Resignar-se ou rebelar-se?

Resignação é palavra muito usada, e, geralmente, vincula-se à fé…

Dentre os tantos livros que li, nos espíritas, encontrei muito esta palavra… o que, para variar, me levou à incontáveis contestações em debates sobre o assunto.

Bem, para saberem a parte do livro espírita que se refere a isso, aqui está o link:

http://www.youtube.com/watch?v=tHmv4kcNxhc

Mas, o que nos diz o nosso querido e amigo de sempre, o amansa-burro?

Vejamos…

re.sig.na.ção
Substantivo feminino. 
1.Ato ou efeito de resignar(-se).
2.Paciência com os sofrimentos, as injustiças, etc. [Pl.: –ções.]

re.sig.nar
Verbo transitivo direto. 
1.Demitir-se de; renunciar.
Verbo pronominal.
2.Ter resignação. [C.: 1]

Ok, ter paciência com os sofrimentos e injustiças… ou, demitir-se… pera… DEMITIR-SE????

de.mi.tir
Verbo transitivo direto. 
1.Tirar cargo, função ou dignidade de; exonerar.
Verbo pronominal.
2.Exonerar-se. [C.: 3]

Tirar cargo, função ou DIGNIDADE de… peralá… aí temos um problema…

Resignar-se, em um determinado grau, transfere à outrem a função… seria, basicamente, entregar seu destino na mão de alguém…

No link que relata a visão espírita, ainda por cima, temos a obediência, juntamente com a resignação…

Uz-U-Uz, cada um com sua cruz...

Uz-U-Uz, cada um com sua cruz…

Ok, estamos aí falando de uma doutrina cristã, que prega a paz e o bem, e, pressupondo que estas sejam as palavras de Deus diretamente, não convém desobedecer o “Hômi”…

Mas, no meu caso, costumo tentar raciocinar tudo o que me é entregue como informação…

Aplicando o conceito em nível mais global, até porque, tendo em vista todas as mudanças em que o mundo se encontra, em vários níveis, não posso deixar de vincular uma coisa à outra. E, sendo assim, eu diria que o mundo cansou-se de resignação…

Tenho uma tia que, há anos adoentada com uma série de problemas, sempre que perguntava como estava, me respondia com um: “ah, como Deus quer…”.

Pois me recuso a pensar que um Deus bondoso queira ver a minha querida tia naquela situação por tanto tempo… tampouco quero pensar que ela se coloca nessa situação por, justamente crer que as coisas todas acontecem porque “Deus quer” simplesmente…

Certamente para quem crê neste conceito divino, ou numa egrégora coletiva que seja, não questiona o fato de que seus destinos estão selados desde antes do nascimento e que uma lei kármica ditará o rumo de suas vidas, e, no caso de alguém que tenha vindo para cá simplesmente para pagar suas dívidas passadas usando as “moedas correntes astrais” conhecidas, o amor ou a dor, e, com isso, resignam-se à “pagar a dívida”.

É claro, concordaria, no caso, analisando simplesmente sob a ótica de que problemas nos ensinam lições, quando os enfrentamos e aprendemos com eles. E não quando nos acostumamos ou nos resignamos à eles.

Bem, isso a partir de um período da vida não mais me parece razoável de aceitar.

#Chateado

#Chateado

Acredito que certos dogmas sirvam como ensinamentos em fases iniciais de vida. Um Abecedário da vida onde se dão algumas regras básicas à quem não tem nenhuma. Agora, com o passar do tempo e a evolução intelectual, passa a ser insuficiente. Pelo menos para mim. E, daí para frente, comecei a me bater com este conceito de “obediência e resignação”.

Aos que, lendo até aqui, me tomam por um ateu, cético ou um Herege (que está contido no meu próprio sobrenome, Ketzer), digo que, pelo contrário. Sou uma pessoa que está ligada a um sentido espiritual aprofundado. Mas, com o passar dos tempos, não consegue se ater à regras. Não às opções atuais, pelo menos.

Ao meu ver, a resignação e obediência não são benéficas no estágio em que a humanidade vive. Muito pelo contrário, elas trancam – e muito – processos de renovação que são imperiosos para o desenvolvimento humano como um todo.

Não falo exclusivamente no sentido religioso, apenas o usei como exemplo para embasar o texto.

Vejamos o caso das revoltas populares que o mundo está vendo ultimamente… não só a brasileira… tivemos em outros países anteriormente e, dia a dia, estamos nos deparando com pessoas que cansaram de regras caducas, que cansaram de seguir sem questionar conceitos pueris, tradições defasadas, líderes que se baseiam em leis mal feitas, mal executadas ou, simplesmente, desrespeitadas.

Rebelem-se! Seja pelo direito de queimar sutiãs ou a rosca. Cada um, tendo a vontade de combater um sistema que não lhe pareça lógico, erga-se e vá em frente. Mas, lembrem-se de fazê-lo no sentido de que esta sua reivindicação proporcione evolução a todos e não apenas à sua visão específica e egoísta.

