Exemplos…

Dizem que na vida os exemplos são o que nos movem, nos inspiram…  há frases motivacionais construídas em cima disso, inclusive:

#FIKADIKA

#FIKADIKA

Essa, por exemplo, é um exemplo sobre frases referindo o exemplo… (sim sim, fiz pra sacanear mesmo)

Há uma infinidade de outras, controversas, inclusive… do tipo:

frase-a-historia-e-a-filosofia-inspirada-nos-exemplos-dionisio-de-halicarnasso-123283

… ou distorções…

... pelo menos os que se lembram disso...

… pelo menos os que se lembram disso…

Para os que sintonizam com os exemplos...

Para os que sintonizam com os exemplos… ou acham mais fácil imitar do que pensar…

Creio que o nobre Sêneca abordou o ponto-chave… o ensino é lento e o exemplo é imediato…

Mas, daí fica a boa e velha perguntinha deste que vos escreve: qual é a qualidade do exemplo?

Ah, pois é… e, para tentarmos elucidar o caso, iniciamos pelo nosso querido amansa-burro:

e.xem.plo (z)
Substantivo masculino. 
1.Aquilo que pode ou deve ser imitado ou copiado; modelo.
2.Fato de que se pode tirar proveito ou ensino; lição.
3.Frase ou passagem dum autor, citada para confirmar regra ou demonstrar alguma coisa.

tirando a parte que refere ensino ou lição, mas, que o nobre Sêneca separou em sua citação, fica a parte do modelo, ou, aquilo que deve ser copiado ou imitado…

Vejamos que copiar ou imitar uma coisa, ou alguém, é uma ação, ao meu ver, vazia, desde que esta cópia ou imitação realmente tenha algum tipo de sintonia com suas crenças, costumes ou conhecimentos… resumindo: deve, pelo menos, ter alguma razão ou fazer sentido para você.

Ah, pois é...

Ah, pois é…

Ainda assim, o conceito de “bom exemplo”, para variar, varia (redundância proposital) de pessoa para pessoa…

como assim

Ué, simples… o que é um bom exemplo para mim, pode não ser para você. Saladino era um bom exemplo para os Muçulmanos, na época das cruzadas, mas nem tanto para os católicos… Homens-bomba são um bom exemplo para a “Guerra Santa” (nunca compreendi este termo, pois é exclusivo nas palavras e paradoxal ao mesmo tempo)… e por aí vai…

Alguém que pode dar um bom exemplo, também pode ser diferente de alguém que consegue exemplificar alguma coisa… professores, por exemplo… tive ótimos professores que davam exemplos sobre a matéria e me faziam compreendê-la, mas, ainda assim, derrapavam no português e falavam coisas do tipo “pra mim fazer…”.

Achou besta este meu exemplo? O meu mal exemplo de tirar sarro do professor ou o exemplo sobre o professor?

Bem, tentemos outro: Um médico que prega que você deve levar uma vida saudável e blablablá… mas, é fumante… que tal? Médico fumante e que fala sobre prevenção de doenças…

Também não?

Exemplo de como ficar sem mulher na lua-de-mel...

Exemplo de como ficar sem mulher na lua-de-mel…

Agora ok? Eu sei, alguns conseguem compreender as coisas de forma mais gráfica do que apenas explicada… o que nos remete ao famoso: uma imagem vale mais do que mil palavras, certo?

Os olhos as vezes nos enganam...

Os olhos as vezes nos enganam…

O certo é que é mais fácil julgar o que os olhos vêem…. e leva menos tempo do que construir seus próprios arcabouços, ativar sinapses, confrontar teses, antíteses e extrair sínteses… resumindo: preguiça mental…

E não é pecado isso… eu mesmo, adorava ler quadrinhos ao invés de livros, e, quanto mais figurinhas e menos letras, melhor… mas, nem todos evoluem na vida… e um dia o meu cérebro começou a exigir mais… começou a questionar visões dos outros… questionar imagens prontas… enfim… resolvi tirar minhas próprias conclusões à despeito dos arautos do “eu já passei por isso” que tentavam me propor atalhos…

Toda vez me aparecia um sábio para dar o veredito...

Toda vez me aparecia um sábio para dar o veredito…

O certo é que, hoje em dia, costumamos questionar a qualidade do conselho, confrontando-o com a índole, ou, simplesmente, o estágio da vida em que a pessoa que o dá, se encontra…

É o bom e velho: mas quem é tu pra me dar conselhos, hein?!

Raciocínio clássico da dialética erística: desmerecer o acusador…

Acusador?

Sim, há quem julgue um conselho, ser uma crítica velada, e, portanto, uma agressão à sua pessoa…

E, para tal, passaram exigir o famigerado exemplo, como se fosse uma espécie de habeas corpus para que alguém possa então, sugerir coisas à você…

Se eu disser: faça o bem aos outros… pensarão: quem é esse mané para ficar aqui me doutrinando… mas, certamente se essa frase for posta em uma figura do Gandhi no Facebook, terá milhões de compartilhamentos…

Estou me comparando com o Gandhi? Claro que não… apenas estou atentando que pessoas sem grandes feitos na vida, ainda assim, podem sugerir coisas boas…

Bitch please...

Bitch, please…

Basicamente, esse tralalá todo é para externar o meu pensamento de que o exemplo, para ser considerado bom ou ruim, vai mais da moralidade das pessoas, e da forma como elas compreendem este exemplo. Para alguns, com menor capacidade de compreensão, pode até ser uma imposição.

A admiração, ou o inverso disso, que se nutra por alguém, pode influenciar diretamente, na aceitação ou não de algo que venha desta pessoa… e, neste caso, depende do conceito, ou pré-conceito que você tenha da mesma…

Então, como raios vamos nos virar com isso???

Simples, foque apenas no que lhe é dito… esqueça a fonte… pondere sobre o dito, examine o contexto, tente visualizar a aplicação disso e em como influenciará sua vida… e, caso lhe gere uma sensação boa ao final, mantenha. Caso contrário, delete…

Bem, notem que o que falei acima foi uma sugestão… e, partindo do princípio que eu não sirvo de exemplo para ninguém, e muito menos tenho tal pretensão, cabe a você decidir o que fazer com isso…

Compartilhe o post por aí, deixe recado me xingando, ou, se preferir, apenas siga adiante pela internet… tanto faz, afinal, o meu ponto para todo este post era justamente que: A DECISÃO, AO FINAL, SEMPRE SERÁ SUA…

Seja cobaia de si - e apenas - de si mesmo...

Seja cobaia de si – e apenas – de si mesmo…

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