O futuro não é mais como era antigamente…

A frase do título, conforme cantava Renato Russo, no seu Legião Urbana, evidencia algumas coisas, ao meu ver, que podem exemplificar o momento atual que vivemos…

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Basta que comparemos, por exemplo, a ficção científica, tanto em filmes quanto livros, do passado, com os atuais…

Fomos de sociedades com facilidades extremas de um simples apertar de botões, com direito a carros voadores, jet packs e coisas do tipo, para visões cataclísmicas… passando desde apocalipses naturais, até guerras atômicas que dizimam o planeta. Sem esquecer, é claro, as invasões alienígenas, com os apocalipses zumbis que voltaram à moda recentemente…

…ok, ok… o apocalipse zumbi não parece lá tão distante, vide o número crescente de acéfalos que dominam as mídias, a “cultura” e tentam se apropriar do senso comum…

Mas, minha proposta é outra ao escrever isto. É tentar resgatar uma visão construtivista de futuro. A crítica diária já é ferrenha e, com ela, conseguimos evidenciar o tamanho de coisas erradas que vemos. Aliás, são óbvias as coisas erradas. Mas, como dizia o sábio:

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Pois então…

Assim, podemos ponderar que as obviedades atuais estão longe de nos apontar um futuro digno… muito menos um entusiasmante. Tenho visto que os mais otimistas, projetam um futuro bem distante, onde o aprendizado atual, vulgo ‘quantidade de merda praticada’, nos dará bases a cenários onde não voltaremos a incorrer nas mesmas cagadas premissas erradas de pensamento…

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Ok. Aí me interessa…

Acho que um padrão pode ser reconhecido: temos nos baseado pelo passado para tentar projetar um futuro. Ou seja, comparamos a tudo o que já ocorreu, citamos pensadores antigos e que sequer estão vivos para presenciar o cenário atual ou mesmo poder compará-lo com suas obras, até, ideologias seculares e poeirentas que ainda são exaltadas mesmo que em nenhum caso elas tenham sido bem sucedidas.

Funcionam como antíteses umas das outras, criando um emaranhado de pensamentos antagônicos entre si, sem que se proponha nada de novo, de atual, que tenha foco na realidade atual, com o povo e a mentalidade atual, por exemplo.

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Claro que para entender alguns padrões, tem-se que recorrer ao passado. Às origens das coisas e como elas se desenvolveram até o momento atual. E era isso. De resto, teremos que identificar que há a enorme necessidade de se criar algo novo. De modificarmos o marasmo atual e a pouca diversidade de ideias que nos encaixota o pensamento.

Temos as falácias de autoridade, por exemplo, praticadas quando citamos pessoas de grande apelo, para embasarmos nossas próprias ideias. Como se tivéssemos que nos validar não por nós mesmos, mas, apenas quando equiparamos nosso pensar a algum baluarte de alguma coisa. E, PARA MIM, tá aí o erro básico.

Não estou eu aqui dizendo, de forma alguma, que devamos deixar de lado esses pensadores. Apenas acho que eles fazem parte do arcabouço de conhecimento de cada um. Ou seja, eles nos municiam de itens de pensamento. Eles nos instigam a pensar. A nos modificarmos nas formas estanques em que nossas mentes se encontram. E, a cada ideia nova, passamos a ser novas pessoas, com novas perspectivas e com novos desafios a percorrer. É disso que eu acho que se trata a coisa. E não que devamos nos validar por eles. Citá-los para exemplificar algo, sim. Chancelar nossas ideias por outras, mesmo que seja por senso comum, não.

Não é porque um autor, dez, cem ou milhares, concordam acerca de um assunto que este passa a ser imutável, insofismável ou mesmo que, mais adiante, com novos elementos, técnicas, tecnologias, et cetera, não possam ser refutados por termos mais bases de ponderação.

A verdade absoluta de hoje pode ser derrubada amanhã. Basta que paremos de encará-las como absolutas. Não por relativismo moral, ou, no intento de derrubar uma tese simplesmente por derrubá-la, ou validar nossa ideia sobre a simples desconstrução de outra. Mas sim, pela necessidade de criar algo novo e melhor. E isso é ESSENCIAL!!! A criação de algo melhor para substituir o anterior… se não for, pelo menos um pouco melhor, deixa como está. Afinal, tem aquele outro sábio que dizia:

nada é tão ruim que não possa piorar

Quem me lê, tanto por aqui, quanto pelo que falo no Facebook, sabe da minha ranzinzice com o momento atual. Noto a pobreza intelectual do país, baseada muito mais na incapacidade de contestação dos tais baluartes do que propriamente por suas capacidades, vejo ideologias cerceando pensamentos, vejo o politicamente correto encaixotando opiniões… enfim… mas, chega de só criticar… tá na hora de fazer alguma coisa. De propor algo novo. De tentar sair desse mato sem coelho (ou cachorro, sei lá). Para tanto, será preciso que comecemos a construir um pensamento novo. Adequado às realidades de cada um. Sintético ou analítico, por vezes, mas, ainda assim, essencial para que algo novo, ao menos, seja plantado. Uma semente a ser geminada, que seja.

