O maior vendedor do mundo…

Eu adoraria estar aqui falando do épico livro do Og Mandino, best seller do pensamento positivo e da auto-ajuda. Para quem não conhece, eu recomendo fortemente…

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O maior vendedor do mundo, infelizmente, nos tempos atuais, é o medo. Sim. É uma merda problema sério para mim, aceitar esse tipo de argumento, mas, o mundo de hoje me leva a concordar com essa afirmação. Creio que todos já a tenham ouvido uma vez na vida, pelo menos.

Pois a razão de pensarmos nisso é justamente o cenário atual. E, não apenas abordar o medo em si, mas, o porquê ele está aí disseminado por todos os lados. Suas entidades, seus representantes e quem, de fato, se beneficia dele. Sim, existem (e muito) pessoas que se beneficiam do medo.

Pois, vamos lá. Como costumeiramente, ao amansa-burro:

me.do
(ê), s. m. 1. Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente. 2. Apreensão. 3. Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável.

“Perturbação resultante da ideia de perigo…”. Entenderam? Pois bem, ele é uma projeção… ou, uma ideia que temos de que algo irá nos perturbar… e, o instinto de preservação humana, programado em nosso DNA, encarrega-se de fazer o resto…

Onde quero chegar com isso? Bem, talvez em atentar para o fato de que o medo seja mais algo que nós mesmos produzimos do que ser algo que nos inserem… (ou inserem no nosso… BadooomTSSS)

Se analisarmos bem, o medo realmente não existe. Ele é a ponderação de que algo poderá nos infringir, nos arrebatar, etc… poderá… futuro… ou seja, é algo que ainda não aconteceu, mas, que achamos que irá acontecer. E, sendo assim, passamos a viver com essa egrégora sobre nossas cabeças. De que algo ruim poderá (mas não necessariamente irá) nos acontecer.

Pois bem, agora nos perguntemos o porquê do medo estar tão disseminado atualmente?

Eu poderia sugerir vários fatores. A crescente criminalidade, terrorismo, fatores sobrenaturais, catástrofes iminentes, o velho do saco, monstros embaixo da cama, reeleição daquele senhor barbudo… enfim… tudo aquilo que nossa mente puder acatar como sendo uma ameaça.

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Todos concordaremos que o nosso grau de compreensão de mundo e a capacidade de usar a lógica e raciocínio, limitará um pouco esse medo. Talvez para separarmos o medo que se sente ao assistir “O ataque dos tomates assassinos” no cinema, do medo de se ter uma célula de recrutamento do Estado Islâmico do lado da sua casa…

Embora, há quem me dirá que no universo, nenhuma possibilidade deverá ser descartada, afinal, sabe-se lá se em algum planeta habite tomates malvados que podem invadir a terra um dia, ou, se serão transformados em monstros por um experimento mal sucedido da Monsanto com seus transgênicos… (ok, hoje eu estou engraçadinho)

Mas, voltando ao assunto, eu diria que o medo é a moeda de troca para que aceitemos “reduzir nossas pedidas” e fechar um acordo com a outra parte… já falei disso em outro texto antigo, que não me recordo agora: quem aqui não ouviu alguma tática de venda que se baseava em sua segurança, de seus filhos e uma argumentação sobre como seria ruim ter um grande problema “só” porque você resolveu poupar alguns tostões? Aquele vendedor que lhe empurrou a tomada mais cara da loja, porque essa aí não tinha risco de incêndio em sua casa… ou, coisas do tipo.

Pois é, essa mesma lógica é usada para que o medo esteja por aí disseminado…

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Suponhamos: por que alguém em sã consciência gostaria de ter um estado totalitário, regulador, que tolha liberdades e que mantenha seus cidadãos sob constante vigilância e, ao menor indício de algo errado, intervenha fortemente? Por que alguém estaria disposto a delatar vizinhos, parentes e até mesmo pais ou filhos às autoridades se não fosse por medo, ou pavor, de que algo de gravíssimo lhes aconteça?

Por que alguém aceitaria ter seus rendimentos saqueados, ou, aceitar viver sob condições piores do que de fato poderia, se não fosse para aceitar o argumento de que o estado precisa de seu sacrifício para que possa lhe salvaguardar? Lembro, nessa hora, da forma que as máfias agiam em bairros, cobrando taxas de segurança dos comerciantes e moradores, para que nada de ruim lhes acontecesse… com aquele argumento de “sabe como é, acidentes sempre acontecem, não é?!”. E, caso alguém tivesse a petulância de não pagar tal taxa, o tal acidente era prontamente providenciado. Pois parece o que o estado (mafioso) faz conosco atualmente. E não só aqui no Brasil, mas, no mundo todo.

