de si antes de tentar cuidar dos outros é primordial…

Tal qual devolver uma carteira recheada de dinheiro na rua. Deve-se devolver simplesmente porque é o certo a se fazer. Não para ficar com os louros da fama em uma matéria exaltando o óbvio, e, tampouco para ser recompensando com algum presente por isso.

Sabia que tu me entenderia...

Sabia que tu me entenderia…

Bem, agora vem a parte mais complicada… imagine um mundo sem posses… e, na mesma estrofe, propor um mundo sem ganância e sem fome…

Olha só, meu querido, já tentamos isso… lá na idade das pedras. E não funcionou… ninguém tinha nada… todo dia, saía-se para caçar, pelo menos até que aprendemos a plantar. E, daí, estabeleceu-se o escambo, a necessidade de estoque e etc… ainda mais que as pessoas viam que não duravam para sempre. Viam que ficavam velhos e lentos para a caça. E que seus filhos e dependentes ainda assim, deviam comer… pois daí a necessidade de evoluir, meu velho. Não se trata de ganância ser previdente e imaginar que poderíamos ser feridos durante uma caçada e que, talvez, tivéssemos que focar em algum estoque para tal.

Pois é... por isso é que temos que começar a ser previdentes e parar de querer depender dos outros...

Pois é… por isso é que temos que começar a ser previdentes e parar de querer depender dos outros…

Mas, concordo na parte da irmandade humana… acho que aí seria uma ótima solução. O pessoal vivendo em comunidades, com ajuda mútua, com cada um fazendo o melhor de si, tanto para si quanto para os que o cercam. Nisso sim tu acertastes em cheio!

E eu, em minha arrogância de tentar retocar uma obra-prima, te proporia um mundo sem política e sem ideologias de manada. Sim, pode parecer controverso, à medida que eu creio na vida em comunidade. Mas, veja bem, querido, o princípio de comunidade no qual eu acredito é baseado, estruturalmente no poder do indivíduo. No bem estar de cada um, primeiramente, que se expande e alcança a todos. Creio em um conceito onde a pessoa seja tão feliz a ponto de querer compartilhá-la com o mundo todo. E não naquele conceito onde deva-se abrir mão de si mesmo em função do outro. Esse pseudo-altruísmo é o que tem ferrado com tudo. Ele multiplica pessoas infelizes, sacrificando suas próprias felicidades em nome de outros. E, pode aqui até parecer que eu estou sendo chato demais, mas, acaba justamente entrando naquele conceito religioso de sofrimento x recompensa futura e não sabida em algum “paraíso”, dos quais pediste para imaginarmos o mundo livre…

Bingo! Poder para o povo significa poder para cada um de nós... o povo não é uma entidade em si, mas sim a soma de pessoas...

Bingo! Poder para o povo significa poder para cada um de nós… o povo não é uma entidade em si, mas sim a soma de pessoas…

Que tal então, fecharmos um acordo agora em uma estrofe do tipo:

“Imagine o mundo sem salvadores;

sim, é preciso ter coragem para tal;

cada um cuidando de si mesmo com garra;

e não mais ser vítima de coisa alguma;”

Ou, se preferir:

“Imagine todas as pessoas, 

vivendo em harmonia consigo mesmas;

saindo de seus casulos de escolhas marcadas;

e rumando ao que nasceram para fazer;”

Bem, tu podes dizer que eu estou sonhando… mas eu acho que eu não estou só… eu espero que um dia, todos unam-se em suas próprias causas de felicidade. E, então, o mundo viverá como um só…

