O futuro não é mais como era antigamente…

A frase do título, conforme cantava Renato Russo, no seu Legião Urbana, evidencia algumas coisas, ao meu ver, que podem exemplificar o momento atual que vivemos…

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Basta que comparemos, por exemplo, a ficção científica, tanto em filmes quanto livros, do passado, com os atuais…

Fomos de sociedades com facilidades extremas de um simples apertar de botões, com direito a carros voadores, jet packs e coisas do tipo, para visões cataclísmicas… passando desde apocalipses naturais, até guerras atômicas que dizimam o planeta. Sem esquecer, é claro, as invasões alienígenas, com os apocalipses zumbis que voltaram à moda recentemente…

…ok, ok… o apocalipse zumbi não parece lá tão distante, vide o número crescente de acéfalos que dominam as mídias, a “cultura” e tentam se apropriar do senso comum…

Mas, minha proposta é outra ao escrever isto. É tentar resgatar uma visão construtivista de futuro. A crítica diária já é ferrenha e, com ela, conseguimos evidenciar o tamanho de coisas erradas que vemos. Aliás, são óbvias as coisas erradas. Mas, como dizia o sábio:

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Pois então…

Assim, podemos ponderar que as obviedades atuais estão longe de nos apontar um futuro digno… muito menos um entusiasmante. Tenho visto que os mais otimistas, projetam um futuro bem distante, onde o aprendizado atual, vulgo ‘quantidade de merda praticada’, nos dará bases a cenários onde não voltaremos a incorrer nas mesmas cagadas premissas erradas de pensamento…

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Ok. Aí me interessa…

Acho que um padrão pode ser reconhecido: temos nos baseado pelo passado para tentar projetar um futuro. Ou seja, comparamos a tudo o que já ocorreu, citamos pensadores antigos e que sequer estão vivos para presenciar o cenário atual ou mesmo poder compará-lo com suas obras, até, ideologias seculares e poeirentas que ainda são exaltadas mesmo que em nenhum caso elas tenham sido bem sucedidas.

Funcionam como antíteses umas das outras, criando um emaranhado de pensamentos antagônicos entre si, sem que se proponha nada de novo, de atual, que tenha foco na realidade atual, com o povo e a mentalidade atual, por exemplo.

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Claro que para entender alguns padrões, tem-se que recorrer ao passado. Às origens das coisas e como elas se desenvolveram até o momento atual. E era isso. De resto, teremos que identificar que há a enorme necessidade de se criar algo novo. De modificarmos o marasmo atual e a pouca diversidade de ideias que nos encaixota o pensamento.

Temos as falácias de autoridade, por exemplo, praticadas quando citamos pessoas de grande apelo, para embasarmos nossas próprias ideias. Como se tivéssemos que nos validar não por nós mesmos, mas, apenas quando equiparamos nosso pensar a algum baluarte de alguma coisa. E, PARA MIM, tá aí o erro básico.

Não estou eu aqui dizendo, de forma alguma, que devamos deixar de lado esses pensadores. Apenas acho que eles fazem parte do arcabouço de conhecimento de cada um. Ou seja, eles nos municiam de itens de pensamento. Eles nos instigam a pensar. A nos modificarmos nas formas estanques em que nossas mentes se encontram. E, a cada ideia nova, passamos a ser novas pessoas, com novas perspectivas e com novos desafios a percorrer. É disso que eu acho que se trata a coisa. E não que devamos nos validar por eles. Citá-los para exemplificar algo, sim. Chancelar nossas ideias por outras, mesmo que seja por senso comum, não.

Não é porque um autor, dez, cem ou milhares, concordam acerca de um assunto que este passa a ser imutável, insofismável ou mesmo que, mais adiante, com novos elementos, técnicas, tecnologias, et cetera, não possam ser refutados por termos mais bases de ponderação.

A verdade absoluta de hoje pode ser derrubada amanhã. Basta que paremos de encará-las como absolutas. Não por relativismo moral, ou, no intento de derrubar uma tese simplesmente por derrubá-la, ou validar nossa ideia sobre a simples desconstrução de outra. Mas sim, pela necessidade de criar algo novo e melhor. E isso é ESSENCIAL!!! A criação de algo melhor para substituir o anterior… se não for, pelo menos um pouco melhor, deixa como está. Afinal, tem aquele outro sábio que dizia:

nada é tão ruim que não possa piorar

Quem me lê, tanto por aqui, quanto pelo que falo no Facebook, sabe da minha ranzinzice com o momento atual. Noto a pobreza intelectual do país, baseada muito mais na incapacidade de contestação dos tais baluartes do que propriamente por suas capacidades, vejo ideologias cerceando pensamentos, vejo o politicamente correto encaixotando opiniões… enfim… mas, chega de só criticar… tá na hora de fazer alguma coisa. De propor algo novo. De tentar sair desse mato sem coelho (ou cachorro, sei lá). Para tanto, será preciso que comecemos a construir um pensamento novo. Adequado às realidades de cada um. Sintético ou analítico, por vezes, mas, ainda assim, essencial para que algo novo, ao menos, seja plantado. Uma semente a ser geminada, que seja.