Jesus dizia: “conheceis a verdade e ela vos libertará”, enquanto, por exemplo, aqui no Brasil, o pessoal aplique a: “deturpeis a verdade e ela vos libertará”. Estão aí alguns operadores do direito que não me deixam mentir sozinho.

Pára de empurrar, seu pulíça! Meus peitos foram parar nas costas!!!

Pára de empurrar, seu pulíça! Meus peitos foram parar nas costas!!!

Pois a rebeldia destes tempos, configura bem a exigência de mudança que se faz imperiosa, e, que não tem como se resignar esperando que aconteça por si só. O povo cansou de esperar. Cansou de depender de outros. Cansou de demitir-se ou, não ser digno de mudar…

Pois, paradoxalmente, ao julgarem-se dignos, indignaram-se… ou, simplesmente, ao não demitirem-se, rebelaram-se contra a resignação.

Essa rebeldia, que é o sintoma de que é necessário que se mude algo, deve, a seguir, conseguir a consciência do que deve-se melhorar. O que devemos deixar para trás e o que devemos trazer para nossas vidas… com essas mudanças, com a evolução que a rebeldia desperta, talvez, aí sim, podemos nos resignar na paz coletiva e em um ambiente onde todos queiram um bem comum…. daí, neste dia, eu certamente me resignaria e viveria tranquilamente. E com o bônus da obediência não mais ser necessária, pois, cada um agiria em prol de si e de outros por vontade própria e não por ordem de quem quer que seja… isso, para mim, amigos, chama-se evolução/avanço/progresso.

maior-fator-evolucao-humana-afranio-peixoto-citacao

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Eu podia estar roubando, podia estar matando… ou, trabalhando…

A frase é clássica no busão… que, muito antes do aumento da passagem, já sofria este outro tipo de assalto velado…

Geralmente a criatura começava o discurso com uma voz de coitado, mas, um olhar de lobo, te explicando que, a escolha é sua: dar a grana que quiser ali, naquela hora, ou, sofrer as consequências depois…

Rogério Esperança: Para doar 500 pilas, ligue 0300-Deus-lhe-pague

Rogério Esperança: Para doar 500 pilas, ligue 0300-Deus-lhe-pague

Confesso que, sinceramente, durante o discurso, me cocei várias vezes para não completar o “EuPodiaEstarRoubânoEuPodiaEstarMatânoMasNãoEstouAquiApelânoParaSuaGenerosidade…” com um “…E podia estar trabalhando também, né?!”

Para quem não lembra ou nunca passou por isso (Seu Burguês safado que anda de carro imperialista e não sabe o que é isso), a ladainha é mais ou menos essa:

Pois então… esta situação, como tantas outras na vida, nos coloca em uma das tantas situações dualistas onde, “ajudamos” o pessoal, porque somos bonzinhos ou as regras de boa convivência mandam, também conhecida como medo do cara me assaltar depois, ou então praguejamos a criatura que deveria estar fazendo outra coisa na vida ao invés de vir ali te encher a paciência, afinal, ema-ema cada um com seus pobrema problemas, certo?

Passa a grana senão eu toco o meu pano engordurado no seu vidro!

Passa a grana senão eu toco o meu pano engordurado no seu vidro!

Não sei bem se é certo ou errado. Mas o problema social acaba se dividindo entre os que acham que devemos ajudar, vulgarmente chamado de caridade, e os que acham que tudo que se dá de graça, não tem valor… colocando a cereja no bolo com o “Não dê o peixe, ensine a pescar…”.

Vejamos que, também nisso, temos o maniqueísmo regendo as ações… esquerda ou direita, certo ou errado, preto ou branco…

Nem um e nem outro. Extremos geralmente são ações mais refutáveis do que, propriamente conscientes…

Normalmente o pessoal dá logo a “ajuda” para a criatura calar logo a boca, ou não melar o para-brisa do carro irremediavelmente… (falo por mim, é claro, mas creio que tenha mais gente que se identifique com isso)

Também, certamente, há os que ajudam de coração… mas, normalmente essas pessoas são as que se envolvem mais do que geralmente dar uma esmola…

Conheço gente muitíssimo bem intencionada, que ajuda um tantão de gente simplesmente porque entendeu que fazer o bem, lhes faz bem… e, os que entendem que devam resolver seus problemas antes e, talvez, quem sabe, um dia, possam vir a ajudar…

As causas, amigos, como qualquer outra coisa na vida, devem ser escolhidas pelos seus sentimentos, nunca por seus cérebros… digamos que, ter que raciocinar ou se submeter à chantagens emocionais para só aí fazer alguma coisa, até pode ser o início da coisa, mas, não vai te tornar uma pessoa melhor necessariamente… apenas alguém que julgou ser mais cômodo agir assim…

Mais ou menos como o pessoal que terceiriza a caridade, tipo, ligando para o “Criança Esperança”, fazendo lá a sua ligaçãozinha e pronto: – O CÉU ME ESPERA!!!