Imagine só, querido John…

#SemMaisMeritíssimo

#SemMaisMeritíssimo

E no escritório…

E no escritório da empresa, o diretor chama o gerente…

  • Senhor Dilmar, o senhor pode me explicar o porquê da queda de todos os nossos números no balanço, se a nossa empresa está tendo faturamento record nos últimos anos?
  • Doutor Erlei, primeiramente eu gostaria de saudar o capim… os quatro ventos da mãe Terra, mãe nossa que, muito mais do que ser mãe, é também, no que se refere à nós, uma mãe, um pai e também uma avó, porque a avó é aquela figura que tem sempre um bolo de fubá atrás…
  • Do que o senhor está falando? Poderia ir direto ao assunto destes números?
  • Eu diria que há uma falta de humor dos nossos contabilistas, que, certamente estão sendo impactados pelos números da mídia e…
  • PERALÁ! Somos nós que mandamos os números do balanço… nós os divulgamos…
  • Sim, mas esses investidores que não confiam em números oficiais e arrumam outras fontes de pesquisa são todos neuróticos, disseminam o medo para que nosso valor diminua e…
  • Ok, ok, já entendi… mas, então, por que é que o pessoal do contas a pagar está emitindo relatórios de que não estamos pagando as contas em dia por falta de verba?
  • Esse pessoal não paga porque não quer… nossos números podem não estar lá essas maravilhas, mas, a concorrência está pior…
  • Não, não está… estão todos, apesar das dificuldades, apresentando perspectivas positivas e números maiores que os nossos…
  • Estão maquiando os números… prática velha e conhecida dos capitalistas malvados que só visam o lucro…
  • Nós também visamos lucro… todos visam… a diferença é que temos a meta de repassar esses lucros em benefício social…
  • Sim, tínhamos a meta… mas, eu abri mão da meta… aí, caso atinjamos a meta, dobraremos a meta…
  • O senhor anda bebendo? Está realmente raciocinando para falar isso?
  • O senhor está sendo preconceituoso comigo só porque eu sou mulher…
  • Não, o senhor é homem…
  • Não, sou uma mulher lésbica aprisionada num corpo masculino pequeno-burguês que age assim por causa da sociedade preconceituosa…
  • Mas o senhor tem 3 filhos… e dá em cima da secretária do marketing, que eu sei…
  • O senhor me acusa de assédio à uma colega?! O senhor é um conservador retrógrado que não tem o direito de me humilhar dessa maneira!!!
  • Não, apenas estou constatando os fatos… que o senhor vem aqui tentar deturpar…
  • Pois veja que nós, mulheres transexuais lésbicas, temos todo o direito de ter nosso lugar ao sol…
  • Sim… caso o senhor fosse uma… mas, igualmente, não tira o fato de o senhor estar falando absurdos que me fazem duvidar da sua sanidade mental… e isso, eu chamo de coerência para com meus funcionários…
  • Pois esse materialismo histórico arraigado no senhor é deplorável… só porque é o dono do meio de produção, acha-se acima do bem e do mal… o que apenas mostra o lado malvado da burguesia…
  • Burguesia? Eu sou o responsável pela arrecadação record da empresa… e, ainda quero saber cadê o dinheiro para pagar as contas… estamos com funcionários sendo algemados por suspeitas de desvio de dinheiro…
  • Eu não sabia de nada…
  • Mas são do seu setor…
  • Também não sei de nada…
  • Mas eles foram contratados pelo senhor e os documentos têm a sua assinatura…
  • Se eu assinei alguma coisa, não li… me traíram!!!
  • Como alguém que assina algo sem ler pode dizer que é traído, pode me explicar?
  • Eu confio muito no pessoal… eles me pediram para assinar…
  • Ah sim… então, vou pedir-lhe que assine aqui para mim também…
  • O que é isso?
  • Sua carta de demissão…
  • O senhor está querendo aplicar um golpe nessa empresa com isso! Eu sou o único responsável pela apuração das falcatruas que aqui ocorrem e que não eram apuradas antes… no mínimo é o senhor que deve estar por detrás de todos esses desvios…
  • Eu? E como eu estaria por detrás disso se a polícia não está aqui me algemando… e sim os seus funcionários?
  • Porque o senhor comprou a mídia, a polícia, provavelmente está também comprando os investidores que negativam o meu trabalho e, sobretudo, o senhor é um conspiracionista…
  • Ah sim… então a culpa é toda minha… tudo bem… mas, ainda assim, o senhor está demitido… ou por falcatrua, ou por incompetência… escolha o que quiser… assine aqui, ao lado da minha assinatura… sim… ao lado do nome Erlei Tohr…

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O maior vendedor do mundo…

Eu adoraria estar aqui falando do épico livro do Og Mandino, best seller do pensamento positivo e da auto-ajuda. Para quem não conhece, eu recomendo fortemente…

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O maior vendedor do mundo, infelizmente, nos tempos atuais, é o medo. Sim. É uma merda problema sério para mim, aceitar esse tipo de argumento, mas, o mundo de hoje me leva a concordar com essa afirmação. Creio que todos já a tenham ouvido uma vez na vida, pelo menos.

