A instrumentalização da bondade

Noto que muita gente boa, por vezes, acaba refém de algo, alguém ou alguma causa, justamente por ser boa…

Enrolada a formulação, né? Claro… é complicado para mim, sequer, formular a linha de raciocínio para tentar explicar…

Vamos tentar…

Pessoas notadamente boas, com boas intenções, essências boas, veem-se presas em causas, filosofias ou ideologias…

Tentando exemplificar: pessoas tendem a aceitar um estereótipo de uma figura “boa”, ou “elevada espiritualmente”, ou, seja lá qual for a ideia que ela quer passar de si, aos outros…

Putz, segue enrolado…

Ok, vamos tentar por partes…

Para iniciar, o bom e velho amansa-burro:

Estereótipo:

Estereótipo são generalizações que as pessoas fazem sobre comportamentos ou características de outros. Estereótipo significa impressão sólida, e pode ser sobre a aparência, roupas, comportamento, cultura etc.

Então, por exemplo, quem aqui não viu aquela pessoa que quer passar a imagem de “elevada espiritual”, com roupas hippies, falando manso e arrastado, como se estivesse chapado (ou de fato estando), falando das fraternidades brancas, amarelas, verdes com petit-pois rosa…

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Pois é… da mesma forma, aquela pessoa que hoje quer salvar o mundo, vê-se sendo obrigada a andar de bicicleta, ser vegetariana, socialista, feminista e uma série de outros ‘istas’…

Sim, muitos de nós já devem ter visto…

Mas, cá entre nós, não precisa de nada disso para ser uma pessoa boa. Essa composição de estereótipos pode ser desde uma jogada de marketing pessoal, como também apenas uma bobagem tentativa de expressar de forma externa, seu interior…

Vá lá… seja qual o motivo for, a verdade é que não precisa nada disso para ser bom… para fazer o bem…

Você não precisa estar vinculado a uma religião, a um partido, a um coletivo, a um grupo social ou seja lá o que for… você apenas precisa SER BOM. Ponto. Agir de forma boa diariamente.

Assim, indo mais além, essa estereotipagem, pode ser apenas mais um blefe do que realmente ser algo produtivo, ou mesmo, que faça alguma diferença.

Certamente aos incautos, que deixam-se levar por aparências, ou delegam o pensar, como costumo dizer, o impacto é fundamental para induzir a pessoa a achar o que o outro quiser…

Claro que, se a premissa de que uma pessoa vestindo roupas extremamente sexys, não necessariamente é uma profissional do sexo, da mesma forma dá pra concluir que algum cabeludo em vestes desleixadas, com pentagramas tatuados e símbolos esotéricos em pendentes e acessórios, necessariamente, é um ser “elevado”…

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Adquira já o seu kit ‘I wanna be esoteric’ na nossa store…

– E o que nós temos a ver com isso? – certamente vocês devem estar perguntando-se…

Bem, na verdade eu me importo com isso porque ver pessoas caindo em engodos me incomoda muito. Ainda mais as de boa-fé…

Vejo gente boa abraçando causas estapafúrdias apenas para justificar suas bondades. Acabam sendo instrumentalizadas por essas causas, que as tolhem, as “corrigem” e as enquadram em seus sistemas para que essas possam pertencem ao clubinho…

DANEM-SE OS CLUBINHOS!!! – eu digo.

Não, eu sou declaradamente um POLITICAMENTECORRETOFÓBICO!!!

Não, eu sou declaradamente um POLITICAMENTECORRETOFÓBICO!!!

Para mim, se você é uma boa pessoa, não me interessa se você é ateu, católico, umbandista, branco, negro, cafuzo ou mameluco, hétero, gay ou se curte orgias com coalas em plena selva australiana… tampouco se pertence à direita, esquerda ou fique em cima ou embaixo do muro… estou cagando pouco me importando se você vê gnomos, alienígenas ou elefantes cor-de-rosa quando toma chá alucinógenos ou mesmo fuma erva-mate em cuia de chimarrão…

O que eu realmente me importo é que pessoas sejam livres para escolherem seus caminhos. Em seus próprios termos. Com suas próprias características… que cada um vista-se como quiser, leia o que quiser, reze para quem quiser, ou para ninguém, que se alimente do que bem entender e, sobretudo, que mantenha a SUA PRÓPRIA LINHA DE PENSAMENTO. APENAS A SUA!

Como já disse inúmeras vezes, se é que eu tenho alguma missão com esse blog e o que eu falo e encho o saco aconselho os outros com que falo, é a de gerar livres-pensadores. E não mais os propagandistas ou fiéis de causas prontas.

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O livre pensar, de cada um, obviamente é um sistema que constrói-se diariamente, e, é claro, pode se utilizar de filosofias e pensamentos de outros. Mas, sem que fique-se preso a tais filosofias. Que tenhamos a vontade de avançar e a transcender esses pensamentos. Incluindo nossos próprios. Agregando coisas. Valendo-se deles para que multipliquemos ideias, ideais…

Portanto, gostaria de pedir a todos que pensam parecido, que deixem de ser apenas expectadores e que juntem-se ao levante de pessoas que simplesmente cansaram de observar os demais se debater…

Não, eram pessoas que começavam a despertar para uma coisa. Sem ainda terem a visão do todo. Escravidão era válida pela lei, mas, a bondade já era latente...