Me vi num ponto onde noto coisas boas e ruins por onde transito, aprendo, observo. E, como tudo na vida, devemos ponderar. Por isso, por vezes concluo que todos estão certos, à medida que todos estão errados…. e aí é preocupante. Quando ideias baseiam-se em apenas apontar os erros alheios, sem proposição alguma depois, tornam-se inócuas. Sem serventia alguma. Por isso, durante alguns encontros com amigos, e, sobretudo com um específico, onde um cara que admiro bastante me levou a criar uma ruptura na minha linha de pensamento, cuja qual acabei notando que se encaixava no perfil anterior, o de criticar apenas, sem propor soluções. Me vi despido naquele momento… e, sem trocadilhos maldosos, ali despido, puder ver que não bastava eu me cobrir com qualquer colcha de retalhos de pensamentos alheios. Era necessário que eu buscasse o meu próprio. E, tal qual eu sempre utilizo aqui citações de pessoas durante meus textos, numa tentativa de validação do que eu digo, notei que eu mesmo posso, através do meu desenvolvimento, embasar minhas próprias teses. Buscar minhas próprias alternativas e, quem sabe, encontrar as respostas que sigo buscando.

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Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

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Fé, fanatismo e submissão…

Os tempos atuais requerem, de fato, muita reflexão para que se aprenda a diferenciar as nuances de cada coisa. Fator fundamental, ao meu ver, para conseguir sair de uma enrascada ou atolar-se nela até o pescoço.

Vejamos. É notório que a fé e o fanatismo são separados por uma linha muito tênue… e, já dizia um ex-professor de filosofia meu (que graças a Deus não era exclusivo da esquerda): “é o que diferencia os que oram e acreditam, dos que amarram-se a cintos-bomba e explodem-se…”.

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Mas, eu diria que há um outro elemento que une uma coisa e outra. A submissão. A voluntária ou a involuntária. Podemos ser submissos, por exemplo, apenas sendo omissos (rimando e tudo).

Ok. Já sabemos que vem enrosco aí… e, portanto, vamos, como de praxe, ao amansa-burro primeiramente:


s. f. 1. Crença, crédito; convicção da existência de algum fato ou de veracidade de alguma asserção. 2. Crença nas doutrinas da religião cristã. 4. A primeira das três virtudes teologais. 5. Fidelidade a compromissos e promessas; confiança. 6. Confirmação, prova.

fa.na.tis.mo
s. m. 1. Excessivo zelo religioso. 2. Dedicação excessiva; paixão. 3. Adesão cega a uma doutrina ou sistema.

fa.ná.ti.co
adj. e s. m. 1. Que, ou o que se julga inspirado por Deus. 2. Que, ou o que se apaixona demasiadamente por uma causa ou pessoa.

sub.mis.são
s. f. 1. Ato ou efeito de submeter(-se); obediência, sujeição. 2. Disposição para aceitar um estado de dependência. 3. Estado de rebaixamento servil; subserviência.

sub.mis.so
adj. 1. Que denota submissão. 2. Que está em posição inferior. 3. Humilde, suplicante. 4. Dócil, respeitoso.

sub.ser.vi.en.te
adj. m. e f. 1. Que serve às ordens de outrem servilmente. 2. Muito condescendente.

ser.vil
adj. m. e f. 1. Relativo a servo. 2. Baixo, ignóbil, torpe, vil. 3. Subserviente, bajulador, sabujo. 4. Que segue rigorosamente um modelo ou original.

o.mis.so
adj. 1. Em que há falta ou esquecimento. 2. Descuidado, negligente.

Ok! Acho que já chega… o nosso querido amansa nos brinda com alguns links que podemos fazer, para entender o contexto de onde eu quero chegar.

