A loucura nossa de cada dia…

Já disseram que, de médico e louco, todo mundo tem um pouco…

Bem, para mim, a premissa é verdadeira, pois, embora seja administrador, sou metido a dar prognósticos de doenças… pelo menos, as que eu já tive e lembro dos sintomas e tratamentos… é claro que, com a ajuda do São Google, padroeiro dos autodidatas (ou auto-idiotas), geralmente costuma funcionar para casos simples.

Mas, a parte do louco… bem, essa eu me identifico bastante…

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Ainda ontem estive em um jantar com amigos de infância… amigos há mais de 30 anos, que, hoje, considero uma família. Pois bem, durante a conversa, ficou a minha verve em externar todas as sandices que me ocorrem, evidente a todos. Principalmente aos que são meus amigos no Facebook (e que não deixaram de seguir minhas postagens). Respondi um “ame-o ou deixe-o”, para resumir a minha fase com ausência de meios termos, coisa que anda também, bem evidente.

Rimos dos causos antigos e velhas histórias que ao longo dos 30 anos repetem-se em reencontros. Nessa irmandade criada, temos um publicitário brilhante, um competente funcionário público, um engenheiro de sucesso, um médico genial… e eu. Também percebi que todos têm suas vertentes “insanas”. As declaradas, as não declaradas e as reprimidas.

Sim, eu imagino (na minha insanidade assumida) que estejamos divididos entre esses três tipos.

Temos os que declararam isso, como eu, os que não declararam, pois ainda sequer se deram conta de que são ou estão insanos, e, para finalizar, os que já se deram conta, mas, tentam aparentar a vivência dentro da “normalidade”.

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Bem, e daí? – devem estar perguntando-se…

Pois bem, explico:

Acredito que a -dita- insanidade ou loucura, ou qualquer outro nome que queiram dar, trata-se de uma dissonância nossa em relação a algo… ou a alguém…

Complicou, né?

Bem, sigo tentando explicar…

Eu imagino que alguns tipos de “problemas mentais” (para achar um termo genérico para a tal insanidade) são sintomas. E não causas em si. Já escrevi sobre isso, certa vez… não lembro o texto e nem a data.

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E, tal qual a tosse é um sintoma de uma doença que possa variar entre uma simples gripe, alergia, refluxo… até tuberculose ou coisas mais graves… e é aí que eu quero chegar.

Essa tosse é o convite à investigação, para que, durante a pesquisa, acabemos reavaliando processos, modo de vida, reeducações alimentares ou de atividades… enfim, é durante o check up que acabamos tendo uma visão do todo e, nele, acabamos tomando medidas de melhoria.

Certamente tudo isso é para quem se dispor a investigar, e, sobretudo, a se adaptar para propiciar tal melhoria…

Posso usar outro exemplo, onde uma pessoa que identificou como causa da tal tosse, um péssimo hábito, como fumar, por exemplo, e, com o início do tratamento, tem em seu mais primordial pré-requisito, o parar de fumar. Bem, aí amigos, o exemplo figurativo vai além…

Durante o processo, a pessoa terá desde a mudança de humor, até crises de abstinência do antigo hábito… que, enquanto a química corporal e cerebral se adapta à nova realidade, o indivíduo (que é a soma das químicas, físicas e outras ciências), padece e sofre…

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…sofre desde conflitos internos, ou, consigo mesmo, até dramas maiores em suas relações mais próximas. Familiares, colegas de trabalho e tals…

Também é interessante dizer que, este subprocesso também serve para determinar quem realmente se importa com o cidadão e quer seu bem, de quem é apenas reativo ao momento que ele vive… resumindo: amizades vêm e irão de acordo com o avançar do processo…

Outras, permanecem… como no meu caso, por décadas, ou, quase a minha vida toda de convívio social, como meus amigos-irmãos do jantar de ontem. Mas, isso foi pura sorte minha, que, ao longo do período, conseguiram suportar minhas insanidades… tal qual suportei as deles…

O momento atual, me diz que, nesse instante, minha insanidade me aponta a necessidade de revisitar processos da minha vida… escolhas feitas… um balanço do que fiz até então… e isso não é a solução em si de nada, mas, simplesmente, o início de um diagnóstico… o tratamento é outra coisa.