Não, eram pessoas que começavam a despertar para uma coisa. Sem ainda terem a visão do todo. Escravidão era válida pela lei, mas, a bondade já era latente…

 

E, para tal, você não precisa ser nenhum ‘mestre ascenso’, ‘coaching’, ‘líder-religioso’ ou qualquer outro ‘título’ que possa ser um ‘carteiraço’ nas fuças dos incrédulos… você precisa apenas ter a boa vontade em compartilhar com os outros. Compartilhar pensamentos, ideias, maneiras de fazer as coisas, contar suas histórias e como você atravessou períodos difíceis… para inspirar ou mesmo consolar quem passa por períodos semelhantes. Nunca, ao MEU VER, de forma proselitista, pregadora… como se você estivesse num púlpito em nível mais elevado, falando para baixo, aos que lá estão. Faça isso olho no olho, afinal, somos todos iguais. Mesmo que estejamos em estágios de experiências diferentes. E, mesmo aquela pessoa que você jura de pés juntos que você está ajudando, pareça não ter nada a lhe oferecer de volta, simplesmente continue. Pois o ganho disso não se dá na troca direta, mas sim, na reação em cadeia. Ou, quanto mais pessoas com a mente livre, felizes e com energias em frequências altas tivermos ao nosso redor, melhor nos sentiremos. E isso não é dogma de nada… é simplesmente física. Sim, física cartesiana… aumente a frequência boa e a frequência ruim não será capaz de te bagunçar a sintonia… matemática pura…

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Assim, físicos-ateus ou missionários-religiosos encontram um ponto de consonância, à media que não servirão mais a ‘senhores’ ou ao ‘grande vácuo de matéria-escura’… apenas servirão a si mesmos, implantando um ambiente de alta vibração em torno de si… uma troca quase alquímica, para que através dos fatores externos, seu interior vire ouro… essa é a pedra filosofal, no meu entender… mental e energética…

Ah, e os alquimistas não precisam mais usar hobbies com capuzes…

Pô, essa capa é mó style, merrmão...

Pô, essa capa é mó style, merrmão…

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Fé, fanatismo e submissão…

Os tempos atuais requerem, de fato, muita reflexão para que se aprenda a diferenciar as nuances de cada coisa. Fator fundamental, ao meu ver, para conseguir sair de uma enrascada ou atolar-se nela até o pescoço.

Vejamos. É notório que a fé e o fanatismo são separados por uma linha muito tênue… e, já dizia um ex-professor de filosofia meu (que graças a Deus não era exclusivo da esquerda): “é o que diferencia os que oram e acreditam, dos que amarram-se a cintos-bomba e explodem-se…”.

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Mas, eu diria que há um outro elemento que une uma coisa e outra. A submissão. A voluntária ou a involuntária. Podemos ser submissos, por exemplo, apenas sendo omissos (rimando e tudo).

Ok. Já sabemos que vem enrosco aí… e, portanto, vamos, como de praxe, ao amansa-burro primeiramente:


s. f. 1. Crença, crédito; convicção da existência de algum fato ou de veracidade de alguma asserção. 2. Crença nas doutrinas da religião cristã. 4. A primeira das três virtudes teologais. 5. Fidelidade a compromissos e promessas; confiança. 6. Confirmação, prova.

fa.na.tis.mo
s. m. 1. Excessivo zelo religioso. 2. Dedicação excessiva; paixão. 3. Adesão cega a uma doutrina ou sistema.

fa.ná.ti.co
adj. e s. m. 1. Que, ou o que se julga inspirado por Deus. 2. Que, ou o que se apaixona demasiadamente por uma causa ou pessoa.

sub.mis.são
s. f. 1. Ato ou efeito de submeter(-se); obediência, sujeição. 2. Disposição para aceitar um estado de dependência. 3. Estado de rebaixamento servil; subserviência.

sub.mis.so
adj. 1. Que denota submissão. 2. Que está em posição inferior. 3. Humilde, suplicante. 4. Dócil, respeitoso.

sub.ser.vi.en.te
adj. m. e f. 1. Que serve às ordens de outrem servilmente. 2. Muito condescendente.

ser.vil
adj. m. e f. 1. Relativo a servo. 2. Baixo, ignóbil, torpe, vil. 3. Subserviente, bajulador, sabujo. 4. Que segue rigorosamente um modelo ou original.

o.mis.so
adj. 1. Em que há falta ou esquecimento. 2. Descuidado, negligente.

Ok! Acho que já chega… o nosso querido amansa nos brinda com alguns links que podemos fazer, para entender o contexto de onde eu quero chegar.

