O profeta, as ostras e as pérolas

Certa feita, um homem desesperado caminhava sem rumo pela orla marítima em um mundo muito distante. Pensava em seus problemas e como resolvê-los. Os tempos eram difíceis e sua vida se atrapalhava em virtude de dinheiro.

Assim, enquanto lamentava, cabisbaixo, perto de algumas pedras, encontrou uma comunidade de ostras que viviam pacificamente.

Observou por instantes e viu que, apesar de primitivas, vivam suas vidas de forma relativamente tranquila. Naquele ambiente rochoso, com a água do mar a todo instante batendo, podiam extrair tudo o que necessitavam.

Notou também, uma certa comoção em torno de uma ostra, que convalescia.

Imaginando do que se tratava, o homem aproximou-se e apresentou-se como um profeta. Contou às ostras que aquela que convalescia havia sido agraciada com uma dádiva divina. A de produzir tesouros internos.

Sendo assim, o homem diz que o sacrifício da ostra não seria em vão e que ela seria recebida com todas as glórias em um lugar maravilhoso onde todas as ostras viveriam felizes para todo o sempre.

Apesar da tristeza com que as demais ostras receberam a notícia, foram novamente reconfortadas pelo homem que seguia afirmando que aquele sofrimento todo era uma dádiva e que ele, como intermediador divino, iria por fim a todo o sofrimento dela, garantindo sua passagem ao outro mundo. O mundo de sonhos e de realizações.

Após instantes, as outras ostras, já conformadas, aceitaram o destino daquela. E a própria já se sentia reconfortada por ter seu sofrimento terminado e as promessas de bem-aventurança futura.

Assim, o homem abre a ostra e mostra a todos o maravilhoso tesouro que o sofrimento dela havia produzido. Com discursos inflamados sobre a beleza, a perfeição, o brilho e a bênção que era ter a honra de produzir a pérola, faz com que as demais passassem, inclusive, a invejar o destino daquela que havia partido.

Dias se passam, e o homem retorna para o local, sempre procurando pelos outros “escolhidos”. Aqueles que haviam sido agraciados com a escolha divina. Encontrava, eventualmente, uma ou outra ostra nessa situação, sempre repetindo o ritual de exaltação do maravilhoso destino dessas ostras.

As que não conseguiam a “graça”, sempre indagavam o homem para que lhes ensinasse o caminho mais rápido para atingir suas metas.

O homem conta uma história sobre o toque divino, que perfuraria suas conchas e atingiria seus interiores, forçando assim, com que elas imediatamente iniciassem o processo de produção do tesouro através de seus sofrimentos. Contou-lhes que o sofrimento engrandeceria a tarefa, pois as mais belas pérolas viriam dos maiores sofrimentos. E, que cada uma, igualmente, estaria mais evoluída que as outras à medida que produzissem mais de uma pérola ou, de tamanhos maiores.

As ostras entravam em estados frenéticos de êxtase, buscando a todo instante o tal fator externo que lhes proporcionaria o tão sonhado destino final. E, assim, buscavam refazer os passos das demais ostras que ascenderam em seus sofrimentos. Peregrinar por locais por onde passaram, copiar hábitos…

O homem, com o passar dos tempos, notou que muitas delas conseguiram produzir as esperadas pérolas. Mas, com isso, a população começou a diminuir. Assim, contou-lhes o quão importante seria que multiplicassem-se entre si antes de atingir o estado de graça. Que, seus caminhos deveriam seguir uma cartilha, que visava torna-las mais dignas da graça maior.

Assim, as ostras reproduziam-se até certa idade, o máximo possível, até que pudessem buscar de forma natural, a produção das pérolas.

Nem todas produziam pérolas perfeitas, sendo assim, o homem dizia a elas que suas entregas à causa não haviam sido suficientes. Também, demonstrando às demais que o tesouro poderia não ser tão valioso assim, se cada uma delas não se esforçasse para seguir as regras que ele havia passado.

Exaltando as melhores produtoras e corrigindo as que não conseguiam o padrão maior de qualidade, o homem manteve as atenções das ostras totalmente sob controle. Com vários cerimoniais e discursos inflamados sobre a conduta de cada uma delas.

As ostras que eram levadas, nunca mais eram vistas pelas que ficavam, dando embasamento à teoria de que haviam transcendido o local e o ambiente em que viviam.

Certo dia, uma das ostras, indignada com o sistema que vivia a comunidade, resolve investigar melhor o homem e seus ditos e histórias.