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A maioria de nós paga aos flanelinhas, guardadores de carros e afins, não para que eles nos guardem de assaltos, mas sim para que eles não danifiquem nossos carros em caso de negativa… aprendi isso no dia em que perdi um espelho retrovisor do carro da minha mãe, lá nos idos dos anos 90… quando ela me emprestava o carro para sair com os amigos…

Agora, aumentemos o espectro do pensamento e pensemos: em que situações do nosso dia a dia, esse tipo de coisa se aplica?

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Precisamos do medo de bandidos para depender mais do estado. E, se o estado diz que não consegue garantir isso com eficiência por não dispor de recursos, obviamente o nosso medo fará com que aceitemos pagar mais impostos para que isso aconteça (mesmo que, ao final, nunca aconteça). Só para ficarmos em um exemplo de situação.

Por que os americanos aceitam, mesmo em épocas de crise, ter a maioria de seu orçamento gasto com segurança? Por medo, certamente… medo de terrorismo, de invasão alien, de queda de meteoros e assim por diante…

Há gaiatos que dirão que os dízimos só fluem como rios para os bolsos dos religiosos, por medo do “coisa ruim”… e, como bom herege que sou, não lhes tiro a razão…

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Ao final, acabaremos concordando que o medo é, de fato, o melhor e maior vendedor do mundo. Og Mandino me daria uma miijada orientação de que não devemos perder as esperanças e que o amor traz o melhor de cada um de nós para que a corrente do bem seja sempre maior do que qualquer medo. E, a antítese do medo, ao contrário do que diz o dicionário, não é a coragem, mas sim, a confiança. Ao meu ver, é claro. A confiança de que assim como podemos projetar o pior cenário possível para o futuro, também podemos projetar o melhor… e, como gosto sempre de direcionar em tudo o que escrevo, só depende de nós essa escolha. Nunca – eu disse NUNCA – dos outros.

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Negando a negação, não se troca a programação…

Apesar do título complicado, já adianto que há lógica no que escrevi acima…

Sim, lógica… literalmente…

Trata-se de lógica de programação mesmo… a que aprendi nos tempos que fiz faculdade de Sistemas de Informação e Informática, apesar de ter acabado me formando em administração mesmo…

Nas aulas de algoritmos, aprendi que podemos “negar” uma variável, um recurso de programação que facilitaria a vida em algumas situações. Dessa forma, o operador NOT (simbolizado por “¬”) inverteria o valor atribuído àquela variável… tornando então um “X” em NOT X, ou ¬X (Também conhecido como “X Negado”).

Enrolado, não?!

Certamente. Talvez daí também tenha notado a minha pouca capacidade no ramo e tenha começado a ver a administração como saída melhor para o meu futuro (pelo menos era o que parecia na época).

Já ensinando que quem é rico não precisa de talento desde cedo...

Já ensinando que quem é rico não precisa de talento, desde cedo…

Pois então, foi com esse pensamento de “negação” de variáveis que comecei a formatar na mente este post. E, é claro, apenas o formatei na mente, pois costumo escrever aqui direto e sem edições (apenas para corrigir eventuais erros de português que eu identifique).

Então, voltando ao assunto, comecei a imaginar tudo o que negamos durante nosso dia a dia, tanto como escape, como forma de apenas “trocar o valor de uma variável”…

Ok, segue enrolado… mas, iniciemos os trabalhos com o de sempre. O amansa:

ne.ga.ção
Substantivo feminino.
1.Ato de negar; negativa.
2.Falta de aptidão ou vocação.
3.Recusa de alguma coisa; negativa.
4.O oposto de algo. [Pl.: –ções.]

