O futuro não é mais como era antigamente…

A frase do título, conforme cantava Renato Russo, no seu Legião Urbana, evidencia algumas coisas, ao meu ver, que podem exemplificar o momento atual que vivemos…

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Basta que comparemos, por exemplo, a ficção científica, tanto em filmes quanto livros, do passado, com os atuais…

Fomos de sociedades com facilidades extremas de um simples apertar de botões, com direito a carros voadores, jet packs e coisas do tipo, para visões cataclísmicas… passando desde apocalipses naturais, até guerras atômicas que dizimam o planeta. Sem esquecer, é claro, as invasões alienígenas, com os apocalipses zumbis que voltaram à moda recentemente…

…ok, ok… o apocalipse zumbi não parece lá tão distante, vide o número crescente de acéfalos que dominam as mídias, a “cultura” e tentam se apropriar do senso comum…

Mas, minha proposta é outra ao escrever isto. É tentar resgatar uma visão construtivista de futuro. A crítica diária já é ferrenha e, com ela, conseguimos evidenciar o tamanho de coisas erradas que vemos. Aliás, são óbvias as coisas erradas. Mas, como dizia o sábio:

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Pois então…

Assim, podemos ponderar que as obviedades atuais estão longe de nos apontar um futuro digno… muito menos um entusiasmante. Tenho visto que os mais otimistas, projetam um futuro bem distante, onde o aprendizado atual, vulgo ‘quantidade de merda praticada’, nos dará bases a cenários onde não voltaremos a incorrer nas mesmas cagadas premissas erradas de pensamento…

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Ok. Aí me interessa…

Acho que um padrão pode ser reconhecido: temos nos baseado pelo passado para tentar projetar um futuro. Ou seja, comparamos a tudo o que já ocorreu, citamos pensadores antigos e que sequer estão vivos para presenciar o cenário atual ou mesmo poder compará-lo com suas obras, até, ideologias seculares e poeirentas que ainda são exaltadas mesmo que em nenhum caso elas tenham sido bem sucedidas.

Funcionam como antíteses umas das outras, criando um emaranhado de pensamentos antagônicos entre si, sem que se proponha nada de novo, de atual, que tenha foco na realidade atual, com o povo e a mentalidade atual, por exemplo.

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Claro que para entender alguns padrões, tem-se que recorrer ao passado. Às origens das coisas e como elas se desenvolveram até o momento atual. E era isso. De resto, teremos que identificar que há a enorme necessidade de se criar algo novo. De modificarmos o marasmo atual e a pouca diversidade de ideias que nos encaixota o pensamento.

Temos as falácias de autoridade, por exemplo, praticadas quando citamos pessoas de grande apelo, para embasarmos nossas próprias ideias. Como se tivéssemos que nos validar não por nós mesmos, mas, apenas quando equiparamos nosso pensar a algum baluarte de alguma coisa. E, PARA MIM, tá aí o erro básico.

Não estou eu aqui dizendo, de forma alguma, que devamos deixar de lado esses pensadores. Apenas acho que eles fazem parte do arcabouço de conhecimento de cada um. Ou seja, eles nos municiam de itens de pensamento. Eles nos instigam a pensar. A nos modificarmos nas formas estanques em que nossas mentes se encontram. E, a cada ideia nova, passamos a ser novas pessoas, com novas perspectivas e com novos desafios a percorrer. É disso que eu acho que se trata a coisa. E não que devamos nos validar por eles. Citá-los para exemplificar algo, sim. Chancelar nossas ideias por outras, mesmo que seja por senso comum, não.

Não é porque um autor, dez, cem ou milhares, concordam acerca de um assunto que este passa a ser imutável, insofismável ou mesmo que, mais adiante, com novos elementos, técnicas, tecnologias, et cetera, não possam ser refutados por termos mais bases de ponderação.

A verdade absoluta de hoje pode ser derrubada amanhã. Basta que paremos de encará-las como absolutas. Não por relativismo moral, ou, no intento de derrubar uma tese simplesmente por derrubá-la, ou validar nossa ideia sobre a simples desconstrução de outra. Mas sim, pela necessidade de criar algo novo e melhor. E isso é ESSENCIAL!!! A criação de algo melhor para substituir o anterior… se não for, pelo menos um pouco melhor, deixa como está. Afinal, tem aquele outro sábio que dizia:

nada é tão ruim que não possa piorar

Quem me lê, tanto por aqui, quanto pelo que falo no Facebook, sabe da minha ranzinzice com o momento atual. Noto a pobreza intelectual do país, baseada muito mais na incapacidade de contestação dos tais baluartes do que propriamente por suas capacidades, vejo ideologias cerceando pensamentos, vejo o politicamente correto encaixotando opiniões… enfim… mas, chega de só criticar… tá na hora de fazer alguma coisa. De propor algo novo. De tentar sair desse mato sem coelho (ou cachorro, sei lá). Para tanto, será preciso que comecemos a construir um pensamento novo. Adequado às realidades de cada um. Sintético ou analítico, por vezes, mas, ainda assim, essencial para que algo novo, ao menos, seja plantado. Uma semente a ser geminada, que seja.