Me vi num ponto onde noto coisas boas e ruins por onde transito, aprendo, observo. E, como tudo na vida, devemos ponderar. Por isso, por vezes concluo que todos estão certos, à medida que todos estão errados…. e aí é preocupante. Quando ideias baseiam-se em apenas apontar os erros alheios, sem proposição alguma depois, tornam-se inócuas. Sem serventia alguma. Por isso, durante alguns encontros com amigos, e, sobretudo com um específico, onde um cara que admiro bastante me levou a criar uma ruptura na minha linha de pensamento, cuja qual acabei notando que se encaixava no perfil anterior, o de criticar apenas, sem propor soluções. Me vi despido naquele momento… e, sem trocadilhos maldosos, ali despido, puder ver que não bastava eu me cobrir com qualquer colcha de retalhos de pensamentos alheios. Era necessário que eu buscasse o meu próprio. E, tal qual eu sempre utilizo aqui citações de pessoas durante meus textos, numa tentativa de validação do que eu digo, notei que eu mesmo posso, através do meu desenvolvimento, embasar minhas próprias teses. Buscar minhas próprias alternativas e, quem sabe, encontrar as respostas que sigo buscando.

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Aguardemos as cenas dos próximos capítulos…

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A instrumentalização da bondade

Noto que muita gente boa, por vezes, acaba refém de algo, alguém ou alguma causa, justamente por ser boa…

Enrolada a formulação, né? Claro… é complicado para mim, sequer, formular a linha de raciocínio para tentar explicar…

Vamos tentar…

Pessoas notadamente boas, com boas intenções, essências boas, veem-se presas em causas, filosofias ou ideologias…

Tentando exemplificar: pessoas tendem a aceitar um estereótipo de uma figura “boa”, ou “elevada espiritualmente”, ou, seja lá qual for a ideia que ela quer passar de si, aos outros…

Putz, segue enrolado…

Ok, vamos tentar por partes…

Para iniciar, o bom e velho amansa-burro:

Estereótipo:

Estereótipo são generalizações que as pessoas fazem sobre comportamentos ou características de outros. Estereótipo significa impressão sólida, e pode ser sobre a aparência, roupas, comportamento, cultura etc.

Então, por exemplo, quem aqui não viu aquela pessoa que quer passar a imagem de “elevada espiritual”, com roupas hippies, falando manso e arrastado, como se estivesse chapado (ou de fato estando), falando das fraternidades brancas, amarelas, verdes com petit-pois rosa…

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Pois é… da mesma forma, aquela pessoa que hoje quer salvar o mundo, vê-se sendo obrigada a andar de bicicleta, ser vegetariana, socialista, feminista e uma série de outros ‘istas’…

Sim, muitos de nós já devem ter visto…

Mas, cá entre nós, não precisa de nada disso para ser uma pessoa boa. Essa composição de estereótipos pode ser desde uma jogada de marketing pessoal, como também apenas uma bobagem tentativa de expressar de forma externa, seu interior…

Vá lá… seja qual o motivo for, a verdade é que não precisa nada disso para ser bom… para fazer o bem…

Você não precisa estar vinculado a uma religião, a um partido, a um coletivo, a um grupo social ou seja lá o que for… você apenas precisa SER BOM. Ponto. Agir de forma boa diariamente.

Assim, indo mais além, essa estereotipagem, pode ser apenas mais um blefe do que realmente ser algo produtivo, ou mesmo, que faça alguma diferença.

Certamente aos incautos, que deixam-se levar por aparências, ou delegam o pensar, como costumo dizer, o impacto é fundamental para induzir a pessoa a achar o que o outro quiser…

Claro que, se a premissa de que uma pessoa vestindo roupas extremamente sexys, não necessariamente é uma profissional do sexo, da mesma forma dá pra concluir que algum cabeludo em vestes desleixadas, com pentagramas tatuados e símbolos esotéricos em pendentes e acessórios, necessariamente, é um ser “elevado”…

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Adquira já o seu kit ‘I wanna be esoteric’ na nossa store…

– E o que nós temos a ver com isso? – certamente vocês devem estar perguntando-se…

Bem, na verdade eu me importo com isso porque ver pessoas caindo em engodos me incomoda muito. Ainda mais as de boa-fé…

Vejo gente boa abraçando causas estapafúrdias apenas para justificar suas bondades. Acabam sendo instrumentalizadas por essas causas, que as tolhem, as “corrigem” e as enquadram em seus sistemas para que essas possam pertencem ao clubinho…

DANEM-SE OS CLUBINHOS!!! – eu digo.

Não, eu sou declaradamente um POLITICAMENTECORRETOFÓBICO!!!

Não, eu sou declaradamente um POLITICAMENTECORRETOFÓBICO!!!

Para mim, se você é uma boa pessoa, não me interessa se você é ateu, católico, umbandista, branco, negro, cafuzo ou mameluco, hétero, gay ou se curte orgias com coalas em plena selva australiana… tampouco se pertence à direita, esquerda ou fique em cima ou embaixo do muro… estou cagando pouco me importando se você vê gnomos, alienígenas ou elefantes cor-de-rosa quando toma chá alucinógenos ou mesmo fuma erva-mate em cuia de chimarrão…

O que eu realmente me importo é que pessoas sejam livres para escolherem seus caminhos. Em seus próprios termos. Com suas próprias características… que cada um vista-se como quiser, leia o que quiser, reze para quem quiser, ou para ninguém, que se alimente do que bem entender e, sobretudo, que mantenha a SUA PRÓPRIA LINHA DE PENSAMENTO. APENAS A SUA!

Como já disse inúmeras vezes, se é que eu tenho alguma missão com esse blog e o que eu falo e encho o saco aconselho os outros com que falo, é a de gerar livres-pensadores. E não mais os propagandistas ou fiéis de causas prontas.

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O livre pensar, de cada um, obviamente é um sistema que constrói-se diariamente, e, é claro, pode se utilizar de filosofias e pensamentos de outros. Mas, sem que fique-se preso a tais filosofias. Que tenhamos a vontade de avançar e a transcender esses pensamentos. Incluindo nossos próprios. Agregando coisas. Valendo-se deles para que multipliquemos ideias, ideais…

Portanto, gostaria de pedir a todos que pensam parecido, que deixem de ser apenas expectadores e que juntem-se ao levante de pessoas que simplesmente cansaram de observar os demais se debater…

Não, eram pessoas que começavam a despertar para uma coisa. Sem ainda terem a visão do todo. Escravidão era válida pela lei, mas, a bondade já era latente...

