Dos(as) males(as) o(a) menor…

Existem várias filosofias de vida, e, sempre achei que cada um sabe o que é melhor para si. O caminho de uns pode ser diferente dos de outros, apesar de, ainda assim, todos cheguem a um mesmo final.

-Bem, e daí?- perguntam-se, certamente…

Pois o negócio é que tenho acompanhado muita coisa e, há tempos tenho notado que algumas filosofias de vida (mesmo que inconscientemente), acabem pregando sempre o “mal menor” como escolha…

Pensem aí, amigos… pensem em situações onde tiveram que optar pelo “menos ruim”, ao invés do que realmente era bom…

Lembrem-se daquela tia que sempre bradava “dos males o menor”, ou o clássico absoluto “vão-se os anéis, mas ficam os dedos” para ilustrar o quanto alguma situação poderia ser muito pior do que foi…

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Lembrem-se de suas auto-afirmações em algumas situações e que seu subconsciente os lembrava que “nada é tão ruim que não possa piorar”, e, dessa forma, deveríamos agradecer a porcaria que estava acontecendo… como vemos nas instruções atuais para, durante um assalto, cuidar para não “desagradar” os ladrões… afinal, “apenas” ser roubado nem é tão ruim, se comparado a morrer…

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Lembrem-se das últimas eleições que participaram… tentem lembrar se o seu sistema de escolha de votos nos cargos principais (presidente, governador, prefeito) foram baseados de fato no melhor candidato, ou, naquele em que vocês inspiravam alguma confiança, ou se, simplesmente, vocês resolveram votar em um candidato porque tinham horror só de pensar que o outro fosse eleito?

Por que escolher o mal menor?

Por que escolher o mal menor?

Você comprou receitas prontas, baseadas em medo e angústia, achando que se escolhesse aquilo que sua mente mandava, ao final, iria acontecer alguma merda porcaria?

Você concordou com a maioria por convicção ou simplesmente porque achava que era burro demais para decidir sozinho?

Você percebeu por si só que as situações eram boas ou nocivas ou ficou com a visão alheia do que é certo ou errado?

Você concordou com a afirmação diária (direta ou subliminar) de que os outros sabem o que é bom para você, afinal, você é uma vítima?…

Pois bem, sabemos que o sistema de escolhas atual pode ser uma bela armadilha… e, EU diria que, somente você sabe o que é melhor para você!

Quase uma besta...

Quase uma besta…

Um dos meus passatempos favoritos é jogar jogos de RPG no computador… e, um dos melhores que já joguei é a Saga “The Witcher”, onde o personagem principal, um caçador de monstros, além de outras coisas, convive constantemente com dilemas morais. E, durante a vivência das partidas, e, de acordo com as escolhas que eu fazia em nome dele, percebia sempre que havia a presença de bons e maus em todos os lados da contenda. Que todos os lados tinham alguma razão e também faziam burradas… e, ao final, o personagem Geralt of Rivia oscilava suas decisões baseadas no Lesser Evil, ou seja, o mal menor…

Ok, ok... tinha algumas decisões bem fáceis até...

Ok, ok… tinha algumas decisões bem fáceis até…

Também achava fantástico porque o game subliminarmente sempre nos levava a perguntar quem eram os verdadeiros monstros? Os que aparentavam ser, ou os que eram sem aparentar?

Acho que vivemos épocas parecidas com essas… apesar de não vivermos em épocas medievais e nem em mundos fictícios… mas, o sistema de escolhas anda bem próximo do que eu vivenciei nesses jogos… o meu, pelo menos…

Estamos em um mundo onde os conflitos se acirram diariamente. Por motivos diversos, com interesses diversos, e, certamente, com objetivos diversos.

O que salta aos olhos é o sistema de escolhas onde nem sempre o que é evidente é o correto. O que parece óbvio, não o é. E, é claro, vivemos em tempos onde a indução tenta fazer parecer que é nossa escolha tudo o que acontece.

Pois eu acho que num sistema onde as escolhas são pré concebidas e restritas, não existe liberdade numa decisão.

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Não adianta te deixarem escolher entre carne, peixe ou frango se você é vegetariano, por exemplo…

Pois é assim que tenho visto os acontecimentos mais recentes… e, convivendo em grupos de debates e trocando ideias com amigos, percebo que a tendência também tem sido o viés do “dos males o menor”…

Por exemplo… há quem ache o nosso sistema político maravilhoso… e há quem o ache um caos… há quem ache que vivemos em uma democracia, ou seja, é nossa escolha tudo isso que está por aí; e há quem ache que vivemos em uma pseudo ditadura de esquerda… há quem ache que o socialismo é a solução para resolver o problema do egoísmo coletivo; mas há quem ache que ditaduras comunistas são mais tiranas do que o próprio sistema capitalista… há quem ache que estamos vivendo tempos de pré colonialismo cubano; e há quem ache que os EUA, o símbolo imperialista está jogando este jogo de dominação mundial… há quem ache que ditaduras comunistas são solução; e há quem ache que a solução seria a volta da ditadura militar… há quem ache que entre ser colonia cubana e ser colonia americana, ficaria com a primeira ou segunda opção; e há quem ache que não deveríamos pensar em ser colonia de ninguém em pleno século XXI…

A vermelha você sai da Matrix, e a azul, vai te dar uma noite de sexo prolongada...

A vermelha você sai da Matrix, e a azul vai te dar uma noite de sexo prolongada…

Enfim, ilustro acima muito do que tenho lido/vistou/ouvido ultimamente, e, aí fica evidente que, mesmo com “escolhas”, ainda assim os cenários podem não ser nada bons…

Creio que que linka tudo isso é o fato de que são sistemas baseados em medo. Em pessimismo. E, creio também que, esse medo e pessimismo é o fator que justamente faz com que as pessoas entendam que essas escolhas partiram delas mesmas… este sistema induz, com ares de liberdade e democracia, a que cada um volte-se para seus medos e pergunte: o que eu sacrificaria para acabar com isso? Do que eu abriria mão para parar toda essa bagunça?

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Pois bem… esses sistemas são baseados justamente nisso. No extremismo de lhes deixar tão apavorados que dariam tudo o que tivessem para seus “salvadores”…

É a velha pergunta: quanto você pagaria agora, aí sentado em sua casa, por um copo de água da torneira? – NADA – diriam alguns… – JÁ PAGO A CONTA NO FIM DO MÊS – diriam outros… enquanto a verdadeira pergunta é: quanto pagariam por um copo d’água num deserto, após dias de sol intenso? E se você estivesse já à beira da morte?

O detalhe principal é… o que os levou daí da sua casa ao deserto? E, principalmente, QUEM os colocou nessa posição? E, é claro, o POR QUE disso tudo?

Minimizar os males é realmente uma escolha? Ou, simplesmente, querem que pensemos isso?

Pois, pensemos nisso…

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