Me vi num ponto onde noto coisas boas e ruins por onde transito, aprendo, observo. E, como tudo na vida, devemos ponderar. Por isso, por vezes concluo que todos estão certos, à medida que todos estão errados…. e aí é preocupante. Quando ideias baseiam-se em apenas apontar os erros alheios, sem proposição alguma depois, tornam-se inócuas. Sem serventia alguma. Por isso, durante alguns encontros com amigos, e, sobretudo com um específico, onde um cara que admiro bastante me levou a criar uma ruptura na minha linha de pensamento, cuja qual acabei notando que se encaixava no perfil anterior, o de criticar apenas, sem propor soluções. Me vi despido naquele momento… e, sem trocadilhos maldosos, ali despido, puder ver que não bastava eu me cobrir com qualquer colcha de retalhos de pensamentos alheios. Era necessário que eu buscasse o meu próprio. E, tal qual eu sempre utilizo aqui citações de pessoas durante meus textos, numa tentativa de validação do que eu digo, notei que eu mesmo posso, através do meu desenvolvimento, embasar minhas próprias teses. Buscar minhas próprias alternativas e, quem sabe, encontrar as respostas que sigo buscando.

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Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

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A instrumentalização da bondade

Noto que muita gente boa, por vezes, acaba refém de algo, alguém ou alguma causa, justamente por ser boa…

Enrolada a formulação, né? Claro… é complicado para mim, sequer, formular a linha de raciocínio para tentar explicar…

Vamos tentar…

Pessoas notadamente boas, com boas intenções, essências boas, veem-se presas em causas, filosofias ou ideologias…

Tentando exemplificar: pessoas tendem a aceitar um estereótipo de uma figura “boa”, ou “elevada espiritualmente”, ou, seja lá qual for a ideia que ela quer passar de si, aos outros…

Putz, segue enrolado…

Ok, vamos tentar por partes…

Para iniciar, o bom e velho amansa-burro:

Estereótipo:

Estereótipo são generalizações que as pessoas fazem sobre comportamentos ou características de outros. Estereótipo significa impressão sólida, e pode ser sobre a aparência, roupas, comportamento, cultura etc.

Então, por exemplo, quem aqui não viu aquela pessoa que quer passar a imagem de “elevada espiritual”, com roupas hippies, falando manso e arrastado, como se estivesse chapado (ou de fato estando), falando das fraternidades brancas, amarelas, verdes com petit-pois rosa…

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Pois é… da mesma forma, aquela pessoa que hoje quer salvar o mundo, vê-se sendo obrigada a andar de bicicleta, ser vegetariana, socialista, feminista e uma série de outros ‘istas’…

Sim, muitos de nós já devem ter visto…

Mas, cá entre nós, não precisa de nada disso para ser uma pessoa boa. Essa composição de estereótipos pode ser desde uma jogada de marketing pessoal, como também apenas uma bobagem tentativa de expressar de forma externa, seu interior…

Vá lá… seja qual o motivo for, a verdade é que não precisa nada disso para ser bom… para fazer o bem…

Você não precisa estar vinculado a uma religião, a um partido, a um coletivo, a um grupo social ou seja lá o que for… você apenas precisa SER BOM. Ponto. Agir de forma boa diariamente.

Assim, indo mais além, essa estereotipagem, pode ser apenas mais um blefe do que realmente ser algo produtivo, ou mesmo, que faça alguma diferença.

Certamente aos incautos, que deixam-se levar por aparências, ou delegam o pensar, como costumo dizer, o impacto é fundamental para induzir a pessoa a achar o que o outro quiser…

Claro que, se a premissa de que uma pessoa vestindo roupas extremamente sexys, não necessariamente é uma profissional do sexo, da mesma forma dá pra concluir que algum cabeludo em vestes desleixadas, com pentagramas tatuados e símbolos esotéricos em pendentes e acessórios, necessariamente, é um ser “elevado”…

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Adquira já o seu kit ‘I wanna be esoteric’ na nossa store…

– E o que nós temos a ver com isso? – certamente vocês devem estar perguntando-se…

Bem, na verdade eu me importo com isso porque ver pessoas caindo em engodos me incomoda muito. Ainda mais as de boa-fé…

Vejo gente boa abraçando causas estapafúrdias apenas para justificar suas bondades. Acabam sendo instrumentalizadas por essas causas, que as tolhem, as “corrigem” e as enquadram em seus sistemas para que essas possam pertencem ao clubinho…

DANEM-SE OS CLUBINHOS!!! – eu digo.

Não, eu sou declaradamente um POLITICAMENTECORRETOFÓBICO!!!

Não, eu sou declaradamente um POLITICAMENTECORRETOFÓBICO!!!

Para mim, se você é uma boa pessoa, não me interessa se você é ateu, católico, umbandista, branco, negro, cafuzo ou mameluco, hétero, gay ou se curte orgias com coalas em plena selva australiana… tampouco se pertence à direita, esquerda ou fique em cima ou embaixo do muro… estou cagando pouco me importando se você vê gnomos, alienígenas ou elefantes cor-de-rosa quando toma chá alucinógenos ou mesmo fuma erva-mate em cuia de chimarrão…

O que eu realmente me importo é que pessoas sejam livres para escolherem seus caminhos. Em seus próprios termos. Com suas próprias características… que cada um vista-se como quiser, leia o que quiser, reze para quem quiser, ou para ninguém, que se alimente do que bem entender e, sobretudo, que mantenha a SUA PRÓPRIA LINHA DE PENSAMENTO. APENAS A SUA!