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Pois, creio eu, que há oceanos de diferença entre uma coisa e outra. A fé, em si mesma, é algo bom, pois nutre a esperança de que algo melhor, ao menos, nos aguarda. Ela permite mudança. A fé no sentido de crer em algo bom e melhor. Não necessariamente o do sistema teológico em si. Mas, ainda assim, há os que dentro desse mesmo sistema, possam variar entre a fé e o fanatismo. Não só o sistema teológico. O sistema político, o sistema financeiro, ideológico, filosófico, administrativo, etc… afinal, a teoria dos sistemas nos diz que podemos analisar tudo de forma interdisciplinar…

 

A ‘teoria de sistemas estuda, de modo interdisciplinar, a organização abstrata de fenômenos, independente de sua formação e configuração presente. Investiga todos os princípios comuns a todas as entidades complexas, e modelos que podem ser utilizados para a sua descrição.

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Portanto, invoco a teoria dos sistemas (A la Yu-Gi-Oh) para que façamos as devidas correlações entre os diversos sistemas que nos rodeiam e o que cada um deles interfere em nosso dia-a-dia.

Vejamos que o fanatismo e a submissão são relacionados diretamente com o tratado social. Enquanto alguns “especialistas” de causas, ou fanáticos, no bom português, alardeiam as regras e não admitem que pessoas tentem sair delas, há os que, igualmente, submetem-se a tais regras de forma servil. De forma omissa.

Dependendo do que chamamos de "bem" e "mal"...

Dependendo do que chamamos de “bem” e “mal”…

Para os que creem nos sistemas religiosos, podemos, inclusive, dizer que omissões são pecados, ou faltas que cometemos. Lembro ainda, entre um cochilo e outro nas missas em que frequentei, do ato de contrição, onde todos repetíamos:

Confesso a Deus Todo-Poderoso
e a vós, irmãos(a)
que pequei muitas vezes
por pensamentos, palavras,
atos e omissões,
por minha culpa,
minha tão grande culpa.
E peço à Virgem Maria,
aos anjos e santos
e a vós, irmãos,
que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

E que seu coração seja o meu caminho por toda a minha vida

Amem.

Inclusive grandes cagadas...

Inclusive grandes cagadas…

Tá bem, todos fazemos merda coisas que nos arrependemos na vida, mas, ao meu ver, erros constroem acertos futuros. Não no caso da omissão.  Ela não nos ensina nada. Ela apenas posterga alguma coisa. Embora, também, sob outro prisma, possamos pensar que omitir-se é um ato em si. É uma escolha de não fazer. Portanto, é nossa responsabilidade igualmente. O que, não considero culpa. Considero consequência.

Seguindo: a omissão e a submissão, por outro lado, têm seus pontos de convergência à medida em que delegamos a outros nossas escolhas. Sendo-lhes obedientes, ou, abstendo-nos de nossas vontades em pró de outras. Assim, seja lá por qual motivo seja, sendo obediente e servil à fanáticos, estamos automaticamente reforçando seus sistemas e suas retroalimentações.

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O momento atual, ao meu ver, é todo explicado sobre essa ótica de fé x fanatismo x submissão/omissão. E, com os devidos links, notamos que muitas pessoas de fé, acabam-se vendo enredados em contextos complexos e rígidos, para que, dentro de suas ideias de fé e crença, tenham que obedecer a sistemas fechados, que as restringem de expandir suas mentes para o aprimoramento de tais sistemas. Afinal, na mente dos fanáticos, qualquer mudança ao sistema é heresia, e, portanto, digna de punição. E por aí, muito do atraso do mundo se explica também (tudo, obviamente, na minha ótica e análise).

Vejamos em um cenário mundial. Notemos que forças binárias e antagônicas digladiam-se eternamente, fazendo com que necessariamente escolha-se um time ou outro, sendo que uma escolha, automaticamente, exclui a outra. E, sob a ótica de cada sistema, os prós e contras para quem não os seguem à risca os preceitos, são aterradores.

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Notemos as nuances de cada sistema. O que nos oferece de bom. O que nos ameaça como punição por descumprimento de regras e normas. O que nos engessa o pensar. E, sobretudo, pensemos, como a sociedade só evoluiu quando algum engraçadinho ousou não obedecê-los. É claro, que nem sempre com ganhos reais. Afinal, como já disse inúmeras vezes, as nuances são embaçadas e difíceis de enxergar a olho nu.

O que fazer então?

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Eu, como de costume, não dou receitas prontas. Pois não acredito mais em saídas mágicas. Acredito em construção de resultados. E, sendo assim, poderia dizer que apenas conhecendo cada nuance é que poderemos identificá-las. E, após a identificação, poder entender o que nos é proposto. Qual nosso ganho… e, sobretudo, a qual custo…

Escrevo esse pensamento à medida que vejo muita gente boa, bem intencionada, sendo engolida por esses sistemas que vendem benesses, que se autoproclamam bons e fundam assim “clubes” de gente do bem. Quando, na verdade, são vertentes de um plano dual e maniqueísta, onde o “bem” e o “mal”, obedecem a um mesmo senhor. Apenas, o “mal” exercendo um papel tão assustador, que faz com que todos aceitem o “bem”, independente do quão esse “bem” não seja lá essas coisas… mesmo que ele seja cheio de regras cerceantes, de ações ignóbeis e de obediência servil. De submissão.