Pois eu diria que o diagnóstico para possíveis causas dessa insanidade é vasto… o mundo em que eu vivo, a sociedade, o cenário político, o plano astral, o universo, enfim… em qualquer abordagem que eu venha a fazer, encontrarei dissonâncias minhas em relação a tais fatores…

Mas, e daí?

O que eu devo concluir com isso?

Sinceramente, não sei… só sei que o processo segue e está a todo vapor… talvez demorando mais do que eu previa, ou, pelo simples fato de eu ainda não ter entendido que ele irá durar o tempo em que eu viver… afinal, a melhoria deve ser constante…

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Também acho que, como tenho pensado muito ultimamente, ele é algo que, por mais que eu viva socialmente, diz respeito unica e exclusivamente a mim. Afinal, não se trata de que eu mude (ou deixe de ser “louco”) para não desagradar aos outros… mas sim, de que eu apenas atinja a razão para que isso tudo faça sentido A MIM. É a mim que eu devo satisfações. Sou eu quem me cobra a todo instante, o porquê disso tudo… o que eu tenho ganho com isso? Se o feito até então valeu a pena… e, sobretudo, para que eu tenho procedido? Para qual rumo eu estou indo? Terá algum nexo nisso tudo?

Será que o nexo disso tem algo a ver com o Nexus, a explosão de uma suposta Supernova do centro da galáxia e que nos irradia com raios gama, desde 2008, segundo vertentes esotéricas ou pseudo-científicas que corroboram com todas as teorias da mudança global, nova era, 2012, apocalipses e fins de mundo que, a todo instante nos assaltam a mente?

Sabe-se lá…

Também as vertentes religiosas nos falam de mudanças em planos espirituais, de reformas de moralidade necessárias para “passar de fase” (sim, parece um RPG astral onde temos que realizar quests para ganhar pontos, evoluir o personagem e avançar de fase).

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Completei 40 este ano… espero que tenha uma coisa ou outra ainda reservada…

Experienciei muita coisa de 2010 para cá, embora, tenha tido prévias do porvir bem antes disso… e, durante os vários discursos ouvidos, tanto de espíritos, de mentores, de médicos, familiares, amigos e uma gama de gente que tentava me ajudar a voltar à “normalidade”, notei algumas ligações e “coincidências” que me apontavam que haveria uma necessidade de mudança… ouvi desde que “…tempos difíceis se avizinham”, até que “…tempos novos e alegres estão surgindo”…

E, nessa diferença gritante de “dicas”, que mais parecem fornecidas por institutos de pesquisa brasileiros e suas margens de erro ridículas (como a que transforma 1 milhão de pessoas em 20 ou 30 mil, para, em outras situações, transforme meia dúzia de gatos pingados em “milhares de pessoas”), percebi que também são causas de insanidade… afinal, como tentar pensar racionalmente com tantos dados difusos?

Mais adiante, me dei conta de que nem sempre pensar racionalmente é solução para tudo… sentir era tão essencial quanto pensar…

Mas, sensações e sentimentos, variam muito de momento para momento… o que “racionalmente” podem ser encaradas como problemas de ordem mental e que carecem de medicamento…

Eu diria que não… que essas mudanças são tão frequentes quanto novos paradigmas se apresentam aos que estão abertos a vê-los…

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Mentes fechadas em suas “certezas” dificilmente percebem coisas que fujam de suas cognições… já, aos loucos que percebem tudo de forma diferente…

Raul Seixas, o nosso maluco beleza, nos brindou com inúmeros pensamentos que, hoje, notadamente estavam à frente de seu tempo… o que, me parece mais que a sua insanidade residia muito na incapacidade dos “sãos” em perceber sua genialidade, do que, necessariamente, na “maluquez” dele… ilustrada, magistralmente, ao meu ver com a frase “…quem não tem visão, bate a cara contra o muro…”.