Como já disse inúmeras vezes, se é que eu tenho alguma missão com esse blog e o que eu falo e encho o saco aconselho os outros com que falo, é a de gerar livres-pensadores. E não mais os propagandistas ou fiéis de causas prontas.

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O livre pensar, de cada um, obviamente é um sistema que constrói-se diariamente, e, é claro, pode se utilizar de filosofias e pensamentos de outros. Mas, sem que fique-se preso a tais filosofias. Que tenhamos a vontade de avançar e a transcender esses pensamentos. Incluindo nossos próprios. Agregando coisas. Valendo-se deles para que multipliquemos ideias, ideais…

Portanto, gostaria de pedir a todos que pensam parecido, que deixem de ser apenas expectadores e que juntem-se ao levante de pessoas que simplesmente cansaram de observar os demais se debater…

Não, eram pessoas que começavam a despertar para uma coisa. Sem ainda terem a visão do todo. Escravidão era válida pela lei, mas, a bondade já era latente...

Não, eram pessoas que começavam a despertar para uma coisa. Sem ainda terem a visão do todo. Escravidão era válida pela lei, mas, a bondade já era latente…

 

E, para tal, você não precisa ser nenhum ‘mestre ascenso’, ‘coaching’, ‘líder-religioso’ ou qualquer outro ‘título’ que possa ser um ‘carteiraço’ nas fuças dos incrédulos… você precisa apenas ter a boa vontade em compartilhar com os outros. Compartilhar pensamentos, ideias, maneiras de fazer as coisas, contar suas histórias e como você atravessou períodos difíceis… para inspirar ou mesmo consolar quem passa por períodos semelhantes. Nunca, ao MEU VER, de forma proselitista, pregadora… como se você estivesse num púlpito em nível mais elevado, falando para baixo, aos que lá estão. Faça isso olho no olho, afinal, somos todos iguais. Mesmo que estejamos em estágios de experiências diferentes. E, mesmo aquela pessoa que você jura de pés juntos que você está ajudando, pareça não ter nada a lhe oferecer de volta, simplesmente continue. Pois o ganho disso não se dá na troca direta, mas sim, na reação em cadeia. Ou, quanto mais pessoas com a mente livre, felizes e com energias em frequências altas tivermos ao nosso redor, melhor nos sentiremos. E isso não é dogma de nada… é simplesmente física. Sim, física cartesiana… aumente a frequência boa e a frequência ruim não será capaz de te bagunçar a sintonia… matemática pura…

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Assim, físicos-ateus ou missionários-religiosos encontram um ponto de consonância, à media que não servirão mais a ‘senhores’ ou ao ‘grande vácuo de matéria-escura’… apenas servirão a si mesmos, implantando um ambiente de alta vibração em torno de si… uma troca quase alquímica, para que através dos fatores externos, seu interior vire ouro… essa é a pedra filosofal, no meu entender… mental e energética…

Ah, e os alquimistas não precisam mais usar hobbies com capuzes…

Pô, essa capa é mó style, merrmão...

Pô, essa capa é mó style, merrmão…

Imagina, querido John…

 

Querido John, sou seu fã e creio que sua obra-prima, a “Imagine” seja um símbolo mundial da busca pela paz e igualdade. Também acredito que tu não sejas apenas um sonhador, pois qualquer ser humano que tenha um pouco de bondade em si, certamente não compactua com o monte de iniquidades que assolam o planeta, mais do que nunca, após a tua partida.

Mas olha só, querido, creio que o pessoal tenha pegado tuas palavras e as colocado em um contexto que não sei bem se era o que tu imaginavas.

Eu também tenho... ser normal no mundo de hoje é atestado de insanidade...

Eu também tenho… ser normal no mundo de hoje é atestado de insanidade…

Sim, ao dizeres que um mundo sem “paraíso” ou “sem religião”, creio que falavas algo sobre os conceitos religiosos e suas distorções, onde o pessoal age como cães adestrados em busca de suas recompensas… mas, hoje prega-se o ateísmo em função disso.

Ok, iremos discutir por horas e mais horas sobre o conceito de Deus… aquele que existe e é a soma de tudo, contra aquele criado e inventado, para que seja o produto final de um projeto.

Ah, ok... pensamos parecido...

Ah, ok… pensamos parecido…

Pois bem, John, imagina então, como seria um mundo onde mais do que não haver religiões… imagine um mundo onde pessoas espiritualizassem-se da forma que mais lhes fosse apraz. Que cada um tivesse seu conceito próprio de divindade, de paraíso, de objetivos e recompensas. Os seus… e não os que estão por aí, dispostos como opções pouco apetitosas para o “consumidor”?

Acima de nós, apenas o céu… mas, te pergunto: qual céu? Aquele imenso, que estende-se ao infinito, num imenso vazio de bolas de fogo flutuando num vácuo, com outras de outros materiais as orbitando, ou um céu onde possam haver outras culturas, outras mentes maiores ou mesmo até, civilizações que tenham pisado por aqui em algum tempo, como algumas culturas antigas sugerem?