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Pois, creio eu, que há oceanos de diferença entre uma coisa e outra. A fé, em si mesma, é algo bom, pois nutre a esperança de que algo melhor, ao menos, nos aguarda. Ela permite mudança. A fé no sentido de crer em algo bom e melhor. Não necessariamente o do sistema teológico em si. Mas, ainda assim, há os que dentro desse mesmo sistema, possam variar entre a fé e o fanatismo. Não só o sistema teológico. O sistema político, o sistema financeiro, ideológico, filosófico, administrativo, etc… afinal, a teoria dos sistemas nos diz que podemos analisar tudo de forma interdisciplinar…

 

A ‘teoria de sistemas estuda, de modo interdisciplinar, a organização abstrata de fenômenos, independente de sua formação e configuração presente. Investiga todos os princípios comuns a todas as entidades complexas, e modelos que podem ser utilizados para a sua descrição.

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Portanto, invoco a teoria dos sistemas (A la Yu-Gi-Oh) para que façamos as devidas correlações entre os diversos sistemas que nos rodeiam e o que cada um deles interfere em nosso dia-a-dia.

Vejamos que o fanatismo e a submissão são relacionados diretamente com o tratado social. Enquanto alguns “especialistas” de causas, ou fanáticos, no bom português, alardeiam as regras e não admitem que pessoas tentem sair delas, há os que, igualmente, submetem-se a tais regras de forma servil. De forma omissa.

Dependendo do que chamamos de "bem" e "mal"...

Dependendo do que chamamos de “bem” e “mal”…

Para os que creem nos sistemas religiosos, podemos, inclusive, dizer que omissões são pecados, ou faltas que cometemos. Lembro ainda, entre um cochilo e outro nas missas em que frequentei, do ato de contrição, onde todos repetíamos:

Confesso a Deus Todo-Poderoso
e a vós, irmãos(a)
que pequei muitas vezes
por pensamentos, palavras,
atos e omissões,
por minha culpa,
minha tão grande culpa.
E peço à Virgem Maria,
aos anjos e santos
e a vós, irmãos,
que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

E que seu coração seja o meu caminho por toda a minha vida

Amem.

Inclusive grandes cagadas...

Inclusive grandes cagadas…

Tá bem, todos fazemos merda coisas que nos arrependemos na vida, mas, ao meu ver, erros constroem acertos futuros. Não no caso da omissão.  Ela não nos ensina nada. Ela apenas posterga alguma coisa. Embora, também, sob outro prisma, possamos pensar que omitir-se é um ato em si. É uma escolha de não fazer. Portanto, é nossa responsabilidade igualmente. O que, não considero culpa. Considero consequência.

Seguindo: a omissão e a submissão, por outro lado, têm seus pontos de convergência à medida em que delegamos a outros nossas escolhas. Sendo-lhes obedientes, ou, abstendo-nos de nossas vontades em pró de outras. Assim, seja lá por qual motivo seja, sendo obediente e servil à fanáticos, estamos automaticamente reforçando seus sistemas e suas retroalimentações.

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O momento atual, ao meu ver, é todo explicado sobre essa ótica de fé x fanatismo x submissão/omissão. E, com os devidos links, notamos que muitas pessoas de fé, acabam-se vendo enredados em contextos complexos e rígidos, para que, dentro de suas ideias de fé e crença, tenham que obedecer a sistemas fechados, que as restringem de expandir suas mentes para o aprimoramento de tais sistemas. Afinal, na mente dos fanáticos, qualquer mudança ao sistema é heresia, e, portanto, digna de punição. E por aí, muito do atraso do mundo se explica também (tudo, obviamente, na minha ótica e análise).

Vejamos em um cenário mundial. Notemos que forças binárias e antagônicas digladiam-se eternamente, fazendo com que necessariamente escolha-se um time ou outro, sendo que uma escolha, automaticamente, exclui a outra. E, sob a ótica de cada sistema, os prós e contras para quem não os seguem à risca os preceitos, são aterradores.

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Notemos as nuances de cada sistema. O que nos oferece de bom. O que nos ameaça como punição por descumprimento de regras e normas. O que nos engessa o pensar. E, sobretudo, pensemos, como a sociedade só evoluiu quando algum engraçadinho ousou não obedecê-los. É claro, que nem sempre com ganhos reais. Afinal, como já disse inúmeras vezes, as nuances são embaçadas e difíceis de enxergar a olho nu.

O que fazer então?

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Eu, como de costume, não dou receitas prontas. Pois não acredito mais em saídas mágicas. Acredito em construção de resultados. E, sendo assim, poderia dizer que apenas conhecendo cada nuance é que poderemos identificá-las. E, após a identificação, poder entender o que nos é proposto. Qual nosso ganho… e, sobretudo, a qual custo…

Escrevo esse pensamento à medida que vejo muita gente boa, bem intencionada, sendo engolida por esses sistemas que vendem benesses, que se autoproclamam bons e fundam assim “clubes” de gente do bem. Quando, na verdade, são vertentes de um plano dual e maniqueísta, onde o “bem” e o “mal”, obedecem a um mesmo senhor. Apenas, o “mal” exercendo um papel tão assustador, que faz com que todos aceitem o “bem”, independente do quão esse “bem” não seja lá essas coisas… mesmo que ele seja cheio de regras cerceantes, de ações ignóbeis e de obediência servil. De submissão.

