Querido Papai Noel…

E na noite de Natal…

Papai Noel (P.N.): “E então, Rogério, foste bonzinho durante o ano?”

Eu: “Não creio em dualismos de que todo mundo seja bom ou mau em essência, mas, creio que oscilei mais dentro do correto do que o que eu acho que foi errado… embora, meus erros tenham me ensinado algo para que tente não cometê-los de novo… então, acho que sim…”

P.N.: “Er… deixa ver… isso não está bem estipulado aqui… pera… média harmônica… não, tem viés… ponderada… ah, sim sim, acho que vamos calcular a moda pelo número de ocorrências positivas ou negativas, ponderar o desvio padrão e assim, estatisticamente ver como tu procedeu…”

Eu: “Estatisticamente, se eu comer 10 pães e o senhor nenhum, pela média, comemos 5 cada, enquanto eu engordei e o senhor morreu de fome… se bem que com essa barriga…”

P.N.: “Olhalá! Vê o que vai falar… mas, então, como vamos ponderar se foste bom ou não?”

Eu: “Bem, eu não fiz nada que pudesse prejudicar alguém diretamente… caso tenha feito, foi indiretamente e não intencionalmente… no máximo, minhas escolhas erradas trouxeram mais dissabores a mim mesmo, mesmo quando refletiram nos outros, justamente porque não sinto prazer algum em ver alguém se ferrando. Muito menos quando é por minha causa…”

P.N.: “Isso é interessante, mas, ainda assim, não sei bem o que dizer…”

Eu: “Olha, quer saber? Eu fui chato pra caramba… eu enchi a paciência do pessoal ao longo do ano, com as minhas irritações e inquietações mentais… compartilhei com todos o que se passava pela minha mente e fiz questão de deixar claro que o meu caminho é só meu, e, que quem quisesse poderia me acompanhar, do contrário, que não atrapalhasse pelo menos…”

P.N.: “Mas isso, assim dito, parece que foi honesto da tua parte…”

Eu: “Honestidade, hoje em dia, tem seu preço. Perde-se de um lado e os ganhos, quase imperceptíveis a olho nú…”

P.N.: “Como assim?”

Eu: “As medidas de “sucesso” se dão pelo que se conquista. Pelo que se atinge. E, para mentes limitadas notarem isso, é basicamente necessário que isso seja demonstrado… visualmente, de preferência, pois presumir e perceber coisas é dom que nem todos têm…”

P.N.: “Isso já parece rancoroso da tua parte…”

Eu: “Pode ser que sim… acho que é mesmo… porém, o rancor é um aviso do sistema interno, corpo e mente, de que você tem que trabalhar na coisa… e, assim, aquilo vai te demandar tempo para que aprenda a lidar e a tirar o ensinamento certo…”

P.N.: “Mas, então, como poderíamos concluir como foi teu ano?”

Eu: “Talvez se pararmos de pensar em “saldos finais” e tecer uma visão mais analítica da coisa… ponto a ponto…”

P.N.: “Ok. Diga lá então…”

Eu: “Em situações em que eu poderia ter tentado obter vantagens por caminhos que minha consciência não concordava, eu preferi não ir adiante. Se fui perguntado sobre algo, respondi com o meu coração e não da forma “politicamente correta”. Se fiz algo para a caridade, fiz porque eu tinha vontade e não para que me achassem um cara bacana. Se perdoei, o fiz porque a raiva estava me fazendo mal, e não porque um dogma me dizia que era o correto. Se magoei alguém, sofri porque a visão de alguém sofrendo, ainda mais por minha causa, me faz mal. E não porque estava escrito em algum lugar que eu deveria pedir perdão. Se alguém me ajudou da forma que foi, mesmo que o resultado final não tenha sido o esperado, agradeci. Não porque o resultado foi bom ou não, mas, porque a disposição de alguém para me ajudar é o que conta. Se agi corretamente, e, ainda assim o resultado foi uma bosta, creio que, apesar da brabeza, eu faria tudo igual novamente…”

P.N.: “E isso te torna um cara bom?”