Não, eram pessoas que começavam a despertar para uma coisa. Sem ainda terem a visão do todo. Escravidão era válida pela lei, mas, a bondade já era latente…

 

E, para tal, você não precisa ser nenhum ‘mestre ascenso’, ‘coaching’, ‘líder-religioso’ ou qualquer outro ‘título’ que possa ser um ‘carteiraço’ nas fuças dos incrédulos… você precisa apenas ter a boa vontade em compartilhar com os outros. Compartilhar pensamentos, ideias, maneiras de fazer as coisas, contar suas histórias e como você atravessou períodos difíceis… para inspirar ou mesmo consolar quem passa por períodos semelhantes. Nunca, ao MEU VER, de forma proselitista, pregadora… como se você estivesse num púlpito em nível mais elevado, falando para baixo, aos que lá estão. Faça isso olho no olho, afinal, somos todos iguais. Mesmo que estejamos em estágios de experiências diferentes. E, mesmo aquela pessoa que você jura de pés juntos que você está ajudando, pareça não ter nada a lhe oferecer de volta, simplesmente continue. Pois o ganho disso não se dá na troca direta, mas sim, na reação em cadeia. Ou, quanto mais pessoas com a mente livre, felizes e com energias em frequências altas tivermos ao nosso redor, melhor nos sentiremos. E isso não é dogma de nada… é simplesmente física. Sim, física cartesiana… aumente a frequência boa e a frequência ruim não será capaz de te bagunçar a sintonia… matemática pura…

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Assim, físicos-ateus ou missionários-religiosos encontram um ponto de consonância, à media que não servirão mais a ‘senhores’ ou ao ‘grande vácuo de matéria-escura’… apenas servirão a si mesmos, implantando um ambiente de alta vibração em torno de si… uma troca quase alquímica, para que através dos fatores externos, seu interior vire ouro… essa é a pedra filosofal, no meu entender… mental e energética…

Ah, e os alquimistas não precisam mais usar hobbies com capuzes…

Pô, essa capa é mó style, merrmão...

Pô, essa capa é mó style, merrmão…

Querido Papai Noel…

E na noite de Natal…

Papai Noel (P.N.): “E então, Rogério, foste bonzinho durante o ano?”

Eu: “Não creio em dualismos de que todo mundo seja bom ou mau em essência, mas, creio que oscilei mais dentro do correto do que o que eu acho que foi errado… embora, meus erros tenham me ensinado algo para que tente não cometê-los de novo… então, acho que sim…”

P.N.: “Er… deixa ver… isso não está bem estipulado aqui… pera… média harmônica… não, tem viés… ponderada… ah, sim sim, acho que vamos calcular a moda pelo número de ocorrências positivas ou negativas, ponderar o desvio padrão e assim, estatisticamente ver como tu procedeu…”

Eu: “Estatisticamente, se eu comer 10 pães e o senhor nenhum, pela média, comemos 5 cada, enquanto eu engordei e o senhor morreu de fome… se bem que com essa barriga…”

P.N.: “Olhalá! Vê o que vai falar… mas, então, como vamos ponderar se foste bom ou não?”

Eu: “Bem, eu não fiz nada que pudesse prejudicar alguém diretamente… caso tenha feito, foi indiretamente e não intencionalmente… no máximo, minhas escolhas erradas trouxeram mais dissabores a mim mesmo, mesmo quando refletiram nos outros, justamente porque não sinto prazer algum em ver alguém se ferrando. Muito menos quando é por minha causa…”

P.N.: “Isso é interessante, mas, ainda assim, não sei bem o que dizer…”

Eu: “Olha, quer saber? Eu fui chato pra caramba… eu enchi a paciência do pessoal ao longo do ano, com as minhas irritações e inquietações mentais… compartilhei com todos o que se passava pela minha mente e fiz questão de deixar claro que o meu caminho é só meu, e, que quem quisesse poderia me acompanhar, do contrário, que não atrapalhasse pelo menos…”

P.N.: “Mas isso, assim dito, parece que foi honesto da tua parte…”

Eu: “Honestidade, hoje em dia, tem seu preço. Perde-se de um lado e os ganhos, quase imperceptíveis a olho nú…”

P.N.: “Como assim?”

Eu: “As medidas de “sucesso” se dão pelo que se conquista. Pelo que se atinge. E, para mentes limitadas notarem isso, é basicamente necessário que isso seja demonstrado… visualmente, de preferência, pois presumir e perceber coisas é dom que nem todos têm…”

P.N.: “Isso já parece rancoroso da tua parte…”

Eu: “Pode ser que sim… acho que é mesmo… porém, o rancor é um aviso do sistema interno, corpo e mente, de que você tem que trabalhar na coisa… e, assim, aquilo vai te demandar tempo para que aprenda a lidar e a tirar o ensinamento certo…”

P.N.: “Mas, então, como poderíamos concluir como foi teu ano?”