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Certamente há quem goste de submissão. Que sinta, inclusive, prazer com ela… mas, aí entraremos na seara sexual-sadomasoquista, e, apesar de eu ter lá meus fetiches, não é lá bem a minha praia…

Ok... não é lá de todo ruim...

Ok… não é lá de todo ruim…

Reação ou ação repetida?

Tenho obviamente acompanhado todas as discussões dualistas que estamos tendo no país e no mundo. A retomada da guerra fria, comunistas x capitalistas (como se fossem realmente antagônicos entre si, ou polaridades opostas. Não são.), coxinhas x mortadelas, tucanos x petralhas, etc, etc, etc… e, dentre elas, me deparei inúmeras vezes com o “xingamento” “reaça”.

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O tal “reaça”, obviamente, vem de “reacionário”, ou seja… bem, não vou sair lascando… vamos, primeiramente, ao amansa-burro, como de costume:

re.a.ci.o.ná.rio
adj. Relativo ao partido da reação, acep. 7. 2. Contrário à liberdade individual e coletiva. S. m. Indivíduo reacionário.

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Notemos que é relativo (e não relativismo) ao partido da reação. Mas, o nosso Michaelis inseriu o conceito de contrário à liberdade… será mesmo? Vamos lá…

re.a.ção
s. f. 1. Ato ou efeito de reagir. 2. Ação que resiste ou se opõe a outra; resistência. 3. Fís. Ação reflexa ou resistência que um corpo opõe pela sua inércia a outro que sobre ele atua, ou a uma forma que o solicita. 4. Fisiol. Ação orgânica resultante do emprego de um estimulante. 5. Psicol. Resposta a um estímulo qualquer. 6. Quím. Processo pelo qual, da ação recíproca entre duas ou mais substâncias, se forma outra ou outras, de características diferentes. 7. Polít. Sistema político contrário à liberdade; absolutismo.

Ação… resiste… inércia… resposta… Ok…

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Acho que dá para iniciar um esboço a partir daí… reagir a uma coisa, ao meu ver, é a base do pensamento. Ação x Reação… 3ª lei de Newton… ou, se preferirem, Lei da “Causa e Efeito”…

Ressalto um trecho extraído do link do site “infoescola.com”:

Em casos de troca de forças é indiferente saber qual corpo realizou a ação e qual realizou a reação, pois as forças sempre estarão aos pares, quando existe uma ação sendo realizado sempre haverá uma reação. Que é o equivalente a dizer que não existe uma ação sem reação.

Pois bem, tanto no sentido físico, quanto no esotérico/espiritualista, podemos dizer que ações e reações são parte de sistemas maiores. Desde a criação de matéria, até mesmo ao de evolução do pensar.

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Pois é aí que eu quero me adentrar mais um pouco.

Notemos que o jogo todo se desenha sobre uma discussão sobre quem é que fez a ação e quem é que reagiu a ela… como crianças pequenas que, ao serem repreendidas, soltam o clássico “FOI ELE QUEM COMEÇOU!”.

Pois, a lei de Newton, com a citação acima, nos dão a resposta que é indiferente. Uma é ligada a outra e ambas são sinérgicas em um processo maior. Chame-o do que quiser, sobre a ótica que quiser, mas, essa lei, ao meu ver, é uma das poucas que encontra eco no universo todo. Ação e reação. Causa e efeito. Escolhas e consequências.

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Enfim, notemos que o agir ou reagir, está inserido em um contexto… e, então, resta fazer a pergunta a todos nós: QUAL CONTEXTO?

Pois é nesse contexto que poderemos basear a trajetória e tentar prever o resultado. Se ele será benéfico ou será um desastre completo. Não acham que faz diferença? Para mim, faz toda… explico:

Quando uma empresa está operando em sua produção, de forma deficitária, a primeira medida do controller é suspender a produção. Afinal, quanto mais se produzir de forma deficitária, maior será o rombo.

Ou seja, agir é uma coisa, mas, identificar o tipo de ação é primordial. Afinal, para uma ação ruim, a reação será ruim… tal qual para uma ação boa, a reação será igualmente boa…

Sorria e sorrirão de volta… xingue e será xingado… ofereça rosas e veja a reação… dê um safanão em alguém e espere a reação…

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Assim, posso dizer também que nossas ações ditam as reações. É claro, baseado em conceitos éticos sociais considerados normais… afinal, há quem achará que oferecer flores à uma dama possa ser assédio e tals… coisas dos tempos merda modernos em que vivemos…

Para tal, eu diria que a reação, pode, obviamente, se opor a outra… e é essa terminologia que vou adotar… pois que citei acima, nos exemplos de flores e xingamentos, eu consideraria como consequências de atos…

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Uma boa ação, terá uma boa consequência, refazendo o pensamento. Tal qual, uma má ação, exigirá uma reação de oposição.

