Tempos modernos…

Também não falarei sobre o filme épico do Chaplin. O que me remete à este título, é, certamente o “avançar” da civilização e o ponto atual, onde, supostamente, deveríamos estar avançando em relação ao passado…

Será?!

Enfim… vejamos alguns cenários de hoje em relação ao passado e, bem… vemos a reedição da revolução cubana em andamento, comentários sobre o contragolpe militar, um mimimi eterno sobre torturas e torturados, além de, é claro, a reedição da guerra fria entre EUA e Rússia crescendo também.

Avançamos?

Eu tenho lá minhas dúvidas.

Boa noite! Assista agora no Jornal Nacional...

Boa noite! Assista agora no Jornal Nacional…

Vejamos, no bom e velho amansa-burro, o que nos diz sobre os termos…

ci.vi.li.za.ção
Substantivo feminino.
1.
O conjunto dos aspectos da vida material e cultural de um grupo social em qualquer estágio de seu desenvolvimento.
2.
Essas características no mais alto grau de sua evolução, esp. o progresso alcançado no mundo contemporâneo.
3.
A cultura (2) própria de um povo, de uma coletividade, numa determinada época. [Pl.: –ções.]

Bem, por aí já vemos que o termo “civilização” já é difícil de encaixar num conceito geral… ele deve ser revisto e ponderado antes de sua aplicação. Digamos que aspectos da vida material e cultural de um grupo social, certamente diz muito sobre a forma em que algumas coisas são conduzidas por aqui. E, mais do que certamente, poderíamos dizer que, nem sempre ela exprime características do mais alto grau de sua evolução e, justifica-se, também certamente, na -dita- cultura de uma coletividade em sua época.

Cultura…

cul.tu.ra
Substantivo feminino.
1.
Ato, efeito ou modo de cultivar.
2.
O complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições, das manifestações artísticas, intelectuais, etc., transmitidos coletivamente, e típicos de uma sociedade.
3.
O conjunto dos conhecimentos adquiridos em determinado campo.
4.
Criação de certos animais, esp. microscópicos: cultura de germes.

§ cul.tu.ral adj2g.

Entendamos também que o conceito de “cultura”, nos remete aos “conhecimentos” adquiridos… que é um complexo de padrões de comportamento, crenças, etc; e que são TRANSMITIDOS COLETIVAMENTE…

Transmitidos, entenderam?!

Obrigado. Era isso que eu estava tentando dizer...

Obrigado. Era isso que eu estava tentando dizer…

Ok, vamos adiante…

co.nhe.ci.men.to
Substantivo masculino.
1.
Ato ou efeito de conhecer.
2.
Informação ou noção adquiridas pelo estudo ou pela experiência.
3.
Consciência de si mesmo.
4.
Com. Nota de despacho de mercadorias entregues para transporte.

Vejamos… ato ou efeito de conhecer…

co.nhe.cer
Verbo transitivo direto.
1.
Ter noção ou conhecimento de; saber. – BINGOOO!
2.
Ser muito versado em; saber bem.
3.
Ter relações ou convivência com.
4.
Travar conhecimento com.
5.
Reconhecer.
6.
Apreciar, avaliar.
7.
Ter experimentado (algo).
8.
Ter estado em (certo lugar).
9.
Ter relações sexuais com.  – ??????

Verbo transitivo indireto.

10.
Ter grande saber, ou competência.

Verbo pronominal.

11.
Ser consciente de si mesmo, dos seus valores e limitações. [C.: 2A (ê-é)]

§ co.nhe.ce.dor (ô) adj. sm.

Perfeito!

“Ter noção”… primordial para qualquer coisa na vida… “ser muito versado em”: aí reside uma armadilha, pois temos pessoas versadas em culturas e ideologias poeirentas e bolorentas; o que as torna versadas, porém, idiotizadas… “reconhecer”: rever seus conceitos e, quem sabe, mudar o rumo de seus pensamentos, o que, para mim, é a base para a EVOLUÇÃO das mentes.

Pois é... mas, nos tempos de hoje, "tu te tornas eternamente responsável pelos erros de um passado onde sequer éramos nascidos"...

Pois é… mas, nos tempos de hoje, “tu te tornas eternamente responsável pelos erros de um passado onde sequer éramos nascidos”…

Pois bem, com todos os conceitos acima, podemos dizer que o avanço cultural da civilização, fazendo alguns silogismos básicos entre os termos, não é pleno. Questionável, para dizer o mínimo. Mas, o ponto-chave é o de que alguns, sequer têm noção ou o conhecimento disso. E é aí que eu entro.