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Pois bem, queridos, se temos ao nosso redor pessoas caçando borboletas, OVNI’s nos céus ou a iluminação interior, se encharcando de Santo Daime, eu diria que são sinais de que algo grita dentro de cada um… são sintomas de que o “real” não basta, sintomas de que suas realidades são insuficientes para justificar o porquê disso tudo… e, por mais que ainda não tenhamos a menor ideia de qual seja essa solução, abrir cada vez mais os olhos, seja fundamental para que, caso nos cruze a frente, consigamos enxergar tal solução… ou, atingir meios de criá-la nós mesmos… sem ficar refém de nenhum baluarte ou arauto da “normalidade”… e, Deus nos livre, dos ditadores do novo “politicamente correto”…

Pensemos nisso… ou, simplesmente, pensemos…

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**Peço licença poética para as trossentas reticências usadas, pois elas justamente representam a não finitude do pensamento em cada frase em que as empreguei… (inclusive aqui)

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Alquimia energética…

Algo interessante ocorre durante esse período de realinhamento do pensar que eu passo. É uma fase onde novos pensamentos invadem a mente e confrontam os antigos. Velhas “certezas” são confrontadas a todo instante, e, com isso, todo o meu redor, entra no movimento. Hermes Trimegisto explicava em sua teoria hermética, que as polaridades alternam-se e, assim, regula-se a “temperatura” para uma ideal. Aqui está uma síntese:

Lei da Polaridade

“Tudo é duplo, tudo tem dois pólos, tudo tem o seu oposto. O igual e o desigual são a mesma coisa. Os extremos se tocam. Todas as verdades são meias-verdades. Todos os paradoxos podem ser reconciliados ”

A polaridade revela a dualidade, os opostos representando a chave de poder no sistema hermético. Mais do que isso, os opostos são apenas extremos da mesma coisa. Tudo se torna idêntico em natureza. O pólo positivo + e o negativo da corrente elétrica são uma mera convenção.

O claro e o escuro também são manifestações da luz. A escala musical do som, o duro versus o flexível, o doce versus o salgado. Amor e o ódio são simplesmente manifestações de uma mesma coisa, diferentes graus de um sentimento.

Adoro essa parte onde ele diz que os opostos são extremos de uma mesma coisa… onde o quente e o frio não são paradoxos ou antíteses, mas sim, polaridades extremas de uma mesma coisa… a temperatura… e, regulando-se essas polaridades, podemos chegar a uma “temperatura agradável”, como fazemos ao regular um chuveiro durante o banho. As temperaturas corporais variam, e, o que é quente para um, é morno para outro, enquanto é fervendo para um outro…

"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima"

“O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima”

Assim, nesse confronto do mundo dualista que a minha mente tem feito ultimamente, acabamos regulando nosso pensar. E, como qualquer processo de regulação, extrai-se coisas, agregando outras. Nikola Tesla também dizia que vivemos em um mundo eletromagnético vibracional, onde tanto o eletromagnetismo quanto as vibrações são moduladas. Enfim, tudo é energia. Eu acredito nisso. Sem dogmas. Apenas o espiritualismo explicado de forma cartesiana.

Assim, muitos aqui devem ter notado que durante alguma mudança ou outra, amigos afastam-se, à medida que novos surgem. Pois bem, esse é o exemplo dos resultados práticos da regulagem da polaridade energética. Sim, muito além da polaridade mental, temos a polaridade física (sim, o papo é complicado). E, para complicar mais ainda, eu poderia também dizer que uma está interligada à outra. O pensamento é o que regula o físico, pois, é a energia que une e molda a matéria. E, se essa frequência muda, muda-se também o material.

Ok. Está ficando enrolado. Mas, vamos lá… todos sabemos que podemos dizer coisas que não estamos sentido de fato. Ou, expressar alegria, enquanto estamos, na verdade, tristes, por exemplo. Pois, é disso que eu me refiro. Podemos aparentar ser algo, mas, sermos outra coisa por dentro. E, daí é que eu faço o link entre o que estamos “pensando” com o que estamos “sentindo”. Sentir e pensar, igualmente, não são coisas diferentes… são polaridades de uma mesma coisa. Enquanto teimamos em confrontar a razão com a emoção, eu digo que ambas fazem parte de quem somos. E, uma está diretamente ligada à outra. Pessoas que dizem ser “só coração”, são tão míopes quanto as que dizem apenas “usar o cérebro”… pois tanto um quanto o outro são essenciais para o funcionamento do corpo. Um não sobrevivem sem o outro (ok, algum engraçadinho pode aí incluir a piadinha do fiofó, que, se trancar a passagem da coisa, adoece o corpo todo, igualmente).

amor e ódio extremos de uma mesma coisa: o sentimento...

amor e ódio extremos de uma mesma coisa: o sentimento… embora, eu não recomende o método proposto

Minha ideia é falar sobre alinharmos nosso pensamento com nosso sentimento. Aparentarmos aquilo que temos internamente. Ou, simplesmente, emanar aquilo que realmente somos. Sim, emanar. Todo mundo aqui já sentiu uma coisa ruim vinda de alguém com um discurso bonitinho e bem alinhado, certo? Pois bem, é a captação vibracional daquela pessoa que nos faz antagonizar com ela, a despeito do que ela diz, que, pontualmente é bom.

