Relativismo moral…

Einstein já nos brindava, em toda sua genialidade, com a teoria da relatividade… mas, a relatividade e o relativismo poderiam ser bem utilizados como ferramenta de pensamento, instigando debates onde teses e antíteses se enfrentariam até que se extraísse uma síntese, que poderíamos usar como base para o conhecimento… Será? frase-voce-entende-a-relatividade-quando-ve-que-1-hora-com-a-sua-namorada-parece-1-minuto-e-1-minuto-albert-einstein-91198

Vejamos… e, como sempre, iniciemos pelo nosso velho amigo, o amansa-burro:

re.la.ti.vi.da.de Substantivo feminino. 1.Qualidade ou estado de relativo. 2.Fís. Teoria física na qual o espaço e o tempo são grandezas relacionadas, não podendo, pois, ser consideradas independentemente uma da outra.

Grandezas que não podem ser consideradas uma sem a outra… adoro esse conceito… mas, ainda não é por aí…

re.la.ti.vis.mo Substantivo masculino. Doutrina ou tendência segundo a qual o significado ou valor de algo varia conforme à situação ou às relações com outros elementos e valores. § re.la.ti.vis.ta adj2g.

Interessante… começa com DOUTRINA…. e, nos diz claramente que o significado ou valor de algo, varia conforme a situação ou as relações com os elementos e valores… resumindo: DEPENDE… coelho pato wittgenstein

Bem, para irmos à raiz das terminologias, fechamos com:

re.la.ti.vo Adjetivo. 1.Que indica relação; referente. 2.Gram. Diz-se do pronome que se refere a uma palavra ou sentido anterior. 3.Que varia ou pode variar conforme relação com outros elementos.

Indica relação… ou seja, que está relacionado, ou, que está ligado…

re.la.ção Substantivo feminino. 1.Ato de relatar; relato. 2.V. lista (1). 3.Vinculação, ligação. 4.Comparação entre duas quantidades mensuráveis. 5.Ligação, contato; comunicação ou interação entre pessoas, grupos ou países. 6.Relacionamento (3). 7.Mat. Correspondência entre elementos de dois conjuntos. [Pl.: –ções.]

Pois bem, com isso, podemos já ter uma ideia de que as coisas se correspondem e, dentro de suas valências, podemos tecer conceitos sobre a relação entre esses elementos…

OBJECTIVIDADE E SUBJETIVIDADE

Legal, não?! Pois, para mim, tem limite… como tudo na vida. O relativismo seria uma ferramenta para se atingir o “estado da arte” nas discussões, ou, suas mais profundas nuances, o que, certamente, exige um baita conhecimento de quem as utiliza. O relativismo, quando é usado contra pessoas ignorantes, torna-se até uma covardia, uma vez que, desmembrando as relações, pode-se sempre encontrar lá no fundo, um elemento que poderemos deturpar e, provavelmente, inserir num “padrão de lógica” para convencer o oponente do debate em questão de que ele está errado/é burro/fumou algo estranho/deu com a cabeça na parede…

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O relativismo, há quem diga, é a antítese do absolutismo… que, segundo os defensores do primeiro, é a inflexibilidade de pensamento… Ok, nem tão ao céu e nem tanto ao inferno… fiquemos com o bom e velho meio termo… O mundo dualista e maniqueísta é chato para caramba, afinal, ele não permite consensos. É sempre o “contra mim é meu inimigo x a meu favor é meu amigo”. Também nos permite que pessoas defendam absurdos, tipo, o vídeo viral (que provou-se ser parte do filme “Na montanha dos canibais”) onde índios enterravam crianças vivas, mas, que contava com pessoas dizendo ser “parte de sua cultura”, e, sendo assim, deveríamos engolir este sapo, já que vemos coisa pior na cidade…

