Escolhas…

Volto ao tema sobre escolha, palavra que tende a entrar na moda, mediante o recente “evento Angelina Jolie” e que promete despertar muita discussão a partir daí.

Vê lá o que tu vai falar...

Vê lá o que tu vai falar…

Pois então. A tal retirada das mamas em função de uma possível piora na propensão genética em se ter câncer, remete, pelo que tenho lido, discussões acaloradas entre exaltação à coragem da moça, e, em contrapartida, quem ache que ela tem desde distúrbios psíquicos, até interesses revestidos, incluindo aí, grana de uma empresa de mapeamento genético.

A partir dos comentários, vi que o ponto de equilíbrio das discussões ficou na parte da “escolha” dela. Afinal, os peitos eram dela e, portanto, a escolha também.

Ferrou com o playground, hein nega véia?!

Ferrou com o playground, hein nega véia?!

Não, não ferrou, ela colocará implantes no lugar, mas, não é por aí, compadre, o lance está em função da escolha dela.

Pode-se discutir o que quiser, já que trata-se de uma figura pública, e que, certamente, é formadora de opinião, mas ninguém pode adentrar no campo “escolha alheia”. Aí morre-se o assunto, invariavelmente.

Vários lugares-comuns e convenções sociais ditam que o seu direto termina onde começa o do outro. E eu retocaria dizendo que, desde que o direito do outro seja usado com a devida parcimônia.

A escolha da Angelina é exclusiva dela, obviamente, mesmo que com influências de familiares ou seja lá quem for, mas, a decisão final, e, portanto, a escolha, é dela.

Sim, as escolhas de uns podem ferrar com as de outros... e daí?

Sim, as escolhas de uns podem ferrar com as de outros… e daí?

Vou me ater na terminologia da “escolha” para o momento…

es.co.lha(ô)
Substantivo feminino. 
1.Ato ou efeito de escolher.
2.Preferência, predileção.
3.Opção.

Vamos adiante:

es.co.lher
Verbo transitivo direto. 
1.Decidir-se por (algo, alguém); ter como preferência; preferir.
2.Fazer seleção de: escolher grãos.
Verbo transitivo direto e indireto.
Verbo transitivo indireto.
3.Optar (entre duas ou mais pessoas ou coisas).
Verbo transobjetivo.
4.Eleger, nomear.

Ok, entendi. Bem, o quesito aí é que escolher = opção, e, portanto:

op.ção
Substantivo feminino. 
1.Ato ou faculdade de optar.
2.Aquilo por que se opta.

op.tar
Verbo transitivo indireto. 
Verbo intransitivo.
Decidir-se por uma coisa (entre duas ou mais).

atualizando: escolher = opção = decidir

de.ci.dir
Verbo transitivo direto. 
1.Determinar, resolver.
2.Solucionar.
3.Dar decisão (2) a.
Verbo intransitivo.
4.Tomar deliberação.
Verbo pronominal.
5.Dar preferência.
6.Resolver-se. [C.: 3]
§ de.ci.di.do adj.

de.ci.são
Substantivo feminino. 
1.Ato ou efeito de decidir(-se).
2.Sentença, julgamento. [Pl.: –sões.]

mais um atualização… escolher = opção = decidir = julgar

jul.gar
Verbo transitivo direto. 
1.Decidir como juiz ou árbitro.
2.Sentenciar (1).
3.Crer por indícios, suposição, etc.; supor, presumir, pressupor.
4.Formar opinião ou juízo crítico sobre; avaliar.
Verbo transobjetivo.
5.Considerar.
Verbo transitivo indireto.
Verbo transitivo direto e indireto.
6.Julgar (4).
Verbo intransitivo.
7.Sentenciar (3).
Verbo pronominal.
8.Ter-se por; considerar-se. [C.: 1C]
§ jul.ga.dor (ô) adj. sm.

BINGO! Supor, presumir, pressupor…

Tem lógica isto tudo, afinal, a mesma pressupôs que teria câncer, e, a partir daí, escolheu (escolher = opção = decidir = julgar = supor) remover os peitos.

Pelo visto vai demorar ainda... vou comer uma coisinha...

Pelo visto vai demorar ainda… vou comer uma coisinha…

Não, não vou me alongar muito mais. Ainda mais agora que consegui entender que, ao escolher, pode-se presumir coisas. Ou seja, coisas que ainda não aconteceram podem servir como base para decisões atuais.

Ok, a vida é feita de escolhas, e isso é normal. O que eu quero aqui salientar é: o que de fato move suas escolhas?

Ao fazer escolhas na vida, assumimos o risco, isso não se discute, e, inclusive, não fazê-las não deixa de ser uma escolha também.

Em um mundo de exposição global, ainda mais agora, com o advento da internet e as mídias sociais, uma escolha pode repercutir longe. E, dependendo do caso, pode inspirar outros a fazerem escolhas baseadas nas suas. Taí o marketing que não me deixa mentir (sozinho).

Pois tal qual podemos escolher baseados em escolhas alheias, alguém pode fazer o mesmo em relação às nossas.

Bem, aí volto na pergunta inicial: o que de fato move suas escolhas?

Será realmente a sua vontade, aquela vontade baseada em conceitos seus, ou, seria a influência externa ou a pressuposição de coisas?

Tá, to começando a me irritar... vai logo, pô!

Tá, to começando a me irritar… vai logo, pô!

Ok, ok!

Apenas quero atentar para que suas escolhas sejam REALMENTE suas. Que cada vez menos a influência externa seja levada em conta. Mas que, da mesma maneira, escolhas “induzidas” podem ser o novo tipo de escravidão…

Sim, em um ambiente onde não se percebe o TODO de escolhas possíveis, tendo um visão míope, ou, induzida por outros, talvez, com interesses revestidos, você pode estar sendo escravizado, achando ser livre, pois tudo o que faz é escolha SUA!

Posso pensar a respeito???

Cuma?

Sim, escolher pode parecer simples, desde que todas as opções disponíveis sejam analisadas… mas, nem conhecendo todas as opções eu acharia algumas escolhas simples… afinal, a única lei que eu acho que esteja regendo suas escolhas é a AÇÃO X REAÇÃO.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s