O mundo não tem mais lugar para o logro, a enganação. Se estamos “negociando” algo com alguém e não lhes damos o conhecimento total das condições, mesmo que por omissão, nos tornamos corruptos do ponto de vista moral (pelo menos).

Se ensinamos a alguém um ponto apenas de um contexto, somos certamente tendenciosos… e, se construímos conceitos baseados em meias-verdades, ao final, somos apenas manipuladores de mentes.

Isso na sua época... na de hoje, o número de tolos é justamente multiplicado em função de suas "culturas"...

Isso na sua época… na de hoje, o número de tolos é justamente multiplicado em função de suas “culturas”…

Aproveitar-se do desconhecimento alheio é PARA MIM, o suprassumo da covardia. Valer-se da boa fé alheia, ou, simplesmente da sua falta de capacidade para entender o que tentamos passar a elas, ou conseguir delas, beira ao crime. Aliás, deveria ser crime.

Estipular um sistema incompreensível a todos, torna automaticamente este sistema podre em essência.

E o que quero dizer com isso?!

Simples: que, em tempos atuais, onde por exemplo, existe gente se valendo da desvantagem alheia para tomar a dianteira, faz com que o conceito de “civilização” arruíne-se.

450px-Hierarquia_das_necessidades_de_Maslow.svg

Notem acima, na pirâmide de Maslow, que a fisiologia é a base das necessidades humanas, enquanto a moralidade é o último item a ser considerado. Resumindo a ópera: quanto mais pessoas estiverem se preocupando em não morrer de fome apenas (ou sobreviver), menos gente terá se preocupando com a moralidade. Suas e dos outros.

Dessa forma, podemos ilustrar o porquê o “caos” faz parte de algo maior, mais cruel e mais covarde. O projeto de poder.

Sendo assim, talvez alguns se perguntem ainda o que faz um país com tantos recursos, com recordes de arrecadação e abundância, se comparado a outros com muito menos -como Japão, por exemplo, que já foi varrido algumas vezes por problemas extremos-, ter um desempenho tão ridiculamente menor?!

Ah vá! Tudo agora é culpa minha... e o dragão da inflação e o leão do IR?!

Ah vá! Tudo agora é culpa minha… e o dragão da inflação e o leão do IR?! Ah não, aqui no Japão não tem…

Pois eu diria que nada é por acaso. Não se trata apenas da incompetência histórica de nossos governantes. Trata-se, também, de algo maior. Algo que envolve gente “puxando as cordas” e gente “dançando conforme esses puxões”…

Ortega y Gasset, em seu genial “A Rebelião das Massas”, diz, de certa forma, que se compararmos as antigas guerras, o escravismo foi um avanço da sociedade… se compararmos ao sistema anterior, onde matavam-se todos os derrotados… então, à medida que não morriam mais, podia-se dizer então que a coisa “melhorou”…

Nem tudo que aparece como “solução” ao estado anterior, necessariamente é algo bom… temos que ter a visão do todo para, quem sabe poder dizer: NÃO, OBRIGADO. NENHUMA DESSAS OPÇÕES PRESTA. QUERO OUTRO TIPO DE COISA PARA MIM…

Porém amigos, como dizia Raulzito: “quem não tem colírio, usa óculos escuro; quem não tem filé, come pão e osso duro; e quem não tem visão, bate a cara contra o muro…”

Fomos do “viva a diversidade” para o “viva a adversidade”…

Pois é...

Pois é… já, o Steve Jobs, dizia que devíamos nos “manter famintos” a vida toda…

Anúncios

Sobre meninos e lobos…

Não pessoal, não falarei sobre o filme. O título me veio ao pensar sobre outro tipo de coisa. Primeiramente, a relação dos contos infantis entre crianças e seus algozes, os lobos…

Vemos a figura do lobo como vilão bem comum nesses contos. E, em todos eles, temos ali figuras, além de malvadas -vide o lobo mau, que aparece em dois contos famosos- são bastante ardilosas. Lembro do lobo da Chapeuzinho Vermelho, que, além de “passar o cachorro” na menina, ainda por cima, é mestre dos disfarces (e provavelmente porque ela sofria alguma síndrome parecida com os personagens das fábulas do Superman, onde não conseguem notar a diferença do cara com ou sem óculos). Outra figura ardilosa representada por um bicho sacana, é a serpente bíblica…

E vamos logo que a Dilma tá vindo inaugurar como obra do PAC...