Eu: “Aí é que está… não importa… não importa o rótulo que irão me dar. Importa é o fato de eu estar tranquilo na minha consciência, mesmo que a sensação de “vitória” ou de “sucesso” não esteja me acompanhando no momento… acho que tenho muita coisa ainda para fazer e para melhorar…  mas quer saber? Não é em um ano que se resolve uma vida… é na soma dos anos…”

P.N.: “Acho que sim… mas, para o presente de Natal…”

Eu: “Desculpa interromper, mas, sendo bem direto e honesto, se eu tiver que me sujeitar à regras de comportamento, só para ganhar um presente ao final do ano, ou melhor, uma vez por ano, creio que não seja lá o meu conceito de evolução… isso parece mais um adestramento canino…”

P.N.: “Aí tu já estás me ofendendo… a intenção é que as pessoas sejam boas ao longo do ano e, assim, sejam recompensadas ao final…”

Eu: “Adestramento, no bom português… Enfim, acho que o senhor não precisa me dar nada, sinceramente. Afinal, não se trata de alguém me recompensar ou me dar algo por eu ter correspondido às suas expectativas. Trata-se de eu mesmo fazê-lo, pois fui bom para mim, o que, de acordo com a minha forma de ver o mundo, se trata de estender aos que me cercam, o que eu quero para mim…”

P.N.: “Mas o presente…”

Eu: “Dê para alguém que realmente precisa de um mimo para entender que tudo o que passou, valeu a pena. Para mim, basta a consciência tranquila… Forte abraço, meu bom velhinho…”

P.N.: “FELIZ NATAL…”

Eu: “Sim… e Ho-Ho-Ho pro senhor também…”

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O santo herege

Já disse que o meu sobrenome, Ketzer, em alemão, é herege. Coisa que fui descobrir só lá por 2010, mas, que fez todo sentido para mim, de acordo com o meu estilo contestador de sempre. Que veio lá do berço.

Descobri quando coloquei o meu sobrenome no Google, pra achar o brasão da família e vi que era xingamento...

Descobri quando coloquei o meu sobrenome no Google, pra achar o brasão da família e vi que era xingamento…

Contesto desde quando minha mãe costumava no método corretivo da palmada/chinelada, dar um tapa por sílaba para explicar o porquê eu estaria apanhando (ou sendo educado, de acordo com a metodologia da época). Um certo dia perguntei se ela poderia simplesmente me bater uma ou duas vezes, pois a explicação sempre era mais dolorida do que o simples tapa. Resumindo: preferi aderir o “eu sei porque tô apanhando”, então, seja breve.

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Pois, as contestações se estenderam ao longo da vida. Desde as aulas de catequese, onde percebi que o dogma cristão não me era suficiente, até passando por centros espíritas, espiritualistas, esotéricos, políticos, educacionais e mais uma porrada de coisas.

Dá pra resumir que eu sou um baita chato, afinal, era bem mais simples eu fazer como fiz com a minha mãe e, evidentemente, apanhar pouco, pois contestar sempre me fez apanhar mais do que a conta.

Apanhar no sentido de, é claro, estar sempre à margem do sistema. À margem, e não marginal a ele…

Não entendia porque ler autores chatos, prolixos e com dramalhões infindáveis iria me transformar em uma pessoa mais inteligente. Só percebi que ler me deixava mais inteligente depois que passei a escolher meus próprios livros. Também não entendia o porquê rezar 85 ave-maria me deixaria mais desculpado com Deus do que simplesmente não fazer mais a tal merda que eu havia feito. Aprendi depois que vivenciei na pele a vergonha ou o arrependimento de fazer coisas que não deveria, mas, que certamente me ensinaram, através desse processo de vergonha e arrependimento o porquê eu não mais deveria fazer aquela merda… e não por temer o cansaço de ficar horas de joelho repetindo orações até quase dormir…

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Também não entendia se me conectar a um mestre ascenso através da chama azul, violeta, branca, amarela ou petit-pois em tons degradês de magenta com fúcsia iria me deixar mais evoluído do que outros…

Aí, passei um bom tempo simplesmente negando a eficácia dessas coisas, pois não ver sentido nisso…

Até, obviamente, entender que elas todas fazem parte de um processo… tal qual uma criança tem que aprender a encaixar peças redondas e quadradas em seu brinquedo, para começar o seu próprio entendimento de mundo, eu certamente deveria passar por uma série de testes para compreender o que me servia e o que eu achava baboseira.

