A loucura nossa de cada dia…

Já disseram que, de médico e louco, todo mundo tem um pouco…

Bem, para mim, a premissa é verdadeira, pois, embora seja administrador, sou metido a dar prognósticos de doenças… pelo menos, as que eu já tive e lembro dos sintomas e tratamentos… é claro que, com a ajuda do São Google, padroeiro dos autodidatas (ou auto-idiotas), geralmente costuma funcionar para casos simples.

Mas, a parte do louco… bem, essa eu me identifico bastante…

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Ainda ontem estive em um jantar com amigos de infância… amigos há mais de 30 anos, que, hoje, considero uma família. Pois bem, durante a conversa, ficou a minha verve em externar todas as sandices que me ocorrem, evidente a todos. Principalmente aos que são meus amigos no Facebook (e que não deixaram de seguir minhas postagens). Respondi um “ame-o ou deixe-o”, para resumir a minha fase com ausência de meios termos, coisa que anda também, bem evidente.

Rimos dos causos antigos e velhas histórias que ao longo dos 30 anos repetem-se em reencontros. Nessa irmandade criada, temos um publicitário brilhante, um competente funcionário público, um engenheiro de sucesso, um médico genial… e eu. Também percebi que todos têm suas vertentes “insanas”. As declaradas, as não declaradas e as reprimidas.

Sim, eu imagino (na minha insanidade assumida) que estejamos divididos entre esses três tipos.

Temos os que declararam isso, como eu, os que não declararam, pois ainda sequer se deram conta de que são ou estão insanos, e, para finalizar, os que já se deram conta, mas, tentam aparentar a vivência dentro da “normalidade”.

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Bem, e daí? – devem estar perguntando-se…

Pois bem, explico:

Acredito que a -dita- insanidade ou loucura, ou qualquer outro nome que queiram dar, trata-se de uma dissonância nossa em relação a algo… ou a alguém…

Complicou, né?

Bem, sigo tentando explicar…

Eu imagino que alguns tipos de “problemas mentais” (para achar um termo genérico para a tal insanidade) são sintomas. E não causas em si. Já escrevi sobre isso, certa vez… não lembro o texto e nem a data.

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E, tal qual a tosse é um sintoma de uma doença que possa variar entre uma simples gripe, alergia, refluxo… até tuberculose ou coisas mais graves… e é aí que eu quero chegar.

Essa tosse é o convite à investigação, para que, durante a pesquisa, acabemos reavaliando processos, modo de vida, reeducações alimentares ou de atividades… enfim, é durante o check up que acabamos tendo uma visão do todo e, nele, acabamos tomando medidas de melhoria.

Certamente tudo isso é para quem se dispor a investigar, e, sobretudo, a se adaptar para propiciar tal melhoria…

Posso usar outro exemplo, onde uma pessoa que identificou como causa da tal tosse, um péssimo hábito, como fumar, por exemplo, e, com o início do tratamento, tem em seu mais primordial pré-requisito, o parar de fumar. Bem, aí amigos, o exemplo figurativo vai além…

Durante o processo, a pessoa terá desde a mudança de humor, até crises de abstinência do antigo hábito… que, enquanto a química corporal e cerebral se adapta à nova realidade, o indivíduo (que é a soma das químicas, físicas e outras ciências), padece e sofre…

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…sofre desde conflitos internos, ou, consigo mesmo, até dramas maiores em suas relações mais próximas. Familiares, colegas de trabalho e tals…

Também é interessante dizer que, este subprocesso também serve para determinar quem realmente se importa com o cidadão e quer seu bem, de quem é apenas reativo ao momento que ele vive… resumindo: amizades vêm e irão de acordo com o avançar do processo…

Outras, permanecem… como no meu caso, por décadas, ou, quase a minha vida toda de convívio social, como meus amigos-irmãos do jantar de ontem. Mas, isso foi pura sorte minha, que, ao longo do período, conseguiram suportar minhas insanidades… tal qual suportei as deles…

O momento atual, me diz que, nesse instante, minha insanidade me aponta a necessidade de revisitar processos da minha vida… escolhas feitas… um balanço do que fiz até então… e isso não é a solução em si de nada, mas, simplesmente, o início de um diagnóstico… o tratamento é outra coisa.

Pois eu diria que o diagnóstico para possíveis causas dessa insanidade é vasto… o mundo em que eu vivo, a sociedade, o cenário político, o plano astral, o universo, enfim… em qualquer abordagem que eu venha a fazer, encontrarei dissonâncias minhas em relação a tais fatores…

Mas, e daí?

