O demiurgo e a dualidade…

O assunto hoje é enrolado, pessoal… tomem suas Ritalinas ou, como eu, tomem apenas tento, para nos aprofundarmos na complicação mental em que me enfiei nesses dias…

Pois, como de costume, sigo ouvindo meus pensamentos, à medida que me coloco como observador do mundo e das situações em que ele se desenvolve, e, por várias circunstâncias e “casualidades” (sincronicidades), acabei sendo levado a pesquisar e a ler sobre mitologias e sistemas do pensamento, coisa que faço com todo o prazer, afinal, meu hobby é malhar a mente (que o corpo… enfim… deixa pra lá…).

Analisando o mundo dualista que estamos vivendo, com nuances cada dia mais expostas, mas, em contrapartida, com itens escondidos por detrás de coisas que podem aparentar algo, mas, na verdade, serem outra coisa…

Sim, eu disse que seria enrolado… vamos lá…

arkhonmast

nem anjos e nem demônios…

Tenho visto muito de sistemas escravizantes e tirânicos se valendo de discursos belos e cheios de itens que nos levam a uma armadilha mental de que aquilo é o correto, o bom, ou, o que devemos seguir. Assim, podem vender pacotes completos à mentes atrapalhadas por tantas regras, receitas ou modos de operar.

Esses sistemas podem ser políticos, religiosos, familiares… enfim, encaixa-se em quase tudo hoje em dia. O dualismo do pensar.

...quando na verdade, uma coisa não é distinta da outra...

…quando na verdade, uma coisa não é distinta da outra…

Acabei, dentre essas buscas e leituras, me debatendo com o conceito de demiurgo. Que tem desde bases platônicas, elencando o pensamento e as nuances do bem e do mal, até conceitos gnósticos, onde o “criador do mundo”, seria, por exemplo, uma outra nuance de Deus (o Todo) que poderia enfiar o pé na jaca volta e meia.

Platão falava do sistema onde O Deus Pai, perfeito, pai do Demiurgo, ou “Nous” (que significa nós em francês), que é igualmente bom, mas, tem inclinação à matéria… e que fazem parte de uma trindade santa… coincidência, não?!

O neoplatonismo coloca o demiurgo como o que aborda paradigmas… vejam só:

Segundo Proclo, Plotino considerava que o primeiro demiurgo é o que contempla o paradigma, o segundo é o que dispõe o resultado da contemplação em ação, primeiro criando o universo e então o governando. A parte elevada deve ser chamada Cronos e parte inferior, a ação, traz o nome de Zeus. O reino de Cronos e o intelecto de Zeus, juntamente constituem o nível intermediário entre O Um e o universo. – Fonte: Wikipedia

Pois esses paradigmas são modelos, filosóficos ou pressupostos, que elaboram um padrão a ser seguido. E, assim, podemos fazer o link, novamente, com o mundo dualista e as nuances do pensamento.

nem deuses, nem astronautas... ou, todos eles juntos...

nem deuses, nem astronautas… ou, todos eles juntos…

Também acabei achando conceitos de arcontes, ou seres que lembram outros da mitologia, como os djins, gênios ou mesmo, de acordo com algumas religiões, podem ser operários de alguma causa, que podem operar tanto para o bem, quanto para o mal. Dependendo da situação.

Esse mesmo conceito podemos achar com os nephilim, annunakis, etc, etc, etc… o que, na verdade, sempre acaba nos dizendo que “alguém de fora” interfere no nosso mundo e nos leva a operar de acordo com o “plano maior” de alguém.

Sempre representações de algo externo, e, quase sempre, assustador...

Sempre representações de algo externo, e, quase sempre, assustador…

Então, acabo voltando ao ponto inicial, onde imagino esse sistema dualista atual, como nos levando a ficar a mercê de fatores externos, ou, embrenhados em “planos maiores”, que, invariavelmente nos levam a pensar paradigmas e sistemas para escolher dentre eles o que melhor nos parece… ou, que nos parece menos ruim…

Assim, temos os sistemas de escolha “lesser evil”, ou, mal menor… que já falei inúmeras vezes e que me remete sempre à uma ilusão de escolhas marcadas onde, na maioria das vezes, escolhemos entre o menos ruim, ao invés do que, de fato, gostaríamos…

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Podemos pensar no sistema do tal demiurgo, imaginando-o como uma entidade individual, onde nos coloca em uma armadilha de pensamentos (ou a tal Matrix, segundo teorias mais modernas), fazendo com que sejamos induzidos a agir e a pensar de acordo com regras pré estabelecidas. E não necessariamente as nossas.

E, se pensássemos, por exemplo, que, nesse sistema, teríamos um maniqueísmo (pesquisar sobre o profeta Mani e os maniqueus), onde o mal seja algo tão ruim, tão sórdido e tão horrendo que nos fizesse instintivamente correr para o lado do “bem”, mesmo que esse bem não fosse lá essas coisas todas… mesmo que fosse um bem punitivo, cheio de regras, cheio de inconsistências e com tantas regras que faria com que as pessoas apenas obedecessem os “catedráticos” da área, por, simplesmente, não terem capacidade sequer de compreender como funciona.

...a resposta, geralmente, está lá longe das divisas dualistas... pois elas são ilusão...

…a resposta, geralmente, está lá longe das divisas dualistas… pois elas são ilusão…

E, se nesse sistema, ambos os lados trabalhassem para um mesmo senhor?

Assim, amigos, acabei concluindo que a dualidade é uma armadilha de cartas marcadas. E, ao meu ver, seja lá qual for o nome que demos a ela, o tal demiurgo, ou mesmo o “nous”/nós, me remete que o filho do “Pai Maior”, seja aquele que é parte dele, ou, que detenha coautoria nessa criação. Senão, do contrário, seremos sempre controlados por regras alheias às nossas. Nos tornando reativos… ou, ao meu ver, escravos.

Pensemos nisso… ou, simplesmente, pensemos…

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6 pensamentos sobre “O demiurgo e a dualidade…

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