Imagine, querido, que tivéssemos, além de um céu acima de nós, uma consciência maior. Uma que nos permitisse imaginar que somos parte de tudo. Que tanto subindo aos céus, quanto internalizando em nossas frequências atômicas, alcançássemos o mesmo todo?

Aê, garoto... é disso que eu falava...

Aê, garoto… é disso que eu falava…

Ao falar em um mundo sem países, creio que quiseste dizer um lugar onde pessoas pudessem fazer parte de uma comunidade humana. Independente de sua origem. Que todos tivessem um convívio pacífico. E, aí, é claro, voltamos ao conceito de “não religião” proposto. Afinal, meu velho, deves estar acompanhando daí de algum lugar, que provavelmente não é o paraíso, pois não o querias, mas, ainda assim, tua consciência deve seguir existindo em algum lugar… e, daí, deves estar vendo que mesmo quebrando-se barreiras e fronteiras, algumas pessoas simplesmente não têm ainda condições de conviver com outras. E não só por questões limítrofes de países ou religiões. Trata-se de algo maior. De algo que reside em cada uma dessas pessoas. De serem simplesmente pacíficas por si só. Por exemplo: eu acredito que para uma pessoa saber que estuprar uma mulher e agredi-la é um ato torpe, covarde e mais um monte de outros xingamentos que aqui me ocorrem, ela não precisa estar convertida a alguma religião. Ou, mesmo, como tu propuseste, despida de todas elas. Afinal, bem ou mal é coisa que não necessariamente se aprende, mas, se vivencia.

Calma, meu velho... não é pra tanto... sem sonhos, não se projetam realidades...

Calma, meu velho… não é pra tanto… sem sonhos, não se projetam realidades…

Veja, querido, que o teu canto comoveu bilhões de pessoas, eu creio, mas, poucos se valem dele para realmente agir de forma melhor. E, assim também é com as religiões. Algumas pregam o bem, mas, seus seguidores não deixam de ser abestalhados só porque se especializaram em um livro específico. Eles precisam aprender a agir por conta própria, de forma correta, independente da “recompensa” que lhes for oferecida.

Sim... Sim!!! Por isso que cuidar de si antes de tentar cuidar dos outros é primordial...

Sim… Sim!!! Por isso que cuidar de si antes de tentar cuidar dos outros é primordial…

Tal qual devolver uma carteira recheada de dinheiro na rua. Deve-se devolver simplesmente porque é o certo a se fazer. Não para ficar com os louros da fama em uma matéria exaltando o óbvio, e, tampouco para ser recompensando com algum presente por isso.

Sabia que tu me entenderia...

Sabia que tu me entenderia…

Bem, agora vem a parte mais complicada… imagine um mundo sem posses… e, na mesma estrofe, propor um mundo sem ganância e sem fome…

Olha só, meu querido, já tentamos isso… lá na idade das pedras. E não funcionou… ninguém tinha nada… todo dia, saía-se para caçar, pelo menos até que aprendemos a plantar. E, daí, estabeleceu-se o escambo, a necessidade de estoque e etc… ainda mais que as pessoas viam que não duravam para sempre. Viam que ficavam velhos e lentos para a caça. E que seus filhos e dependentes ainda assim, deviam comer… pois daí a necessidade de evoluir, meu velho. Não se trata de ganância ser previdente e imaginar que poderíamos ser feridos durante uma caçada e que, talvez, tivéssemos que focar em algum estoque para tal.

Pois é... por isso é que temos que começar a ser previdentes e parar de querer depender dos outros...

Pois é… por isso é que temos que começar a ser previdentes e parar de querer depender dos outros…

Mas, concordo na parte da irmandade humana… acho que aí seria uma ótima solução. O pessoal vivendo em comunidades, com ajuda mútua, com cada um fazendo o melhor de si, tanto para si quanto para os que o cercam. Nisso sim tu acertastes em cheio!

E eu, em minha arrogância de tentar retocar uma obra-prima, te proporia um mundo sem política e sem ideologias de manada. Sim, pode parecer controverso, à medida que eu creio na vida em comunidade. Mas, veja bem, querido, o princípio de comunidade no qual eu acredito é baseado, estruturalmente no poder do indivíduo. No bem estar de cada um, primeiramente, que se expande e alcança a todos. Creio em um conceito onde a pessoa seja tão feliz a ponto de querer compartilhá-la com o mundo todo. E não naquele conceito onde deva-se abrir mão de si mesmo em função do outro. Esse pseudo-altruísmo é o que tem ferrado com tudo. Ele multiplica pessoas infelizes, sacrificando suas próprias felicidades em nome de outros. E, pode aqui até parecer que eu estou sendo chato demais, mas, acaba justamente entrando naquele conceito religioso de sofrimento x recompensa futura e não sabida em algum “paraíso”, dos quais pediste para imaginarmos o mundo livre…

Bingo! Poder para o povo significa poder para cada um de nós... o povo não é uma entidade em si, mas sim a soma de pessoas...