Eu venho notado em meus pensamentos a necessidade de expor a diferença entre reagir e estancar uma má ação.

Tenho falado muito ultimamente nisso… não basta apenas agredir de volta o agressor. Tem-se que aprender o porquê essa pessoa quer lhe agredir. Se existe algum padrão nisso. E, se puder, acabar com qualquer tentativa de agressão futura, ao invés apenas de estar preparado para surrar de volta o agressor.

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Ok. Não é um bom exemplo ainda… mas, a ideia central é nos levar a pensar nos cenários que se montam para que percamos mais tempo reagindo (ou nos opondo a) do que nos perguntando o porquê essas ações ruins seguem acontecendo. É nisso que eu os convido a pensar.

Seja na nova guerra fria, seja no cenário político brasileiro, seja no que for. Nos perguntemos se seguir agindo, sem pensar nas causas disso e nos porquês, não seguiremos sempre dentro do mesmo circuito de consequências/reações/efeitos?

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Reagir é diferente de re-agir… ou, agir novamente… ou, simplesmente, seguir agindo… para a ação, sempre foi e sempre será, primeiramente, o planejamento. E é aí que diferenciamos bons projetos de simples tentativas aleatórias…

Pensemos nisso… ou, simplesmente, pensemos…

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E no escritório…

E no escritório da empresa, o diretor chama o gerente…

  • Senhor Dilmar, o senhor pode me explicar o porquê da queda de todos os nossos números no balanço, se a nossa empresa está tendo faturamento record nos últimos anos?
  • Doutor Erlei, primeiramente eu gostaria de saudar o capim… os quatro ventos da mãe Terra, mãe nossa que, muito mais do que ser mãe, é também, no que se refere à nós, uma mãe, um pai e também uma avó, porque a avó é aquela figura que tem sempre um bolo de fubá atrás…
  • Do que o senhor está falando? Poderia ir direto ao assunto destes números?
  • Eu diria que há uma falta de humor dos nossos contabilistas, que, certamente estão sendo impactados pelos números da mídia e…
  • PERALÁ! Somos nós que mandamos os números do balanço… nós os divulgamos…
  • Sim, mas esses investidores que não confiam em números oficiais e arrumam outras fontes de pesquisa são todos neuróticos, disseminam o medo para que nosso valor diminua e…
  • Ok, ok, já entendi… mas, então, por que é que o pessoal do contas a pagar está emitindo relatórios de que não estamos pagando as contas em dia por falta de verba?
  • Esse pessoal não paga porque não quer… nossos números podem não estar lá essas maravilhas, mas, a concorrência está pior…
  • Não, não está… estão todos, apesar das dificuldades, apresentando perspectivas positivas e números maiores que os nossos…
  • Estão maquiando os números… prática velha e conhecida dos capitalistas malvados que só visam o lucro…
  • Nós também visamos lucro… todos visam… a diferença é que temos a meta de repassar esses lucros em benefício social…
  • Sim, tínhamos a meta… mas, eu abri mão da meta… aí, caso atinjamos a meta, dobraremos a meta…
  • O senhor anda bebendo? Está realmente raciocinando para falar isso?
  • O senhor está sendo preconceituoso comigo só porque eu sou mulher…
  • Não, o senhor é homem…
  • Não, sou uma mulher lésbica aprisionada num corpo masculino pequeno-burguês que age assim por causa da sociedade preconceituosa…
  • Mas o senhor tem 3 filhos… e dá em cima da secretária do marketing, que eu sei…
  • O senhor me acusa de assédio à uma colega?! O senhor é um conservador retrógrado que não tem o direito de me humilhar dessa maneira!!!
  • Não, apenas estou constatando os fatos… que o senhor vem aqui tentar deturpar…
  • Pois veja que nós, mulheres transexuais lésbicas, temos todo o direito de ter nosso lugar ao sol…
  • Sim… caso o senhor fosse uma… mas, igualmente, não tira o fato de o senhor estar falando absurdos que me fazem duvidar da sua sanidade mental… e isso, eu chamo de coerência para com meus funcionários…
  • Pois esse materialismo histórico arraigado no senhor é deplorável… só porque é o dono do meio de produção, acha-se acima do bem e do mal… o que apenas mostra o lado malvado da burguesia…
  • Burguesia? Eu sou o responsável pela arrecadação record da empresa… e, ainda quero saber cadê o dinheiro para pagar as contas… estamos com funcionários sendo algemados por suspeitas de desvio de dinheiro…
  • Eu não sabia de nada…
  • Mas são do seu setor…
  • Também não sei de nada…
  • Mas eles foram contratados pelo senhor e os documentos têm a sua assinatura…
  • Se eu assinei alguma coisa, não li… me traíram!!!
  • Como alguém que assina algo sem ler pode dizer que é traído, pode me explicar?
  • Eu confio muito no pessoal… eles me pediram para assinar…
  • Ah sim… então, vou pedir-lhe que assine aqui para mim também…
  • O que é isso?
  • Sua carta de demissão…
  • O senhor está querendo aplicar um golpe nessa empresa com isso! Eu sou o único responsável pela apuração das falcatruas que aqui ocorrem e que não eram apuradas antes… no mínimo é o senhor que deve estar por detrás de todos esses desvios…
  • Eu? E como eu estaria por detrás disso se a polícia não está aqui me algemando… e sim os seus funcionários?
  • Porque o senhor comprou a mídia, a polícia, provavelmente está também comprando os investidores que negativam o meu trabalho e, sobretudo, o senhor é um conspiracionista…
  • Ah sim… então a culpa é toda minha… tudo bem… mas, ainda assim, o senhor está demitido… ou por falcatrua, ou por incompetência… escolha o que quiser… assine aqui, ao lado da minha assinatura… sim… ao lado do nome Erlei Tohr…