Pois a razão de pensarmos nisso é justamente o cenário atual. E, não apenas abordar o medo em si, mas, o porquê ele está aí disseminado por todos os lados. Suas entidades, seus representantes e quem, de fato, se beneficia dele. Sim, existem (e muito) pessoas que se beneficiam do medo.

Pois, vamos lá. Como costumeiramente, ao amansa-burro:

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(ê), s. m. 1. Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente. 2. Apreensão. 3. Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável.

“Perturbação resultante da ideia de perigo…”. Entenderam? Pois bem, ele é uma projeção… ou, uma ideia que temos de que algo irá nos perturbar… e, o instinto de preservação humana, programado em nosso DNA, encarrega-se de fazer o resto…

Onde quero chegar com isso? Bem, talvez em atentar para o fato de que o medo seja mais algo que nós mesmos produzimos do que ser algo que nos inserem… (ou inserem no nosso… BadooomTSSS)

Se analisarmos bem, o medo realmente não existe. Ele é a ponderação de que algo poderá nos infringir, nos arrebatar, etc… poderá… futuro… ou seja, é algo que ainda não aconteceu, mas, que achamos que irá acontecer. E, sendo assim, passamos a viver com essa egrégora sobre nossas cabeças. De que algo ruim poderá (mas não necessariamente irá) nos acontecer.

Pois bem, agora nos perguntemos o porquê do medo estar tão disseminado atualmente?

Eu poderia sugerir vários fatores. A crescente criminalidade, terrorismo, fatores sobrenaturais, catástrofes iminentes, o velho do saco, monstros embaixo da cama, reeleição daquele senhor barbudo… enfim… tudo aquilo que nossa mente puder acatar como sendo uma ameaça.

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Todos concordaremos que o nosso grau de compreensão de mundo e a capacidade de usar a lógica e raciocínio, limitará um pouco esse medo. Talvez para separarmos o medo que se sente ao assistir “O ataque dos tomates assassinos” no cinema, do medo de se ter uma célula de recrutamento do Estado Islâmico do lado da sua casa…

Embora, há quem me dirá que no universo, nenhuma possibilidade deverá ser descartada, afinal, sabe-se lá se em algum planeta habite tomates malvados que podem invadir a terra um dia, ou, se serão transformados em monstros por um experimento mal sucedido da Monsanto com seus transgênicos… (ok, hoje eu estou engraçadinho)

Mas, voltando ao assunto, eu diria que o medo é a moeda de troca para que aceitemos “reduzir nossas pedidas” e fechar um acordo com a outra parte… já falei disso em outro texto antigo, que não me recordo agora: quem aqui não ouviu alguma tática de venda que se baseava em sua segurança, de seus filhos e uma argumentação sobre como seria ruim ter um grande problema “só” porque você resolveu poupar alguns tostões? Aquele vendedor que lhe empurrou a tomada mais cara da loja, porque essa aí não tinha risco de incêndio em sua casa… ou, coisas do tipo.

Pois é, essa mesma lógica é usada para que o medo esteja por aí disseminado…

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Suponhamos: por que alguém em sã consciência gostaria de ter um estado totalitário, regulador, que tolha liberdades e que mantenha seus cidadãos sob constante vigilância e, ao menor indício de algo errado, intervenha fortemente? Por que alguém estaria disposto a delatar vizinhos, parentes e até mesmo pais ou filhos às autoridades se não fosse por medo, ou pavor, de que algo de gravíssimo lhes aconteça?

Por que alguém aceitaria ter seus rendimentos saqueados, ou, aceitar viver sob condições piores do que de fato poderia, se não fosse para aceitar o argumento de que o estado precisa de seu sacrifício para que possa lhe salvaguardar? Lembro, nessa hora, da forma que as máfias agiam em bairros, cobrando taxas de segurança dos comerciantes e moradores, para que nada de ruim lhes acontecesse… com aquele argumento de “sabe como é, acidentes sempre acontecem, não é?!”. E, caso alguém tivesse a petulância de não pagar tal taxa, o tal acidente era prontamente providenciado. Pois parece o que o estado (mafioso) faz conosco atualmente. E não só aqui no Brasil, mas, no mundo todo.