Pensa que o sofrimento poderia gerar tesouros, mas, ainda assim, era um processo que não gerava bem estar algum às ostras e seus modos de vida. E, principalmente, pensou sobre o tal tesouro. A quem ele era realmente um tesouro? Não a elas, que, apenas queriam verem-se livres de tal sofrimento o quanto antes.

Fez de tudo para que não tivesse como gerar uma pérola. Fugiu de todas as regras e indicações do homem e de suas próprias irmãs, que entusiasmadas com a causa, faziam de tudo para que o ciclo da “virtude” se mantivesse.

Pregavam a ela que eram úteis em seus sofrimentos para uma causa maior. Uma causa além de seus entendimentos e compreensões. Que, apenas a fé de saber que alguém se beneficiaria disso, além da promessa futura, eram motivos de orgulho suficientes para seguirem.

A ostra inconformada, tenta dissuadir as outras, dizendo-lhes que o modo de vida anterior era calmo e tranquilo. E, que elas eram felizes sem a necessidade de nada daquilo.

As outras acusam-na de ser agitadora e de heresia, fazendo com que se isolasse da comunidade.

E, durante o tempo em que se manteve afastada, a ostra dissidente começa a sentir os efeitos de uma pérola.

Ela revolta-se contra tudo aquilo, que, mesmo fazendo parte de suas naturezas, não era nada agradável. E tampouco útil a ela mesmo, que não via sentido algum naquilo tudo.

Ela resiste à dor e mantém-se no exílio. E, mesmo com as visitas do homem, ela nega-se a dizer que está sofrendo e que tem uma pérola em si.

O tempo se passa e ela percebe que novas inserções do agente externo estão se formando nela. E, mesmo com seu interior lutando contra aquilo tudo, com todas as forças que tinha, nega-se a deixar transparecer nada daquilo.

O homem, um dia, vê que a ostra havia se alterado e que marcas em sua concha eram visíveis, caracterizando assim, a produção de pérolas.

Ele resolve levá-la à cerimônia com as demais, exaltando seu exílio como sendo uma purificação extrema e que ela havia, através daquela situação extrema, tornado-se a maior de todas as ostras que já haviam habitado aquela comunidade.

Nesse momento, a ostra toma a palavra para si e diz que o exílio, de fato, havia lhe ensinado muito. Havia, sobretudo lhe ensinado que era possível viver com o sofrimento. Aprendeu que era possível seguir a vida, mesmo com as agruras do processo, e que, mais à frente, cessavam as dores. Também disse ter aprendido que muitas outras pérolas poderiam ser produzidas sem a necessidade que nenhuma delas fosse levada à lugar algum. E, sobretudo, diz ter aprendido que as pérolas são realmente tesouros. Mas, por mais que pudessem ser tesouros por suas belezas e formatos, para ela, o valor havia se tornado inestimável. Ela havia aprendido que todas as pérolas se formavam não para exaltar seus sofrimentos, mas sim, para protegê-las de um parasita que as atacava. E, cada pérola que agora continha nela, era a lembrança de uma vitória sobre os agressores. Uma lembrança de sua resistência, de sua bravura e sua inconformidade em desistir.

Olhou para o homem e agradeceu por tudo, mas, que naquele momento, não precisaria de homenagem alguma. E, sequer queria ser conduzida ao paraíso. Pediu que como prêmio, pudesse viver sua vida até os últimos dias, e, ao final, quando a hora derradeira chegasse, suas pérolas fossem lembretes às demais, de que é possível triunfar sobre qualquer sofrimento. E que a recompensa era a sapiência que cada pérola lhe proporcionou. Seu verdadeiro valor estava, paradoxalmente, não na quantidade de pérolas geradas, que ela sabia serem dezenas, e nem na beleza estética de cada uma delas, mas sim, na forma com que cada uma delas foi gerada.

Assim, o homem viu seu discurso perdendo força, até que, dando-se conta de que ali não mais teria influência, foi em busca de uma nova comunidade para “orientar”…

topic4

 

Post Scriptum: Arrisquei-me nessa tentativa de conto para pensar junto à vocês, a qual sistema nosso sofrimento interessa? Em qual contexto? A quem ele é belo? Ele existe por existir ou há motivos para tal?

Não que precisemos nos exilar para aprender o real motivo pelo qual essas coisas acontecem, mas, certamente é primordial refletir a respeito. Se ele é algo que, de fato, nos eleva em um contexto maior de evolução, ou, se simplesmente ele é produto de uma causa que quer produzir ostras em hospedeiros dispostos à morrer pela causa?