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Certamente há quem goste de submissão. Que sinta, inclusive, prazer com ela… mas, aí entraremos na seara sexual-sadomasoquista, e, apesar de eu ter lá meus fetiches, não é lá bem a minha praia…

Ok... não é lá de todo ruim...

Ok… não é lá de todo ruim…

Reação ou ação repetida?

Tenho obviamente acompanhado todas as discussões dualistas que estamos tendo no país e no mundo. A retomada da guerra fria, comunistas x capitalistas (como se fossem realmente antagônicos entre si, ou polaridades opostas. Não são.), coxinhas x mortadelas, tucanos x petralhas, etc, etc, etc… e, dentre elas, me deparei inúmeras vezes com o “xingamento” “reaça”.

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O tal “reaça”, obviamente, vem de “reacionário”, ou seja… bem, não vou sair lascando… vamos, primeiramente, ao amansa-burro, como de costume:

re.a.ci.o.ná.rio
adj. Relativo ao partido da reação, acep. 7. 2. Contrário à liberdade individual e coletiva. S. m. Indivíduo reacionário.

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Notemos que é relativo (e não relativismo) ao partido da reação. Mas, o nosso Michaelis inseriu o conceito de contrário à liberdade… será mesmo? Vamos lá…

re.a.ção
s. f. 1. Ato ou efeito de reagir. 2. Ação que resiste ou se opõe a outra; resistência. 3. Fís. Ação reflexa ou resistência que um corpo opõe pela sua inércia a outro que sobre ele atua, ou a uma forma que o solicita. 4. Fisiol. Ação orgânica resultante do emprego de um estimulante. 5. Psicol. Resposta a um estímulo qualquer. 6. Quím. Processo pelo qual, da ação recíproca entre duas ou mais substâncias, se forma outra ou outras, de características diferentes. 7. Polít. Sistema político contrário à liberdade; absolutismo.

Ação… resiste… inércia… resposta… Ok…

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Acho que dá para iniciar um esboço a partir daí… reagir a uma coisa, ao meu ver, é a base do pensamento. Ação x Reação… 3ª lei de Newton… ou, se preferirem, Lei da “Causa e Efeito”…

Ressalto um trecho extraído do link do site “infoescola.com”:

Em casos de troca de forças é indiferente saber qual corpo realizou a ação e qual realizou a reação, pois as forças sempre estarão aos pares, quando existe uma ação sendo realizado sempre haverá uma reação. Que é o equivalente a dizer que não existe uma ação sem reação.

Pois bem, tanto no sentido físico, quanto no esotérico/espiritualista, podemos dizer que ações e reações são parte de sistemas maiores. Desde a criação de matéria, até mesmo ao de evolução do pensar.

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Pois é aí que eu quero me adentrar mais um pouco.

Notemos que o jogo todo se desenha sobre uma discussão sobre quem é que fez a ação e quem é que reagiu a ela… como crianças pequenas que, ao serem repreendidas, soltam o clássico “FOI ELE QUEM COMEÇOU!”.

Pois, a lei de Newton, com a citação acima, nos dão a resposta que é indiferente. Uma é ligada a outra e ambas são sinérgicas em um processo maior. Chame-o do que quiser, sobre a ótica que quiser, mas, essa lei, ao meu ver, é uma das poucas que encontra eco no universo todo. Ação e reação. Causa e efeito. Escolhas e consequências.

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Enfim, notemos que o agir ou reagir, está inserido em um contexto… e, então, resta fazer a pergunta a todos nós: QUAL CONTEXTO?

Pois é nesse contexto que poderemos basear a trajetória e tentar prever o resultado. Se ele será benéfico ou será um desastre completo. Não acham que faz diferença? Para mim, faz toda… explico:

Quando uma empresa está operando em sua produção, de forma deficitária, a primeira medida do controller é suspender a produção. Afinal, quanto mais se produzir de forma deficitária, maior será o rombo.