Ter um inimigo... na vida é tão ruim ter inimigos...

Ter um inimigo… na vida é tão ruim ter inimigos…

É claro, também há os queridos que “salvam o mundo” pelo Facebook, curtindo e compartilhando… jurando de pés juntos que a cada clique, o Facebook/AOL (que nem deve existir mais, provavelmente)/Microsoft (que não dá nem bom dia de graça)/Eike Batista (que atualmente tá matando cachorro à grito) ou seja lá quem for, salvará aquela “foto desgracenta” que alguém tocou na sua time line… alguns, com requintes de crueldade, ainda compartilham a naba da corrente com um “Eu fiz a minha parte…”, numa clara demonstração de que está explicando à sua consciência de que fez o que lhe era possível para salvar o dia…

Parabéns... eu já sabia que você tinha compartilhado isso enquanto tava com o RedTube minimizado...

Parabéns… eu já sabia que você tinha compartilhado isso (enquanto tava com o RedTube minimizado)…

Pois é amigos… saibam que, essas malas virtuais são a versão digital dos queridões do busão com os seus “EuPodiaEstarRobâno…”. Eles, tal qual os outros, apelam para a sua boa vontade, ao invés de fazer eles mesmos…

Pois sim! Os do busão são vítimas da sociedade burguesa capitalista!!!

Ai meu São Marx! Os do busão são vítimas da sociedade burguesa capitalista!!!  Os do Fêicebúqui são burgueses que podem comprar computador sem bolsa nenhuma!

Pode ser, mas, também são pessoas… e, como tal, devemos presumir que pode fazer por si também… ou, pelo menos, entendermos que não é culpa sua por eles estarem ali…

Notem que, também neste ponto, estamos diante da mesma lógica anterior… pois há os que acreditem que podem fazer algo por aquelas pessoas, e os que acham que “já pago o governo para fazer algo por eles e eles preferem ficar com a grana do que fazer algo…”.

O Governo é a Globo do seu Criança Esperança… mas a GRANDE DIFERENÇA é que só liga quem quer para a Globo…

Para quê eu estou me delongando com essa bobajada toda?

Simplesmente porque perdi 10 minutos da minha vida ouvindo o discurso da Dilma em rede nacional para explicar os protestos da semana, ao invés de passar da fase 79 do Candy Crush…

Uá´´aáá

Uááááá… amadores me dão sono…

Pois é, vossa escrotecência… me dão também… e qual não foi a minha surpresa que a nossa presidenta inteligenta, se acha completamenta inocenta…

Ela nos disse, basicamente, que, após vislumbrar o clamor popular, se deu conta de que podia fazer mais e melhor, apesar da nossa limitaçãozinha financeira… que monta apenas 1,6 TRILHÕES por ano… afinal, o que se dá para fazer menos de 2 trilhões, né não?! Qualquer assalariado, ganhando R$600,00 pode ganhar isso em umas 260 encarnações (sem juros no HeavensCard)…

Ela também nos disse que, apesar de passar por tantos perrengues, coitada, está disposta a, abnegadamente, ouvir a todos os clamores… também está disposta a fazer o básico… aquele básico que o seu antecessor já se elegeu prometendo fazer, mas, casualmente, não conseguiu, tal qual o seu antecessor-seguidor-do-continuísmo-espoliador-dos-cofres-públicos…

Vejamos que, ela lembra que é o povo quem deve fazer o país melhor…

Tradução: trabalhem para nós e não esperem nada em troca, seus patriotas lindos, queridões e fofos!

Tradução: trabalhem para nós e não esperem nada em troca, seus patriotas lindos, queridões e fofos!

Ô povo, vocês devem se comportar direitinho senão vão pra cama de castigo sem ver o Neymar Jr. fazer gols na Copa, hein?! Aiaiai, povo malvado!!! Feios, bobos e caras-de-tatu que estão estragando toda a brincadeira que ela montou com tanto carinho para que os gringos venham para cá e percebam que fluem rios de Lexotan em nossas águas para manter tanta gente aparvalhada com tantos desmandos…

Pois então… querida presidenta, a senhora que é uma pessoa exigenta, coerenta, e, sobretudo intransigenta com todos os atos hostis da massa, não vandalize, por favor, com a inteligência alheia… pois é óbvio que, tal este povo podia estar roubando, podia estar matando… a senhora PODIA ESTAR TRABALHANDO!

Olha mãe, a Dilma me mandou passear no bosque com o caçador...

Olha mãe, a Dilma me mandou passear no bosque com o caçador…

Salve-se quem puder… e quiser…

Salvem-se!

Esse brado, ao ser ouvido, pode gerar várias reações. A primeira coisa que me vem à mente é: fuja que deu merda problema…

Por outro lado, o salvar-se, pode também provocar reações diversas, dependendo do discurso.