Para as que aprenderam algo com o processo, o parasita pode ser considerado realmente um “toque divino”. Já, para as que simplesmente se atiraram no processo, crendo que sofrer é bom, terão seus anseios atingidos. Sofrerão e serão úteis a uma causa que sequer compreendem direito.

Pensemos nisso… ou, simplesmente, pensemos…

fazenda_perolas_douradas_Filipinas_02

Anúncios

O Efeito Placebo…

Enquanto fala-se do efeito placebo como sendo uma fraude, por outro lado, ele escancara o poder de cura da mente. Recentemente, descobriu-se o efeito nocebo, que fala dos efeitos colaterais de um tratamento inerte.

placebo

E é por aí que o texto de hoje se discorre.

Assim, algumas conclusões podem nos levar a crer que tanto se cura pela medicação, quanto pela crença de que se está sendo medicado/curado.

Da mesma forma, então, podemos interpretar que os efeitos placebos, em outras práticas são igualmente valiosos.

Dessa maneira, conseguimos elencar que, independente da metodologia usada, é a mente crendo que o objetivo está sendo atingido que faz com que o sucesso ocorra.

20140109081544117770o

Enquanto algumas pessoas se sujeitam à inúmeras maneiras de mudança, tanto física, quanto mental, através de medicações, tratamentos espirituais ou através de técnicas de diversos tipos, outros, simplesmente tentam compreender que tais metodologias podem ser contestadas em suas aplicabilidades, e, é justamente nessa contestação que reside o início do fracasso.

Não quero aqui dizer que todos os métodos são comprovadamente eficazes e que tampouco possam estar sujeitos à exploração e à charlatanice. Apenas, ressalto o poder de convencimento das mentes que se sujeitam a tais tratamentos.

Sim, trata-se mais de convencer a pessoa de que ela está sendo curada, do que praticar tal cura. E é nisso que reside toda a diferença.

Portanto, em contrapartida, pode-se dizer que nenhum método será eficiente para quem não acredita que está sendo curado.

aguafluidificada_passemagnetico-222x300

Haverá quem diga que a tal “crença” ou, misturando-a ao conceito de fé religiosa, pode ser algo nocivo, pois transforma crentes em crédulos e, assim, vítimas de aproveitadores. Mas, igualmente, pode-se dizer que haverá quem, ainda assim, consiga suas curas através desses mesmos métodos “duvidosos”.

A comprovação, segue, erroneamente baseada na metodologia ou na técnica, enquanto, na verdade, ela reside na mente humana do tratado. Do paciente.

Tal qual pode-se acreditar que um objeto tenha poderes, e, assim, quem o porta está imune ao azar ou aos diversos males da vida, também pode-se valer de que esse mesmo objeto ou amuleto, seja um lembrete subliminar de que nada de ruim lhes irá ocorrer. E, assim, é muito provável, através das leis de atração e de alinhamento frequencial energético, que, de fato, nada ruim aconteça.

Esses objetos são “macros” (linguagem de computador), que contém uma composição mental-energética, transferida não necessariamente para o objeto, mas sim, para a mente, que é ativada com a lembrança ou o comando de “portar” tal objeto.

Da mesma forma, meditações, rituais ou qualquer outro tipo diverso de “programação” mental, irão atingir os objetivos que se propõem, à medida que aqueles que os praticam estejam convencidos de que serão bem sucedidos através desses métodos.

heal-

Assim, algumas escolas de pensamento esotérico, ou mesmo físico, irão falar no poder criador de cada um. E, acreditamos, que a física quântica comprove tais situações.

Tesla já falava em energia eletromagnética-frequencial como sendo base de toda a matéria no universo. E, assim, acreditamos que a mente seja o principal catalisador disso tudo.

"Se você quiser descobrir os segredos do universo, pense sobre energia, frequência e vibração."

“Se você quiser descobrir os segredos do universo, pense sobre energia, frequência e vibração.”

 

Mas, da mesma forma que a mente pode acreditar na cura, ela pode, também, acreditar na doença. Ela pode se convencer de que está doente ou que seu corpo, mente, espírito, etc, padecem de algum mal.

Haverá quem aplique, igualmente, técnicas de convencimento para tal. Variando desde dogmas religiosos, passando por análises energéticas, kármicas ou quaisquer outros tipos de maneiras que façam com que a mente do atendido entenda e absorva o porquê ele padece de algum mal.

