Efeito Caio Castro

Li, dias atrás, sobre uma entrevista do ator (?) Caio Castro, onde o mesmo teria dito à Marília Gabriela, que não gosta de teatro e literatura…

Ok, nada de mais… tirando o fato dele ser um ator… ou, pelo menos, exercer atividades de um.

Li, depois, algumas reações de “colegas” seus, onde expressavam estar putos da vida indignados com as afirmações e destilaram coisas do tipo:

“Tenho pena por ele. Quantos anos ele tem?” Rosamaria Murtinho

“Ele é ignorante em não saber o que é teatro.” Laura Cardoso

“Ele não é ator. É só desinibido.”Miguel Falabella

“Talvez Caio não tenha visto uma boa peça. Não se deve crucificá-lo por isso.”Paulo Betti

Pra quê tanto rancor no seu coraçãozinho, tio?!

Pra quê tanto rancor no seu coraçãozinho, tio?!

(fonte)

Bem, eles estão no direito de espernear, talvez porque tenham se dado conta que a “honestidade” do Caio possa influenciar seus admiradores e, com isso, prejudicar os negócios… ou, podem ser que estejam realmente preocupados com o futuro cultural dos nossos conterrâneos…

Pois então, é aí que entra a argumentação do que eu refletia sobre o assunto:

Caio Castro expressou sua opinião. Ponto. E, pela “lógica” do que vemos por aí, ela deveria ser soberana…

Mas, por outro lado, já vimos que, se você não segue uma linha específica de “raciocínio”, você corre o risco de apanhar feio da turma do politicamente correto. Afinal, quem bullyniza o bullynizador, bom desbullynizador será…

Magoei...

Magoei…

Os colegas mais experientes de profissão podem saber que, “queimando” o teatro, ele faz marketing negativo da atividade que lhes rende uma grana no fim do mês… afinal, é uma das atividades da profissão…

Por outro lado, afirmar que não gosta de literatura, pode ser que alguns achem que é um estímulo a ignorância que aflige nosso país… mesmo que alguns destes mesmos artistas na lista acima, tenham feito campanha a um certo político que se orgulhava de não gostar de estudar… controverso, não?!

UquiéissuCumpanhêru?!

UquiéissuCumpanhêru?!

Vejam que eu não sou fã do Caio Castro, não sou apreciador de novelas, e, ainda assim, estou aqui ponderando sobre o que ele diz, e, lá no fundo, tenho que admirar alguns aspectos da corajosa entrevista:

Para ser ator de novelas, realmente, não é lá tão necessário ser um expert em dramaturgia e tampouco um aficionado de literatura. Vivemos uma “cultura” onde aparências dizem mais do que conteúdo. Vivemos em um país onde o carisma diz mais que competência… vivemos em uma sociedade que tem fontes pré estabelecidas e não vê com bons olhos quem resolve ser dissidente do que julgam ser o correto.

Pode chutar o saco que eu tô preparado...

Pode chutar o saco que eu tô preparado…

Gostar de literatura é bem relativo… eu odiei literatura a vida toda… as obras que me obrigavam a ler no colégio (com exceção da “Coleção VagaLume”, que eram boas), porque caíam no vestibular, sinceramente, não me atraíam me nada… e, hoje em dia, sou um leitor ávido, da geração e-readers, onde posso procurar o que EU gosto de ler, e não o que me mandavam ler… não sei como foi a criação do moço, mas, se foi parecida com a minha, posso entender o porque ele não curte… e, se julgarmos os conteúdos das novelas como “literatura” ou “cultura”, dá para entender ainda mais o descontentamento do rapaz com tudo isso…

-Bem, mas é a profissão dele?!- dirão exaltados. Sim, e é justamente por isso que eu vejo essas afirmações como corajosas.

Ei Caio, vai tomar... tenência, meu filho...

Ei Caio, vai tomar… tenência, meu filho…

Ele saiu do lugar comum… e eu admiro isso.