E vamos logo que a Dilma tá vindo inaugurar como obra do PAC…

Temos a fábula do Pedro e o Lobo -que conheci desde pequeno com os livros da coleção da Disney que minha mãe colecionou para mim- que era um pouco diferente do conto mais famoso, onde o pastorzinho alardeava de brincadeira a chegada de um lobo, mas, no dia em que não era brincadeira, não foi ajudado por ter abusado da paciência alheia antes…

Enfim, esta figura está bem arraigada no subconsciente coletivo (afinal, ouvimos estes contos desde pequenos) como um aviso para alguma coisa. Ou seja: o da Chapeuzinho Vermelho, para aprendermos que não dá para “pegar atalhos na vida”, ou, que não devemos desobedecer (mesmo que tenhamos uma mãe sem noção que deixe uma criança ir sozinha através de uma floresta com lobos visitar a vovó), ou, no caso dos 3 Porquinhos, para nos lembrar de que se formos relapsos, ou, se preferirem, desapegados com o material a ponto de construir casas módicas, mesmo com um ambiente hostil, sempre terá alguém para derrubá-la… ou seja, nos lembra que nunca devemos confiar no que “há lá fora”…

O bom cabrito não berra, pessoal... psiu, agora quietinhos que eu vou me banquetear...

O bom cabrito não berra, pessoal… psiu, agora quietinhos que eu vou me banquetear…

Sendo assim, nossa cognição é montada com comandos escondidos em diversão infantil, e que, muitas vezes pode passar batido por pais que estão mais preocupados em distrair seus filhos do que ponderar sobre o que estão programando em suas mentes…

Eu mesmo fiz isso com a minha filha, sem perceber, embora ela ainda seja pequena demais para notarmos o que isso impactará futuramente… bem, até aqui está tudo bem, obrigado.

Mas, igualmente não se trata de histórias infantis a essência deste texto. Trata-se de falar sobre as figuras representadas, quem são os meninos e quem são os lobos do cenário atual…

Bem, ao meu ver, os meninos são os incautos, crédulos e os “bem intencionados”, que, em suas inocências, são ludibriados por lobos que têm, em suas metas principais, motivos para se valer destas inocências à seu favor… como nos ilustra o conto do “Lobo e os 7 cabritinhos“, de onde vêm a expressão “lobo em pele de cordeiro”…

Onde quero chegar com isso?! Simples. Quero que todos pensemos e analisemos nossas vidas sobre este prisma: quem são os lobos e os meninos no nosso ambiente? Seremos nós lobos? Seremos nós meninos? Ou, talvez, poderíamos ser uma figura “a la caçador”, que identificando os papéis, presta-se a fazer alguma coisa para que os lobos se fodam tenham o que mereçam…

- E pra quê essa moto, seu lobo?! - É pra te comeeeeer!!!

– E pra quê essa moto, seu lobo?!
– É pra te comeeeeer!!!

Ainda não entenderam? Bem, então, poderia dizer que, temos no cenário atual, uma horda de lobos em pele de cordeiro. E, uma infinidade de meninos que, inadvertidamente, são vítimas destas figuras. Desta forma, como em qualquer processo mental, após identificarmos nossa relação com este cenário, consigamos reverter dificuldades, deixar de cometer injustiças, ou, simplesmente, que façamos algo para ajudar aos incautos a saírem de seus quadros de vítima destes lobos…

Está na hora de mudarmos os cenários. Ou, reaproveitando a metáfora, de nos livrarmos dos lobos. Não necessariamente precisamos ser vítimas para acordarmos para a realidade. Eu diria que vemos isso o tempo todo ao nosso redor. E, nossa atitude em relação a isso é que faz a diferença…

Eu, particularmente, cansei de observar e não fazer nada. Enchi o saco de lamentar passivamente iniquidades diárias… então, à medida do possível, tento fazer alguma diferença no dia a dia, nem que seja representando um papel nesta peça nem tão infantil…

Mas, creio eu que, se eu me remetesse à alguma fábula infantil, eu seria o menino do conto “A roupa nova do Imperador”, que grita: “O IMPERADOR ESTÁ NÚ”, enquanto todos os demais admiravam a roupa nova, feita de um tecido onde só os inteligentes poderiam ver, mesmo que ninguém estivesse vendo…

É Cocô de Channel...

É Cocô de Channel…

Enfim, ao invés de nos perguntarmos “quem tem medo do lobo mau?!”, também poderíamos perguntar se alguns lobos não são apenas criações com intuito de assustar e criar medo, para que, amedrontados, sejamos apenas meninos/porquinhos/cordeirinhos indefesos?! Bem, também podemos ser caçadores, não se esqueçam disso…

Tá, este aí não dá pra ser... só nascendo de novo...

Tá, este aí não dá pra ser… só nascendo de novo…