Bingo! Poder para o povo significa poder para cada um de nós… o povo não é uma entidade em si, mas sim a soma de pessoas…

Que tal então, fecharmos um acordo agora em uma estrofe do tipo:

“Imagine o mundo sem salvadores;

sim, é preciso ter coragem para tal;

cada um cuidando de si mesmo com garra;

e não mais ser vítima de coisa alguma;”

Ou, se preferir:

“Imagine todas as pessoas, 

vivendo em harmonia consigo mesmas;

saindo de seus casulos de escolhas marcadas;

e rumando ao que nasceram para fazer;”

Bem, tu podes dizer que eu estou sonhando… mas eu acho que eu não estou só… eu espero que um dia, todos unam-se em suas próprias causas de felicidade. E, então, o mundo viverá como um só…

Imagine só, querido John…

#SemMaisMeritíssimo

#SemMaisMeritíssimo

Querido Papai Noel…

E na noite de Natal…

Papai Noel (P.N.): “E então, Rogério, foste bonzinho durante o ano?”

Eu: “Não creio em dualismos de que todo mundo seja bom ou mau em essência, mas, creio que oscilei mais dentro do correto do que o que eu acho que foi errado… embora, meus erros tenham me ensinado algo para que tente não cometê-los de novo… então, acho que sim…”

P.N.: “Er… deixa ver… isso não está bem estipulado aqui… pera… média harmônica… não, tem viés… ponderada… ah, sim sim, acho que vamos calcular a moda pelo número de ocorrências positivas ou negativas, ponderar o desvio padrão e assim, estatisticamente ver como tu procedeu…”

Eu: “Estatisticamente, se eu comer 10 pães e o senhor nenhum, pela média, comemos 5 cada, enquanto eu engordei e o senhor morreu de fome… se bem que com essa barriga…”

P.N.: “Olhalá! Vê o que vai falar… mas, então, como vamos ponderar se foste bom ou não?”

Eu: “Bem, eu não fiz nada que pudesse prejudicar alguém diretamente… caso tenha feito, foi indiretamente e não intencionalmente… no máximo, minhas escolhas erradas trouxeram mais dissabores a mim mesmo, mesmo quando refletiram nos outros, justamente porque não sinto prazer algum em ver alguém se ferrando. Muito menos quando é por minha causa…”

P.N.: “Isso é interessante, mas, ainda assim, não sei bem o que dizer…”

Eu: “Olha, quer saber? Eu fui chato pra caramba… eu enchi a paciência do pessoal ao longo do ano, com as minhas irritações e inquietações mentais… compartilhei com todos o que se passava pela minha mente e fiz questão de deixar claro que o meu caminho é só meu, e, que quem quisesse poderia me acompanhar, do contrário, que não atrapalhasse pelo menos…”

P.N.: “Mas isso, assim dito, parece que foi honesto da tua parte…”

Eu: “Honestidade, hoje em dia, tem seu preço. Perde-se de um lado e os ganhos, quase imperceptíveis a olho nú…”

P.N.: “Como assim?”

Eu: “As medidas de “sucesso” se dão pelo que se conquista. Pelo que se atinge. E, para mentes limitadas notarem isso, é basicamente necessário que isso seja demonstrado… visualmente, de preferência, pois presumir e perceber coisas é dom que nem todos têm…”

P.N.: “Isso já parece rancoroso da tua parte…”

Eu: “Pode ser que sim… acho que é mesmo… porém, o rancor é um aviso do sistema interno, corpo e mente, de que você tem que trabalhar na coisa… e, assim, aquilo vai te demandar tempo para que aprenda a lidar e a tirar o ensinamento certo…”

P.N.: “Mas, então, como poderíamos concluir como foi teu ano?”

Eu: “Talvez se pararmos de pensar em “saldos finais” e tecer uma visão mais analítica da coisa… ponto a ponto…”

P.N.: “Ok. Diga lá então…”

Eu: “Em situações em que eu poderia ter tentado obter vantagens por caminhos que minha consciência não concordava, eu preferi não ir adiante. Se fui perguntado sobre algo, respondi com o meu coração e não da forma “politicamente correta”. Se fiz algo para a caridade, fiz porque eu tinha vontade e não para que me achassem um cara bacana. Se perdoei, o fiz porque a raiva estava me fazendo mal, e não porque um dogma me dizia que era o correto. Se magoei alguém, sofri porque a visão de alguém sofrendo, ainda mais por minha causa, me faz mal. E não porque estava escrito em algum lugar que eu deveria pedir perdão. Se alguém me ajudou da forma que foi, mesmo que o resultado final não tenha sido o esperado, agradeci. Não porque o resultado foi bom ou não, mas, porque a disposição de alguém para me ajudar é o que conta. Se agi corretamente, e, ainda assim o resultado foi uma bosta, creio que, apesar da brabeza, eu faria tudo igual novamente…”

P.N.: “E isso te torna um cara bom?”