Depois, mais tarde ainda, entendi que tudo se tratava da minha aceitação e refutação de coisas. Pois entendi que o melhor conhecimento é aquele que é vivenciado e entendido, e não o que é dogmatizado e enfiado goela abaixo para que eu simplesmente aceite porque “dói menos”, como nas chineladas da minha mãe.

Aforismo de Blaise Pascal - Ninguém é tão sábio...

À medida que entendi que o erro é base empírica para futuros acertos, simplesmente entendi que não há problema algum em errar. E, automaticamente me perdoei pelos erros cometidos até então. Claro que alguns ainda arranham para descer na garganta, mas, mesmo assim, já entendi os devidos porquês deles terem sido cometidos.

Tá, ok. Então porque raios esse título de “O santo herege”?

Porque outro dia, durante um reencontro com amigos, um irmão-amigo de longa data, me questionou sobre o fato de estar buscando a evolução e ter estouros de raiva, indignação e de xingamentos diversos no meu dia-a-dia.

Refleti por um bom tempo, mas respondi, mesmo sem saber se ele lembraria no outro dia, pois eu estava tomando água e ele já tinha tomado váááárias cervejas. Mas, mesmo assim, respondi.

Disse que acredito que buscar evolução é uma coisa, buscar a santificação, é outra.

O estereótipo do “evoluído” varia muito de cultura para cultura. E, pode incluir na gama desde Brâmanis seminus e desapegados da matéria, com barbas longas e corpos mal cuidados, para mostrar o desapego da matéria, até militantes de causas quaisquer, com papo bicho-grilo (sim, sou velho nas gírias), maconheiros e que acham que arte é enfiar o dedo no toba alheio em sinal de desapego do seu… ah, deixa pra lá, vocês entenderam…

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Também, para outros, o evoluído é aquele que atura tudo e ainda oferece a outra face. O que, no mundo de hoje, seria um problemão, pois o pessoal seguiria batendo sem problemas… então, basicamente o figura do “santo” que aguenta o castigo sem pestanejar e sem se rebelar, não é a minha imagem de ser evoluído. Embora não deixe de ser, em um nível que eu sequer compreendo ainda, mas, talvez em outro grau evolutivo maior do que o atual, eu consiga.

Assim, o fato de eu estar tentando evoluir para algo melhor do que eu fui em ponto anterior, não diz que eu deva, necessariamente, adotar uma postura de semi-santo, falando calmo e mansamente e aturando qualquer tipo de bobagem ou idiotice alheia.

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Ao MEU VER, acho que faz parte do MEU processo evolutivo, não me contaminar mais com a burrice alheia. Ela, evidentemente, faz parte do processo, mas, como já relatei, quando EU julgar que aquilo é uma enorme bobagem, por quaisquer que sejam os motivos (desde eu ter já passado por aquilo e aprendido que era merda, até eu simplesmente ter estudado mais e estar mais aprofundando no conceito).

A irritação é, também, parte do processo. Pois não consegui ainda atingir o nível de ver selvagerias do tipo cortar cabeças de pessoas que rezam para uma divindade diferente, até mesmo uma pessoa dizer que alguém é menos merecedor de algo porque tem características físicas ou sociais diferentes de outros que tiveram mais ou menos sorte na vida.

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Enfim, me irrito por não ver mais nexo algum no sistema vigente. Um sistema onde a burrice glamourizada e somada em maior número pode sobrepor a lógica, a razão e o óbvio.