Ele teve coragem para dizer que essa “cultura” que vivemos atualmente é um arremedo. E, talvez, no fundo, ele tenha dito que não está contente com sua profissão atual. Vai saber?

Sei também que vivemos em uma época de “politicamente correto” x “fascismo e intolerância”. Ou seja, ou você concorda com a maioria e segue a romaria de “lugares comuns”, ou então você é um asno que não entende nada da vida.

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Pois bem, eu acho que alguns modos de vida -a julgar pelo andar da sociedade atual, seus valores e seus juízos- podem ser vistos como, no mínimo, passíveis de revisão…

Vivemos em um mundo hipócrita, amigos… vivemos em um mundo onde pessoas que pregam livre expressão, contestam expressões alheias só porque não condizem com as suas convicções… vemos gente que prega paz e amor, agindo com intolerância… gente que prega liberdade, apoiando desmandos e repressões… enfim… nosso discurso não bate com nossas ações…

E é aí que eu volto a exaltar o Caio… ele foi HONESTO. Não gosta e ponto. Se isso faz dele, na visão de alguns, um idiota, na minha, o faz ser um cara a se admirar. Não em sua profissão em si, mas em seu pensamento. Na liberdade de falar o que se pensa e, sobretudo, de fugir da cartilha, para variar.

Ó, agora tô fazendo papel de Einstein...

Ó, agora tô fazendo papel de Einstein…

Acho que o cara tem futuro em outra coisa, caso encha o saco disso tudo, ou, se for derrubado pelo levante de indignados. Mas, uma coisa é certa: ele manterá a cabeça erguida para buscar aquilo que lhe agrada. Terá a liberdade de ser quem ele quiser, de “montar” seus personagens da maneira que quiser… e, se o resultado disso tudo for que ele seguirá sendo um ator sofrível, bem… eu diria apenas que ISSO É UM PROBLEMA SÓ E SOMENTE DELE.

Caio ousou… ousou desafinar o discurso. E isso, nos dias de hoje, merece E MUITO, meu respeito. Ainda mais em um mundo onde as pessoas insistam em dizer o que você pode ou não fazer…

Afinal, quem não gostaria de ser pago para fazer isso?!

Afinal, quem não gostaria de ser pago para fazer isso?!

Dos(as) males(as) o(a) menor…

Existem várias filosofias de vida, e, sempre achei que cada um sabe o que é melhor para si. O caminho de uns pode ser diferente dos de outros, apesar de, ainda assim, todos cheguem a um mesmo final.

-Bem, e daí?- perguntam-se, certamente…

Pois o negócio é que tenho acompanhado muita coisa e, há tempos tenho notado que algumas filosofias de vida (mesmo que inconscientemente), acabem pregando sempre o “mal menor” como escolha…

Pensem aí, amigos… pensem em situações onde tiveram que optar pelo “menos ruim”, ao invés do que realmente era bom…

Lembrem-se daquela tia que sempre bradava “dos males o menor”, ou o clássico absoluto “vão-se os anéis, mas ficam os dedos” para ilustrar o quanto alguma situação poderia ser muito pior do que foi…

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Lembrem-se de suas auto-afirmações em algumas situações e que seu subconsciente os lembrava que “nada é tão ruim que não possa piorar”, e, dessa forma, deveríamos agradecer a porcaria que estava acontecendo… como vemos nas instruções atuais para, durante um assalto, cuidar para não “desagradar” os ladrões… afinal, “apenas” ser roubado nem é tão ruim, se comparado a morrer…

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Lembrem-se das últimas eleições que participaram… tentem lembrar se o seu sistema de escolha de votos nos cargos principais (presidente, governador, prefeito) foram baseados de fato no melhor candidato, ou, naquele em que vocês inspiravam alguma confiança, ou se, simplesmente, vocês resolveram votar em um candidato porque tinham horror só de pensar que o outro fosse eleito?