Eu: “Aí é que está… não importa… não importa o rótulo que irão me dar. Importa é o fato de eu estar tranquilo na minha consciência, mesmo que a sensação de “vitória” ou de “sucesso” não esteja me acompanhando no momento… acho que tenho muita coisa ainda para fazer e para melhorar…  mas quer saber? Não é em um ano que se resolve uma vida… é na soma dos anos…”

P.N.: “Acho que sim… mas, para o presente de Natal…”

Eu: “Desculpa interromper, mas, sendo bem direto e honesto, se eu tiver que me sujeitar à regras de comportamento, só para ganhar um presente ao final do ano, ou melhor, uma vez por ano, creio que não seja lá o meu conceito de evolução… isso parece mais um adestramento canino…”

P.N.: “Aí tu já estás me ofendendo… a intenção é que as pessoas sejam boas ao longo do ano e, assim, sejam recompensadas ao final…”

Eu: “Adestramento, no bom português… Enfim, acho que o senhor não precisa me dar nada, sinceramente. Afinal, não se trata de alguém me recompensar ou me dar algo por eu ter correspondido às suas expectativas. Trata-se de eu mesmo fazê-lo, pois fui bom para mim, o que, de acordo com a minha forma de ver o mundo, se trata de estender aos que me cercam, o que eu quero para mim…”

P.N.: “Mas o presente…”

Eu: “Dê para alguém que realmente precisa de um mimo para entender que tudo o que passou, valeu a pena. Para mim, basta a consciência tranquila… Forte abraço, meu bom velhinho…”

P.N.: “FELIZ NATAL…”

Eu: “Sim… e Ho-Ho-Ho pro senhor também…”

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Alquimia energética…

Algo interessante ocorre durante esse período de realinhamento do pensar que eu passo. É uma fase onde novos pensamentos invadem a mente e confrontam os antigos. Velhas “certezas” são confrontadas a todo instante, e, com isso, todo o meu redor, entra no movimento. Hermes Trimegisto explicava em sua teoria hermética, que as polaridades alternam-se e, assim, regula-se a “temperatura” para uma ideal. Aqui está uma síntese:

Lei da Polaridade

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados ”

A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza. O pólo positivo + e o negativo da corrente elétrica são uma mera convenção.

O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o salgado. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.

Adoro essa parte onde ele diz que os opostos são extremos de uma mesma coisa… onde o quente e o frio não são paradoxos ou antíteses, mas sim, polaridades extremas de uma mesma coisa… a temperatura… e, regulando-se essas polaridades, podemos chegar a uma “temperatura agradável”, como fazemos ao regular um chuveiro durante o banho. As temperaturas corporais variam, e, o que é quente para um, é morno para outro, enquanto é fervendo para um outro…

"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima"

“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”

Assim, nesse confronto do mundo dualista que a minha mente tem feito ultimamente, acabamos regulando nosso pensar. E, como qualquer processo de regulação, extrai-se coisas, agregando outras. Nikola Tesla também dizia que vivemos em um mundo eletromagnético vibracional, onde tanto o eletromagnetismo quanto as vibrações são moduladas. Enfim, tudo é energia. Eu acredito nisso. Sem dogmas. Apenas o espiritualismo explicado de forma cartesiana.

Assim, muitos aqui devem ter notado que durante alguma mudança ou outra, amigos afastam-se, à medida que novos surgem. Pois bem, esse é o exemplo dos resultados práticos da regulagem da polaridade energética. Sim, muito além da polaridade mental, temos a polaridade física (sim, o papo é complicado). E, para complicar mais ainda, eu poderia também dizer que uma está interligada à outra. O pensamento é o que regula o físico, pois, é a energia que une e molda a matéria. E, se essa frequência muda, muda-se também o material.

Ok. Está ficando enrolado. Mas, vamos lá… todos sabemos que podemos dizer coisas que não estamos sentido de fato. Ou, expressar alegria, enquanto estamos, na verdade, tristes, por exemplo. Pois, é disso que eu me refiro. Podemos aparentar ser algo, mas, sermos outra coisa por dentro. E, daí é que eu faço o link entre o que estamos “pensando” com o que estamos “sentindo”. Sentir e pensar, igualmente, não são coisas diferentes… são polaridades de uma mesma coisa. Enquanto teimamos em confrontar a razão com a emoção, eu digo que ambas fazem parte de quem somos. E, uma está diretamente ligada à outra. Pessoas que dizem ser “só coração”, são tão míopes quanto as que dizem apenas “usar o cérebro”… pois tanto um quanto o outro são essenciais para o funcionamento do corpo. Um não sobrevivem sem o outro (ok, algum engraçadinho pode aí incluir a piadinha do fiofó, que, se trancar a passagem da coisa, adoece o corpo todo, igualmente).

amor e ódio extremos de uma mesma coisa: o sentimento...

amor e ódio extremos de uma mesma coisa: o sentimento… embora, eu não recomende o método proposto

Minha ideia é falar sobre alinharmos nosso pensamento com nosso sentimento. Aparentarmos aquilo que temos internamente. Ou, simplesmente, emanar aquilo que realmente somos. Sim, emanar. Todo mundo aqui já sentiu uma coisa ruim vinda de alguém com um discurso bonitinho e bem alinhado, certo? Pois bem, é a captação vibracional daquela pessoa que nos faz antagonizar com ela, a despeito do que ela diz, que, pontualmente é bom.