Me irrito e seguirei me irritando sempre que ver um desmando, uma injustiça, um débil mental ou mau caráter arrebanhando incautos bem intencionados à causas torpes e vis.

Fico puto da cara Fico indignado sempre que alguém tira proveito da boa vontade alheia. Alguém que se apropria da sede de saber de outro, para incutir-lhe uma programação mental que o escravize, que o deixe à mercê de uma causa e não de si mesmo. No momento em que deva-se abrir mão de si mesmo para o que quer que seja, é porque a causa não se justifica.

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Entendi, ao final, que evolução, é aquilo que te faz ser melhor, que te faz prosperar e gerar prosperidade. Do contrário, é apenas um teatro de fingimentos para que outros acreditem que você evoluiu, e não que de fato você está evoluído.

Ao termos que adotar estereótipos e arquétipos para convencer aos demais que estamos evoluídos, é porque a coisa não funcionou como devia. E, para variar, na minha #RanzinziceNívelMaster (como adotei a hashtag no Facebook), digo que, para mim, evolução é justamente cagar e andar para não se importar com esse tipo de coisa… é simplesmente ser o que se deve ser, e não como acham que deveríamos ser.

Enfim… Pensemos…

"Buscamos uma vida honrada"; "Livre de todo falso orgulho"

“Buscamos uma vida honrada”;
“Livre de todo falso orgulho”

Mente vazia, oficina do…?

Quem aqui já não ouviu que a mente vazia é a oficina do diabo?

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…e livrai-nos do “mala men”… 

Essa pérola, que me assombrou desde pequeno, sempre me remetia a crer que ficar ocioso era um convite ao diabo para que me orientasse para o mau caminho e, assim, me transformar em um “perdido na vida”.

Essa necessidade de que sempre nos ocupássemos com algo, mesmo em períodos que o pensamento não estaria propício à tomadas de decisão, hoje, analisando a coisa melhor, pode ter me levado por caminhos que poderiam ter sido melhor pensados.

Exemplificando: eu, aos 16 anos, concluí o segundo grau, com as calças na mão, sem sequer saber se eu passaria na recuperação de matemática ou não. Ao final, quando passei (valeu pela força, professor Laudeli!), resolvi fazer um vestibular sem cursinho mesmo, para ver como era. Meu tio e amigo, Betão, insistiu e eu fiz. Passei uma semana na casa dele, com aulas particulares da minha queridíssima tia Sandra, para reforçar a matemática, e, assim, passei em 8º lugar em Informática na ULBRA aqui em Canoas, RS.

Angústia por ter que resolver a sua própria vida, ao invés de fugir ocupando-se do que é dos outros...

Angústia por ter que resolver a sua própria vida, ao invés de fugir ocupando-se do que é dos outros…

O detalhe: eu escolhi informática porque, à época, eu gostava de computadores. Que eram novidade no mercado, lá em 1991, com os MSX, da Gradiente, e suas CPU’s com cartuchos e que operavam em linguagem BASIC. Aquilo me fascinava, mas, eu sequer tinha noção de como o troço funcionava. Fiz, passei e… bem…

Para um guri de 16 anos, tímido, com o cabelo cumprido, que era a moda da época, descobrir em uma faculdade o que era festa e mulherada… digamos apenas que eu não fui lá um bom aluno à época. Aulas pela manhã, e muito sono sobre a pasta ou mesmo dentro do carro no estacionamento…

Porque fazer merda é parte do processo de aprendizagem...

Porque fazer merda é parte do processo de aprendizagem…

Conto a história toda outra hora com calma… mas, 18 anos depois, me formei em administração com louvores e notas altas. Por quê? Ora, porque foi escolha minha, bem pensada e com a necessidade bem identificada e entendida por mim.

Tal qual o gosto pela leitura. Odiava aulas de literatura e aquele monte de autores “obrigatórios”. Mas, quando pude escolher meus próprios livros e interesses, passei a ser ávido leitor. Até descobrir que a busca incessante por conhecimento era o meu hobby.