Por que escolher o mal menor?

Por que escolher o mal menor?

Você comprou receitas prontas, baseadas em medo e angústia, achando que se escolhesse aquilo que sua mente mandava, ao final, iria acontecer alguma merda porcaria?

Você concordou com a maioria por convicção ou simplesmente porque achava que era burro demais para decidir sozinho?

Você percebeu por si só que as situações eram boas ou nocivas ou ficou com a visão alheia do que é certo ou errado?

Você concordou com a afirmação diária (direta ou subliminar) de que os outros sabem o que é bom para você, afinal, você é uma vítima?…

Pois bem, sabemos que o sistema de escolhas atual pode ser uma bela armadilha… e, EU diria que, somente você sabe o que é melhor para você!

Quase uma besta...

Quase uma besta…

Um dos meus passatempos favoritos é jogar jogos de RPG no computador… e, um dos melhores que já joguei é a Saga “The Witcher”, onde o personagem principal, um caçador de monstros, além de outras coisas, convive constantemente com dilemas morais. E, durante a vivência das partidas, e, de acordo com as escolhas que eu fazia em nome dele, percebia sempre que havia a presença de bons e maus em todos os lados da contenda. Que todos os lados tinham alguma razão e também faziam burradas… e, ao final, o personagem Geralt of Rivia oscilava suas decisões baseadas no Lesser Evil, ou seja, o mal menor…

Ok, ok... tinha algumas decisões bem fáceis até...

Ok, ok… tinha algumas decisões bem fáceis até…

Também achava fantástico porque o game subliminarmente sempre nos levava a perguntar quem eram os verdadeiros monstros? Os que aparentavam ser, ou os que eram sem aparentar?

Acho que vivemos épocas parecidas com essas… apesar de não vivermos em épocas medievais e nem em mundos fictícios… mas, o sistema de escolhas anda bem próximo do que eu vivenciei nesses jogos… o meu, pelo menos…

Estamos em um mundo onde os conflitos se acirram diariamente. Por motivos diversos, com interesses diversos, e, certamente, com objetivos diversos.

O que salta aos olhos é o sistema de escolhas onde nem sempre o que é evidente é o correto. O que parece óbvio, não o é. E, é claro, vivemos em tempos onde a indução tenta fazer parecer que é nossa escolha tudo o que acontece.

Pois eu acho que num sistema onde as escolhas são pré concebidas e restritas, não existe liberdade numa decisão.

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Não adianta te deixarem escolher entre carne, peixe ou frango se você é vegetariano, por exemplo…

Pois é assim que tenho visto os acontecimentos mais recentes… e, convivendo em grupos de debates e trocando ideias com amigos, percebo que a tendência também tem sido o viés do “dos males o menor”…

Por exemplo… há quem ache o nosso sistema político maravilhoso… e há quem o ache um caos… há quem ache que vivemos em uma democracia, ou seja, é nossa escolha tudo isso que está por aí; e há quem ache que vivemos em uma pseudo ditadura de esquerda… há quem ache que o socialismo é a solução para resolver o problema do egoísmo coletivo; mas há quem ache que ditaduras comunistas são mais tiranas do que o próprio sistema capitalista… há quem ache que estamos vivendo tempos de pré colonialismo cubano; e há quem ache que os EUA, o símbolo imperialista está jogando este jogo de dominação mundial… há quem ache que ditaduras comunistas são solução; e há quem ache que a solução seria a volta da ditadura militar… há quem ache que entre ser colonia cubana e ser colonia americana, ficaria com a primeira ou segunda opção; e há quem ache que não deveríamos pensar em ser colonia de ninguém em pleno século XXI…

A vermelha você sai da Matrix, e a azul, vai te dar uma noite de sexo prolongada...