 

Notícias diárias, catástrofes naturais, iniquidades diversas, etc, geram uma aura de medo, onde a mente entenda que algo ruim está para lhe acontecer. Alguns convencem-se a ponto de realmente padecerem de algum mal. Ou, por acabarem vítimas de algum mal. Seja ele natural ou através de alguém. Um algoz.

Esse algoz pode ser, igualmente, de diversas matizes. Desde o dogmático, passando pela figura do anti (Satã, Loki, Hades ou qualquer um, dependendo da mitologia ou da crença), até mesmo entes familiares, pares sociais, a natureza, o governo, os alienígenas, a crise mundial, entre uma infinidade de outros cujos quais a mente consiga criar e se vincular.

Ao final, podemos concluir que é a mente quem se convence disso. E, enquanto houver a crença ou a descrença pairando em nossas mentes, a necessidade de compreensão, de entendimento e de conhecimento fará com que sejamos ativos em pesquisar e ponderar por nós mesmos.

post-06-06-1

Apenas o nosso próprio entendimento é que ditará as normas pelas quais viveremos. Mesmo que o mundo diga o contrário, podemos simplesmente nos desvincular daquilo que acreditamos ser nocivo e nos conectar ao que acreditamos ser benéfico. Desde que, certamente, isso seja um conceito nosso. Jamais induzido ou manipulado por alguém. E, caso seja adquirido através de algum auxílio ou interferência de terceiros, é bom que nos certifiquemos da idoneidade da pessoa em questão. Pois, por mais bem-intencionada que a pessoa seja, ela pode, simplesmente, estar em defasagem de conhecimento para realmente propor uma ajuda completa. Ela, no máximo, será uma influência para que sua mente aceite ou não tal tratamento. Ou, para que rejeite tal proposta, pois entende-se que ela não seja a mais adequada para o momento.

placebo-effect

Notem que durante o texto, pode-se concluir que todos os tratamentos são bons para quem acredita que está sendo beneficiado por eles, tal qual pode ser nocivo, caso acredite-se que está sendo prejudicado por ele.

Da mesma forma, haverá quem acredite que o sofrimento, a dor, a angústia e o desespero, são caminhos para algum tipo de elevação. E, provavelmente também conseguirão por esse caminho. Mas, nada impede que o caminho seja igualmente calmo e tranquilo.

A resposta, como sempre, reside em nós. Em nossas mentes. Em nossas crenças.

alguem vai

Alquimia energética…

Algo interessante ocorre durante esse período de realinhamento do pensar que eu passo. É uma fase onde novos pensamentos invadem a mente e confrontam os antigos. Velhas “certezas” são confrontadas a todo instante, e, com isso, todo o meu redor, entra no movimento. Hermes Trimegisto explicava em sua teoria hermética, que as polaridades alternam-se e, assim, regula-se a “temperatura” para uma ideal. Aqui está uma síntese:

Lei da Polaridade

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados ”

A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza. O pólo positivo + e o negativo da corrente elétrica são uma mera convenção.

O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o salgado. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.

Adoro essa parte onde ele diz que os opostos são extremos de uma mesma coisa… onde o quente e o frio não são paradoxos ou antíteses, mas sim, polaridades extremas de uma mesma coisa… a temperatura… e, regulando-se essas polaridades, podemos chegar a uma “temperatura agradável”, como fazemos ao regular um chuveiro durante o banho. As temperaturas corporais variam, e, o que é quente para um, é morno para outro, enquanto é fervendo para um outro…

"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima"

“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”

Assim, nesse confronto do mundo dualista que a minha mente tem feito ultimamente, acabamos regulando nosso pensar. E, como qualquer processo de regulação, extrai-se coisas, agregando outras. Nikola Tesla também dizia que vivemos em um mundo eletromagnético vibracional, onde tanto o eletromagnetismo quanto as vibrações são moduladas. Enfim, tudo é energia. Eu acredito nisso. Sem dogmas. Apenas o espiritualismo explicado de forma cartesiana.

Assim, muitos aqui devem ter notado que durante alguma mudança ou outra, amigos afastam-se, à medida que novos surgem. Pois bem, esse é o exemplo dos resultados práticos da regulagem da polaridade energética. Sim, muito além da polaridade mental, temos a polaridade física (sim, o papo é complicado). E, para complicar mais ainda, eu poderia também dizer que uma está interligada à outra. O pensamento é o que regula o físico, pois, é a energia que une e molda a matéria. E, se essa frequência muda, muda-se também o material.