No religioso, por exemplo, pode estar em um conjunto de coisas a fazer que te proporcionará salvação…

Também podemos citar casos de doentes que se salvaram, pessoas que se salvaram de desastres… enfim.

Alguns creem que a salvação reside em alguém. Um salvador.

Outros, creem que existam regras que definam quem deve ou não ser salvo…

Selecione onde salvar...

Selecione onde salvar…

Bem, o assunto é controverso e, como sempre, vamos ao amansa:

sal.va.ção
Substantivo feminino. 
1.Ato ou efeito de salvar(-se), ou de remir.
2.Saudação (1). [Pl.: –ções.]

re.mir
Verbo transitivo direto. 
1.Adquirir de novo.
2.Resgatar (1).
3.V. ressarcir.
4.Expiar, pagar.
5.Libertar (uma propriedade) de ônus, resgatando-a.
Verbo pronominal.
6.Livrar-se do cativeiro.
7.Reabilitar-se. [F. paral.: redimir. C.: 9.]
§ re.mí.vel
adj2g.

sal.var
Verbo transitivo direto e indireto. 
1.Tirar ou livrar (de ruína, perigo, ou perda total).
Verbo transitivo direto.
2.Salvar (1).
3.Defender, preservar.
4.Dar a salvação a; livrar das penas do inferno.
5.Saudar (1).
6.Inform. Registrar ou armazenar (informações) de modo a poder recuperá-las posteriormente.
Verbo intransitivo.
7.Dar salva de artilharia.
Verbo pronominal.
8.Pôr-se a salvo dalgum perigo.
9.Livrar-se. [C.: 1. Part.: salvado e salvo.]
§ sal.va.dor (ô) adj. sm.; sal.va.men.to sm.

sal.vo
Adjetivo. 
1.Livre de perigo, morte, etc.
2.Libertado, remido.
Preposição.
3.Exceto, afora.

Ok, entendi. Embora, o sentido seja amplo. Pode-se desde pagar ou expiar, até ser eximido de… o que, é claro, pode passar por nós ou por outros. E, daí a diferença entre salvar-se ou ser salvo…

Há quem acredite que, o salvamento consiste em algo. Um objetivo. Que, pode variar desde uma morte certa em um acidente, até a conversão moral a um padrão estabelecido para que seja/esteja salvo…

PARA MIM, em minha humilde opinião, creio que, ao sermos salvos, estamos necessariamente em posição de vítimas de algo ou alguém. E não há nada de errado nisso, afinal, shit happens. O problema, ao meu ver, é isso ser a rotina de cada um. A pessoa que necessita constantemente ser salva, certamente cuida extremamente mal de si.

Saaaaalve-me Popeye!!!!

Saaaaalve-me Popeye!!!!

Pois então, cuidar de si é, de certa forma, salvar-se. Vencer um vício, por exemplo. Embora, alguns processos exijam invariavelmente, alguma expiação para se alcançar a tal salvação… ou a redenção…

re.den.ção
Substantivo feminino. 
Ato ou efeito de remir ou redimir; condição de remido ou redimido. [Pl.: –ções.]

re.mir
Verbo transitivo direto. 
1.Adquirir de novo.
2.Resgatar (1).
3.V. ressarcir.
4.Expiar, pagar.
5.Libertar (uma propriedade) de ônus, resgatando-a.
Verbo pronominal.
6.Livrar-se do cativeiro.
7.Reabilitar-se. [F. paral.: redimir. C.: 9.]
§ re.mí.vel
adj2g.

Acho que cheguei ao ponto: Libertar-se, livrar-se do cativeiro…

Pois a libertação de si mesmo é a coisa mais difícil (ao MEU ver) que um ser humano pode fazer. Ainda mais quando muitos de nós sequer sabem que estão presos.

Libertar-se, como nos filmes de ação, requer estratégia para uma fuga, que requer conhecimento e inteligência, para não precisar de sorte ou que alguém o carregue nas costas, por exemplo.

Salvar-se, ou libertar-se, para mim, se inicia em QUERER ser salvo ou liberto. A partir daí, sabemos que o processo, por mais complicado que seja, é meio para um objetivo. E, a partir daí, a disciplina, coragem, etc; farão o trabalho andar.

O que é necessário para que cada um se salve? Bem, isso varia de pessoa para pessoa. Alguns se salvam com um simples pedido de perdão, outros, com atos de contrição. Alguns, com remédios, outros com boas ações. O que eu sei é que cada um sabe, ou deveria saber, o que lhe é necessário para se salvar.

Já consegui um habeas corpus para não ir para o inferno... e dei 10% pro santo...

Já consegui um habeas corpus para não ir para o inferno… e dei 10% pro santo…

Nessa última frase, poderíamos trocar o “se salvar” por “se curar” também, afinal, não deixam de ser sinônimos no contexto. A remissão dos pecados seria a cura da alma, diriam alguns religiosos. E eu diria que muito além disso, remir-se é o mesmo que reabilitar-se…

Bem, e qual o ponto desse blablablá todo?