E essas lembranças, boas ou ruins, nos obrigam a pensar...

E essas lembranças, boas ou ruins, nos obrigam a pensar… Portanto, ocupar-se apenas, pode ser apenas fuga disso…

Onde quero chegar com isso e o que tem a ver com o título e a frase?

Bem, nessa semana vi “coincidentemente” posts em redes sociais que modificavam essa frase para outros lados.

De um lado, lembravam a antiga frase, com variações do “diabo” para “Marx” ou para “Maomé”, e, de outro, posts que lembravam que a mente vazia era essencial para encontrar a paz na meditação…

E aí, qual estaria correta?

Uma, outra ou nenhuma?

Ambas, eu diria…

Vou tentar explicar meu ponto de vista…

Durante as discussões sobre o poder do DMT, a tal “partícula espírito”, componente de alucinógenos como o LSD e o famoso “Santo Daime”, bebida que conecta ao mundo espiritual, percebi que variações de pessoas que ascendem e descendem durante o uso, estariam ligadas não ao produto em si, mas, a seus estados mentais durante o consumo.

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Sim, é complicado… vamos adiante…

Digamos, em uma figura de linguagem, que essa alteração mental, “abre uma porta” para o mundo espiritual. Pois bem, a porta é aberta com a substância, com a meditação, com música, com leituras, ou, ligando ao texto de hoje, com o vazio mental…

… agora, o que iremos encontrar do outro lado da porta, ou o que entrará por ela, são outros 500…

Nossa conexão e atração de energias está ligado ao nosso estado vibracional. E, portanto, somos nós quem “convidamos” o que entrará pela porta que abrirmos.

O pastor tem lá sua utilidade para quem, tal qual ovelha, precisa de quem as cuide e as defenda do lobo... já, para quem aprendeu a se virar por conta, perde a utilidade...

O pastor tem lá sua utilidade para quem, tal qual ovelha, precisa de quem as cuide e as defenda do lobo… já, para quem aprendeu a se virar por conta, perde a utilidade…

Se estivermos, por exemplo, em paz e harmonia, certamente o passeio será interessante e edificante. Já, se estivermos em momento conturbado e com pensamentos pesados, pode ser que o melhor é não abrir tal porta.

Esvaziar a mente ou se conectar a outro estado vibracional é um exercício para poucos. Afinal, requer coragem de entender que é algo que nos leva ao entendimento profundo. Nos leva a conhecer nossos lados luminosos, assim como os mais escuros. Pode mostrar monstros debaixo da cama ou esqueletos no armário, tal qual, também a luminosa conexão com o que temos de melhor.

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Afinal, posso dizer que a tal mente vazia, pode ser sim oficina do diabo, como também pode ser essencial para conexão com uma mente superior… e que isso varia de cada um. Pois esse vazio retira as ideias pré-concebidas, as influências, as manipulações mentais e nos deixa apenas com o que carregamos internamente. Aí é que entenderemos se está na hora de renovar o estoque ou se temos de fato um arcabouço positivo.

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Em outro momento, como o meu atual, pude entender que o arcabouço completo, com o que há de ruim e o que há de bom, é que me trouxe ao momento atual. Foi vivenciando e aprendendo com todas as cagadas que fiz, que pude entender o quanto é essencial me conectar com o meu melhor lado. Pois é nele que produzo o que mais serve à minha vida… PELO MEU ENTENDIMENTO. Não por influências, não por conselhos e nem por “ah, vamos ver no que dá…”. Simplesmente porque entendi, durante todo esse período, com todos os erros e acertos, que foram, afinal, MINHAS ESCOLHAS.

O ócio mental é bom se é criativo… já, se ele simplesmente é para se abster de pensar… aí é ruim…

O que, dependendo do que classificam hoje em dia como cultura (explorar tobas, por exemplo), tá ótimo...

O que, dependendo do que classificam hoje em dia como cultura (explorar tobas, por exemplo), tá ótimo…