Pois na dialética erística de Arthur Schoppenhauer, existe a “falácia de interesse revestido”, onde diz-se uma coisa, objetivando outra, que está oculta no discurso. Pois bem, temos vários exemplos por aí sobre isso.

...ou "contaminá-los" com a centelha da sanidade, tio Schopps..

…ou “contaminá-los” com a centelha da sanidade, tio Schopps…

Nisso tudo, outro dia, conversando com uma amiga de longa data, também percebi que temos muita gente com bons pensamentos desalinhados. E não há nada de errado com isso, afinal, desconstruir anos de pensamento, deixa tudo realmente fragmentado e confuso. Podendo demorar um pouco a encontrar o novo, oscilando entre uma polaridade e outra. Sim, bipolares não são necessariamente doentes, ao meu ver, eles podem apenas estar demorando muito para alcançarem seus equilíbrios. E, pode ser que o mundo atual não ajude, seu ambiente de trabalho, familiar, etc; não ajude… enfim…

Nesse mesmo papo, falávamos sobre sobre o quão complicado o mundo dualista está atualmente. E, também pensei que ele pode apenas estar passando pelo mesmo processo de polarização que muitos de nós estamos. Dizem que o planeta tem sua frequência, tal qual toda a matéria existente no universo também tem. E, por algum motivo, alterna-se. Se chamaremos isso de mente coletiva, se chamaremos o planeta de Gaia e o trataremos com uma entidade inteligente, fica a critério da crença de cada um. Eu me restrinjo ao cartesiano, que é o alinhamento frequencial.

Ressonância Schumann e as diferenças de frequências no planeta...

Ressonância Schumann e as diferenças de frequências no planeta…

Com tantas mudanças no mundo e nas pessoas, acho que é normal que tenhamos essa esculhambação em que vivemos atualmente. Acho que é parte de um processo maior. Mas, acho importante salientar que cada um de nós, individualmente, busque o próprio equilíbrio. Ele, certamente tem interferência na equalização global. Tal qual uma antena de transmissão, tudo o que emanamos energeticamente, soma-se ao ambiente… e, nesse ambiente, misturando-se as infinitas polaridades, temos o Zeitgeist, ou, o espírito do mundo (ou da época, se preferirem). Pois, esse tal espírito, é a soma de todas as polaridades individuais, que misturam-se, moldam-se e confrontam-se diariamente em nossos instantes. Para modificar a frequência do todo, deve-se modular uma a uma, individualmente, até que o “resíduo” dissidente, seja sobreposto inapelavelmente.

..."conjunto de conhecimento humano", enquanto eu diria que é a soma das energias irradiadas...

…”conjunto de conhecimento humano”, enquanto eu diria que é a soma das energias irradiadas…

E onde eu quero chegar com esse lero-lero doido varrido todo?

Simples. No ponto onde nem todo mundo que aparenta estar doido, necessariamente está. Nem todo irritado, é uma pessoa raivosa, nem todo banana é necessariamente um banana e por aí vai… as vezes, as pessoas só precisam de uma recarga. De uma energia nova para misturar-se às suas. E, deveríamos poder compartilhar as nossas com todos. Pois, à medida que podemos nos modular em algo mais “ameno”, da mesma forma, a outra pessoa também. Seria uma espécie de escambo energético, onde o impaciente recebe um pouco de calma, à medida que repassa um pouco de ação a alguém atolado no marasmo… e, nesse ínterim, a sensação de bem estar, ou de conforto físico, se espalharia ao ponto onde essa onda de insanidade desse uma boa diminuída, pelo menos…

Não! Nada disso! Eu vou ficar aqui me polarizando com uma toupeira enquanto isso...

Não! Nada disso! Eu vou ficar aqui me polarizando com uma toupeira enquanto isso…

Pois, polarizemo-nos! Misturemos nossas essências às dos outros. Tenhamos a simples troca acessível a todos! Ainda mais que ela é, analisando de outra forma, uma forma de “comércio”, onde todos lucram e ninguém dá o calote… e mesmo que a pessoa seja aquele tipo “vampiro astral”, que apenas suga a energia, chegará o dia em que ela estará tão “contaminada” da energia que ela consome, que, inapelavelmente ela seja tomada por essa energia. Basta que todos saibamos nos descontaminar daquilo que, porventura, tenha vindo “misturado” na troca e que não nos faz bem. Quase como em transfusões de sangue, só que, nesse caso, o filtro é o nosso pensar…

Fico por aqui, porque me deu uma canseira esse post… mas, nada que eu não recarregue ao ver um sorriso ou dois por aí… Abraços!

Bingo!

Bingo!

Ponto de vista…

Em tempos atuais, onde estamos praticamente divididos, em castas antagônicas geralmente, o “ponto de vista” quase sempre é invocado durante um debate, para salientar que a pessoa, ou expõe sua visão, ou, encarcera-se nela.

Na semântica, quando ela vem no início ou meio da frase, é porque a pessoa ainda está interessada em debater. Por exemplo: “no meu ponto de vista, isso é…”; já, se vier ao final da frase, ela está praticamente encerrando o assunto e te dizendo que fica com o que ela pensa… “bom, mas este é o meu ponto de vista…”.