Eu: “Talvez se pararmos de pensar em “saldos finais” e tecer uma visão mais analítica da coisa… ponto a ponto…”

P.N.: “Ok. Diga lá então…”

Eu: “Em situações em que eu poderia ter tentado obter vantagens por caminhos que minha consciência não concordava, eu preferi não ir adiante. Se fui perguntado sobre algo, respondi com o meu coração e não da forma “politicamente correta”. Se fiz algo para a caridade, fiz porque eu tinha vontade e não para que me achassem um cara bacana. Se perdoei, o fiz porque a raiva estava me fazendo mal, e não porque um dogma me dizia que era o correto. Se magoei alguém, sofri porque a visão de alguém sofrendo, ainda mais por minha causa, me faz mal. E não porque estava escrito em algum lugar que eu deveria pedir perdão. Se alguém me ajudou da forma que foi, mesmo que o resultado final não tenha sido o esperado, agradeci. Não porque o resultado foi bom ou não, mas, porque a disposição de alguém para me ajudar é o que conta. Se agi corretamente, e, ainda assim o resultado foi uma bosta, creio que, apesar da brabeza, eu faria tudo igual novamente…”

P.N.: “E isso te torna um cara bom?”

Eu: “Aí é que está… não importa… não importa o rótulo que irão me dar. Importa é o fato de eu estar tranquilo na minha consciência, mesmo que a sensação de “vitória” ou de “sucesso” não esteja me acompanhando no momento… acho que tenho muita coisa ainda para fazer e para melhorar…  mas quer saber? Não é em um ano que se resolve uma vida… é na soma dos anos…”

P.N.: “Acho que sim… mas, para o presente de Natal…”

Eu: “Desculpa interromper, mas, sendo bem direto e honesto, se eu tiver que me sujeitar à regras de comportamento, só para ganhar um presente ao final do ano, ou melhor, uma vez por ano, creio que não seja lá o meu conceito de evolução… isso parece mais um adestramento canino…”

P.N.: “Aí tu já estás me ofendendo… a intenção é que as pessoas sejam boas ao longo do ano e, assim, sejam recompensadas ao final…”

Eu: “Adestramento, no bom português… Enfim, acho que o senhor não precisa me dar nada, sinceramente. Afinal, não se trata de alguém me recompensar ou me dar algo por eu ter correspondido às suas expectativas. Trata-se de eu mesmo fazê-lo, pois fui bom para mim, o que, de acordo com a minha forma de ver o mundo, se trata de estender aos que me cercam, o que eu quero para mim…”

P.N.: “Mas o presente…”

Eu: “Dê para alguém que realmente precisa de um mimo para entender que tudo o que passou, valeu a pena. Para mim, basta a consciência tranquila… Forte abraço, meu bom velhinho…”

P.N.: “FELIZ NATAL…”

Eu: “Sim… e Ho-Ho-Ho pro senhor também…”

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A loucura nossa de cada dia…

Já disseram que, de médico e louco, todo mundo tem um pouco…

Bem, para mim, a premissa é verdadeira, pois, embora seja administrador, sou metido a dar prognósticos de doenças… pelo menos, as que eu já tive e lembro dos sintomas e tratamentos… é claro que, com a ajuda do São Google, padroeiro dos autodidatas (ou auto-idiotas), geralmente costuma funcionar para casos simples.

Mas, a parte do louco… bem, essa eu me identifico bastante…

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Ainda ontem estive em um jantar com amigos de infância… amigos há mais de 30 anos, que, hoje, considero uma família. Pois bem, durante a conversa, ficou a minha verve em externar todas as sandices que me ocorrem, evidente a todos. Principalmente aos que são meus amigos no Facebook (e que não deixaram de seguir minhas postagens). Respondi um “ame-o ou deixe-o”, para resumir a minha fase com ausência de meios termos, coisa que anda também, bem evidente.

Rimos dos causos antigos e velhas histórias que ao longo dos 30 anos repetem-se em reencontros. Nessa irmandade criada, temos um publicitário brilhante, um competente funcionário público, um engenheiro de sucesso, um médico genial… e eu. Também percebi que todos têm suas vertentes “insanas”. As declaradas, as não declaradas e as reprimidas.

Sim, eu imagino (na minha insanidade assumida) que estejamos divididos entre esses três tipos.

Temos os que declararam isso, como eu, os que não declararam, pois ainda sequer se deram conta de que são ou estão insanos, e, para finalizar, os que já se deram conta, mas, tentam aparentar a vivência dentro da “normalidade”.

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Bem, e daí? – devem estar perguntando-se…

Pois bem, explico:

Acredito que a -dita- insanidade ou loucura, ou qualquer outro nome que queiram dar, trata-se de uma dissonância nossa em relação a algo… ou a alguém…

Complicou, né?

Bem, sigo tentando explicar…

Eu imagino que alguns tipos de “problemas mentais” (para achar um termo genérico para a tal insanidade) são sintomas. E não causas em si. Já escrevi sobre isso, certa vez… não lembro o texto e nem a data.

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E, tal qual a tosse é um sintoma de uma doença que possa variar entre uma simples gripe, alergia, refluxo… até tuberculose ou coisas mais graves… e é aí que eu quero chegar.

Essa tosse é o convite à investigação, para que, durante a pesquisa, acabemos reavaliando processos, modo de vida, reeducações alimentares ou de atividades… enfim, é durante o check up que acabamos tendo uma visão do todo e, nele, acabamos tomando medidas de melhoria.

