Você sempre pode voltar para casa…

Sou dos que acredita que o entendimento pode estar nas pequenas coisas também. Às vezes, podemos ter uma epifania a partir de uma frase em um livro, ou mesmo em uma música. Já tive grandes insights vendo, por exemplo, “Como treinar seu dragão”, animação da Dreamworks.

Pois bem, hoje tive uma dessas ouvindo, desta vez com atenção, a letra de uma música do Jason Mraz. Prestem atenção no teor da letra:

93 Milhões de Milhas

A 93 milhões de milhas do Sol
Pessoas se preparam, se preparam
Porque lá vem, é uma luz
Uma linda luz, além do horizonte
Para dentro de nossos olhos
Oh, minha nossa, que linda
Oh minha bela mãe
Ela me disse, filho, você irá longe na vida
Se você fizer tudo direito, amará onde estiver
Apenas saiba, onde quer que você vá
Você sempre poderá voltar para casa

A 240 mil milhas da Lua

Percorremos um longo caminho para pertencer a este lugar
Para compartilhar essa vista da noite
Uma noite gloriosa
Além do horizonte há outro céu brilhante
Oh minha nossa, que lindo, oh meu pai irrefutável
Ele me disse, filho, às vezes, pode parecer escuro
Mas a ausência da luz é uma parte necessária
Apenas saiba, que você nunca está sozinho, você sempre poderá voltar pra casa

Pra casa, casa

Você sempre pode voltar

Toda estrada é uma ladeira escorregadia

Mas há sempre uma mão em que você pode se segurar
Olhando mais profundamente através do telescópio
Você pode perceber que seu lar está dentro de você

Apenas saiba, que onde quer que você vá, não, você nunca está sozinho, você sempre voltará pra casa

Casa, casa

Casa
Ohhh

A 93 milhões de milhas do Sol

Pessoas se preparam, se preparam
Porque lá vem, é uma luz
Uma linda luz, além do horizonte
Para dentro de nossos olhos
Além da letra, espetacular, sugerir coisas além da visão normal, como luzes vindas além do horizonte, e, certamente, poderiam ser interpretadas de inúmeras formas, o fator que realmente me levou longe no pensamento foi a parte onde se fala “Apenas saiba, que onde quer que você vá, não, você nunca está sozinho, você sempre voltará pra casa”.
Esta parte da música, em um primeiro momento, me deu um aperto no peito. A indagação de onde seria a minha casa me veio à mente.
– Obviamente é onde eu moro – pensei em seguida (sim, eu converso comigo em meus pensamentos).
– Não, lá é apenas o lugar onde eu moro… – pensei em seguida.
Pois bem, notei aí que o lugar onde eu moro é uma coisa, minha casa é outra… aliás, a tradução correta para “Home” não seria casa, mas sim, LAR.
Lar é um termo muito mais forte do que casa, ao meu ver. Pelo menos eu acho…
Casa é a construção física, o local de residência, já, o lar, pode ser desde a pátria, a terra natal, até, simplesmente, o lugar onde você se sente bem.
Essa música é espetacular, tanto na musicalidade que te remete à calma, tranquilidade, quanto na letra, que me fez refletir sobre a nossa experiência terrestre, vindos de lugares muito distantes. Sim, eu acredito que nossas almas são multidimensionais, embasado em nada mais, nada menos, do que o meu achismo e aceitação interna quando penso nisso em relação aos dogmas atuais.
Explicá-lo-ei:
“Estar em casa” é algo muito amplo a se pensar. Pelo menos para mim. Você pode ter a posse de um imóvel, mas, nem sempre pode sentir-se em casa nele. Pode-se viver a vida toda com alguém, mas, pode-se sentir-se em casa com alguém que acabou de conhecer…
Sentir-se em casa, como o próprio termo diz, vem de sentimento… ou seja, como nos sentimos em relação à algo. E isso nos faz voltar à vaca fria: os sentimentos são nossos em relação às coisas, e, não o inverso.
Enquanto alguns podem encontrar “suas casas”, ou, portos-seguros, em alguns, ou em locais, outros, mais sabiamente ao meu ver, podem encontrar em si mesmos. Leva-se o lar dentro de si… seu porto seguro está dentro de cada um…
Sempre podemos voltar para casa… voltarmo-nos para dentro de nós mesmos… refletir… conectar com aquela energia que te leva longe e te faz sentir unido com algo maior… maior do que o próprio corpo… isso é voltar para casa… afinal, estou cada vez mais convencido que nosso conceito de racionalidade está totalmente invertido. Na interiorização é que se conecta com o todo, com o lar, com a harmonia de tudo, dos mundos, das pessoas, dos seres… e aí, essa música realmente me fez reconectar com isso… e, mesmo com a saudade de casa que as vezes nos bate, fica a dica de que voltar só depende de nós… da capacidade de olhar e buscar dentro, e não fora…
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