Simples. Que a cura, a remissão, a libertação e a salvação está em nós. Na nossa vontade de realizar isso.

E, se algum pastor espertinho vier lhe oferecer soluções ou salvações para coisas que você não vê como sendo problemas, simplesmente deixe-as de lado. É claro, que se parecer razoável uma mão estendida, aceite, mas, só e somente só se isso lhe fizer sentido. E é claro, você só pode se curar de algo no momento em que você concorda que precisa de ajuda (se é que entendem ao que me refiro).

cura-gay

Salvemo-nos todos! Salvemo-nos da ignorância, da prisão mental, dos que tentam coagir-nos, dos que oprimem, dos que nos roubam, dos que nos rebaixam, dos que nos intrigam, dos que nos enganam! SALVEMO-NOS! E não aguardemos que alguém o faça por nós…

Façamos por nós, e, quem sabe, quando nos faltar forças em determinados momentos, sejamos salvos sem sequer percebermos, pois teremos nos dado conta que, salvar/libertar/remir alguém faz parte de salvar a si próprio…

frase-os-homens-apenas-se-podem-salvar-entre-si-mesmos-e-por-isso-que-deus-se-disfarca-de-homem-elias-canetti-144885

Ortodoxia…

Ortodoxos x Não ortodoxos… debates infindáveis, e, até mesmo confrontos. Tudo em nome do que é correto e verdadeiro… afinal, nada é mais irritante para alguém que outro duvide da sua verdade suprema, não é?!

Santa Democracia religiosa, Batman!

Santa Democracia religiosa, Batman!

Pois, para começo de conversa, a própria nomenclatura já é complicada de se entender. E, como de costume, vamos ao “amansa”…

Peraí, antes, vamos na raiz. Na etmologia:

A palavra vem do grego “orthós” <retos> e “dóxa”, <opinião>. dai esta palavra veio a indicar <crença correta>.

“Traduziram” opinião reta como crença correta… não concordo… afinal, nem tudo que é reto é correto… pode ser, apenas, inflexibilidade, ou mesmo, ignorância… então, vamos em frente na pesquisa:

Ortodoxia inclui quaisquer posições, opiniões, padrões ou doutrinas oficiais ou vigentes que uma determinada instituição, organização ou sociedade formula, aceita e defende. Pode-se dizer que a ortodoxia é a manutenção e defesa do status quo.

Bem… QUAISQUER padrões ou doutrinas… o que já nos retira do campo religioso como demandante exclusivo da nomenclatura… e manutenção do status quo, que, basicamente, como qualquer outro mecanismo de defesa, pode ser apenas uma das tantas facetas do MEDO.

Mas, de onde vincularam uma coisa com a outra?

- Fui eu!!; - Não, fui eu!!!  E, se não gostou, vai reclamar com o Bispo!

– Fui eu!!;
– Não, fui eu!!! E, se não gostou, vai reclamar com o Bispo!

Olha, não sei não… mas, pesquisando por aí, vi mais isso, focando mais na ortodoxia religiosa:

Chama-se Igreja Ortodoxa o grupo de Igrejas orientais que aceitam somente os primeiros sete Concílios Ecumênicos.

No século III Constantino I, primeiro Imperador de Roma a aceitar o cristianismo como religião oficial do Império Romano, reuniu no ano 325 na cidade de Niceia o primeiro concílio ecuménico, que ficou conhecido como Primeiro Concílio de Niceia, onde supostamente se definiu a Divindade de Jesus Cristo.

A Igreja Cristã era, naquela altura, dividida em cinco patriarcados tradicionais, apostólicos:

Ainda foram feitos mais seis concílios antes do cisma ente as Igrejas Ortodoxas e a Igreja Católica. São eles:

E o que isso tudo quer dizer?

Que o pessoal resolveu repensar os escritos divinos e, houve quem achou isso legal, e os que não acharam, e, portanto, rompendo com os colegas…

E qual o mal disso?

Ao meu ver, nenhum… afinal, nem todos são obrigados a concordar. E, tratando-se do contato com Deus, ou a nomenclatura para o ser-divino-criador que mais lhe apraz, não creio que deva haver hierarquias ou intermediários para tal. Mas, como sempre digo, isso é mero achismo meu.

E onde é que ele quer chegar com isso tudo?

E onde é que ele quer chegar com isso tudo?

Basicamente, quero chegar no ponto em que não existe problema em se acreditar em uma “crença verdadeira”. Nenhum problema mesmo. O problema mesmo é, como existem vários grupos de pessoas que acreditam que suas crenças são as verdadeiras, logicamente acabam por não se acertarem entre si.