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A auto-prisão…

Qual é o nosso limite de interação?

Até onde nossa participação social pode influenciar na nossa forma de agir ou retroagir… ou mesmo de retroceder… pois é isso que se passa na minha cabeça no momento. À medida que as mídias sociais avançam, a troca de pensamentos (sim, sou um otimista) entre pessoas torna-se um fator de interferência do proceder, para os que costumam analisar e tentar entender essas interações.

O avançar do conhecimento, a metodologia de busca de evolução de cada um determina também como essas relações acontecem. Cada método favorece um tipo de pessoa. E, um método dificilmente serve a todos…

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Indo para a figura de linguagem para explicar a minha linha de pensamento: se você está evoluindo, o caminho que você está percorrendo para tal, não me interessa… interessa apenas se você está evoluindo ou não. Atingir o objetivo pelo caminho mais longo ou mais curto, mais fácil ou mais difícil, mais espinhoso ou mais plano… enfim… tanto faz.

Só que, atualmente, vivemos sob a égide de um “novo politicamente correto”. E, esta nova política, cerceia e tenta aparelhar a forma de pensar de cada um. Há quem diga que isso é “educação social”, mas, por outro lado, há quem pense que isso é lavagem cerebral em massa. Não que eu concorde que as iniquidades que acontecem diariamente devam seguir. Ou seja, eu concordo que a sociedade está doente. Concordo com o diagnóstico. O que eu não concordo é com o método de tratamento. O tal “remédio” que estão administrando, ao meu ver, está mais para eutanásia do que para processo de cura…

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Estão matando o pensar. Estão matando a “praxis” educativa de cada um… a construção da correção de erros é trocada pela coerção da livre tentativa… ou seja, estão fabricando pessoas com a mente moldada para essas novas regras do politicamente correto. Reativos.

E retirar a pro atividade do pensar é, de certa forma, impor uma prisão mental… a pessoa de bem, que acredita que as tais regras do politicamente correto são incontestáveis, imutáveis, em suas boas vontades, acabam por se auto-aprisionarem no pensamento.

Vivemos tempos de formação de milícias, todas com as regras embaixo do braço, prontas a denunciar os heréticos (ketzers) do pensar para os santos inquisitores que os atirarão às fogueiras santas e purificadoras… onde é que já vimos isso antes?! Pois é… lá na idade média… e há quem realmente acredite que estamos avançando como sociedade…

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  • “Ah” – dirão – “mas na idade média haviam barbáries que necessitavam de medidas extremas como essas…”. Bem, eu diria que os tempos atuais também têm absurdos iguaizinhos aos da idade média…

Não entrarei nos méritos de cada barbaridade… se é do tipo físico, como os praticados por militantes do Estado Islâmico, ou, se mental, pelos militantes do politicamente correto atual, que escondem-se atrás de uma “causa maior” para agir de tal forma… os inquisitores agiam em nome da ordem e do bem maior religioso… enquanto, os da nova sociedade, agem em nome do “bem maior”… do ponto onde erradiquem-se os “doentes” do pensar… enfim… ambos consistem em extirpar os entes “doentes” da sociedade proposta…

Pois, por outro lado, há quem tente ver isso de um outro prisma… eu, por exemplo, tento me colocar em um outro patamar… onde eu possa olhar para a situação como um todo, já que se analisarmos pontualmente, poderemos ter conclusões míopes ou deturpadas. Gosto de um frase, que eu não sei de quem é, ou se mesmo brotou em minha mente durante algum devaneio de pensamento (busquei no São Google e não achei nenhuma parecida) e que diz que “uma mentira, se desmembrada, pode virar uma série de mini-verdades”… pois é assim que vejo a coisa atual…

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Com um monte de mini-verdades, pode-se conduzir pessoas de bem à uma grande cagada cilada. Fascinados por inserções corretas e com discursos belos, são levados a agir de forma manipulada e moldada de acordo com um plano-mestre… e, onde é que já vimos isso antes? Ah sim, na Alemanha de Hitler…

Estou sendo exagerado? Bem, olhem estes discursos aqui então:

Só lutamos por aquilo que amamos, só amamos aquilo que respeitamos e só respeitamos aquilo que conhecemos.
Não se pode viver verdadeiramente e desistir do que dá significado e propósito a uma vida inteira.
Quanto mais você aspirar, mais vai crescer
O Socialismo é a ciência de se lidar com o bem-estar geral

Legais, não? São frases motivacionais, incontestáveis, e, de certa forma, politicamente corretas… concordamos com isso?