ética relativa

Não venho aqui defender uma ou outra linha de pensamento. E, se o fizesse, estaria indo contra o que tento aqui dizer desde o início, que é o “pensem por si mesmos e não comprem opiniões prontas”. Mas, com a onda de debates acerca dos acontecimentos políticos e sociais do momento, tenho que sair do muro e dizer que, há muita gente mal intencionada usando discursos “em pele de cordeiro”. Nesse discurso relativista, pode-se justificar a corrupção de um partido, acusando o partido concorrente da mesma coisa. Pode-se dizer que fazer piadas com um nicho de pessoas é normal, e, com outro, é preconceito e crime… dá para se dizer que uma religião é intolerante em nome da paz e do amor, enquanto outros, em nome da inclusão social, segreguem cada vez mais…

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Confuso, não?! Certamente… Não vou me aprofundar nos casos que citei acima, apenas, os aponto para dizer em qual ponto os debates podem chegar, dependendo da forma como os conduzimos… Já mostrei em outro texto que podemos usar a lógica de forma absurda, e, ainda outro dia, brindei o pessoal do facebook com uma outra piada acerca: “Todo generalismo é burro”. Isto é um generalismo, portanto, é burro. Sendo assim, não pode ser usado como argumento. Então, nem todo generalismo é burro… Pois, da mesma forma, utilizando outras ferramentas, podemos deturpar assuntos, e floodar (neologismo para “entupir”) a mente do pessoal com tanta babaquice travestida de pensamento elevado, que os pobres ignorantes, subentendem que o verborrágico que os interpela, provavelmente sabe mais do assunto do que ele, e, portanto, é melhor ficar com o que ele diz… Não é bem por aí… embora, o nosso poder de questionamento sempre depende do nosso conhecimento acumulado e que nos permite cruzar informações recebidas com as nossas próprias, as que estão enraizadas como crenças, as que aprendemos durante a vida (algumas sem questionar), e, os valores morais que adquirimos durante a vida… 6_jpg

Pois são estes conjuntos de valores que, independentemente do que ouçamos, pode fazer a diferença na hora de ouvir aquele monte de blablabá intelectualizado onde o principal motivo é te fazer comprar as bullshits que tentam te vender como salvação. Notem, amigos, que eu estou focando tudo o que digo no ponto: ouçam argumentem, interpretem, pesquisem, mas nunca, eu disse NUNCA comprem a opinião alheia sem passar pelo seu crivo antes… O que eu acho? Simples: eu acho que uma porcaria não justifica outra. Um corrupto de direita não anula um corrupto de esquerda. Beneficiar uma etnia historicamente prejudicada, prejudicando a etnia opressora, não resolve os problemas passados (sem que monte-se uma estrutura após para que não mais dependam da interferência dos outros), que dizer que é crime maltratar pessoas do “tipo” X, Y ou Z, ao invés de dizer que maltratar QUALQUER PESSOA é crime, e coisas do tipo, são uma estupidez sem tamanho… mas, há quem ache que é o caminho… O caminho, para mim, é um pouco mais absolutista… é baseado em bem e mal. Se o produto final é bom, então, tá valendo… se gera coisas ruins, não me serve. E não me venham com “os fins justificam os meios”, pois esse é o melhor exemplo relativista que nos diz que, toda a cagada que fazem no caminho, é visando um bem maior…

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Entendeu? Nem eu… mas, suponho que ele queira dizer que os fins NÃO justificam os meios…

Despeço-me dizendo que, enquanto nos subdividirmos, dificilmente realizaremos ações que de fato beneficiem todos… e, viveremos eternamente prejudicando uns em favor de outros… afinal, somos “Grandezas que não podem ser consideradas uma sem a outra…”

TIRA ESSE DEDO DAÍ, POU!!!!

TIRA ESSE DEDO DAÍ, POU!!!!

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4 pensamentos sobre “Relativismo moral…

  1. Um tema proposto é interessante, o relativismo de Einstein com a Ética de Immanuel Kant, assustador relativismo ético e chegar em relativismo moral, meu nobre amigo, isso é o próprio nome do blog, segura rojão! Sorte e vida longa!

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