A vermelha você sai da Matrix, e a azul vai te dar uma noite de sexo prolongada…

Enfim, ilustro acima muito do que tenho lido/vistou/ouvido ultimamente, e, aí fica evidente que, mesmo com “escolhas”, ainda assim os cenários podem não ser nada bons…

Creio que que linka tudo isso é o fato de que são sistemas baseados em medo. Em pessimismo. E, creio também que, esse medo e pessimismo é o fator que justamente faz com que as pessoas entendam que essas escolhas partiram delas mesmas… este sistema induz, com ares de liberdade e democracia, a que cada um volte-se para seus medos e pergunte: o que eu sacrificaria para acabar com isso? Do que eu abriria mão para parar toda essa bagunça?

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Pois bem… esses sistemas são baseados justamente nisso. No extremismo de lhes deixar tão apavorados que dariam tudo o que tivessem para seus “salvadores”…

É a velha pergunta: quanto você pagaria agora, aí sentado em sua casa, por um copo de água da torneira? – NADA – diriam alguns… – JÁ PAGO A CONTA NO FIM DO MÊS – diriam outros… enquanto a verdadeira pergunta é: quanto pagariam por um copo d’água num deserto, após dias de sol intenso? E se você estivesse já à beira da morte?

O detalhe principal é… o que os levou daí da sua casa ao deserto? E, principalmente, QUEM os colocou nessa posição? E, é claro, o POR QUE disso tudo?

Minimizar os males é realmente uma escolha? Ou, simplesmente, querem que pensemos isso?

Pois, pensemos nisso…

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Revolução ou evolução?

As vezes me pego fazendo jogo de palavras, de forma mental, para a partir delas fazer uma linha de raciocínio. Sim, talvez seja falta do que fazer, ou então a mania que tenho tido, ultimamente, de desconectar com o mundo ao redor e ficar recolhido aos meus pensamentos.

Mas, em um destes “joguinhos” -que invariavelmente me assaltam antes de dormir, e, geralmente quando as luzes estão apagadas e eu, relaxado o suficiente para ter preguiça de levantar e escrever a respeito, tendo então que confiar na memória- acabei aguçando a curiosidade para, no dia seguinte, de manhã, retomar o raciocínio.

Pois foi durante os últimos dias, onde, além de acompanhar as tendências mundiais, com a retomada de pensamentos revolucionários na população, que, nada mais é do que a expressão da insatisfação com os tempos atuais, que cruzei esse pensamento de revolução, com o intuito da evolução…

Pois bem, e será que revoluções nos levam à evoluções?

Então, para começar os trabalhos, como de costume, vamos ao nosso amigo amansa-burro:

re.vo.lu.ção
Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de revolver(-se) ou revolucionar(-se).
2.Rebelião armada; revolta, sublevação.
3.Transformação radical de estrutura política, econômica e social, dos conceitos artísticos ou científicos, etc.
4.Astr. Movimento de um astro em redor de outro. [Pl.: –ções.]

Hmm, vejamos… transformação radical… revolta… ok. Radical??? Pera…

Pedra? Eu vou de Papel...

Pedra? Eu vou de Papel…

ra.di.cal
Adjetivo de dois gêneros.
1.Relativo à raiz.
2.Fig. Fundamental, básico, essencial.
3.P.ext. Fig. Extremo, acentuado, de intensidade ou grau máximos.
4.Relativo ou favorável a mudanças sociais profundas, completas.
5.Caracterizado por falta de moderação, de transigência ou de flexibilidade na adesão a certas ideias.
6.Que envolve risco fora do comum e exige grande perícia.
Substantivo de dois gêneros.
7.Indivíduo que tem ideias ou práticas radicais (v. acepç. 4 e 5).
Substantivo masculino.
8.Gram. Parte invariável duma palavra; base.
9.Mat. Símbolo da operação de extração da raiz de um número ou expressão qualquer.
10.Quím. Radical livre.
11.Quím. V. grupo (3). [Pl.: –cais.]

Úrrú!!!