Sendo assim, para variar, me peguei refletindo sobre a frase e seus significados intrínsecos…  a pessoa está tendo algum benefício ou não, ao ficar com o seu ponto de vista?

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Depende… eu diria… (sempre o bom e velho caminho do meio)

Se a capacidade de visão da mesma for ampla, sim… se, for limitada, deturpada ou nenhuma… bem… aí não é bom negócio…

Como assim? – dirão.

Simples. No ponto de vista de um daltônico, o vermelho é verde… e, não por acaso, uso o vermelho e o verde… pois tem cunho político esse post, inclusive.

No ponto de vista de alguém que vê “humanismo” em ações governamentais cretinas, aquilo é coisa boa… já, para outros, a cretinice ao final, não justifica tal “humanismo”, pois trata-se de mero populismo.

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Sempre ouvimos que há de se respeitar as opiniões alheias… mas, isso são tempos áureos lá da minha criação dos anos 80… já que nasci em 75 e, começo a me lembrar de algo da minha educação de 1980 para cima…

Hoje temos o “politicamente correto”, que molda visões… ou seja, a nossa visão também pode ser induzida. Para alguém que nunca viu um canguru na vida (e não tem acesso algum a informação, é claro), se um gaiato resolver dizer que aquilo é um cão saltador, pode virar verdade para o coitado burro desavisado.

Ora, se todos temos um ponto de vista, e, ele nos é soberano, partimos do princípio, então, que nós somos os detentores do conhecimento. Mas, não é bem assim…

Nosso conhecimento é limitado, mas, sempre em expansão (para aqueles que assim permitem). Da mesma forma em que podemos passá-lo adiante, também podemos receber de outros sem que tenhamos prejuízo… certo?

Não… se o que recebemos está poluído ou é mal posto, nosso entendimento pode ser moldado à mercê daquele que nos chega com a “novidade” do conhecer… e, como tenho aprendido ultimamente, muito pior do que não saber nada, é saber coisas erradas ou nocivas.

Bem, mesmo um mau exemplo é algo a se considerar e nos ajuda… desde que, saibamos discernir o que é um bom de um mau exemplo… você acha que sabe?

Eu tenho o meu ponto de vista… e é com ele que eu me baseio em tudo o que faço… mas, certamente, ele está em constante mudança… dia a dia… fato a fato… a cada leitura, a cada visão de algo, a cada análise feita sobre uma situação… e, NO MEU PONTO DE VISTA, esse é o ideal… (complicado, não?!)

tudo depende do ponto de vista

Que cada um tenha a segurança de apoiar-se em sua visão das coisas… pois é sobre ela que o mundo se desenvolverá a seus olhos… literalmente. Então, tenha certeza de que o vermelho não é verde, ou, se for, que você tenha a consciência de que o seu daltonismo, apesar de algo chato, não vai te impedir de ver as coisas… apenas de um modo diferente.

Não há problema na diferença. Não para mim. O problema está mesmo quando alguém tenta me convencer disso… eu não quero ser convencido de nada… eu prefiro amadurecer o entendimento, levando o tempo que for, para que eu conclua isso… e não pegue o atalho de alguém que me enfia aquilo como verdade única e imutável. Pode até ser que eu conclua isso… mas, que seja minha conclusão.

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Tomemos cuidado com os proselitistas… eles estão aí, o tempo todo, tentando moldar a sua visão para que seja parecida com a que eles querem que seja. Com discursos rebuscados, tecnicamente embasados e, sobretudo, com algum interesse revestido. Até aí, nada de mais… afinal, todos temos algum interesse revestido em nossos discursos… eu mesmo tenho um ao escrever esse blog e esses textos todos. Só que, o meu interesse é levar dúvida às mentes de todos. É instigar que pensemos mais. Que investiguemos. Que nos libertemos das amarras mentais. Enfim, não estou aqui profissionalmente e, tampouco, pedindo algum tipo de compensação de alguém para tal (mas, caso alguém queira depositar na minha conta, mando o número por email). Meu intuito é fazer com que cada vez menos tenhamos que depender de “salvadores da pátria” ou “biduzões” de plantão. Salvem-se a si mesmos, com suas próprias forças…

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Vejo que alguns pensadores dizem que o ideal é tentarmos entender o ponto de visa alheio… bem, eu diria que mais do que isso, o ideal seria termos a capacidade de empatia com o outro… saber como ele se sente acerca de algo… que é bem diferente de apenas tentar entender como ele vê algo…

Quando eu era criança, eu imaginava coisas do tipo: – será que isso que eu chamo de bola, para outra pessoa, pode ser um quadrado? E, em alguma realidade paralela, todos os quadrados sejam redondos? – (sim, eu já era doido desde pequeno)

Pois a física quântica está aí lutando para provar que o que gera a matéria e cria formas, é a nossa observação… então, de certa forma, pode ser que eu não seja lá tão doido assim… e, apenas mais um aquariano tentando ver à frente de seu tempo…

Também sei que a visão cansa com o passar dos anos e, olhos cansados acabam precisando de óculos… mas, a visão a que me refiro, a mental, essa quando mais velha, mais ampla fica… pensemos nisso… ou, simplesmente, pensemos…

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