Ok. Está ficando enrolado. Mas, vamos lá… todos sabemos que podemos dizer coisas que não estamos sentido de fato. Ou, expressar alegria, enquanto estamos, na verdade, tristes, por exemplo. Pois, é disso que eu me refiro. Podemos aparentar ser algo, mas, sermos outra coisa por dentro. E, daí é que eu faço o link entre o que estamos “pensando” com o que estamos “sentindo”. Sentir e pensar, igualmente, não são coisas diferentes… são polaridades de uma mesma coisa. Enquanto teimamos em confrontar a razão com a emoção, eu digo que ambas fazem parte de quem somos. E, uma está diretamente ligada à outra. Pessoas que dizem ser “só coração”, são tão míopes quanto as que dizem apenas “usar o cérebro”… pois tanto um quanto o outro são essenciais para o funcionamento do corpo. Um não sobrevivem sem o outro (ok, algum engraçadinho pode aí incluir a piadinha do fiofó, que, se trancar a passagem da coisa, adoece o corpo todo, igualmente).

amor e ódio extremos de uma mesma coisa: o sentimento...

amor e ódio extremos de uma mesma coisa: o sentimento… embora, eu não recomende o método proposto

Minha ideia é falar sobre alinharmos nosso pensamento com nosso sentimento. Aparentarmos aquilo que temos internamente. Ou, simplesmente, emanar aquilo que realmente somos. Sim, emanar. Todo mundo aqui já sentiu uma coisa ruim vinda de alguém com um discurso bonitinho e bem alinhado, certo? Pois bem, é a captação vibracional daquela pessoa que nos faz antagonizar com ela, a despeito do que ela diz, que, pontualmente é bom.

Pois na dialética erística de Arthur Schoppenhauer, existe a “falácia de interesse revestido”, onde diz-se uma coisa, objetivando outra, que está oculta no discurso. Pois bem, temos vários exemplos por aí sobre isso.

...ou "contaminá-los" com a centelha da sanidade, tio Schopps..

…ou “contaminá-los” com a centelha da sanidade, tio Schopps…

Nisso tudo, outro dia, conversando com uma amiga de longa data, também percebi que temos muita gente com bons pensamentos desalinhados. E não há nada de errado com isso, afinal, desconstruir anos de pensamento, deixa tudo realmente fragmentado e confuso. Podendo demorar um pouco a encontrar o novo, oscilando entre uma polaridade e outra. Sim, bipolares não são necessariamente doentes, ao meu ver, eles podem apenas estar demorando muito para alcançarem seus equilíbrios. E, pode ser que o mundo atual não ajude, seu ambiente de trabalho, familiar, etc; não ajude… enfim…

Nesse mesmo papo, falávamos sobre sobre o quão complicado o mundo dualista está atualmente. E, também pensei que ele pode apenas estar passando pelo mesmo processo de polarização que muitos de nós estamos. Dizem que o planeta tem sua frequência, tal qual toda a matéria existente no universo também tem. E, por algum motivo, alterna-se. Se chamaremos isso de mente coletiva, se chamaremos o planeta de Gaia e o trataremos com uma entidade inteligente, fica a critério da crença de cada um. Eu me restrinjo ao cartesiano, que é o alinhamento frequencial.

Ressonância Schumann e as diferenças de frequências no planeta...

Ressonância Schumann e as diferenças de frequências no planeta…

Com tantas mudanças no mundo e nas pessoas, acho que é normal que tenhamos essa esculhambação em que vivemos atualmente. Acho que é parte de um processo maior. Mas, acho importante salientar que cada um de nós, individualmente, busque o próprio equilíbrio. Ele, certamente tem interferência na equalização global. Tal qual uma antena de transmissão, tudo o que emanamos energeticamente, soma-se ao ambiente… e, nesse ambiente, misturando-se as infinitas polaridades, temos o Zeitgeist, ou, o espírito do mundo (ou da época, se preferirem). Pois, esse tal espírito, é a soma de todas as polaridades individuais, que misturam-se, moldam-se e confrontam-se diariamente em nossos instantes. Para modificar a frequência do todo, deve-se modular uma a uma, individualmente, até que o “resíduo” dissidente, seja sobreposto inapelavelmente.

..."conjunto de conhecimento humano", enquanto eu diria que é a soma das energias irradiadas...