Certamente tudo isso é para quem se dispor a investigar, e, sobretudo, a se adaptar para propiciar tal melhoria…

Posso usar outro exemplo, onde uma pessoa que identificou como causa da tal tosse, um péssimo hábito, como fumar, por exemplo, e, com o início do tratamento, tem em seu mais primordial pré-requisito, o parar de fumar. Bem, aí amigos, o exemplo figurativo vai além…

Durante o processo, a pessoa terá desde a mudança de humor, até crises de abstinência do antigo hábito… que, enquanto a química corporal e cerebral se adapta à nova realidade, o indivíduo (que é a soma das químicas, físicas e outras ciências), padece e sofre…

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…sofre desde conflitos internos, ou, consigo mesmo, até dramas maiores em suas relações mais próximas. Familiares, colegas de trabalho e tals…

Também é interessante dizer que, este subprocesso também serve para determinar quem realmente se importa com o cidadão e quer seu bem, de quem é apenas reativo ao momento que ele vive… resumindo: amizades vêm e irão de acordo com o avançar do processo…

Outras, permanecem… como no meu caso, por décadas, ou, quase a minha vida toda de convívio social, como meus amigos-irmãos do jantar de ontem. Mas, isso foi pura sorte minha, que, ao longo do período, conseguiram suportar minhas insanidades… tal qual suportei as deles…

O momento atual, me diz que, nesse instante, minha insanidade me aponta a necessidade de revisitar processos da minha vida… escolhas feitas… um balanço do que fiz até então… e isso não é a solução em si de nada, mas, simplesmente, o início de um diagnóstico… o tratamento é outra coisa.

Pois eu diria que o diagnóstico para possíveis causas dessa insanidade é vasto… o mundo em que eu vivo, a sociedade, o cenário político, o plano astral, o universo, enfim… em qualquer abordagem que eu venha a fazer, encontrarei dissonâncias minhas em relação a tais fatores…

Mas, e daí?

O que eu devo concluir com isso?

Sinceramente, não sei… só sei que o processo segue e está a todo vapor… talvez demorando mais do que eu previa, ou, pelo simples fato de eu ainda não ter entendido que ele irá durar o tempo em que eu viver… afinal, a melhoria deve ser constante…

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Também acho que, como tenho pensado muito ultimamente, ele é algo que, por mais que eu viva socialmente, diz respeito unica e exclusivamente a mim. Afinal, não se trata de que eu mude (ou deixe de ser “louco”) para não desagradar aos outros… mas sim, de que eu apenas atinja a razão para que isso tudo faça sentido A MIM. É a mim que eu devo satisfações. Sou eu quem me cobra a todo instante, o porquê disso tudo… o que eu tenho ganho com isso? Se o feito até então valeu a pena… e, sobretudo, para que eu tenho procedido? Para qual rumo eu estou indo? Terá algum nexo nisso tudo?

Será que o nexo disso tem algo a ver com o Nexus, a explosão de uma suposta Supernova do centro da galáxia e que nos irradia com raios gama, desde 2008, segundo vertentes esotéricas ou pseudo-científicas que corroboram com todas as teorias da mudança global, nova era, 2012, apocalipses e fins de mundo que, a todo instante nos assaltam a mente?

Sabe-se lá…

Também as vertentes religiosas nos falam de mudanças em planos espirituais, de reformas de moralidade necessárias para “passar de fase” (sim, parece um RPG astral onde temos que realizar quests para ganhar pontos, evoluir o personagem e avançar de fase).

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Completei 40 este ano… espero que tenha uma coisa ou outra ainda reservada…

Experienciei muita coisa de 2010 para cá, embora, tenha tido prévias do porvir bem antes disso… e, durante os vários discursos ouvidos, tanto de espíritos, de mentores, de médicos, familiares, amigos e uma gama de gente que tentava me ajudar a voltar à “normalidade”, notei algumas ligações e “coincidências” que me apontavam que haveria uma necessidade de mudança… ouvi desde que “…tempos difíceis se avizinham”, até que “…tempos novos e alegres estão surgindo”…

E, nessa diferença gritante de “dicas”, que mais parecem fornecidas por institutos de pesquisa brasileiros e suas margens de erro ridículas (como a que transforma 1 milhão de pessoas em 20 ou 30 mil, para, em outras situações, transforme meia dúzia de gatos pingados em “milhares de pessoas”), percebi que também são causas de insanidade… afinal, como tentar pensar racionalmente com tantos dados difusos?

Mais adiante, me dei conta de que nem sempre pensar racionalmente é solução para tudo… sentir era tão essencial quanto pensar…

Mas, sensações e sentimentos, variam muito de momento para momento… o que “racionalmente” podem ser encaradas como problemas de ordem mental e que carecem de medicamento…

Eu diria que não… que essas mudanças são tão frequentes quanto novos paradigmas se apresentam aos que estão abertos a vê-los…

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Mentes fechadas em suas “certezas” dificilmente percebem coisas que fujam de suas cognições… já, aos loucos que percebem tudo de forma diferente…

Raul Seixas, o nosso maluco beleza, nos brindou com inúmeros pensamentos que, hoje, notadamente estavam à frente de seu tempo… o que, me parece mais que a sua insanidade residia muito na incapacidade dos “sãos” em perceber sua genialidade, do que, necessariamente, na “maluquez” dele… ilustrada, magistralmente, ao meu ver com a frase “…quem não tem visão, bate a cara contra o muro…”.

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Pois bem, queridos, se temos ao nosso redor pessoas caçando borboletas, OVNI’s nos céus ou a iluminação interior, se encharcando de Santo Daime, eu diria que são sinais de que algo grita dentro de cada um… são sintomas de que o “real” não basta, sintomas de que suas realidades são insuficientes para justificar o porquê disso tudo… e, por mais que ainda não tenhamos a menor ideia de qual seja essa solução, abrir cada vez mais os olhos, seja fundamental para que, caso nos cruze a frente, consigamos enxergar tal solução… ou, atingir meios de criá-la nós mesmos… sem ficar refém de nenhum baluarte ou arauto da “normalidade”… e, Deus nos livre, dos ditadores do novo “politicamente correto”…

Pensemos nisso… ou, simplesmente, pensemos…

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**Peço licença poética para as trossentas reticências usadas, pois elas justamente representam a não finitude do pensamento em cada frase em que as empreguei… (inclusive aqui)

A auto-prisão…

Qual é o nosso limite de interação?