Ou seja, agir é uma coisa, mas, identificar o tipo de ação é primordial. Afinal, para uma ação ruim, a reação será ruim… tal qual para uma ação boa, a reação será igualmente boa…

Sorria e sorrirão de volta… xingue e será xingado… ofereça rosas e veja a reação… dê um safanão em alguém e espere a reação…

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Assim, posso dizer também que nossas ações ditam as reações. É claro, baseado em conceitos éticos sociais considerados normais… afinal, há quem achará que oferecer flores à uma dama possa ser assédio e tals… coisas dos tempos merda modernos em que vivemos…

Para tal, eu diria que a reação, pode, obviamente, se opor a outra… e é essa terminologia que vou adotar… pois que citei acima, nos exemplos de flores e xingamentos, eu consideraria como consequências de atos…

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Uma boa ação, terá uma boa consequência, refazendo o pensamento. Tal qual, uma má ação, exigirá uma reação de oposição.

Eu venho notado em meus pensamentos a necessidade de expor a diferença entre reagir e estancar uma má ação.

Tenho falado muito ultimamente nisso… não basta apenas agredir de volta o agressor. Tem-se que aprender o porquê essa pessoa quer lhe agredir. Se existe algum padrão nisso. E, se puder, acabar com qualquer tentativa de agressão futura, ao invés apenas de estar preparado para surrar de volta o agressor.

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Ok. Não é um bom exemplo ainda… mas, a ideia central é nos levar a pensar nos cenários que se montam para que percamos mais tempo reagindo (ou nos opondo a) do que nos perguntando o porquê essas ações ruins seguem acontecendo. É nisso que eu os convido a pensar.

Seja na nova guerra fria, seja no cenário político brasileiro, seja no que for. Nos perguntemos se seguir agindo, sem pensar nas causas disso e nos porquês, não seguiremos sempre dentro do mesmo circuito de consequências/reações/efeitos?

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Reagir é diferente de re-agir… ou, agir novamente… ou, simplesmente, seguir agindo… para a ação, sempre foi e sempre será, primeiramente, o planejamento. E é aí que diferenciamos bons projetos de simples tentativas aleatórias…

Pensemos nisso… ou, simplesmente, pensemos…

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E no escritório…

E no escritório da empresa, o diretor chama o gerente…

  • Senhor Dilmar, o senhor pode me explicar o porquê da queda de todos os nossos números no balanço, se a nossa empresa está tendo faturamento record nos últimos anos?
  • Doutor Erlei, primeiramente eu gostaria de saudar o capim… os quatro ventos da mãe Terra, mãe nossa que, muito mais do que ser mãe, é também, no que se refere à nós, uma mãe, um pai e também uma avó, porque a avó é aquela figura que tem sempre um bolo de fubá atrás…
  • Do que o senhor está falando? Poderia ir direto ao assunto destes números?
  • Eu diria que há uma falta de humor dos nossos contabilistas, que, certamente estão sendo impactados pelos números da mídia e…
  • PERALÁ! Somos nós que mandamos os números do balanço… nós os divulgamos…
  • Sim, mas esses investidores que não confiam em números oficiais e arrumam outras fontes de pesquisa são todos neuróticos, disseminam o medo para que nosso valor diminua e…
  • Ok, ok, já entendi… mas, então, por que é que o pessoal do contas a pagar está emitindo relatórios de que não estamos pagando as contas em dia por falta de verba?
  • Esse pessoal não paga porque não quer… nossos números podem não estar lá essas maravilhas, mas, a concorrência está pior…
  • Não, não está… estão todos, apesar das dificuldades, apresentando perspectivas positivas e números maiores que os nossos…
  • Estão maquiando os números… prática velha e conhecida dos capitalistas malvados que só visam o lucro…
  • Nós também visamos lucro… todos visam… a diferença é que temos a meta de repassar esses lucros em benefício social…
  • Sim, tínhamos a meta… mas, eu abri mão da meta… aí, caso atinjamos a meta, dobraremos a meta…
  • O senhor anda bebendo? Está realmente raciocinando para falar isso?
  • O senhor está sendo preconceituoso comigo só porque eu sou mulher…
  • Não, o senhor é homem…
  • Não, sou uma mulher lésbica aprisionada num corpo masculino pequeno-burguês que age assim por causa da sociedade preconceituosa…
  • Mas o senhor tem 3 filhos… e dá em cima da secretária do marketing, que eu sei…
  • O senhor me acusa de assédio à uma colega?! O senhor é um conservador retrógrado que não tem o direito de me humilhar dessa maneira!!!
  • Não, apenas estou constatando os fatos… que o senhor vem aqui tentar deturpar…
  • Pois veja que nós, mulheres transexuais lésbicas, temos todo o direito de ter nosso lugar ao sol…
  • Sim… caso o senhor fosse uma… mas, igualmente, não tira o fato de o senhor estar falando absurdos que me fazem duvidar da sua sanidade mental… e isso, eu chamo de coerência para com meus funcionários…
  • Pois esse materialismo histórico arraigado no senhor é deplorável… só porque é o dono do meio de produção, acha-se acima do bem e do mal… o que apenas mostra o lado malvado da burguesia…
  • Burguesia? Eu sou o responsável pela arrecadação record da empresa… e, ainda quero saber cadê o dinheiro para pagar as contas… estamos com funcionários sendo algemados por suspeitas de desvio de dinheiro…
  • Eu não sabia de nada…
  • Mas são do seu setor…
  • Também não sei de nada…
  • Mas eles foram contratados pelo senhor e os documentos têm a sua assinatura…
  • Se eu assinei alguma coisa, não li… me traíram!!!
  • Como alguém que assina algo sem ler pode dizer que é traído, pode me explicar?
  • Eu confio muito no pessoal… eles me pediram para assinar…
  • Ah sim… então, vou pedir-lhe que assine aqui para mim também…
  • O que é isso?
  • Sua carta de demissão…
  • O senhor está querendo aplicar um golpe nessa empresa com isso! Eu sou o único responsável pela apuração das falcatruas que aqui ocorrem e que não eram apuradas antes… no mínimo é o senhor que deve estar por detrás de todos esses desvios…
  • Eu? E como eu estaria por detrás disso se a polícia não está aqui me algemando… e sim os seus funcionários?
  • Porque o senhor comprou a mídia, a polícia, provavelmente está também comprando os investidores que negativam o meu trabalho e, sobretudo, o senhor é um conspiracionista…
  • Ah sim… então a culpa é toda minha… tudo bem… mas, ainda assim, o senhor está demitido… ou por falcatrua, ou por incompetência… escolha o que quiser… assine aqui, ao lado da minha assinatura… sim… ao lado do nome Erlei Tohr…