Pois bem, e se eu dissesse que essas frases são de Adolf Hitler? Pois são…

Ok, sacudam as cabeças e sigamos com o pensamento…

Em nome do bem, do bom, pode-se levar um monte de gente a cometer desatinos… através da formatação das mentes, Hitler levou uma porrada de gente a pensar que o mal do mundo eram os Judeus… e, hoje em dia há quem adapte essa linha de formatar mentes a outros tipos de pessoas… enfim, instigam a luta de classes justamente para angariar pessoas do “bem”, para a luta contra o “mal”… só resta a cada um saber o que de fato é bem ou mal, do que apenas aparenta ser bom ou mau…

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Desempoderar o pensamento é uma forma de enfraquecer pessoas ao ponto em que acreditem que a opinião dos outros é superior às delas… é uma forma de “educação”… imaginem um aluno que levasse um xingamento do professor a toda vez que tentasse formatar um pensamento, seja ele certo ou errado… provavelmente desistiria de tentar formar os seus próprios e ficaria apenas com o que é dito pelo professor… sem contestar… talvez, a um ponto tal onde não contestaria sequer se ele dissesse que 2+2 fossem 5…

Pois é disso que se trata a minha reflexão aqui… a construção social baseada em aprendizado com seus próprios erros… Eu aprendi duras lições da vida com os meus próprios… aprendi a não ser racista, por exemplo, no dia em que ao comentar uma daquelas “piadas”, pude olhar nos olhos de uma colega negra… e, naquele instante, sentir tanta vergonha de mim mesmo, que nunca mais tive coragem de repetir uma outra coisa parecida… e, a ponto de ter desconforto a cada vez que escuto de outros… pois me volta toda aquela cena à mente e a vergonha me toma como se voltasse a acontecer naquele momento… e, acho que bem ou mal, eu evoluí com aquela cagada monstruosa…

“não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”

Esse experimento do vídeo acima, ilustra o porquê a ação sem o entendimento aprofundado, leva à uma situação onde pessoas agem sem sequer saber o porquê o fazem… e é isso que eu tento ressaltar aqui…

Também penso que, à medida que alguns fogem dos grupos de equiparação mental, acabam isolados… vejamos o meu caso: cada vez mais fico à margem das linhas do pensamento atual, onde antagonismos refletem um dualismo que não combina com a minha forma de pensar… e, quando não se faz parte de nenhum dos grupos propostos, o autoflagelo acaba vindo mesmo que fora às nossas vontades… ou apanha-se dos dois grupos, ou, fatalmente, anularemos completamente nossas vontades e ficaremos em um silêncio sepulcral para não mais sermos agredidos (com os macacos)…

Alcançar um patamar de pensamento que não combina com o vigente pode ser libertador por um lado, mas, extremamente isolante por outro… acaba-se só em muitos casos…

É claro que me aproximo de algumas linhas de pensamento… mas, não sou adepto de nenhuma delas… pois as vejo como bibliotecas de consulta, que me municiam com elementos para que eu desenvolva o meu próprio raciocínio e forma de pensar, e não como algo incontestável e que eu deva seguir cegamente por julgar ser algo muito além da minha arrogante tentativa de compreender… enfim, cada um com suas visões da coisa…

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Apenas noto que no afã de acabar com o errado, erra-se mais ainda… e, certamente eu estou me distanciando cada vez mais dessas vertentes… o que, em nome da boa convivência, ou da preservação de amizades, acaba-se abrindo mão daquilo que é meu de fato, para apenas delegar a razão a outro, não por concordância, mas sim por não estar mais com saco de prosseguir com aquilo… já dizia o sábio que, contra cachorro doido, não se há argumentos… apenas resta subir na árvore e esperá-lo parar de latir…

Mas, acho que tá na hora de parar de delegar… a inteligência ou a iluminação do pensamento não é democrática… ela deve existir, mesmo que seja solitária… uma multidão de gente errada não transforma o errado em certo… o máximo que irão conseguir é silenciar a oposição às suas ideias… e, daí o método será baseado em enquadrar o infeliz em alguma categoria de dissidência social, para, juntamente com a punição prevista, arrancá-lo do convívio dos certos…

Resistamos!