Até onde nossa participação social pode influenciar na nossa forma de agir ou retroagir… ou mesmo de retroceder… pois é isso que se passa na minha cabeça no momento. À medida que as mídias sociais avançam, a troca de pensamentos (sim, sou um otimista) entre pessoas torna-se um fator de interferência do proceder, para os que costumam analisar e tentar entender essas interações.

O avançar do conhecimento, a metodologia de busca de evolução de cada um determina também como essas relações acontecem. Cada método favorece um tipo de pessoa. E, um método dificilmente serve a todos…

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Indo para a figura de linguagem para explicar a minha linha de pensamento: se você está evoluindo, o caminho que você está percorrendo para tal, não me interessa… interessa apenas se você está evoluindo ou não. Atingir o objetivo pelo caminho mais longo ou mais curto, mais fácil ou mais difícil, mais espinhoso ou mais plano… enfim… tanto faz.

Só que, atualmente, vivemos sob a égide de um “novo politicamente correto”. E, esta nova política, cerceia e tenta aparelhar a forma de pensar de cada um. Há quem diga que isso é “educação social”, mas, por outro lado, há quem pense que isso é lavagem cerebral em massa. Não que eu concorde que as iniquidades que acontecem diariamente devam seguir. Ou seja, eu concordo que a sociedade está doente. Concordo com o diagnóstico. O que eu não concordo é com o método de tratamento. O tal “remédio” que estão administrando, ao meu ver, está mais para eutanásia do que para processo de cura…

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Estão matando o pensar. Estão matando a “praxis” educativa de cada um… a construção da correção de erros é trocada pela coerção da livre tentativa… ou seja, estão fabricando pessoas com a mente moldada para essas novas regras do politicamente correto. Reativos.

E retirar a pro atividade do pensar é, de certa forma, impor uma prisão mental… a pessoa de bem, que acredita que as tais regras do politicamente correto são incontestáveis, imutáveis, em suas boas vontades, acabam por se auto-aprisionarem no pensamento.

Vivemos tempos de formação de milícias, todas com as regras embaixo do braço, prontas a denunciar os heréticos (ketzers) do pensar para os santos inquisitores que os atirarão às fogueiras santas e purificadoras… onde é que já vimos isso antes?! Pois é… lá na idade média… e há quem realmente acredite que estamos avançando como sociedade…

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  • “Ah” – dirão – “mas na idade média haviam barbáries que necessitavam de medidas extremas como essas…”. Bem, eu diria que os tempos atuais também têm absurdos iguaizinhos aos da idade média…

Não entrarei nos méritos de cada barbaridade… se é do tipo físico, como os praticados por militantes do Estado Islâmico, ou, se mental, pelos militantes do politicamente correto atual, que escondem-se atrás de uma “causa maior” para agir de tal forma… os inquisitores agiam em nome da ordem e do bem maior religioso… enquanto, os da nova sociedade, agem em nome do “bem maior”… do ponto onde erradiquem-se os “doentes” do pensar… enfim… ambos consistem em extirpar os entes “doentes” da sociedade proposta…

Pois, por outro lado, há quem tente ver isso de um outro prisma… eu, por exemplo, tento me colocar em um outro patamar… onde eu possa olhar para a situação como um todo, já que se analisarmos pontualmente, poderemos ter conclusões míopes ou deturpadas. Gosto de um frase, que eu não sei de quem é, ou se mesmo brotou em minha mente durante algum devaneio de pensamento (busquei no São Google e não achei nenhuma parecida) e que diz que “uma mentira, se desmembrada, pode virar uma série de mini-verdades”… pois é assim que vejo a coisa atual…

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Com um monte de mini-verdades, pode-se conduzir pessoas de bem à uma grande cagada cilada. Fascinados por inserções corretas e com discursos belos, são levados a agir de forma manipulada e moldada de acordo com um plano-mestre… e, onde é que já vimos isso antes? Ah sim, na Alemanha de Hitler…

Estou sendo exagerado? Bem, olhem estes discursos aqui então:

Só lutamos por aquilo que amamos, só amamos aquilo que respeitamos e só respeitamos aquilo que conhecemos.
Não se pode viver verdadeiramente e desistir do que dá significado e propósito a uma vida inteira.
Quanto mais você aspirar, mais vai crescer
O Socialismo é a ciência de se lidar com o bem-estar geral

Legais, não? São frases motivacionais, incontestáveis, e, de certa forma, politicamente corretas… concordamos com isso?

Pois bem, e se eu dissesse que essas frases são de Adolf Hitler? Pois são…

Ok, sacudam as cabeças e sigamos com o pensamento…

Em nome do bem, do bom, pode-se levar um monte de gente a cometer desatinos… através da formatação das mentes, Hitler levou uma porrada de gente a pensar que o mal do mundo eram os Judeus… e, hoje em dia há quem adapte essa linha de formatar mentes a outros tipos de pessoas… enfim, instigam a luta de classes justamente para angariar pessoas do “bem”, para a luta contra o “mal”… só resta a cada um saber o que de fato é bem ou mal, do que apenas aparenta ser bom ou mau…

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Desempoderar o pensamento é uma forma de enfraquecer pessoas ao ponto em que acreditem que a opinião dos outros é superior às delas… é uma forma de “educação”… imaginem um aluno que levasse um xingamento do professor a toda vez que tentasse formatar um pensamento, seja ele certo ou errado… provavelmente desistiria de tentar formar os seus próprios e ficaria apenas com o que é dito pelo professor… sem contestar… talvez, a um ponto tal onde não contestaria sequer se ele dissesse que 2+2 fossem 5…