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A maioria de nós paga aos flanelinhas, guardadores de carros e afins, não para que eles nos guardem de assaltos, mas sim para que eles não danifiquem nossos carros em caso de negativa… aprendi isso no dia em que perdi um espelho retrovisor do carro da minha mãe, lá nos idos dos anos 90… quando ela me emprestava o carro para sair com os amigos…

Agora, aumentemos o espectro do pensamento e pensemos: em que situações do nosso dia a dia, esse tipo de coisa se aplica?

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Precisamos do medo de bandidos para depender mais do estado. E, se o estado diz que não consegue garantir isso com eficiência por não dispor de recursos, obviamente o nosso medo fará com que aceitemos pagar mais impostos para que isso aconteça (mesmo que, ao final, nunca aconteça). Só para ficarmos em um exemplo de situação.

Por que os americanos aceitam, mesmo em épocas de crise, ter a maioria de seu orçamento gasto com segurança? Por medo, certamente… medo de terrorismo, de invasão alien, de queda de meteoros e assim por diante…

Há gaiatos que dirão que os dízimos só fluem como rios para os bolsos dos religiosos, por medo do “coisa ruim”… e, como bom herege que sou, não lhes tiro a razão…

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Ao final, acabaremos concordando que o medo é, de fato, o melhor e maior vendedor do mundo. Og Mandino me daria uma miijada orientação de que não devemos perder as esperanças e que o amor traz o melhor de cada um de nós para que a corrente do bem seja sempre maior do que qualquer medo. E, a antítese do medo, ao contrário do que diz o dicionário, não é a coragem, mas sim, a confiança. Ao meu ver, é claro. A confiança de que assim como podemos projetar o pior cenário possível para o futuro, também podemos projetar o melhor… e, como gosto sempre de direcionar em tudo o que escrevo, só depende de nós essa escolha. Nunca – eu disse NUNCA – dos outros.

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Valorizar ou valorar

Já escrevi algumas vezes sobre a diferença entre juízos em geral. O de valor é um dos que, fatalmente, acabo recorrendo mais, pois, ao meu ver, cada um tem o seu valor e, baseado nele, faz suas escolhas.

Bem, mas o que isso tem a ver com o proposto no título?

Tem a ver que o “valorizar”, no entendimento de alguns, confunde-se com o “valorar”… vejamos, como sempre, no amansa para clarear as coisas (o de hoje é o Mini Aurélio Digital):

//

va.lo.ri.zar
Verbo transitivo direto.
1.
Dar valor a, ou aumentar o valor de.
2.
Reconhecer as qualidades, os méritos de (pessoa, ação, coisa, etc.).

Verbo pronominal.

3.
Aumentar de valor.
4.
Dar valor a si mesmo. [C.: 1]

§ va.lo.ri.za.do adj.; va.lo.ri.za.dor (ô) adj. sm.
  • “Dar valor a, ou aumentar o valor de…” – isso, para mim, são duas coisas diametralmente diferentes… “reconhecer… méritos”… ok…

//

va.lor (ô)
Substantivo masculino.
1.
V. valentia (1).
2.
Qualidade que faz estimável alguém ou algo; valia.
3.
Importância de determinada coisa; preço, valia.
4.
Legitimidade, validade.
5.
Significado rigoroso de um termo.

*QUALIDADE que faz estimável alguém ou algo”… “importância de determinada coisa; PREÇO, valia”. Ok. Era aí que eu queria chegar… a diferença que reside entre a qualidade que faz algo ou alguém ser estimado, e, o preço… e, daí, eu sempre digo que, enquanto alguns têm preço, outros têm valores…

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E, estimar algo, ou valorizar, é uma coisa que fazemos baseados em nossos valores (morais), comparando-os com nossas projeções ou juízos… então, o que é valorizado para mim, pode não ser para você… seu time ser melhor que o meu, pode lhe parecer algo importante, enquanto, para outros, isso é o menor dos problemas…

Também há os que formam seus “valores” baseados em coisas bem subjetivas… ou, em opiniões alheias… muitos, inclusive, gostam de citar fontes, teses, autores e (o novo rico da terminologia) intelectuais para embasar seus gostos…

Pois nem tudo é relativo nessa vida… há coisas que, simplesmente podemos nos basear sem precisar de ajuda… quem aqui imagina algo do tipo:

– O senhor gostou desse sorvete, senhor?

