Sintonia musical…

Ainda sigo em fase onde a música tem me inspirado sentimentos distintos. Algumas me irritam profundamente, e, outras, me transferem a consciência para um lugar melhor. Tenho viajado em algumas músicas como não fazia anteriormente. Certamente mudei minha percepção das coisas nesse último ano, e, talvez aí, tenha passado a absorver mais profundamente os conteúdos musicais.

Acredito nas teorias energéticas, onde dizem que conectamos frequências, e, nelas, podemos harmonizar e sentir em consonância com a junção disso. Traduzindo: acredito que, se nos desvincularmos do modelo 3D em que vivemos, ou, dos 5 sentidos, veremos que temos mais camadas de percepção do que aparentemente sabíamos. Ultimamente tenho sentido emoções diferentes com o que tenho ouvido. Não apenas no sentido musical, o qual abordo neste post, mas também em outras situações. Questão de conexão mesmo. Acredito nisso.

Pois bem, não posso deixar de exemplificar, usando os extremos dos sentimentos, minha irritação ao ouvir músicas do estilo AHHHH LELEKLEKLEKLEKLEKLEK… ou, variantes do tipo Fazer Lererê/Parapará/Coisa boa/Uma Sopa pa nóis (ah não, essa não é música)…

São engraçadas? Sim, são… mas, só se encaixam em situações em que se está propenso a tal…

Explico, claro…

Você está em uma aula de Yoga, ou, simplesmente meditando. Aí chega um amigo seu e começa a contar piada… ok, piadas são legais, mas não para o momento em que você se encontra…

Você ali querendo encontrar o seu interior e expandi-lo, enquanto a criatura conta piadas sobre expandir o interior alheio… não dá né?

Da mesma forma, músicas com conotação sexual, como o funk e o neo-sertanejo, – dito universitário, em clara sacanagem com quem faz faculdade, afinal, nem todos estão ali só pela farra – acabam me irritando.

Sim, eu sou chato… mas, explico também.

Desde tempos muito antigos que usa-se o pão e circo como instrumento de manipulação de massa. E, a julgarmos pela porcaria que anda o mundo ultimamente, onde queima-se pessoas porque “só” tinham 300 reais, não creio que seja lá o momento de piadas…

A sexualização banalizada de um povo faz parte do processo de imbecilização da nação. Afinal, o sexo faz parte do “circo”, quando é encarado da forma atual. Sem sentimentos ou envolvimento. Apenas um “desafogo”, como bebidas, drogas, etc… resumindo, uma fuga da vidinha medíocre e cretina que a maioria de nós leva…

Desculpe a sinceridade…

Mas, voltando ao início e retomando a linha de raciocínio inicial, eu diria que, para mim, tenho conseguido conectar em nível mais profundo com coisas que estou em consonância. Ao conectar com uma energia similar (de alta vibração, claro), somam-se e vibram em uníssono… reverberam mais alto… enfim…

Sendo assim, músicas de alta intensidade me inspiram, e, as de baixa, me irritam… e é claro, talvez ainda me irritem por eu não estar conseguindo me desvincular delas. Afinal, o fato de me irritarem é falha minha e não delas…

Acho também que, em um certo momento, ao encontrarmos o tão esperado equilíbrio, conseguiremos filtrar nossas percepções para que o contrário não nos desestabilize. Se alguém aí conseguir ou conseguiu, me avisem.

Se você está na fase “as mina pira”, ok. Sem problemas. Desfrute daquilo que te faz feliz. Nem estou aqui querendo dizer que quem ouve música gospel está em estado mais elevado que os demais. Apenas falo aqui de sintonia… para, é claro, levar à pergunta: com o que sua alma sintoniza?

Alguns ficam felizes quando em um filme de terror, o mocinho resolve destroçar o vilão… com requintes de crueldade, de preferência… outros, quando seu time aplica uma goleada, já, outros, quando simplesmente ouvem uma voz de alguém querido ao telefone… tanto faz…

O importante não é o meio pelo qual você se sente feliz, mas sim o fato de ter chegado à este estado. Tal qual, poderíamos aplicar aí, religiões. Se te faz ser uma boa pessoa, tanto faz para quem você reza ou de qual forma o faz… ou mesmo, se você não precisa de nada disso para ser uma boa pessoa…

A sintonia é uma forma de conseguirmos utilizar um meio para conectar a um estado específico. Se é por meditação, música, visão, olfato, etc… é o de menos…

Pensemos com mais profundidade ao que temos nos conectado. Com o que sintonizamos? Nos faz bem? Nos leva a pensar no quê? Como nos sentimos ao acessar isso tudo?

Pois bem, cada um sabe de si… mas, deixo aqui, ao final, um exemplo do que me inspirou hoje.

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