Úrrú!!!

re.vo.lu.ci:o.nar
Verbo transitivo direto.
1.Revolver ou agitar intensamente.
2.V. revoltar (1).
3.Causar mudança brusca ou notável em.
4.Provocar agitação, perturbação, excitação em (alguém).
Verbo pronominal.
5.V. revoltar (4).

Causar mudança BRUSCA EM… ou seja, em algo ou alguém… provocar…

e.vo.lu.ção
Substantivo feminino.
1.Deslocamento progressivo.
2.Série de movimentos concatenados e harmônicos.
3.Sucessão de acontecimentos em que cada um está condicionado pelo(s) anterior(es).
4.Processo de transformação em que certas características ou elementos simples ou indistintos se tornam aos poucos mais complexos ou mais pronunciados; desenvolvimento.
5.Biol. Segundo o darwinismo (q.v.), processo que, ao longo de sucessivas gerações, leva à diferenciação das espécies, determinado por mutações genéticas e por seleção natural. [Pl.: –ções.]

Calma lá, pessoal...

Calma lá, pessoal…

…série de movimentos concatenados e harmônicos… transformação…

E, é claro, não posso deixar de pensar que, alguém que conseguiu evoluir, é chamado de ser evoluído…

e.vo.lu.í.do
Adjetivo.
1.Que atingiu elevado grau de desenvolvimento, de cultura, etc.
2.Apto a aceitar novas ideias, novos padrões de comportamento; adiantado, avançado.

Apto a aceitar novas ideias… novos padrões…

Bem, acho que consegui os elementos que precisava para aumentar a linha de raciocínio…

Enquanto a a revolução é uma atitude, ou, um ato radical e extremista, a evolução já é mais progressista e constante…

Bem, daí daria para fazer uma piadinha explicando o porque o pessoal socialista que prega a revolução, nunca acertou no nível de evolução… pois ela exige progresso e constância…

Como é?! Vou lhe apresentar um amigo meu que adora essas piadinhas... se chama EL PAREDÓN!!!

Como é?! Vou lhe apresentar um amigo meu que adora essas piadinhas… se chama EL PAREDÓN!!!

Mas, voltando ao assunto, saindo da esfera política, ainda podemos traçar paralelos para outros âmbitos… revolução ou evolução?

Seriam paradoxos entre si? Exclusivos entre si?

Acho que não, afinal, há casos onde uma evolução passa por um início revolucionário… ou assim alguns pensam…

O termo revolução já nos remete a algo radical… e, para mim, radicalismos nunca acabaram bem na história da humanidade… ou, pelo menos a longo prazo tendem a gerar grandes cagadas problemas para a humanidade…

Esse verme tá tirando uma com a nossa cara, camarada?! Vamos mostrar-lhe o bem social lá no além...

Esse verme tá tirando uma com a nossa cara, camarada?! Vamos mostrar-lhe o bem social lá no além…

A revolução, no mesmo amansa, utilizou o termo “revolta”…

re.vol.ta
Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de revoltar(-se).
2.Manifestação (armada ou não) contra autoridade estabelecida.
3.V. revolução (2).
4.Indignação; repulsa

Hoje jantaremos no inferno!!! E depois escovaremos os dentes com a nova pasta Colgate Luminous White que branqueia os dentes e...

HOJE JANTAREMOS NO INFERNO!!! E depois escovaremos os dentes com a nova pasta Colgate Luminous White que branqueia os dentes… sente o bafo de hortelã…

Vejamos aqui que indignação pode gerar manifestação… e, armada, talvez…

É por isso que falo com cautela sobre revolução, afinal, por mais que ela seja um ato de descontentamento, ou uma vontade de mudar as coisas, ela ainda pode produzir efeitos piores do que aqueles que podemos combater…

“Então ficamos parados esperando?”; “Fazer nada aí sim é que não produz efeito nenhum”, dirão… e com razão…

Mas, notemos que o conceito de evolução, que CREIO EU, seja a meta final de todos nós, nos leva a deslocamento progressivo, movimentos concatenados e harmônicos, transformação e DESENVOLVIMENTO…

Para mim, esse cara desenvolveu problemas mentais, isso sim...