Pois na dialética erística de Arthur Schoppenhauer, existe a “falácia de interesse revestido”, onde diz-se uma coisa, objetivando outra, que está oculta no discurso. Pois bem, temos vários exemplos por aí sobre isso.

...ou "contaminá-los" com a centelha da sanidade, tio Schopps..

…ou “contaminá-los” com a centelha da sanidade, tio Schopps…

Nisso tudo, outro dia, conversando com uma amiga de longa data, também percebi que temos muita gente com bons pensamentos desalinhados. E não há nada de errado com isso, afinal, desconstruir anos de pensamento, deixa tudo realmente fragmentado e confuso. Podendo demorar um pouco a encontrar o novo, oscilando entre uma polaridade e outra. Sim, bipolares não são necessariamente doentes, ao meu ver, eles podem apenas estar demorando muito para alcançarem seus equilíbrios. E, pode ser que o mundo atual não ajude, seu ambiente de trabalho, familiar, etc; não ajude… enfim…

Nesse mesmo papo, falávamos sobre sobre o quão complicado o mundo dualista está atualmente. E, também pensei que ele pode apenas estar passando pelo mesmo processo de polarização que muitos de nós estamos. Dizem que o planeta tem sua frequência, tal qual toda a matéria existente no universo também tem. E, por algum motivo, alterna-se. Se chamaremos isso de mente coletiva, se chamaremos o planeta de Gaia e o trataremos com uma entidade inteligente, fica a critério da crença de cada um. Eu me restrinjo ao cartesiano, que é o alinhamento frequencial.

Ressonância Schumann e as diferenças de frequências no planeta...

Ressonância Schumann e as diferenças de frequências no planeta…

Com tantas mudanças no mundo e nas pessoas, acho que é normal que tenhamos essa esculhambação em que vivemos atualmente. Acho que é parte de um processo maior. Mas, acho importante salientar que cada um de nós, individualmente, busque o próprio equilíbrio. Ele, certamente tem interferência na equalização global. Tal qual uma antena de transmissão, tudo o que emanamos energeticamente, soma-se ao ambiente… e, nesse ambiente, misturando-se as infinitas polaridades, temos o Zeitgeist, ou, o espírito do mundo (ou da época, se preferirem). Pois, esse tal espírito, é a soma de todas as polaridades individuais, que misturam-se, moldam-se e confrontam-se diariamente em nossos instantes. Para modificar a frequência do todo, deve-se modular uma a uma, individualmente, até que o “resíduo” dissidente, seja sobreposto inapelavelmente.

..."conjunto de conhecimento humano", enquanto eu diria que é a soma das energias irradiadas...

…”conjunto de conhecimento humano”, enquanto eu diria que é a soma das energias irradiadas…

E onde eu quero chegar com esse lero-lero doido varrido todo?

Simples. No ponto onde nem todo mundo que aparenta estar doido, necessariamente está. Nem todo irritado, é uma pessoa raivosa, nem todo banana é necessariamente um banana e por aí vai… as vezes, as pessoas só precisam de uma recarga. De uma energia nova para misturar-se às suas. E, deveríamos poder compartilhar as nossas com todos. Pois, à medida que podemos nos modular em algo mais “ameno”, da mesma forma, a outra pessoa também. Seria uma espécie de escambo energético, onde o impaciente recebe um pouco de calma, à medida que repassa um pouco de ação a alguém atolado no marasmo… e, nesse ínterim, a sensação de bem estar, ou de conforto físico, se espalharia ao ponto onde essa onda de insanidade desse uma boa diminuída, pelo menos…

Não! Nada disso! Eu vou ficar aqui me polarizando com uma toupeira enquanto isso...