Agora, seguindo na linha da “edição bíblica” dos concílios, os caras começam a discordar, como no caso dos que concordaram até a 7ª mudança, por exemplo. Então, podemos ter dissidências dentro da própria matriz bíblica original…

Enfim… isso também não é meu problema, afinal, cada um crê no que melhor lhe convém. E, crer é um conceito baseado em sentimentos e não “simplesmente” em ensinamentos, escritos e debates. Eles servem SIM para maturar a ideia, compreendê-la, refutá-la ou aceitá-la… a velha tese, antítese que gera a síntese…

Cuma?

Cuma?

Ok, vou adiante. O meu ponto é: pode-se ser ortodoxo em qualquer campo da dialética, por exemplo.

Existem judeus ortodoxos, cristãos ortodoxos, ateus ortodoxos, gays ortodoxos, corruptos ortodoxos… militantes políticos ortodoxos… enfim… pode-se usar a ortodoxia como método de “comprovação” de sua argumentação, atraindo simpatizantes (ou antipatizantes para combater) que engrossarão o apoio à sua causa. Pode-se formar alianças e inimigos a partir da mesma, por exemplo.

Por exemplo, pode-se unir facções religiosas discrepantes entre si em seus livros sagrados ou suas metodologias , contra, grupos ateus ou gays, que, por sua vez, acabam se unindo para combater “religiosos” que os condenam…

Sim, isso tudo já deu o que tinha que dar e já está enchendo o saco de muita gente (incluindo o meu), afinal, são IGUAIS em suas ortodoxias, embora, vetorialmente contrários em suas crenças.

Te sento a porrada se tu não parar com esse troço!

Te sento a porrada se tu não parar com esse troço!

Peralá, eu não estou indo contra ninguém… pelo contrário, eu estou encontrando pontos em comum entre todos…

Na verdade, para TUDO nessa vida, onde há pontos discrepantes, tem-se necessariamente que existir consenso (o que é praticamente impossível, e, caso exista, há o risco de lavagem cerebral), tolerância (que não é a mesma coisa que aceitação) e, por fim, o bom e velho “Tanto faz” (pois tanto faz qual a sua crença, desde que consigamos conviver sem nos matar).

A visão restrita que uma ortodoxia pode gerar, em alguns casos, pode sim, e muito, atrasar a evolução humana. Por exemplo: somos seres humanos, não somos unanimidade nem entre nós mesmos, imagina o nível de arrogância que pode atingir alguém em pensar que exista uma única crença correta. Qual não seria o avanço, cogito eu, se somassem-se as crenças, refinassem-se os paradigmas e, ao final, existisse uma atmosfera de concordância ou, discordâncias construtivas, visando a melhoria comum dos participantes (do mundo todo, neste caso).

CELULAR COM ANDROID????? BLASFÊÊêÊÊÊÊÊêÊÊÊÊêêêêêêÊMIAAAAAA!!!!

CELULAR COM ANDROID????? BLASFÊÊêÊÊÊÊÊêÊÊÊÊêêêêêêÊMIAAAAAA!!!!

Tentando finalizar, não creio ser a ortodoxia o problema… afinal, pode-se simplesmente que TODOS estejam corretos em vários aspectos e TODOS errados em outros…

Talvez, o vilão mesmo seja o proselitismo: proselitismo (do latim eclesiástico prosélytus, que por sua vez provém do grego προσήλυτος) é o intento, zelo, diligência, empenho ativista de converter uma ou várias pessoas a uma determinada causa, ideia ou religião (proselitismo religioso).

E não digo no âmbito religioso. Digo no âmbito geral mesmo (embora todo generalismo seja burro, incluindo este). Acredite no que quiser, amigo, mas, por favor, não tente converter o próximo… não goela abaixo, pelo menos…

Acho que quem vai pular na água gelada agora sou eu, irmã...

Acho que quem vai pular na água gelada agora sou eu, irmã…

Ai caramba, porque fui deixar a patroa ler 50 tons de cinza?

Ai caramba, porque fui deixar a patroa ler 50 tons de cinza?

Desculpa…

Pedir desculpas é um ato nobre, que todos deveriam exercitar para melhorar seu convívio social, não é mesmo?

Não se analisarmos a expressão mais profundamente…

des.cul.pa
Substantivo feminino. 
1.Ação ou efeito de desculpar(-se).
2.Perdão; indulgência.
3.Escusa (2).

per.do.ar
Verbo transitivo direto. 
Verbo transitivo direto e indireto.
1.Desculpar (pena, culpa, dívida, etc.).
Verbo intransitivo.
2.Conceder perdão ou desculpa. [C.: 1D]
§ per.do.á.vel adj2g.

Ok, poderia ir adiante, mas, para não cansar muito, vamos direto ao ponto: desculpar = perdoar = retirar a culpa.

Retirar a culpa…

Pois bem, neste prisma, se você fez alguma (cagada)  coisa errada à alguém, seria o correto, simplesmente pedir a ele que retire a culpa de cima de você?