– Não, achei meio sem gosto… até aguado, eu diria… o sabor do morango é pouco percebido e, além disso, achei sem consistência…

– E o que o senhor diria se soubesse que esse sorvete foi feito pelo Claude Troisgros (ou outro da moda, pois conheço poucos cozinheiros famosos), usando morangos orgânicos de estufas da escandinávia, colhidos por virgens albinas da etiópia, fugitivas de perseguição religiosa, cultivados sem agrotóxicos e adubado com fezes de panda chinês, com leite de cabra manca que seria sacrificada, mas foi salva pelo Greenpeace em uma operação quase militar na Bóznia?

– Bem… veja bem, eu achei o gosto, na verdade, diferente… dá para notar o sofrimento da pobre cabra, e, por isso o azedume inicial… como é perene o sofrimento da cabra e da mãe Terra no sabor, não é mesmo?

Ok. Este é mais um diálogo idiota metido a engraçadinho, mas, que exprime um pouco do momento atual… as pessoas não baseiam-se mais em coisas simples. Aliás, quanto mais rebuscada for a coisa, melhor… não me espantaria uma resposta final, no diálogo acima (imaginando um Maitre e um cliente de restaurante), ser um “foda-se, tá uma merda mesmo assim…”. E, acho que, embora não fosse a mais “politicamente correta” (outro termo que me causa urticária), seria, provavelmente a mais honesta… se baseada no gosto e na impressão inicial do cliente.

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Também temos os casos de frases e citações… onde ouve-se uma frase e, muito além de pensar nela, encontrar o sentido e, independentemente de concordar, discordar ou perceber que foi perda de tempo ter ouvido tamanha bobagem, as pessoas, imediatamente buscam saber quem é o autor, o porquê disse isso e, sua intenção ao tê-lo dito…

Eu mesmo tenho essa inclinação, pois acredito que há interesses revestidos em frases belas, além de que meias verdades podem ser mentiras completas. Desconstruir conceitos e notar que, frases pontuais podem ser encaixadas em contextos, embora, as intenções iniciais não sejam tão nobres quanto as interpretações posteriores…

Bonito, não?!

Bonito, não?!

Assim, podemos montar enormes mentiras, apenas falando verdades… ou, coisas bonitas… conclamando o que há de melhor em matéria de sentimento… e, inclusive, como na frase do “pensador” acima, o amor, respeito e tals…

Vejamos que não venho aqui pregar a desconfiança de tudo e de todos, mas, antes de qualquer outra coisa, eu tenho uma intenção clara: a de tentar fazer com que todos busquemos nossas próprias respostas… sem ficar com o que não entregam “pronto”. Tudo carece do nosso crivo… e eu disse TUDO mesmo!

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Concordar ou não, baseado naquilo que você conhece, que gosta ou mesmo no que você valoriza, pode se caracterizar em uma ilusão, muitas vezes, pois valorizamos coisas diferentes em diferentes estágios da vida…

Houve época em que eu valorizava mulheres bonitas… em outras, mulheres inteligentes… em outras, mulheres tranquilas… já, hoje em dia, valorizo as bem humoradas… e, isso, só para ficar no meu gosto pelo universo feminino…

Assim, o que você valoriza hoje, pode não ser o que valoriza amanhã… sendo assim, também é prudente rever tudo aquilo que você “julgou”, baseado em seus gostos da época… se eles não mudaram também…

É claro, sem se esquecer do que é mais importante para a composição desse julgamento… afinal, sorvete de morango é ruim ou não, independente de quem o tenha feito… assim como aquela mulher pode te parecer mais ou menos bonita de acordo com o seu estado etílico… (quem aqui, né amigo?!)

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