Não! Nada disso! Eu vou ficar aqui me polarizando com uma toupeira enquanto isso…

Pois, polarizemo-nos! Misturemos nossas essências às dos outros. Tenhamos a simples troca acessível a todos! Ainda mais que ela é, analisando de outra forma, uma forma de “comércio”, onde todos lucram e ninguém dá o calote… e mesmo que a pessoa seja aquele tipo “vampiro astral”, que apenas suga a energia, chegará o dia em que ela estará tão “contaminada” da energia que ela consome, que, inapelavelmente ela seja tomada por essa energia. Basta que todos saibamos nos descontaminar daquilo que, porventura, tenha vindo “misturado” na troca e que não nos faz bem. Quase como em transfusões de sangue, só que, nesse caso, o filtro é o nosso pensar…

Fico por aqui, porque me deu uma canseira esse post… mas, nada que eu não recarregue ao ver um sorriso ou dois por aí… Abraços!

Bingo!

Bingo!

Renascentismo

O movimento renascentista, cujos benefícios para a humanidade são incontestáveis, dentre os quais, só para ilustrar, temos Leonardo da Vinci, Maquiavel, Sheakspeare, Rafael, entre vários outros, pregavam que as ideias deveriam ser renovadas sempre, deixando o velho pensar de lado e propondo que se tentasse ver coisas de um jeito novo…

Hoje em dia, chamamos isso de inovação…

Mas, tirando o movimento, baseado em sua essência no conceito binário de “morrer” e “nascer”, a ideia principal é o foco para levarmos em conta, não só para este post, mas, ao meu ver, para a vida toda.

Primeiro, vejamos o que o conceito em si quer dizer:

re.nas.cen.ça
Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de renascer.
2.Vida nova.
3.Renovação, revigoramento; novo impulso.
4.Época ou movimento de renovação das artes e ciências europeias, nos sécs. XV e XVI, marcado pela valorização da Antiguidade clássica. [Com inicial maiúscula, nesta acepç. Sin. ger.: renascimento.]

re.nas.cer
Verbo intransitivo.
1.Nascer de novo (na realidade ou na aparência).
2.Fig. Escapar a um grande perigo de vida.
3.Renovar-se, revigorar-se.
4.Adquirir nova atividade, novo impulso.

Bem, partindo daí, pode-se dizer que renascer é o ato de deixar para trás o que não serve e focar em coisas novas. Tomar um novo fôlego, adquirir uma VIDA NOVA.

E é por aí que eu gostaria de estreitar o comentário.

Estamos em um momento da vida onde muitas pessoas atravessam fases complicadas. Outras, deprimem-se por estarem desgostosas com suas realidades. Já, outras, ficam com raiva de tudo e todos ao seu redor por julgarem ser este ambiente insalubre para seu desenvolvimento.

E, ao meu ver, não há maneira de se mudar o ambiente externo sem que se mude antes o seu próprio ambiente interno.

Sim, falar é fácil... mas como é que se faz isso?

Sim, falar é fácil… mas como é que se faz isso?

Pois então, para se iniciar qualquer mudança interna, o processo é basicamente o “matar-se” primeiro e “renascer” depois…

Toda mudança interna é um processo complicado, dolorido, que, pode-se fazer uma alusão à própria morte… e não deixa de ser verdade, pois em um determinado momento, estamos matando partes de nós mesmos as quais não nos ajudam muito.

A física quântica nos diz que somos vários “eus” em uma linha do tempo, onde cada ação, pensamento, ensinamento adquirido, passamos a ser alguém diferente de frações de segundo atrás.

Pois, imaginem suas vidas como uma sequência de fotografias, que, vistas rapidamente viram um filme. Podemos dizer que uma foto ou outra deva ser removida, pois, naqueles momentos incorporamos coisas que são maléficas ao pensar, ou ao próprio organismo em si…

Matamos aquelas pessoas que fomos naqueles instantes, matamos o ponto de convergência onde passamos a trilhar um caminho alternativo que nos induziu a outras ações desastradas a partir daquela primeira, por exemplo…

Tá, mas não vai matar as porcarias que fizemos nesses momentos... e daí, espertinho?

Tá, mas não vai matar as porcarias que fizemos nesses momentos… e daí, espertinho?