Um sábio dizia que “Há três coisas que não voltam atrás: a flecha lançada, a palavra falada e o tempo perdido”. Da mesma forma que não adianta retirar o que foi dito, retirar a culpa de uma má ação não vai transformá-la em boa ação…

frase-o-mundo-usou-nos-como-desculpa-para-enlouquecer-george-harrison-125539

Calma lá Georginho… essa desculpa é outra coisa… ou não?

Bem, além de pedirmos desculpas, somos peritos em inventar desculpas…

Uma certa feita, ouvi de um amigo muito sábio, que, quem nos pede desculpas, na verdade, está pedindo permissão para falhar novamente conosco. E, é claro, eu tinha acabado de pedir isso à ele…

Por outro lado, inventar desculpas, embora seja uma ação supostamente diferente do que pedir desculpa, nos remete ao mesmo ponto crucial: a tentativa de nos livrar da culpa.

Pedir desculpas é aceitar que a culpa e nossa, mas, pedimos à alguém que  retire… geralmente, ao credor em questão…

Não querida, não estou te traindo... apenas estou atestando que não existe mulher melhor do que você...

Não querida, não estou te traindo… apenas estou atestando que não existe mulher melhor do que você…

Já, quando inventamos ou prestamos alguma desculpa, na verdade, estamos tentando justificar que a culpa não é diretamente nossa… e, invariavelmente, acabamos atribuindo à algo ou alguém, tirando o nosso da reta…

Salvando o planeta então, né não?!

Salvando o planeta então, né não?!

Certa vez escrevi sobre culpa e não vou retornar ao assunto, mas, à época já acreditava que a culpa é apenas um aviso interno que diz que devemos arrumar alguma coisa, ou, melhorá-la. Livrarmo-nos da tal culpa, seria, então, uma forma de abrirmos mão de ter que buscar um reforma íntima ou mesmo repensar nossas atitudes?

Talvez…

Mas, também vejo isso como parte de nossa “civilização”, que através do maniqueísmo, induz as pessoas a agirem de formas pré-ordenadas para que possam enquadrarem-se em padrões pré-estabelecidos para o que julgam ser aceitável ou não.

desculpa

Pedir a alguém ou mesmo inventar mecanismos que simplesmente “deletem” a tal culpa e, com ela, nossas mentes nos dizendo que fizemos coisas que não deveríamos é muito mais complicado do que simplesmente pedir a anuência…

Umas das coisas que me desviaram do catolicismo foi, depois de ter adquirido a capacidade de questionar sem me ater a dogmas, foi a incompreensão de que, independentemente do que possamos fazer de mal, basta confessar, cumprir “penitência”, que geralmente era rezar centenas de orações decoradas – e que eu repetia feito papagaio e com a mente só imaginando quando sairia dali – para, ao final, estar livre para cometer os mesmos erros de novo, ad eternum, sempre contando com a compreensão de um Deus que é todo amor, que perdoa, mas, que mesmo me perdoando eu poderia arder no inferno pelo resto da eternidade…

Por outro lado, a tal lei do Karma, que me parecia sempre uma espécie de contabilidade astral, onde uma pontuação é estabelecida para cada ato nosso, e, ao final, temos que ter mais pontos positivos do que negativos… Dharma e Karma, se não me engano. Pois, neste caso, acabei apelidando de “contabilidade astral” justamente porque a minha meta era: se eu terminar zerado já estou no lucro…

Nesta mesma contabilidade, notei que havia duas moedas correntes, o amor e a dor. Ambas serviam para pagar as “dívidas” contraídas… mas, também descobri que a fatura é bem maior, afinal, sendo espíritos reencarnantes, algumas religiões me diziam que eu já nascia devendo da outra vida passada…

Pois eu devo ter chegado lá no além e dito: “Querido São Pedro, dá pra parcelar no VisaHeaven em 10 encarnações sem juros? Abro mão das milhagens, pois não pretendo viajar ao inferno mesmo…”

Como assim? Explicar que cada desgraça que ocorre tem explicação de uma dívida cuja a qual eu não tenho o extrato só pode ser uma santa sacanagem…

desculpa-sempre

O nome disso é crédito rotativo

Pela lógica acima, devemos desculpar os outros para, ao final, sermos desculpados… enfim, um sistema onde a minha culpa elimina a sua e assim segue a vida… método matemático onde valores iguais com sinais opostos anulam-se…

Salvei um cãozinho… +4 pontos… mas, infelizmente, gosto muito de jogo do bicho… – 5… estou devendo 1… bem… acho que vou ter que ajudar alguma velhinha a atravessar a rua para  equilibrar…

É claro, toda essa bobajada acima serve para escrachar minhas incompatibilidades dogmáticas. Mas, perguntando-me o que eu acho que seria o ideal para isso tudo, simplesmente diria:

A meritocracia está em agir sem esperar o retorno. No momento em que realiza-se algo bom, mas, com a intenção de se beneficiar com isso, perde-se muito do valor…

Bem, mas ainda assim está se realizando coisas boas, certo?