Negativa… falta de aptidão ou vocação… sim sim, tem a ver com o que eu queria dizer… guardem aí…

ne.gar
Verbo transitivo direto.
1.Dizer que não é verdadeiro (uma coisa).
2.Afirmar que não.
3.Não admitir a existência de.
4.Não reconhecer como verdadeiro.
5.Não conceder; recusar.
Verbo transitivo direto e indireto.
6.Negar (1, 2 e 5).
7.Contestar.
Verbo pronominal.
8.Recusar-se. [C.: 1C (é)]

Ok, ser contrário a algo… embora, não reconhecer como verdadeiro, pode ser apenas um indício da sua falta de entendimento da situação, e não que ela é falsa de fato…

Bem, acho que deu para dar uma base… mas, o ponto onde eu pretendo abordar é justamente na “contrariedade” dessas negações… ou, no caso da “inversão de variáveis”, focar na vetorialidade da situação…

AFFFF, estou enrolando cada vez mais… vou tentar simplificar…

Peraí que vou ver se encontro o sentido disso tudo aqui no buraco...

Peraí que vou ver se encontro o sentido disso tudo aqui no buraco…

Já dizia Hermes Trismegistus em suas leis herméticas, que quente e frio podem ser polaridades de uma mesma coisa -a temperatura- e não necessariamente entes contrários entre si… há quem ache que o quente é o inverso do frio, enquanto ele dizia que tratavam-se da mesma coisa, só em extremos opostos.

Seguia ele dizendo que, polarizando-os, poderíamos chegar a um denominador comum, onde o “morno” seria bom para todos… e ainda assim seguir o quente e o frio existindo…

Por favor, querido Hermes, dê uma aula sobre regular quente e frio à São Pedro e diga para ele olhar mais para Porto Alegre...

Por favor, querido Hermes, dê uma aula sobre regular quente e frio à São Pedro e diga para ele olhar mais para Porto Alegre…

E o que isso tem a ver com o assunto?!

Bem, é justamente aí que eu estou abordando as causas da negação…

Farei um exercício de raciocínio livre de conclusões prontas, ou, de conceitos ou pré-conceitos. Tentarei pensar nas causas e menos nos efeitos…

Temos uma variável X qualquer… e, durante nossa “programação”, percebemos que há a necessidade de alterar essa variável… alguns, simplesmente atribuem-lhe novo valor, enquanto outros, desgostam-se a ponto de querer inverter essa variável…

Vamos ao exercício:

Eu sou um cara que passou anos da vida preocupado com a visão dos outros a meu respeito. Dessa forma, por muitas vezes deixei de fazer o que eu quis, para seguir alguma recomendação de alguém, por pura e simples necessidade de aprovação daquela pessoa…

Dessa forma, digamos, minha variável X tinha sido atribuída com o valor “Bunda-Mole” em meu algoritmo interno…

Sai pra lá, meu!

Sai pra lá, meu!

O que fiz eu, ao perceber que esta variável me retornava um valor totalmente desagradável como este?

Quis inverter radicalmente e imediatamente este resultado… tentando colocar um garrafal “NOT BUNDA-MOLE” na minha programação…

I'm not a dog no

Só que essa inversão de “bunda-mole”, me trouxe egoísmo em contrapartida… talvez porque na minha mente, o contrário de bunda-mole, seria fazer o que eu queria, da forma que eu queria e quando eu querida… e, dessa forma, moldei-me como um egoísta…

Não é propaganda da Nextel e este NÃO é o meu mundo...

Não é propaganda da Nextel e este NÃO é o meu mundo…

Ainda não era o resultado que eu imaginava para o meu algoritmo…

Percebi naquele momento que eu estava em extremos… mesmo que, gramaticalmente, bunda-mole não seja o oposto de egoísta… mas, em minha insanidade, assim parecia…

A resposta estava em algum ponto entre estes dois extremos.. e não em algum deles…

Daí também observo a enorme tendência de pessoas “anti” alguma coisa crescendo diariamente… e este é o principal ponto da questão…

Pessoas tornam-se “anti” alguma coisa por algum motivo… e, ao meu ver, basicamente é porque querem “negar” aquilo que lhe desagrada.

Bem, daí temos uma tsunami de exemplos no mundo todo diariamente… gays x héteros; católicos x ateus; capitalistas x socialistas; etc ad eternum ad nauseam.

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Como trata-se de um mundo dualista e maniqueísta, os extremos são as únicas visões que ressaltam aos olhos. E, certamente, gera muitos antagonismos neste processo. E é aí que nascem os “anti” qualquer coisa…

Essas pessoas que negam alguma coisa, por muitas vezes, tornam-se EXATAMENTE AQUELA MESMA COISA, apenas com o operador da negação…

Podemos ver ateus tão inflexíveis quando católicos, o que, acaba por muitas vezes nos levando a atribuir na tal variável que “ateu = ¬católico” (ateu igual a NOT católico). Também podemos notar que ambos, sob uma outra ótica, são polaridades extremas de uma mesma coisa chamada CRENÇA. Os católicos estão em um extremo onde a crença é total, enquanto ateus surgem como a antítese, ou a negação da crença, na extremidade oposta.