Claro que não vai apagar o que fizemos… e nem faria sentido. Afinal, essas “cagadas” são estágios fundamentais no processo de aprendizagem… somos uma raça que aprende com os erros. Enquanto outros animais ficam na segurança do “agir por instinto” só visando a sobrevivência, nós nos damos ao luxo de ousar o novo para alavancar nossas possibilidades, habilidades, etc.

O que me refiro é que devemos matar aquele conceito (ou pré-conceito) que confiscamos ou absorvemos de outros ou mesmo por mal interpretação nossa que seja, tanto faz. O importante é deixar o velho e inútil morrer para que possamos conseguir uma nova vida. Livre dos padrões anteriores, podemos simplesmente ousar ser alguém totalmente novo. Podemos tentar ser o inverso do que fomos até então, caso queiram, ou, simplesmente, ficar aberto à possibilidades…

Os gênios renascentistas ousaram questionar os padrões da época… alguns, se ralaram com os figurões da época que sabiam que o processo era trabalhoso e que poderia gerar pessoas com capacidade própria de pensamento. Ou seja, diminuição de poder dos grandes formadores de opinião.

E eu não sei? Malandro foi o Da Vinci que fazia tudo por código...
E eu não sei? Malandro foi o Da Vinci que fazia tudo por código…

Pois é… com a igreja na cola, não dava lá para pensar em coisas “fora da casinha”… cérebros inovadores eram grandes ameaças, afinal, refazer o sistema todo é muito mais complicado que matar unzinho ali e outro acolá…

O velho padrão repete-se até hoje, e, sinto informar, com a nossa colaboração… pois são muito mais os que ainda teimam em defender um sistema falho do que se propor a refazer todo um novo. E não falo do sistema externo… to falando de formatar o próprio HD mesmo…

Quem é o mais genial, alguém que usa ferramentas prontas para alcançar um objetivo grandioso, ou aquele que faz as próprias ferramentas e, não interessa quantas vezes elas quebrem ou mostrem-se ineficazes, ele sempre será capaz de refazer, melhorar e aperfeiçoar até alcançar o mesmo objetivo?

Bem, os dois…

Só que o primeiro, no momento em que for tolhido de suas ferramentas, fica órfão, e, dependente dos demais, acaba sucumbindo em função de terceiros… enquanto o segundo, não dependerá de ninguém e, mesmo que tentem, não conseguirão pará-lo se não for sua vontade parar…

Dessa mesma forma, creio eu, que o morrer para nascer de novo seja fundamental, ao invés de aparar arestas o tempo todo…

Com sua mudança, com seus conceitos, seu conhecimento e, sobretudo, com o seu ENTENDIMENTO, você terá a capacidade de seguir com seus projetos sem a dependência dos demais…

Elementar, meu caro Watson...

Elementar, meu caro Watson… ah não, esse é outro…

Morrer, amigos, é parte do processo. Morremos todos os dias para renascer em seguida. Mas, o entendimento final é de que não há caminho traçado, não há destino definido que consiga tirar o seu sagrado direito de zerar tudo e começar de novo. Cessar com o que incomoda e recomeçar deixando para trás os entraves é evolução…

E não só os primeiros renascentistas concordavam com isso, grandes mentes da humanidade tentaram exaustivamente nos passar essa mesma mensagem.

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Molécula Espírito

Este vídeo é antigo e, hoje em dia, começa a ser comprovado pela ciência, com o novo apelido de “Partícula Deus”…

É mais ou menos a síntese do que tenho tentado dizer até então…

E, como dizem durante o vídeo: “hoje em dia não há nenhuma razão, além de maus hábitos para mantermos essas barreiras…” (referindo-se a necessidade de compartilharmos com o mundo todo nossos recrusos)

Bom proveito…

Em tempo, não estou sugerindo a ninguém que tome LSD ou entre para o Santo Daime. Apenas tento dizer que estados alterados de consciência podem abrir portas. Mas, ainda acho que não é através de “muletas” ou “ferramentas” que alcançaremos isso. Um remédio, droga ou qualquer outra fórmula mágica não é tão poderosa quando o autocontrole mental. Atingir o seu centro e ativar sua pineal pode ser o portão de entrada para a conexão com um mundo espiritual maior, que alguns chamam de mediunidade, outros de maldição. Ao meu ver, um ou outro apenas separam-se, simplesmente, pela moral da pessoa que adentra esse portão. Mas, isso é papo para outro post…