O que eu devo concluir com isso?

Sinceramente, não sei… só sei que o processo segue e está a todo vapor… talvez demorando mais do que eu previa, ou, pelo simples fato de eu ainda não ter entendido que ele irá durar o tempo em que eu viver… afinal, a melhoria deve ser constante…

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Também acho que, como tenho pensado muito ultimamente, ele é algo que, por mais que eu viva socialmente, diz respeito unica e exclusivamente a mim. Afinal, não se trata de que eu mude (ou deixe de ser “louco”) para não desagradar aos outros… mas sim, de que eu apenas atinja a razão para que isso tudo faça sentido A MIM. É a mim que eu devo satisfações. Sou eu quem me cobra a todo instante, o porquê disso tudo… o que eu tenho ganho com isso? Se o feito até então valeu a pena… e, sobretudo, para que eu tenho procedido? Para qual rumo eu estou indo? Terá algum nexo nisso tudo?

Será que o nexo disso tem algo a ver com o Nexus, a explosão de uma suposta Supernova do centro da galáxia e que nos irradia com raios gama, desde 2008, segundo vertentes esotéricas ou pseudo-científicas que corroboram com todas as teorias da mudança global, nova era, 2012, apocalipses e fins de mundo que, a todo instante nos assaltam a mente?

Sabe-se lá…

Também as vertentes religiosas nos falam de mudanças em planos espirituais, de reformas de moralidade necessárias para “passar de fase” (sim, parece um RPG astral onde temos que realizar quests para ganhar pontos, evoluir o personagem e avançar de fase).

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Completei 40 este ano… espero que tenha uma coisa ou outra ainda reservada…

Experienciei muita coisa de 2010 para cá, embora, tenha tido prévias do porvir bem antes disso… e, durante os vários discursos ouvidos, tanto de espíritos, de mentores, de médicos, familiares, amigos e uma gama de gente que tentava me ajudar a voltar à “normalidade”, notei algumas ligações e “coincidências” que me apontavam que haveria uma necessidade de mudança… ouvi desde que “…tempos difíceis se avizinham”, até que “…tempos novos e alegres estão surgindo”…

E, nessa diferença gritante de “dicas”, que mais parecem fornecidas por institutos de pesquisa brasileiros e suas margens de erro ridículas (como a que transforma 1 milhão de pessoas em 20 ou 30 mil, para, em outras situações, transforme meia dúzia de gatos pingados em “milhares de pessoas”), percebi que também são causas de insanidade… afinal, como tentar pensar racionalmente com tantos dados difusos?

Mais adiante, me dei conta de que nem sempre pensar racionalmente é solução para tudo… sentir era tão essencial quanto pensar…

Mas, sensações e sentimentos, variam muito de momento para momento… o que “racionalmente” podem ser encaradas como problemas de ordem mental e que carecem de medicamento…

Eu diria que não… que essas mudanças são tão frequentes quanto novos paradigmas se apresentam aos que estão abertos a vê-los…

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Mentes fechadas em suas “certezas” dificilmente percebem coisas que fujam de suas cognições… já, aos loucos que percebem tudo de forma diferente…

Raul Seixas, o nosso maluco beleza, nos brindou com inúmeros pensamentos que, hoje, notadamente estavam à frente de seu tempo… o que, me parece mais que a sua insanidade residia muito na incapacidade dos “sãos” em perceber sua genialidade, do que, necessariamente, na “maluquez” dele… ilustrada, magistralmente, ao meu ver com a frase “…quem não tem visão, bate a cara contra o muro…”.

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Pois bem, queridos, se temos ao nosso redor pessoas caçando borboletas, OVNI’s nos céus ou a iluminação interior, se encharcando de Santo Daime, eu diria que são sinais de que algo grita dentro de cada um… são sintomas de que o “real” não basta, sintomas de que suas realidades são insuficientes para justificar o porquê disso tudo… e, por mais que ainda não tenhamos a menor ideia de qual seja essa solução, abrir cada vez mais os olhos, seja fundamental para que, caso nos cruze a frente, consigamos enxergar tal solução… ou, atingir meios de criá-la nós mesmos… sem ficar refém de nenhum baluarte ou arauto da “normalidade”… e, Deus nos livre, dos ditadores do novo “politicamente correto”…

Pensemos nisso… ou, simplesmente, pensemos…

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**Peço licença poética para as trossentas reticências usadas, pois elas justamente representam a não finitude do pensamento em cada frase em que as empreguei… (inclusive aqui)

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22/12/2012 – Não acabou…

O dia depois do fim…

A famigerada data de 21/12/2012 passou, e, com ela, foi-se a paranoia de fim-de-mundo. Ou não?