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Esperança cansa…

O ditado popular diz que “quem espera sempre alcança”… mas, já vi por aí que o pessoal alterou para “quem espera sempre cansa”…

Creio eu que a espera por algo melhor, ou, a esperança, é o que nos traz as boas energias de que algo bom virá e blablablablablablabla… será mesmo?

Vamos aos trabalhos… e, é claro, começando pelo nosso amigo, o amansa-burro:

es.pe.ran.ça
s. f. 1. Ato de esperar. 2. Expectativa na aquisição de um bem que se deseja. 3. A segunda das três virtudes teologais. 4. Entom. Inseto tetigonióide, de cor verde.

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Ok, ato de esperar…

es.pe.ra
s. f. 1. Ato de esperar. 2. Esperança. 3. Demora, dilatação. 4. Adiamento. 5. Lugar onde se espera alguém ou a caça. 6. Cilada, emboscada. 7. Espigão ou pequena peça para limitar ou impedir o movimento de outra. 8. Peça da bainha de faca ou de facão, destinada a firmá-la sob o cinto.

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Demora, adiamento, cilada, emboscada…

Acho que me fiz entender, não?!

Renato Russo dizia que quem acredita sempre alcança… e é claro que o sol vai voltar amanhã. Acreditar e esperança não são a mesma coisa. Apesar de que, na parte teológica, tenham lá alguma conexão, mas, mais pela resignação, que embasa a tese da evolução pelo sofrimento:

re.sig.nar
v. 1. Tr. dir. Demitir-se voluntariamente de; renunciar a. 2. Tr. dir. Desistir de um benefício ou cargo em favor de outrem. 3. Pron. Ter resignação; conformar-se; estar animoso no sofrimento.

Conformar… esperar… esperança…

Já falei sobre isso em outro post, mas, vale voltar a pincelar sobre, pois trata-se de um termo que pode nos remeter à algo, mas que, na verdade, nos impele a praticar coisas diferentes.

frase-e-horrivel-assistir-a-agonia-de-uma-esperanca-simone-de-beauvoir-115993

Ok, dirão que eu estou de implicância com terminologias. E estou mesmo, afinal vivemos em um mundo onde termos são censurados e usados para segregar (ainda mais) pessoas.

A esperança que pregam, da forma como vejo, é apenas o ato de esperar. Pintam-na como algo positivo, que traz boas emanações e, sobretudo, vincula-se à fé.

Sabemos também, que a fé é um dos modos em que se controlam atitudes…

Pois é, chegamos ao ponto central da questão: Esperança e fé…

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s. f. 1. Crença, crédito; convicção da existência de algum fato ou de veracidade de alguma asserção. 2. Crença nas doutrinas da religião cristã. 4. A primeira das três virtudes teologais. 5. Fidelidade a compromissos e promessas; confiança. 6. Confirmação, prova.