Sim, certo… mas porque isso é o que queremos, é o que nos faz bem… e não para alimentar um sistema que nos avalia e nos cobra o tempo todo… para isso já temos o governo…

Quando nos dermos conta que, fazendo bem a algum necessitado, estaremos nos fazendo bem da mesma forma, porque isso gera uma aura de energia positiva, e não simplesmente porque alguém ou algum livro mandou, aí sim estará perto do que EU ACHO (puro achismo meu) como ideal…

frase-destino-aquilo-que-autoriza-os-crimes-do-tirano-e-serve-de-desculpa-para-os-fracassos-do-idiota-ambrose-bierce-144037

Dançando na Tempestade…

Como já escrevi anteriormente, algumas letras de música podem nos dar ótimas epifanias durante o dia.

Esta é uma delas:

E aqui a tradução (para os que não tem tecla SAP em seus chips):

DANÇANDO NA TEMPESTADE

Deitado no escuro eu sei que você está acordada
Eu não vou desistir, eu não vou desistir
Fazendo caretas e admitindo coisa nenhuma
Eu não vou desistir, eu não vou desistir

Relampejando tudo é nítido e claro
Eu posso ver tudo isso, eu posso ver tudo
E como o trovão ruge, estamos levantando uma tempestade
Podemos romper o silêncio, podemos romper o silêncio

Os dias de complacência se foram
As noites de indiferença se foram

REFRÃO
Aqui vamos nós, aqui vamos nós para mais um turno
Podemos apertar, podemos agitar as árvores e a terra
Nós podemos girar, nós podemos girar e não cair
Segure-se firme, nós dois podemos nos desenrolar
Você e eu vamos sair
E nós estamos dançando no meio da tempestade

Honestamente, o meu pé está sempre em minha boca
Ainda as palavras saem, as palavras saem
Não é verdade, mas eu não tenho nada a confessar
Apenas uma pitada de dúvida, basta uma pitada de dúvida

Os dias de passos laterais se foram
As noites sem parceiro se foram

Aqui vamos nós, aqui vamos nós para mais uma vez
Podemos apertar, podemos agitar as árvores e a terra
Nós podemos girar, nós podemos girar e não cair
Segure-se firme, nós dois podemos nos desenrolar
Você e eu vamos sair
E nós estamos dançando no meio da tempestade

Na tempestade
Na tempestade
Na tempestade (Dança)
Na tempestade

Os dias de complacência se foram
As noites sem parceiro se foram
Foi-se a maneira que estávamos acostumados
Agora, mudamos de etapa, só Deus sabe o que aprendemos

Aqui vamos nós, aqui vamos nós para mais uma vez
Podemos apertar, podemos agitar as árvores e a terra
Nós podemos girar, nós podemos girar e não cair
Segure-se firme, nós dois podemos nos desenrolar
Você e eu vamos sair
E nós estamos dançando no meio da tempestade

Dançando na tempestade

Os dias de passos laterais se foram
As noites sem parceiro se foram
Foi-se a maneira que estávamos acostumados
Agora, mudamos de etapa, só Deus sabe o que aprendemos

Pois bem, gosto muito do que esta música me traz à mente. Ela me remete à tempos difíceis, novas etapas, coisas da forma como a conhecíamos ruindo. Mas, neste mesmo cenário, me faz  ver que existem pessoas com a capacidade de atravessar qualquer tempestade com bom humor. Dançar na tempestade, ou, no bom e velho coloquial português, cagar e andar para os problemas.

Não seria desprezar estes problemas simplesmente, mas, deixar que problema algum te tire a capacidade de dançar, ou sorrir, que seja.

Etapas terminam. Nossas visões das coisas mudam com o tempo. Novos acontecimentos nos obrigam a reconstruir. Mas, ainda assim, há beleza nesses processos. Estar bem consigo te dá essa capacidade de dançar em qualquer tempestade.

A forma a que estávamos acostumados não mais existe…. ou, na letra:

Os dias de complacência se foram
As noites sem parceiro se foram
Foi-se a maneira que estávamos acostumados
Agora, mudamos de etapa, só Deus sabe o que aprendemos

A vida não se trata de esperar a tempestade passar, mas sim, de aprender a dançar na chuva...

A vida não se trata de esperar a tempestade passar, mas sim de aprender a dançar na chuva…

Gosto particularmente desta parte, onde os dias de complacência se vão. Dias em que deixaremos de ser obtusos com o nosso mundo e encaremos a mudança.

Gosto muito também da parte onde a maneira com que estávamos acostumados, se foi. Afinal, isso acontece ciclicamente nas nossas vidas ou, como bem sabemos, nos tempos atuais, com o mundo todo.

Essa sacudida que as vezes nos impomos, ou, que a vida nos impõe, podem sim servir para que melhoremos, por mais feia que a tempestade possa parecer.

...afinal, depois da tempestade, sempre podemos ter cenários como este...

…afinal, depois da tempestade, sempre podemos ter cenários como este…