Catando pela internet, já achei coisas para 2014, 2016 e por aí vai… agora, eu pergunto: faz diferença ficar cogitando quando a coisa acaba?

A maioria dirá: Claro que não! Temos que viver o hoje, o presente…

E eu digo: Conhecer ciclos é sim uma maneira inteligente de programar-se para o futuro. Os antigos que mapearam os céus, sabiam as datas corretas para plantar, para colher, quando haveria secas, quando marés se alteravam e, a partir daí, puderam usar a estratégia para agir de forma eficaz, e não apenas agir…

Isso é ponto fundamental na vida de todos nós, afinal, se alguém não parasse para examinar a maneira que se agia e tentar pensar em algo melhor, as rodas ainda seriam quadradas…

Mapear ciclos, rever conceitos e reiniciar de forma mais eficiente é o que eu denominaria como processo evolutivo…

É óbvio que o mundo não terminaria assim, sem mais nem menos e com um acontecimento inesperado. Estamos na era da informação. E isso é bom e ruim ao mesmo tempo. À medida que podemos pensar juntos, ainda ficaremos à mercê de malas-sem-alça tentando convencer a todos com suas óticas doidas.

E nós que surtamos, somos os culpados pela falta de informação, ou, pela não investigação da informação recebida. Somos crédulos demais…

Jesus dizia que “conheça a verdade e ela vos libertará…”. Hoje em dia, por exemplo, nos tribunais temos a “Deturpeis a verdade e ela vos libertará…” numa sociedade em que sabemos que, se leis dão margem à interpretação livre de advogados (ou operadores de direito) com devaneios artísticos, é porque a coisa tá totalmente errada.

O certo e errado é binário. Ou é ou não é… não existe meio grávida ou meio gay… ou é ou não é e ponto…

Da mesma forma, nossa retidão moral também não pode variar… você aí que achava que o mundo ia acabar e resolveu purgar um pouco da culpa e tentou ser bonzinho nos últimos dias, para, quem sabe, morrer com a consciência tranquila, um conselho: continue fazendo isso. Não é porque o mundo não acabou que você (nós) tem que voltar a ser aquela mala que sempre foi. Aquela criatura egoísta que só resolve fazer algo de bom quando tenta fazer média com alguém (nesse caso, com o Criador pelo medo da morte).

“Tá, onde é que tu quer chegar com essa lenga-lenga toda”, estão se perguntando…

Eu respondo:

Finjam que o mundo como o conheciam realmente acabou. Pensem que hoje, dia 22/12/12 é o primeiro dia de um mundo novo. De um mundo em que todos podemos ser quem quisermos ser. Que estamos livres das amarras que tivemos até hoje. Que podemos ser livres par agir da maneira que nossas mentes  e nossos corações exigem. Que o sentimento de bem-comum se estabeleça sem termos a necessidade de uma catástrofe iminente para nos comover a tal. Que todos possam viver de acordo com suas vontades, e que nossos egoísmos desapareçam, afinal, como sabemos, no dia em que o mundo acabar de fato, acabará para todos nós. De forma igual.

Que o dia 22 represente o primeiro dia de uma nova era. Uma era em que pessoas deixem suas ignorâncias e busquem a verdade nua e crua ao invés de mentiras amenas. Que os enganadores tenham suas persuasões cassadas e sejam desmascarados. Que possamos ser autênticos, simples, singelos sem medo de estar adequado ou não a cultura, fatores locais ou normas. Afinal, nenhuma norma supera a regra básica da moralidade. NÃO FAÇA AOS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIAM QUE FIZESSEM PARA TI…

Claro, essa adequação leva um tempo… leva à reflexões interiores, confrontos, conflitos, e, ao final, o entendimento. Toda tese tem que ser a antítese para finalmente virar síntese…

Confrontem-se… perguntem-se se esse mundo que terminou era o mundo que queriam para si… criemos o novo mundo… começando por criá-lo dentro de suas consciências…

Como diria Morgan Freeman em “O todo poderoso”: Quer um milagre? Então SEJA o milagre…

Simples assim…

O início do fim, ou, finalmente o início?