…fidelidade à compromissos e promessas… confiança.

Por um exercício de lógica linear, ou silogismo, podemos chegar ao ponto onde ter fé é ter a capacidade de esperar, mas, no próprio conceito de fé, pelo amansa, também podemos ver que nela reside uma CONFIRMAÇÃO, uma PROVA.

É óbvio que utilizo essas palavras-chave de cada termo para ver que são controversos em si mesmos, e, portanto, devemos ter cuidado com suas aplicações.

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Temos sistemas de crenças, e não necessariamente religiosas, que nos remetem à termos esperança, a termos fé, e, ainda assim, nos exigem que façamos por nós mesmos…

Como?

Por exemplo, temos um programa social, o Criança Esperança, que, por um lado nos diz para “fazermos nossa parte” em trazer esperança à uma criança, mas, desviam-nos o foco de que muitos já fazem, ALÉM da sua parte, a parte que caberia ao governo fazer.

E, mais controverso ainda, é saber que esse mesmo governo nos pede confiança e esperança num futuro melhor, enquanto nos levam à depositar nossos votos cegamente em urnas eletrônicas, sabidamente, fraudáveis.

...ter um amigooooo, na vida é tão bom teeeer amigooooos... a gente precisa de amigos do peito, amigos de féééé, amigos irmãos, iguais a eu e você, AAAAAAMIGOOOOOOOS...

…ter um amigooooo, na vida é tão bom teeeer amigooooos… a gente precisa de amigos do peito, amigos de féééé, amigos irmãos, iguais a eu e você, AAAAAAMIGOOOOOOOS…

A esperança, amigos, não é sinônimo – DE FORMA ALGUMA – de abestalhamento social. Em certos momentos não dá para ter esperança, ou seja, não dá para esperar. Não dá para confiar, e, muito menos ter fé em sistemas caducos e falidos.

Ah, mas a fé remove montanhas… não, ela não remove montanhas… a AÇÃO do tempo as remove… terremotos, erupções vulcânicas… retroescavadeiras, dinamites…

Vejam bem que não estou aqui pregando a descrença geral. E, muito menos que se deixe de lado o exercício de pensamento positivista. Eu apenas prego que deixemos de ser bobos-alegres quando o momento exige mais AÇÃO e menos ESPERA…

...vem vamos embora, que esperar não é saber...

…vem vamos embora, que esperar não é saber…

Quem acredita sempre alcança… quem desloca tem preferência… e quem não dá assistência, perde a concorrência…

Esperar, meus amigos, é nada mais, nada menos do que postergar simplesmente… a menos que você esteja utilizando este tempo para traçar estratégias de ação…

Esperança??? É claro, desde que você saiba bem pelo que quer esperar…

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O dever é a desculpa do reativo…

“É meu dever fazer…”

A frase aí pode ser interpretada como algo que pessoas responsáveis praticam, afinal, as pessoas de bem cumprem seus deveres, certo?

Uma bela sociedade democrática é dividida entre deveres e direitos, não é?

Sei não… vamos, como de praxe, ao nosso querido amansa-burro:

de.ver.
v. tr. dir. 1 Ter obrigação de. 2 Ter por obrigação. 3 Ser devedor de uma quantia ou valor. Intr. 4 Ter dívidas. s. m. 1 Obrigação de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. 2 Tarefa, incumbência.

Ok… ter obrigação… vamos ver:

o.bri.ga.ção
s. f. 1. Imposição, preceito. 2. Dever, encargo, compromisso. 3. Ofício, emprego. 4. Benefício, favor. 5. Dívida, hipoteca. 6. Título de dívida. 7. Pop. A família. 8. Pop. Esposa ou amásia.

Eita… vemos que obrigação pode nos remeter desde algo que nos é imposto (que é a minha deixa), até esposa ou amante… vai entender a cabeça do pessoal que inventa essas coisas, não é?

E pode isso, produção?!

E pode isso, produção?!

Enfim, na verdade, o ponto em questão é justamente indagar se, por acaso, alguém ao cumprir o seu “dever”, estará necessariamente fazendo a coisa correta?

Pois eu diria que, ao MEU VER, não. Nem tudo o que é devido, é correto. Nem tudo o que faz-se, necessariamente está indo ao encontro de seus princípios.

Certamente, irmã...

Certamente, irmã… mas seria conveniente os proselitistas de plantão atentarem para tal…

Pessoas clamam o “dever” para justificar atos que, certamente não o fariam por conta própria.