…”conjunto de conhecimento humano”, enquanto eu diria que é a soma das energias irradiadas…

E onde eu quero chegar com esse lero-lero doido varrido todo?

Simples. No ponto onde nem todo mundo que aparenta estar doido, necessariamente está. Nem todo irritado, é uma pessoa raivosa, nem todo banana é necessariamente um banana e por aí vai… as vezes, as pessoas só precisam de uma recarga. De uma energia nova para misturar-se às suas. E, deveríamos poder compartilhar as nossas com todos. Pois, à medida que podemos nos modular em algo mais “ameno”, da mesma forma, a outra pessoa também. Seria uma espécie de escambo energético, onde o impaciente recebe um pouco de calma, à medida que repassa um pouco de ação a alguém atolado no marasmo… e, nesse ínterim, a sensação de bem estar, ou de conforto físico, se espalharia ao ponto onde essa onda de insanidade desse uma boa diminuída, pelo menos…

Não! Nada disso! Eu vou ficar aqui me polarizando com uma toupeira enquanto isso...

Não! Nada disso! Eu vou ficar aqui me polarizando com uma toupeira enquanto isso…

Pois, polarizemo-nos! Misturemos nossas essências às dos outros. Tenhamos a simples troca acessível a todos! Ainda mais que ela é, analisando de outra forma, uma forma de “comércio”, onde todos lucram e ninguém dá o calote… e mesmo que a pessoa seja aquele tipo “vampiro astral”, que apenas suga a energia, chegará o dia em que ela estará tão “contaminada” da energia que ela consome, que, inapelavelmente ela seja tomada por essa energia. Basta que todos saibamos nos descontaminar daquilo que, porventura, tenha vindo “misturado” na troca e que não nos faz bem. Quase como em transfusões de sangue, só que, nesse caso, o filtro é o nosso pensar…

Fico por aqui, porque me deu uma canseira esse post… mas, nada que eu não recarregue ao ver um sorriso ou dois por aí… Abraços!

Bingo!

Bingo!

Ó Tempo rei

Já cantava o Gilberto Gil, embora eu prefira o Lobão cantando, que:

“Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos…

Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento…

Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento…

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!…

Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos…

Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas…

Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo…

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!…(2x)”

Pois bem, e o que me vêm à mente com isso tudo?

Peraí, vou colocar o meu chapéu de pensar...

Peraí, vou colocar o meu chapéu de pensar…

Que o tempo, já dizia Einstein, é relativo. Obviedade, depois que ele já disse, claro. Mas, se analisarmos algumas circunstâncias, veremos que realmente ele é amigo ou inimigo, solução ou problema, dependendo da situação.

Para anteciparmos algo, por exemplo, o quanto antes recebermos alguma informação ou tomarmos alguma atitude, obteremos vantagem. Pelo menos é assim que os neo pensadores da administração pensam estrategicamente.

Já, para curar uma dor de amor, por exemplo, recomenda-se deixar o tempo passar. Mas, é claro, baseiam-se no esquecimento da pessoa ou na esperança de que algum outro fato aconteça ou que, simplesmente a experiência nos municie com novas informações para que compreendamos o que não foi possível à época.

Vejamos que o tempo em si não resolve e nem gera problema por si só. Somos nós, em relação à ele, que sofremos as consequências. Tenho escrito anteriormente e pensado muito sobre o tempo. Pensado que não as coisas não devem acontecer no tempo que queremos, mas sim no tempo certo para que ocorram e nos tragam benefícios.

Esse pensamento me remete à evolução, invariavelmente, afinal, o tempo só nos é favorável se usado de forma construtiva. Postergar alguma coisa sem que se use o tempo entre, só adia o evento, mais nada. Ou seja, é uma simples fuga. Usar o tempo como fuga, por outro lado, vai depender, igualmente, de sua mente. Da sua capacidade de esquecer. Mas, delegar ao tempo, a solução mágica para algo nosso, é ceder o nosso poder de decisão ao acaso.

Claro, entrarão dogmas religiosos, influências divinas, milagres, etc; que possam interferir nessa linha de raciocínio, mas, ao meu ver, a conexão com o divino é um estado de espírito que nosso corpo, através de frequências, conecta. E, para tal, a modulação dá-se através de sentimentos nossos. Só nossos. Aí modula-se nossa frequência, que, por sua vez, nos remete a um estado onde o tempo pode ser alterado.

Acho que não entendi... volta à 2 minutos atrás, Doc.

Acho que não entendi… volta à 2 minutos atrás, Doc.