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Racismo x Raciocinismo

Bem, o termo raciocinismo provavelmente não existe (não quis procurar), mas, o utilizei neste caso para fomentar uma discussão sobre um caso ocorrido comigo durante um comentário que fiz em um blog de notícias e que gerou em mim, um sentimento do quanto falta raciocínio mesmo em causas nobres…

Ok, vamos lá:

Acho que todos já viram essa matéria espalhada pela net:

 

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Me causou indignação, como acredito que na enorme maioria de pessoas que tenham lido isso, e, ao final da leitura, resolvi postar um comentário… o link onde eu estava era este (para caso alguém quiser ver diretamente o rosário de comentários que vieram a partir do meu)

http://www.geledes.org.br/casal-posta-foto-em-rede-social-e-se-tona-vitima-de-racismo/#comment-1562447426

Eu, em minha linha de pensar, creio que o racismo trate-se de algum tipo de patologia cerebral, que talvez um dia a psicologia descubra, que leva uma pessoa a crer que é superior à outra por motivos de biotipo ou fenótipo… então, em função disso, postei minha opinião… mas, a resposta de um… cidadão, digamos assim, me espantou…

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Ok, já me chamaram de tudo nessa vida e não me incomodou… tampouco o xingamento do queridão aí… mas, resolvi pensar no contexto todo… o portal fala da luta contra o preconceito… e, certamente o cidadão ao me dizer isso, não deve ter usado a lógica… imaginei tratar-se de uma piada, inicialmente e sequer iria responder… mas, teve outras opiniões no meio:

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É claro que pensamentos (ou a ausência de em proselitistas) como o do cara, despertam sempre meu lado sarcástico-irônico, que é um forma civilizada (eu acho) de mandar um cidadão longe, ao invés de usar palavras de baixo calão… só que, a anta tinha contra-argumentos “embasados”… afinal, já me proclamou, além de nazista, a gerador de vítimas… provavelmente baseados no sobrenome alemão e na cara que eu tenho… mas a coisa não parou aí…

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Notem que o proselitista tem seus “argumentos” e teses… usa inclusive um neologismo para dizer exatamente a mesma merda que ele pretende combater… nem com outras pessoas tentando chamar a pessoa à razão funcionou… aí, ele resolveu mostrar a sua face, a HIPOCRISIA, afinal, se proclamou apenas contra um tipo de racismo. Os demais, por ele, tudo bem…

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Era para supostamente ter encerrado por aí, comigo destilando meu sarcasmo e o cidadão destilando o ódio que, primeiramente ele se diz vítima… mas…

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Eu realmente deveria ter notado que era hora de parar, pois, o cara já se mostrou e, sobretudo representa um total contra-senso à qualquer luta que brada por igualdade… mas, eu estava irritado demais com a burrice do mesmo para saber a hora de parar…

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Nessa hora, erradamente, tentei mostrar que a “lógica” do cidadão não batia com o seu discurso, e, já que estávamos em um momento de vergonha alheia, achei que seria interessante mostrar a ele que seria mais útil se começasse a pensar antes de falar… aliás, na irritação que eu estava, também comecei a parar de pensar, pois deveria ter encerrado antes o diálogo…

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O cidadão seguiu com a linha de “raciocínio” de que eu não me encaixava no perfil do site, por ser branco e nazista, mesmo já tendo visto que eu não era racista… mas, realmente estava difícil para ele entender o tamanho da hipocrisia… realmente eu deveria ter parado…

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Bem, se revelando um talibã da bandeira anti-racista-negra (pois os demais racismos, por ele, tudo bem), a criatura transpareceu que gosta de falar asneiras para desopilar… mas, como “a bola ficou picando”…

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Ok, destilei sarcasmo em excesso, mas, estava enebriado por ele a essa altura do campeonato… é claro, houve mais alguns insultos depois disso, que não valem a pena postar, mas, toda essa chatice mostrada até aqui foi para embasar o meu pensamento do quanto temos que rever conceitos na vida. E, sobretudo, o quanto devemos atentar para a quantidade de idiotas infiltrados em causas nobres, boas e certamente dignas de seguirem adiante…

Costumo dizer que sistemas filosóficos são compostos de pensamentos… pensamentos vêm de pessoas. E, se o pensamento é bom ou ruim, depende da análise feita. Em um momento, ou sozinha, ela até pode fazer sentido, mas, em um contexto, ela pode ser uma estupidez gigante.

Eu sou do tipo de cara que acha que todo o sistema que é composto por pessoas e suas formas de pensar, tendem, se não forem ajustados, a ruir em nome das pessoas de má índole, ou simplesmente burras, que adentram tais sistemas. Não que elas não devam estar ali, mas, creio que elas devam, pelo menos, ter o pré-requisito do bom senso, da inteligência e, sobretudo, da boa intenção… acho que estamos em um ponto na sociedade onde temos idiotas demais com microfones nas mãos, enquanto os que possuem um pouco mais de contribuição a dar, não tenham estômago para entrar na dança… causas nobres sempre possuem suas bestas e isso pode afastar dessas causas pessoas bem intencionadas, mas, com pouca fé na humanidade, pois sabem que um idiota só deixará de sê-lo se assim o quiser… mas são poucos os que sequer se dão conta do quanto o são…

Pensemos nisso, amigos… ou, simplesmente, pensemos…

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