E, aí eu indago e vejo problema, na situação onde quem de fato determina os deveres e obrigações de cada um…

O banco determina o dever de cada um, quando cede um empréstimo, por exemplo. Mas, para alguém submeter-se às regras da tal instituição financeira, é necessário primeiramente, que ela seja uma pessoa devedora. Ou não ter capacidade para tal sozinha.

Essa relação entre devedor e credor estabelece as regras primordiais do que será executado entre as partes. Vejamos então:

O quanto o devedor necessita daquilo para que possa se submeter às regras do credor?

Já dizia meu pai, do alto de sua sabedoria que: “Manda quem pode, e obedece quem tem juízo (ou precisa. Dependendo da situação, ele trocava o final da sentença que geralmente era usada para me mostrar quem é que mandava no pedaço).

Com grana é bem mais fácil, né não?!

Com grana é bem mais fácil, né não?!

Esta relação que o dever nos remete, para mim, é um contrato moral que afirmamos com alguém ou algo. Pode ser uma ideologia, uma crença, uma pessoa, etc… mas, o que de fato me parece é que é, meramente, uma troca.

Ok. Dirão que na vida tudo é uma troca. E não estarão errados. E, justamente daí que acabamos embasando o meu “achismo” anterior. É uma troca onde envolve-se valores… podendo ser morais ou monetários propriamente ditos.

Mas quita-se a dívida quando, meu camarada?

Mas quita-se a dívida quando, meu camarada?

O policial que desce o cacete em manifestantes pelo país está cumprindo com o seu dever, correto? Ou seja, ele é pago para defender o patrimônio público e zelar pela segurança das pessoas. Bem, alguns desses policiais, provavelmente gostariam de estar participando das manifestações, afinal, eles têm suas próprias ideologias (mesmo que induzidas ou impostas por dogmas). Mas, ali estão porque o dever manda. Certamente alguns aproveitam para, com ideologia oposta à dos manifestantes, clamar o dever para justificar atos covardes de agressão desmedida…

Do outro lado da moeda, há participantes de manifestações que acreditam que seja seu direito clamar por um país melhor… e, para tal, é seu DEVER se unir aos demais e praticar o ato cidadão de protestar por dias menos nojentos e indignos no país.

Sendo assim, unidos na ideologia, pessoas cumprem seus deveres, escudados por seus direitos… mas, ainda assim, nada lhes dá o direito de depredar e vandalizar a cidade…

Peralá, mas direitos não são aquelas coisas que ganhamos quando cumprimos nossos deveres?

É o que alguns credores querem que acreditemos, certamente…

E quem é que escreve a Constituição, cara pálida?

E quem é que escreve a Constituição, cara pálida?

Vejamos que os ditos patriotas abraçam-se nas constituições para clamar a lei como sendo soberana, inconteste e, sobretudo, a detentora de nossos deveres e direitos como cidadãos… resumindo, é um contrato de prestação entre partes…

Não preciso lembrar que as leis são escritas por políticos… e, mais precisamente, os de Brasília…

Será então que ela é realmente incontestável? Com que intenção essas pessoas escreveram tais leis? Ela realmente é inclusiva à todos ou beneficia apenas aquele grupo de pessoas cujas quais eles prometeram defender ao serem eleitos (vulgo clientes políticos)?

Da mesma forma, posso afirmar que nem tudo o que é lícito é legal. Ou seja, pode a lei não proibir (ou permitir), mas, nem por isso a coisa torna-se moralmente aceitável…

Exemplo? Claro… a lei permite parlamentares aumentarem seus salários ao bel prazer… valores estratosféricos, ainda mais se comparados à inoperância de suas atividades, e, infinitamente superior ao merecido, se comparados aos valores dos demais trabalhadores da nação… como os professores… e policiais… que cumprem seus deveres dando pau justamente no pessoal que está bradando que estes mesmos queridões que escrevem as leis e ditam nossos deveres, são justamente os que estão FODENDO estragando o país.

Finalizando então, queridos amigos, creio que, ao cumprirmos certos deveres, tornamo-nos CONIVENTES com as ações ou más ações que estes deveres nos remetem.

Não nos tornemos escravos do dever. Cumpramos aqueles aos quais nossa moral corrobora apenas… e, é claro, sobre unica e exclusivamente NOSSA vontade.

Apenas pensamos nisso.

Nosso único dever é para com nossa moral.

Nosso único dever é para com nossa moral.

Isso, para mim, chama-se inteligência e alta moralidade...

Isso, para mim, chama-se inteligência e alta moralidade…