O dever é a desculpa do reativo…

“É meu dever fazer…”

A frase aí pode ser interpretada como algo que pessoas responsáveis praticam, afinal, as pessoas de bem cumprem seus deveres, certo?

Uma bela sociedade democrática é dividida entre deveres e direitos, não é?

Sei não… vamos, como de praxe, ao nosso querido amansa-burro:

de.ver.
v. tr. dir. 1 Ter obrigação de. 2 Ter por obrigação. 3 Ser devedor de uma quantia ou valor. Intr. 4 Ter dívidas. s. m. 1 Obrigação de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. 2 Tarefa, incumbência.

Ok… ter obrigação… vamos ver:

o.bri.ga.ção
s. f. 1. Imposição, preceito. 2. Dever, encargo, compromisso. 3. Ofício, emprego. 4. Benefício, favor. 5. Dívida, hipoteca. 6. Título de dívida. 7. Pop. A família. 8. Pop. Esposa ou amásia.

Eita… vemos que obrigação pode nos remeter desde algo que nos é imposto (que é a minha deixa), até esposa ou amante… vai entender a cabeça do pessoal que inventa essas coisas, não é?

E pode isso, produção?!

E pode isso, produção?!

Enfim, na verdade, o ponto em questão é justamente indagar se, por acaso, alguém ao cumprir o seu “dever”, estará necessariamente fazendo a coisa correta?

Pois eu diria que, ao MEU VER, não. Nem tudo o que é devido, é correto. Nem tudo o que faz-se, necessariamente está indo ao encontro de seus princípios.

Certamente, irmã...

Certamente, irmã… mas seria conveniente os proselitistas de plantão atentarem para tal…

Pessoas clamam o “dever” para justificar atos que, certamente não o fariam por conta própria.

E, aí eu indago e vejo problema, na situação onde quem de fato determina os deveres e obrigações de cada um…

O banco determina o dever de cada um, quando cede um empréstimo, por exemplo. Mas, para alguém submeter-se às regras da tal instituição financeira, é necessário primeiramente, que ela seja uma pessoa devedora. Ou não ter capacidade para tal sozinha.

Essa relação entre devedor e credor estabelece as regras primordiais do que será executado entre as partes. Vejamos então:

O quanto o devedor necessita daquilo para que possa se submeter às regras do credor?

Já dizia meu pai, do alto de sua sabedoria que: “Manda quem pode, e obedece quem tem juízo (ou precisa. Dependendo da situação, ele trocava o final da sentença que geralmente era usada para me mostrar quem é que mandava no pedaço).

Com grana é bem mais fácil, né não?!

Com grana é bem mais fácil, né não?!

Esta relação que o dever nos remete, para mim, é um contrato moral que afirmamos com alguém ou algo. Pode ser uma ideologia, uma crença, uma pessoa, etc… mas, o que de fato me parece é que é, meramente, uma troca.

Ok. Dirão que na vida tudo é uma troca. E não estarão errados. E, justamente daí que acabamos embasando o meu “achismo” anterior. É uma troca onde envolve-se valores… podendo ser morais ou monetários propriamente ditos.

Mas quita-se a dívida quando, meu camarada?

Mas quita-se a dívida quando, meu camarada?

O policial que desce o cacete em manifestantes pelo país está cumprindo com o seu dever, correto? Ou seja, ele é pago para defender o patrimônio público e zelar pela segurança das pessoas. Bem, alguns desses policiais, provavelmente gostariam de estar participando das manifestações, afinal, eles têm suas próprias ideologias (mesmo que induzidas ou impostas por dogmas). Mas, ali estão porque o dever manda. Certamente alguns aproveitam para, com ideologia oposta à dos manifestantes, clamar o dever para justificar atos covardes de agressão desmedida…

Do outro lado da moeda, há participantes de manifestações que acreditam que seja seu direito clamar por um país melhor… e, para tal, é seu DEVER se unir aos demais e praticar o ato cidadão de protestar por dias menos nojentos e indignos no país.

Sendo assim, unidos na ideologia, pessoas cumprem seus deveres, escudados por seus direitos… mas, ainda assim, nada lhes dá o direito de depredar e vandalizar a cidade…

Peralá, mas direitos não são aquelas coisas que ganhamos quando cumprimos nossos deveres?

É o que alguns credores querem que acreditemos, certamente…

E quem é que escreve a Constituição, cara pálida?

E quem é que escreve a Constituição, cara pálida?

Vejamos que os ditos patriotas abraçam-se nas constituições para clamar a lei como sendo soberana, inconteste e, sobretudo, a detentora de nossos deveres e direitos como cidadãos… resumindo, é um contrato de prestação entre partes…

Não preciso lembrar que as leis são escritas por políticos… e, mais precisamente, os de Brasília…

Será então que ela é realmente incontestável? Com que intenção essas pessoas escreveram tais leis? Ela realmente é inclusiva à todos ou beneficia apenas aquele grupo de pessoas cujas quais eles prometeram defender ao serem eleitos (vulgo clientes políticos)?

Da mesma forma, posso afirmar que nem tudo o que é lícito é legal. Ou seja, pode a lei não proibir (ou permitir), mas, nem por isso a coisa torna-se moralmente aceitável…

Exemplo? Claro… a lei permite parlamentares aumentarem seus salários ao bel prazer… valores estratosféricos, ainda mais se comparados à inoperância de suas atividades, e, infinitamente superior ao merecido, se comparados aos valores dos demais trabalhadores da nação… como os professores… e policiais… que cumprem seus deveres dando pau justamente no pessoal que está bradando que estes mesmos queridões que escrevem as leis e ditam nossos deveres, são justamente os que estão FODENDO estragando o país.

Finalizando então, queridos amigos, creio que, ao cumprirmos certos deveres, tornamo-nos CONIVENTES com as ações ou más ações que estes deveres nos remetem.

Não nos tornemos escravos do dever. Cumpramos aqueles aos quais nossa moral corrobora apenas… e, é claro, sobre unica e exclusivamente NOSSA vontade.

Apenas pensamos nisso.

Nosso único dever é para com nossa moral.

Nosso único dever é para com nossa moral.

Isso, para mim, chama-se inteligência e alta moralidade...

Isso, para mim, chama-se inteligência e alta moralidade…

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