Para mim, esse cara desenvolveu problemas mentais, isso sim…

Bem, acho que notaram o meu ponto…

Pois eu digo que a Revolução e a Evolução não são paradoxos… são polaridades opostas de uma mesma coisa: a vontade de mudar… e, dessa vontade, geralmente vinda de algo profundo, interno e que só nós podemos explicar, surge a vontade da mudança… agora, como você irá proceder com essa mudança é que fará toda a diferença…

Radicalismos ou harmonia?

Revolta ou concatenação?

Quebradeira ou desenvolvimento?

Ok, já me entenderam…

O proposto é mostrar que podemos ser construtivistas ou destrutivos… e há quem ache que devemos passar pelas duas etapas para se atingir a meta. Para MIM, não. Ou, pelo menos, não no sentido em que estão nos incutindo na mente nos últimos tempos.

A revolta pode ser interna. A rebelião pode ser contra seus próprios vícios e maus costumes. Atacar seus próprios inimigos internos. Seus pensamentos destrutivos… e não contra outras pessoas…

Lembremos o dia da traição do Aceto Balsâmico!!!

Lembremos o dia da traição do Aceto Balsâmico!!!

Não me seguiram agora?

Pois bem, o ato revolucionário maior é implantar em si mesmo a mudança. Mude-se antes de mais nada. Crie black blocks internos que vandalizem e matem seus maiores vícios. Mande-os depredar seus castelos de resistência à mudança. Digam que atirem fogo em todas suas construções arraigadas em filosofias ultrapassadas, preconceituosas e nocivas ao bem comum. Aí, ao final dessa sua mudança interna, quando tornarmo-nos pessoas melhores, com uma visão maior e mais ampla, talvez aí notemos que nossa revolução virou evolução. E, com essa nova visão, percebamos que não podemos revolucionar a vida alheia sem que estas pessoas não tenham passado pelos mesmos processos internos. Do contrário, o que VOCÊ chamaria de revolução, para outros, seria apenas uma invasão de seus direitos… mesmo que esse direito seja de permanecer estagnado. E é de direito de todos a estagnação, embora, pouco útil. Alguns, sequer percebem que estão nesse estado, e, talvez aí, você com sua vontade de auxiliar, possa fazer alguma diferença…

E nem precisa perder tempo mudando de roupa...

E nem precisa perder tempo mudando de roupa…

De boas intenções o inferno está cheio, já disseram. E é verdade… grandes revoluções baseadas em grandes idiotices já foram tentadas. Já vimos grandes mudanças que geraram enormes merdas confrontos. E, atos radicais e revoltosos, sem o uso do material interno que temos em nós, ou, a boa intenção primordial, tendem a seguir essa mesma linha.

Olhemos para dentro antes de olhar para fora. O mundo precisa de ajuda sim, mas, ele só será fortalecido se os componentes vivos que o compõem estiverem equilibrados.

Não basta apenas encontrar o inimigo fora, é necessário que antes, o eliminemos de dentro de nós.

Usando uma figura de linguagem que uso frequentemente, poderíamos dizer que: se sua casa está enfestada de baratas e sua cozinha está cheia de restos e louça suja empilhada, por mais que você mate as baratas à chineladas ou com sprays de veneno, elas sempre voltarão… pois o problema não são as baratas, pois é de sua natureza sobreviver de restos e de lixo. O problema é que você não lavando sua louça, permitirá sempre que elas voltem… é VOCÊ que as chama de volta… então, não as culpe por sua própria porquice falta de capricho… mude sua vida, lave sua louça, limpe sua casa e as baratas sumirão… não terão do que se alimentar lá…

Revolucione-se e evolua…

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