Ó Tempo rei

Já cantava o Gilberto Gil, embora eu prefira o Lobão cantando, que:

“Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos…

Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento…

Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento…

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!…

Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos…

Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas…

Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo…

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!…(2x)”

Pois bem, e o que me vêm à mente com isso tudo?

Peraí, vou colocar o meu chapéu de pensar...

Peraí, vou colocar o meu chapéu de pensar…

Que o tempo, já dizia Einstein, é relativo. Obviedade, depois que ele já disse, claro. Mas, se analisarmos algumas circunstâncias, veremos que realmente ele é amigo ou inimigo, solução ou problema, dependendo da situação.

Para anteciparmos algo, por exemplo, o quanto antes recebermos alguma informação ou tomarmos alguma atitude, obteremos vantagem. Pelo menos é assim que os neo pensadores da administração pensam estrategicamente.

Já, para curar uma dor de amor, por exemplo, recomenda-se deixar o tempo passar. Mas, é claro, baseiam-se no esquecimento da pessoa ou na esperança de que algum outro fato aconteça ou que, simplesmente a experiência nos municie com novas informações para que compreendamos o que não foi possível à época.

Vejamos que o tempo em si não resolve e nem gera problema por si só. Somos nós, em relação à ele, que sofremos as consequências. Tenho escrito anteriormente e pensado muito sobre o tempo. Pensado que não as coisas não devem acontecer no tempo que queremos, mas sim no tempo certo para que ocorram e nos tragam benefícios.

Esse pensamento me remete à evolução, invariavelmente, afinal, o tempo só nos é favorável se usado de forma construtiva. Postergar alguma coisa sem que se use o tempo entre, só adia o evento, mais nada. Ou seja, é uma simples fuga. Usar o tempo como fuga, por outro lado, vai depender, igualmente, de sua mente. Da sua capacidade de esquecer. Mas, delegar ao tempo, a solução mágica para algo nosso, é ceder o nosso poder de decisão ao acaso.

Claro, entrarão dogmas religiosos, influências divinas, milagres, etc; que possam interferir nessa linha de raciocínio, mas, ao meu ver, a conexão com o divino é um estado de espírito que nosso corpo, através de frequências, conecta. E, para tal, a modulação dá-se através de sentimentos nossos. Só nossos. Aí modula-se nossa frequência, que, por sua vez, nos remete a um estado onde o tempo pode ser alterado.

Acho que não entendi... volta à 2 minutos atrás, Doc.

Acho que não entendi… volta à 2 minutos atrás, Doc.

Há quem acredite em acaso, e há quem diga que o acaso não existe. Eu diria que o acaso pode nos favorecer ou não dependendo do estado em que nos encontramos. O que venho insistindo sobre a interiorização e a matriz de energia que geramos, é no intuito que eu acredito que as coisas ocorram com mais ou menos frequência de acordo com a nossa disposição energética.

Ou seja, o tal tempo certo a que me referia anteriormente.

Ah, então nós fazemos o tempo?

Ah, então nós fazemos o tempo?

É o que eu acredito, embora não tenha visto nada ainda que embase o meu achismo. Talvez a física quântica me ajude, mas, ainda é complicada para entendê-la da forma que gostaria.

Acho sim que a construção do tempo, ou a velocidade que algumas coisas acontecem é em função de nós mesmos. E, daí, posso citar a “Lei da atração”, que diz que as coisas nos procuram pela nossa mentalização. O tal “gênio da lâmpada” que nos dá o que pedimos…

Também não acho que seja isso. Pois também acredito na temeridade de receber tudo o que se pede, afinal, o que desejamos nem sempre é o que, de fato, nos beneficiaria.

O tempo certo. É nisso que acredito.

Peraí, ele tá dizendo que fazemos o tempo, mas também está dizendo que o tempo é quem nos capacita?

Peraí, ele tá dizendo que fazemos o tempo, mas também está dizendo que o tempo é quem nos capacita?

Exatamente!

O processo de criação demanda tempo. A criação, o design, o protótipo, a testagem, a correção, a aprovação, a utilização e a vida útil… pelo menos, nas aulas de produção, aprendi que, inclusive a inovação é uma antecipação do início do declínio da vida útil de um produto, fazendo com que esse produto se renove, gerando uma nova parábola. Enfim.

Daí então, posso imaginar que nosso processo de capacitação demande tempo. E, tal qual dependemos desse tempo para evoluir, passamos a utilizar o tempo como nosso aliado à medida que avançamos. Pessoas mais novas demoram mais em resolver problemas que são mais fáceis se analisados sob a experiência dos mais velhos, por exemplo.

Mas, também os mais novos têm o ímpeto de fazer seus tempos acontecerem, enquanto alguns mais velhos imaginam o tempo como algo imutável.

O que eu penso alto por aqui, com vocês, é que o grande valor disso tudo não é o tempo em si, mas o que nós fazemos com ele. Há quem espere que o tempo passe rápido para algum evento chegar logo, ou, para simplesmente não chegar. E há quem simplesmente queria ter mais tempo. Para qualquer coisa.

Não, horário de verão não conta...

Não, horário de verão não conta…

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