3 caixas de Rivotril, 2 de Gardenal, 1 de Fluoxetina e dois martelinhos de cachaça resolvem seu problema...

3 caixas de Rivotril, 2 de Gardenal, 1 de Fluoxetina e dois martelinhos de cachaça resolvem seu problema…

Poderia, inclusive, dizer que o “anti” é a acusação mais recorrente que o lado oposto pode fazer a alguém vetorialmente contrário a sua linha de pensamento… por exemplo, nem todo mundo que acha que não precisa se votar uma lei anti-homofobia por entender que já existem leis contra agressão a TODOS os seres e basta que as cumpram, não são necessariamente homofóbicos, tanto quanto quem acha que não há necessidade de matar civis palestinos é necessariamente antissemita… mas, ainda assim, usa-se como forma de “calar a boca” alheia…

Entenderam onde eu queria chegar?!

Pois calma lá… ainda aproveito para ressaltar o que há de importante nesse operador matemático, o NOT (que, mais tarde ainda, aprendi também que existia um NOT Condicional, mas aí são outros 500).

Neste operador reside toda a capacidade de manipulação de mentes que existe. Ou seja, pode-se incluir quase que todos os pensamentos de todo mundo dentro de uma variável, para depois “invertê-la”…

Pode-se encaixar os pensamentos de uma pessoa em uma ideologia e, ainda assim, fazê-la agir em contrariedade da mesma…

Voltei a enrolar, não?!

Ah não, estou tendo um aneurisma...

Ah não, estou tendo um aneurisma…

Pois sim, e podemos aí explicar como muita gente, por exemplo, que tem em mente pregar o bem, a justiça, a moralidade, a paz, a camaradagem, agindo de forma vetorialmente contrária…

Exemplos?

Bem, podemos dizer que existam pessoas dispostas a lutar pela liberdade, pela revolução de um país e pela soberania dos direitos, mas, agindo com violência, desrespeitando o direito alheio e causando caos como barganha em suas causas… ou, dando nome aos bois, os tais Black Blocks… e há quem ache que estes agem de forma tão errada, que já se fala em White Blocks para combatê-los…

E que tal Grey Blocks, camaradas?!

E que tal Grey Blocks, camaradas?!

E daí?!

Bem, e daí que, mais uma vez, seremos manipulados com este “simples” operador negativo, onde extremos de uma mesma coisa desviarão o foco do que de fato deveria mostrar todos estes movimentos de indignação popular. A necessidade de mudança estrutural, de infra-estrutura, da moralidade das pessoas, da elevação dos padrões de pensamento e de ética em quem governa. Mas, ficará tudo mais uma vez reduzido à “luta de classes”, onde um “manifestante” quebra um símbolo burguês, gerando uma onda inversa de indignação de quem defenda a soberania de seus patrimônios, mesclando tudo e deixando a contenda toda entre burgueses x assalariados… extremos opostos (pela mesma lógica burra que usam) de uma mesma coisa chamada SER HUMANO.

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Também poderia dar mais exemplos, do tipo político, onde as pessoas votam no candidato que poderá fazer frente àquele candidato que ela mais odeia e não quer que vença a eleição de jeito nenhum, ou anula o voto por achar que nenhum candidato presta, ao invés de realmente estar agradado com algum deles… mas, acho que já entenderam o ponto, não é?!

Invertam à vontade seus operadores -eu diria- que pouco lhes adiantará… a resposta não está na negação, no “anti”, na refutação, no combate ao oposto, mas sim, reside a resposta em algum ponto entre estes extremos… naquele ponto onde o quente e o frio regulam-se a ponto de ter-se uma temperatura agradável…

#SemMaisMeritíssimo

#SemMaisMeritíssimo

A vida em resumo por Nassim Haramein

O cientista Nassim Haramein assim resumiu sua visão sobre de onde viemos e onde nos encaminhamos…

Digamos que em boa parte de suas crenças, eu me compatibilizo… em boa parte…

Somos muito maiores do que até hoje achamos ser. Nem brancos, nem negros, nem homens, nem mulheres, nem cristãos, muçulmanos, gays ou héteros. SOMOS SERES UNIVERSAIS. Nisso eu acredito.