Há quem acredite em acaso, e há quem diga que o acaso não existe. Eu diria que o acaso pode nos favorecer ou não dependendo do estado em que nos encontramos. O que venho insistindo sobre a interiorização e a matriz de energia que geramos, é no intuito que eu acredito que as coisas ocorram com mais ou menos frequência de acordo com a nossa disposição energética.

Ou seja, o tal tempo certo a que me referia anteriormente.

Ah, então nós fazemos o tempo?

Ah, então nós fazemos o tempo?

É o que eu acredito, embora não tenha visto nada ainda que embase o meu achismo. Talvez a física quântica me ajude, mas, ainda é complicada para entendê-la da forma que gostaria.

Acho sim que a construção do tempo, ou a velocidade que algumas coisas acontecem é em função de nós mesmos. E, daí, posso citar a “Lei da atração”, que diz que as coisas nos procuram pela nossa mentalização. O tal “gênio da lâmpada” que nos dá o que pedimos…

Também não acho que seja isso. Pois também acredito na temeridade de receber tudo o que se pede, afinal, o que desejamos nem sempre é o que, de fato, nos beneficiaria.

O tempo certo. É nisso que acredito.

Peraí, ele tá dizendo que fazemos o tempo, mas também está dizendo que o tempo é quem nos capacita?

Peraí, ele tá dizendo que fazemos o tempo, mas também está dizendo que o tempo é quem nos capacita?

Exatamente!

O processo de criação demanda tempo. A criação, o design, o protótipo, a testagem, a correção, a aprovação, a utilização e a vida útil… pelo menos, nas aulas de produção, aprendi que, inclusive a inovação é uma antecipação do início do declínio da vida útil de um produto, fazendo com que esse produto se renove, gerando uma nova parábola. Enfim.

Daí então, posso imaginar que nosso processo de capacitação demande tempo. E, tal qual dependemos desse tempo para evoluir, passamos a utilizar o tempo como nosso aliado à medida que avançamos. Pessoas mais novas demoram mais em resolver problemas que são mais fáceis se analisados sob a experiência dos mais velhos, por exemplo.

Mas, também os mais novos têm o ímpeto de fazer seus tempos acontecerem, enquanto alguns mais velhos imaginam o tempo como algo imutável.

O que eu penso alto por aqui, com vocês, é que o grande valor disso tudo não é o tempo em si, mas o que nós fazemos com ele. Há quem espere que o tempo passe rápido para algum evento chegar logo, ou, para simplesmente não chegar. E há quem simplesmente queria ter mais tempo. Para qualquer coisa.

Não, horário de verão não conta...

Não, horário de verão não conta…

Mudando aos poucos…

Como agir naturalmente com algo que hoje não lhe parece nem possível?

Explico…

Você, por acaso, acha que deve ser mais tolerante, ou que deve escutar mais do que falar, por exemplo. Como conseguir isso de forma a, um dia, isso transparecer naturalmente sem nem necessitar se policiar para não pisar na bola?

Bom, eu não sou terapeuta e tampouco algum místico para dar fórmulas mágicas, então, vou falar apenas baseado em meus “achismos” e experiência de vida…

Alguns passos são necessários para absorvermos novos conceitos, e, futuramente, tê-los gravados em nosso DNA…

Primeiramente aceitar o conceito. Se você torce o nariz para aquela ideia, então é melhor nem tentar coloca-la em prática. Em miúdos, o tal “vamos ver no que dá…” é pura perda de tempo. Se não for um conceito assimilado, digerido e que lhe pareça normal, plausível ou, pelo menos crível a longo prazo que seja, é melhor nem começar, amigo…

Após a aceitação dessa ideia, forme imagens mentais… durante períodos de relaxamento, antes de dormir, ou sentado no trono que seja… forme pensamentos de como irá proceder em relação àquela ideia, de como será o seu dia a dia enquanto este conceito estiver se fortalecendo dentro de você. Imagine-se na tal situação.