Já cantava o R.E.M: It’s the end of the world as we know it, and I feel fine,
em uma tradução livre, seria algo do tipo: É o fim do mundo como o conhecemos, e eu me sinto bem…

Pois bem, desde os primórdios o pessoal prevê catástrofes, mortes e, os com maiores delírios de grandeza, dão a data para o ponto final de tudo. O FIM.

Pessoas se suicidam por medo de esperar, outros se livram de tudo (ou dão para o pastor) para purificar suas almas e, chegar ao reino dos céus quites com as dívidas. Partindo do princípio que uma vida inteira de cagadas possa ser salva com um ato final de grandeza.

O que eu sei é que essas coisas podem ser bem convincentes e podem nos arrebatar no caso de estarmos “fora da casa”. Eu mesmo passei por isso tudo e, lendo sobre Sumérios, Maias, profecias, mudança planetária, Nova Era, Nova Ordem Mundial, Novo Mundo, dentre várias outras coisas, beirei à doideira, com direito a deprê e tudo.

Mas, como não há melhor remédio do que a auto-consciência, a pesquisa, o conhecimento e o domínio de si, dá para abandonar qualquer buraco em que nos encontremos para voltar à tona. Neste processo de auto-conhecimento, que é constante, que busca reavivar a memória não só de mim, mas a tal memória Universal, alguns horizontes se alargam, e, ao invés de ficar lamentando, dá vontade de mudar o padrão para melhor. O que, consequentemente, melhora tudo ao redor.

A data de 21 de dezembro de 2012, alardeada como o dia em que algo grandioso acontecerá e mudará (ou acabará) tudo, é apenas mais uma dentre tantas etapas evolutivas que temos e teremos que atravessar. O fim não é 21/12/12, é 31/12/12 e reiniciando em 01/01/13, como sempre foi…

O que acontecerá até lá? Não faço ideia… só sei que encontrei 2 vídeos em que a vibe combina mais com o que penso sobre o futuro da humanidade. O fim sim… mas o fim das prisões mentais, das depressões, da maldade e de tudo que nos afasta do caminho certo.

Tolerar ou não tolerar, eis a questão…

Ha um tempo atrás, escrevia em um blog, o blog do Ferris e ali eu simplesmente soltava verborragias sem eira e nem beira… mas, volta e meia, tocava em assuntos mais profundos, que me interessavam. Vou reproduzir alguns por aqui. Mas, se preferirem procurá-los por lá, fiquem à vontade.

(In)Tolerância

Tolerância… taí uma palavra que é usada em larga escala para muita coisa nos dias de hoje. Pede-se a todo instante que sejamos tolerantes com coisas, pessoas, causas, estilos de vida e o cacete à quatro. Até aí, nada de mais, afinal, em um mundo com tanta gente diferente, tolerar certas coisas é necessário para o bom convívio.

Tolerância… que bonito… mas, algum enrolador de plantão diria: defina tolerância, espertinho…

Pois bem, assim o farei.

to.le.rân.cia s. f. 1. Qualidade de tolerante. 2. Ato ou efeito de tolerar.

ok, não ajudou muito… seguimos adiante:

to.le.ran.te adj. m. e f. 1. Que tolera. 2. Indulgente. 3. Que desculpa certas faltas ou erros.

ok, está ficando mais interessante… “que desculpa falhas ou erros…”

to.le.rar v. Tr. dir. 1. Suportar com indulgência. 2. Suportar, transigir. 3. Admitir, dar tácito consentimento a.

Suportar… dar tácito consentimento a… muito bem… tipo, ‘quem cala, consente…’.

to.le.rá.vel adj. m. e f. 1. Que se pode tolerar; sofrível. 2. Que não tem grandes defeitos. 3. Merecedor de indulgência.

Que não tem grandes defeitos… hm… vejamos então, dá para admitir se a coisa/criatura não tiver muitos defeitos…

Vejam que o nosso querido ‘amansa-burro’ é claro em dizer que tolerar não é necessariamente gostar da coisa. E é aí que se faz toda a diferença.