Pois é disso que se trata a minha reflexão aqui… a construção social baseada em aprendizado com seus próprios erros… Eu aprendi duras lições da vida com os meus próprios… aprendi a não ser racista, por exemplo, no dia em que ao comentar uma daquelas “piadas”, pude olhar nos olhos de uma colega negra… e, naquele instante, sentir tanta vergonha de mim mesmo, que nunca mais tive coragem de repetir uma outra coisa parecida… e, a ponto de ter desconforto a cada vez que escuto de outros… pois me volta toda aquela cena à mente e a vergonha me toma como se voltasse a acontecer naquele momento… e, acho que bem ou mal, eu evoluí com aquela cagada monstruosa…

“não sei, as coisas sempre foram assim por aqui…”

Esse experimento do vídeo acima, ilustra o porquê a ação sem o entendimento aprofundado, leva à uma situação onde pessoas agem sem sequer saber o porquê o fazem… e é isso que eu tento ressaltar aqui…

Também penso que, à medida que alguns fogem dos grupos de equiparação mental, acabam isolados… vejamos o meu caso: cada vez mais fico à margem das linhas do pensamento atual, onde antagonismos refletem um dualismo que não combina com a minha forma de pensar… e, quando não se faz parte de nenhum dos grupos propostos, o autoflagelo acaba vindo mesmo que fora às nossas vontades… ou apanha-se dos dois grupos, ou, fatalmente, anularemos completamente nossas vontades e ficaremos em um silêncio sepulcral para não mais sermos agredidos (com os macacos)…

Alcançar um patamar de pensamento que não combina com o vigente pode ser libertador por um lado, mas, extremamente isolante por outro… acaba-se só em muitos casos…

É claro que me aproximo de algumas linhas de pensamento… mas, não sou adepto de nenhuma delas… pois as vejo como bibliotecas de consulta, que me municiam com elementos para que eu desenvolva o meu próprio raciocínio e forma de pensar, e não como algo incontestável e que eu deva seguir cegamente por julgar ser algo muito além da minha arrogante tentativa de compreender… enfim, cada um com suas visões da coisa…

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Apenas noto que no afã de acabar com o errado, erra-se mais ainda… e, certamente eu estou me distanciando cada vez mais dessas vertentes… o que, em nome da boa convivência, ou da preservação de amizades, acaba-se abrindo mão daquilo que é meu de fato, para apenas delegar a razão a outro, não por concordância, mas sim por não estar mais com saco de prosseguir com aquilo… já dizia o sábio que, contra cachorro doido, não se há argumentos… apenas resta subir na árvore e esperá-lo parar de latir…

Mas, acho que tá na hora de parar de delegar… a inteligência ou a iluminação do pensamento não é democrática… ela deve existir, mesmo que seja solitária… uma multidão de gente errada não transforma o errado em certo… o máximo que irão conseguir é silenciar a oposição às suas ideias… e, daí o método será baseado em enquadrar o infeliz em alguma categoria de dissidência social, para, juntamente com a punição prevista, arrancá-lo do convívio dos certos…

Resistamos!

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Alquimia energética…

Algo interessante ocorre durante esse período de realinhamento do pensar que eu passo. É uma fase onde novos pensamentos invadem a mente e confrontam os antigos. Velhas “certezas” são confrontadas a todo instante, e, com isso, todo o meu redor, entra no movimento. Hermes Trimegisto explicava em sua teoria hermética, que as polaridades alternam-se e, assim, regula-se a “temperatura” para uma ideal. Aqui está uma síntese:

Lei da Polaridade

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados ”

A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza. O pólo positivo + e o negativo da corrente elétrica são uma mera convenção.

O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o salgado. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.

Adoro essa parte onde ele diz que os opostos são extremos de uma mesma coisa… onde o quente e o frio não são paradoxos ou antíteses, mas sim, polaridades extremas de uma mesma coisa… a temperatura… e, regulando-se essas polaridades, podemos chegar a uma “temperatura agradável”, como fazemos ao regular um chuveiro durante o banho. As temperaturas corporais variam, e, o que é quente para um, é morno para outro, enquanto é fervendo para um outro…

"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima"

“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”

Assim, nesse confronto do mundo dualista que a minha mente tem feito ultimamente, acabamos regulando nosso pensar. E, como qualquer processo de regulação, extrai-se coisas, agregando outras. Nikola Tesla também dizia que vivemos em um mundo eletromagnético vibracional, onde tanto o eletromagnetismo quanto as vibrações são moduladas. Enfim, tudo é energia. Eu acredito nisso. Sem dogmas. Apenas o espiritualismo explicado de forma cartesiana.

Assim, muitos aqui devem ter notado que durante alguma mudança ou outra, amigos afastam-se, à medida que novos surgem. Pois bem, esse é o exemplo dos resultados práticos da regulagem da polaridade energética. Sim, muito além da polaridade mental, temos a polaridade física (sim, o papo é complicado). E, para complicar mais ainda, eu poderia também dizer que uma está interligada à outra. O pensamento é o que regula o físico, pois, é a energia que une e molda a matéria. E, se essa frequência muda, muda-se também o material.