O passo seguinte é o de exercício. Sim, exercitar aquela ação. Se for tolerância, por exemplo, policie-se e, quando alguém te tirar do sério, exercite seu corpo, mente, morda os dedos, respire fundo, conte até milhões até engolir o sapo sem agredir ou sair do seu equilíbrio. Eu acredito na teoria das energias. Somos todos energia em movimento. Então, enquanto energias, estamos em consonância ou dissonância com outras energias. Quanto mais nos aproximarmos de energias boas, mais repeliremos as ruins e, consequentemente, limparemos nosso ambiente com simples ações e pensamentos. Tente, de início, pelo menos não reverberar más energias em seu ambiente. Que aquela má energia termine ali, pelo menos. Exercitar constantemente requer, é claro, extremo conhecimento próprio. Saber seus limites, saber controlar impulsos e, a partir daí, conseguir evitar ambientes insalubres, pessoas incompatíveis e a driblar velhas barreiras conhecidas. Conhecer a si é o início de tudo, sempre.

A partir do momento em que exaustivamente (sim, não é fácil) repetirmos este padrão, em um determinado momento, ele nos parecerá normal, fará parte de nossa estrutura, nossa personalidade a tal ponto que não mais precisaremos nos policiar para agir daquela maneira. Alguns podem chamar isso de educação dos sentimentos. Não que eu ache que se ensine algo a alguém que ela já não saiba (pelo menos de forma latente), pois sentimentos todos temos. Bons e ruins. O que eu me refiro, neste caso, é que refreemos os ruins a ponto deles praticamente não mais se manifestarem e deixemos os bons aflorar de forma que simplesmente transpareçam em nós sem que precisemos fingir ou tentar parecer de tal forma…

Não, não é propaganda da Activia para mulheres com intestino preso…

Aparentar ou transparecer?

Quem realmente somos?

Quem você pensa que é?

Para esta segunda pergunta, tem um vídeo que acho ótimo:

Bem, o que eu acho que somos, eu escrevi em posts anteriores. E, para relembrar, concordo com a teoria do “Todos somos um”

Mas, o que realmente somos é o que realmente externamos?

Você mostra aos outros quem você realmente é?

Você emana sua essência?

Ok, ok, emanar essência… vamos ao amansa:

e.ma.nar
v. Tr. ind. 1. Originar-se, proceder, provir, sair de. 2. Desprender-se, disseminar-se em partículas sutis.

“Disseminar-se em partículas sutis”… interessante… notem que as pistas estão por aí…

es.sên.cia
s. f. 1. Natureza íntima das coisas; aquilo que faz que uma coisa seja o que é, ou que lhe dá a aparência dominante; aquilo que constitui a natureza de um objeto. 2. Existência no que ela tem de mais constitucional. 3. Significação especial. 4. Idéia principal. 5. Distintivo. 6. Líquido muito volátil e sem viscosidade.

Natureza íntima… aquilo que faz que uma coisa seja o que é; aquilo que constitui a natureza… muito, muito interessante…

Juntando os conceitos, podemos dizer que seria algo mais ou menos como você compartilhar suas partículas com o Todo… o que você doa energeticamente de si? Isso é compatível com o que você está tentando aparentar?

Complicado, não? De fato…

Quem aqui não sorriu cinicamente enquanto tinha vontade de esganar aquela infeliz criatura que tirou você do sério? Pois é aí que eu me refiro…

Um belo ato pode vir junto de uma péssima energia… a ação pode ser produtiva, mas, energeticamente vem envenenada…

Somos o que emanamos, não o que aparentamos. O velho ditado do “quem vê cara não vê coração” refere-se a isso. E não simplesmente no intuito de dizer que algumas caras de anjo podem ser extremamente más, mas, simplesmente porque nem sempre para ser mau, tem-se que praticar más ações.

Explico:

você pode distribuir comida aos pobres, certo? E isso é bom, certo? Mas, você pode fazer isso em troca de votos em uma eleição, por exemplo… e isso é certo?

Ou, você pode criticar duramente uma pessoa, ser ríspida com ela até, mas, visando seu engrandecimento pessoal (de fato). E aí?

Certamente poderíamos relativizar sobre o que é menos pior ou melhorzinho… mas, como disse, relativizar é o ato de enrolar uma situação, simplesmente.

Exemplo? Claro…

“Ele rouba, mas faz…”; “Ah, ele roubou muito mais do que eu…”; “Eu apenas sou estelionatário, nunca matei ou estuprei ninguém…”

Enfim, estamos abarrotados de exemplos… ou, iniquidades…

Você é a mesma pessoa em público e quando está só?

Façamos o teste:

Você entra numa sala cheia de gente e vê uma pilha de notas de R$100,00. Tantas notas que, se você pegasse uma ou algumas, ninguém notaria…

Agora, faça o mesmo teste imaginando a sala estivesse completamente vazia…

Tente dizer que esta foto é normal… não conseguiu? Nem eu…