Minha mãe é intolerante à lactose, segundo ela. E, digamos assim, quando ela resolver tolerar alimentos com lactose, o organismo dela se rebela à base de muitos gases… e, como ela é fina demais para peidar na frente dos outros, sofre com isso, coitadinha. Seria o legítimo caso onde a etiqueta atrapalha na solução do problema, afinal, bastaria apenas alguns estampidos e pronto, ela toleraria a lactose sem maiores problemas físicos… apenas morais…

Seguindo nessa linha, podemos afirmar que o mundo atual exige tolerância como se isso fosse alguma obrigação da pessoa, e, alguns podem até pensar que é, e não estariam errados no quesito de que algumas intolerâncias podem gerar mortes… mas, por outro lado, essas pessoas que exigem essa tolerância deveriam se dar conta que nem todos os organismos estão preparados para certas coisas. E, tal qual a minha mãe, o uso sem controle deles, pode gerar muita cagada… (ou dor de barriga).

A tolerância é um exercício constante. Ela não brota do dia para a noite na pessoa. E, ao meu ver, o problema não é a pessoa aceitar de bom grado alguma coisa, o problema mesmo é a pessoa ser intolerante ou inflexível com alguma coisa.

Sejamos diretos, dar consentimento tácito a alguma coisa, não é necessariamente o que diríamos como uma total aceitação de alguma coisa. E, aí vai a MINHA opinião, que é a de que, respeito é resignar-se com algo que não te agrada, mas que proporciona felicidade a outros. Mas, em contrapartida, tolerar coisas que vão contra seus princípios ou a sua moral, também são bem complicadas para alguns.

Ah sim, aí dirão, mas os princípios dessas criaturas estão errados. E podem também estarem certos, mas, ainda assim, são os princípios daquela pessoa. E, nesse caso, há o exercício de tolerância em relação a elas também.

Vejam bem, tolerância é uma coisa, aceitação é outra beeeeeem diferente. Isso está claro, certo?

Mas, temos que, no caso atual, combater a segregação. Esse é o crime.

Mas, o que me preocupa é: Queremos uma sociedade inclusiva. Todos aqui queremos. Mas, numa sociedade inclusiva, tem que ter espaço para a contrariedade. As pessoas tem que ter o direito de não gostar de alguma coisa. Mesmo que se obriguem a conviver com ela.

Elevar os padrões morais. Tudo isso é muito bonito. Mas, essa moral estaria inserida em quais padrões? Já vimos que causas religiosas nem sempre são salutares. Vide Inquisição e Cruzadas. Vide apedrejamentos no Oriente Médio… enfim.

Acho que não existe filosofia melhor e mais aceitável do que apenas desejar o bem dos outros. Querer bem daqueles que não conhecemos e tampouco compactuamos com seus estilos de vida. Difícil, muito difícil. Mas, talvez, seja por isso que atingimos um nível de caos social tão grande.

Gostar de quem gosta da gente é moleza. Quero ver é conseguir transitar calmamente dentre aqueles que discordam do seu jeito de pensar, de vestir, de ser, da sua sexualidade, cor, raça, credo, sogra, partido, etc, etc, etc…

Tolerar, meus amigos, é um exercício que pode nos agredir internamente, pois ele exige mudança de dentro para fora. E, não tente ser hipócrita, fingindo gostar de algo que odeia, isso pode te matar de mansinho. O recomendado é, aprender a aturar a coisa. Tal qual aquele cunhado mala que vem te pedir dinheiro ou aquele chefe que te enche de obrigações e fica lá coçando o saco.

O que você irá ganhar com isso? Fácil. Ganhará paz interior, calma e uma visão única do mundo, onde as pessoas são EXATAMENTE IGUAIS a você, só que pensam diferente ou são diferentes… e está tudo bem com isso.

Já, injustiças são intoleráveis. Covardias. Corrupção. Guerras.

O que me deixa bem claro que intolerar algumas coisas não é de todo mau também.

Thrive – Prosperar

Considero este filme obrigatório para aqueles que querem ver o outro lado das coisas…

Como venho dizendo, em tudo há mais de uma visão, resta-nos aumentar nosso conhecimento a ponto de saber diferenciar o que nos serve do que nos é engodo…

O mundo em que vivemos pode ser muito melhor, caso ao menos nos dermos ao trabalho de tentar…

Os sinais nos são dados desde os primórdios…

“Para que o mal vença, basta que os homens de bens, não façam nada”

A vida em resumo por Nassim Haramein

O cientista Nassim Haramein assim resumiu sua visão sobre de onde viemos e onde nos encaminhamos…

Digamos que em boa parte de suas crenças, eu me compatibilizo… em boa parte…

Somos muito maiores do que até hoje achamos ser. Nem brancos, nem negros, nem homens, nem mulheres, nem cristãos, muçulmanos, gays ou héteros. SOMOS SERES UNIVERSAIS. Nisso eu acredito.