Ok. Está ficando enrolado. Mas, vamos lá… todos sabemos que podemos dizer coisas que não estamos sentido de fato. Ou, expressar alegria, enquanto estamos, na verdade, tristes, por exemplo. Pois, é disso que eu me refiro. Podemos aparentar ser algo, mas, sermos outra coisa por dentro. E, daí é que eu faço o link entre o que estamos “pensando” com o que estamos “sentindo”. Sentir e pensar, igualmente, não são coisas diferentes… são polaridades de uma mesma coisa. Enquanto teimamos em confrontar a razão com a emoção, eu digo que ambas fazem parte de quem somos. E, uma está diretamente ligada à outra. Pessoas que dizem ser “só coração”, são tão míopes quanto as que dizem apenas “usar o cérebro”… pois tanto um quanto o outro são essenciais para o funcionamento do corpo. Um não sobrevivem sem o outro (ok, algum engraçadinho pode aí incluir a piadinha do fiofó, que, se trancar a passagem da coisa, adoece o corpo todo, igualmente).

amor e ódio extremos de uma mesma coisa: o sentimento...

amor e ódio extremos de uma mesma coisa: o sentimento… embora, eu não recomende o método proposto

Minha ideia é falar sobre alinharmos nosso pensamento com nosso sentimento. Aparentarmos aquilo que temos internamente. Ou, simplesmente, emanar aquilo que realmente somos. Sim, emanar. Todo mundo aqui já sentiu uma coisa ruim vinda de alguém com um discurso bonitinho e bem alinhado, certo? Pois bem, é a captação vibracional daquela pessoa que nos faz antagonizar com ela, a despeito do que ela diz, que, pontualmente é bom.

Pois na dialética erística de Arthur Schoppenhauer, existe a “falácia de interesse revestido”, onde diz-se uma coisa, objetivando outra, que está oculta no discurso. Pois bem, temos vários exemplos por aí sobre isso.

...ou "contaminá-los" com a centelha da sanidade, tio Schopps..

…ou “contaminá-los” com a centelha da sanidade, tio Schopps…

Nisso tudo, outro dia, conversando com uma amiga de longa data, também percebi que temos muita gente com bons pensamentos desalinhados. E não há nada de errado com isso, afinal, desconstruir anos de pensamento, deixa tudo realmente fragmentado e confuso. Podendo demorar um pouco a encontrar o novo, oscilando entre uma polaridade e outra. Sim, bipolares não são necessariamente doentes, ao meu ver, eles podem apenas estar demorando muito para alcançarem seus equilíbrios. E, pode ser que o mundo atual não ajude, seu ambiente de trabalho, familiar, etc; não ajude… enfim…

Nesse mesmo papo, falávamos sobre sobre o quão complicado o mundo dualista está atualmente. E, também pensei que ele pode apenas estar passando pelo mesmo processo de polarização que muitos de nós estamos. Dizem que o planeta tem sua frequência, tal qual toda a matéria existente no universo também tem. E, por algum motivo, alterna-se. Se chamaremos isso de mente coletiva, se chamaremos o planeta de Gaia e o trataremos com uma entidade inteligente, fica a critério da crença de cada um. Eu me restrinjo ao cartesiano, que é o alinhamento frequencial.

Ressonância Schumann e as diferenças de frequências no planeta...

Ressonância Schumann e as diferenças de frequências no planeta…

Com tantas mudanças no mundo e nas pessoas, acho que é normal que tenhamos essa esculhambação em que vivemos atualmente. Acho que é parte de um processo maior. Mas, acho importante salientar que cada um de nós, individualmente, busque o próprio equilíbrio. Ele, certamente tem interferência na equalização global. Tal qual uma antena de transmissão, tudo o que emanamos energeticamente, soma-se ao ambiente… e, nesse ambiente, misturando-se as infinitas polaridades, temos o Zeitgeist, ou, o espírito do mundo (ou da época, se preferirem). Pois, esse tal espírito, é a soma de todas as polaridades individuais, que misturam-se, moldam-se e confrontam-se diariamente em nossos instantes. Para modificar a frequência do todo, deve-se modular uma a uma, individualmente, até que o “resíduo” dissidente, seja sobreposto inapelavelmente.

..."conjunto de conhecimento humano", enquanto eu diria que é a soma das energias irradiadas...

…”conjunto de conhecimento humano”, enquanto eu diria que é a soma das energias irradiadas…

E onde eu quero chegar com esse lero-lero doido varrido todo?

Simples. No ponto onde nem todo mundo que aparenta estar doido, necessariamente está. Nem todo irritado, é uma pessoa raivosa, nem todo banana é necessariamente um banana e por aí vai… as vezes, as pessoas só precisam de uma recarga. De uma energia nova para misturar-se às suas. E, deveríamos poder compartilhar as nossas com todos. Pois, à medida que podemos nos modular em algo mais “ameno”, da mesma forma, a outra pessoa também. Seria uma espécie de escambo energético, onde o impaciente recebe um pouco de calma, à medida que repassa um pouco de ação a alguém atolado no marasmo… e, nesse ínterim, a sensação de bem estar, ou de conforto físico, se espalharia ao ponto onde essa onda de insanidade desse uma boa diminuída, pelo menos…

Não! Nada disso! Eu vou ficar aqui me polarizando com uma toupeira enquanto isso...

Não! Nada disso! Eu vou ficar aqui me polarizando com uma toupeira enquanto isso…

Pois, polarizemo-nos! Misturemos nossas essências às dos outros. Tenhamos a simples troca acessível a todos! Ainda mais que ela é, analisando de outra forma, uma forma de “comércio”, onde todos lucram e ninguém dá o calote… e mesmo que a pessoa seja aquele tipo “vampiro astral”, que apenas suga a energia, chegará o dia em que ela estará tão “contaminada” da energia que ela consome, que, inapelavelmente ela seja tomada por essa energia. Basta que todos saibamos nos descontaminar daquilo que, porventura, tenha vindo “misturado” na troca e que não nos faz bem. Quase como em transfusões de sangue, só que, nesse caso, o filtro é o nosso pensar…

Fico por aqui, porque me deu uma canseira esse post… mas, nada que eu não recarregue ao ver um sorriso ou dois por aí… Abraços!

Bingo!

Bingo!