De quem é a culpa afinal?

Culpa, sempre ela, rege toda e qualquer reação após uma ação. E não só a culpa, como a ausência da mesma. E, sobre ela, alguns acham que define-se a moralidade de alguém. Não é bem por aí…

Então vamos lá, estamos ansiosos... ih, acabou a pipoca...

Então vamos lá, estamos ansiosos… ih, acabou a pipoca…

Bom, como sempre, vamos ao amansa:

cul.pa
s. f. 1. Ato repreensível praticado contra a lei ou a moral. 2. Falta, crime, delito, pecado.

Já começamos de forma controversa, afinal, nem toda lei é baseada na moralidade… vide aí os aumentos salariais de nossos políticos… e, bem, pecado… aí já vamos para a seara religiosa, o que sempre é totalmente controversa… por exemplo, o que é pecado para os católicos, não é para islâmicos, por exemplo… não acha? Cito o quesito casamento e número de esposas, por exemplo…

Um cristão convive com a culpa por gostar de mais de uma mulher, e, porventura, pensar em ter mais de uma companheira, afinal, será um traidor, bígamo (ou morto, dependendo do ciume da patroa), enquanto no islã, dá para se casar mais de uma vez sem culpa alguma, pois o profeta disse que tá na boa…

Temos já acima algumas antíteses para a tese da culpa… mas, ainda é cedo para tentarmos a síntese… segue o baile…

Vai piorar ainda?

Vai piorar ainda?

Vivemos, além de tudo, em uma sociedade paternalista, onde o pessoal está se acostumando a receber as coisas, e, caso não aconteça, fica à cata de culpados para tudo… aí entramos em ciclos…

Um exerciciozinho de lógica nos leva, por exemplo, a encontrar loops infinitos:

A questão da criminalidade, seguidamente em debates, vemos o jogo de empurra que geralmente remete a:

culpa da polícia que não patrulha, que culpa o governo que não paga como deveria e não dá estrutura, que culpa a sociedade por não andar com o dinheiro separado na carteira para não deixar o bandido irritado, e, por sua vez, o bandido culpa a sociedade cruel e capitalista por ele ter crescido numa atmosfera que o levou a ser criminoso…

Culpados temos às pencas… na religiosidade, por exemplo:

a culpa dos padres/pastores/etc fazerem cagadas é da religião, já, os religiosos dizem que a culpa é do demônio que tenta os humanos e eles, por sua vez, irritados, em suas dissidências ateístas, culpam Deus, afinal, foi ele quem “inventou” tudo isso, e, portanto, todo esse furdúncio que virou esse planeta é culpa dele…

Notemos que a tendência da culpa é repassá-la sempre para o fiofó alheio, afinal, no dos outros é refresco, já diziam os (abobados) engraçadinhos de plantão.

Queimemos sutiãs, a bíblia ou a rosca... cada minoria com suas reivindicações...

Queimemos sutiãs, a bíblia ou a rosca… cada minoria com suas reivindicações…

O segredo para tudo, pela lógica atual, é saber a quem remeter a culpa… e já dizia o próprio Homer Simpson, no alto de sua sabedoria:

homer

Mas seria a culpa apenas um sentimento esdrúxulo que dá após fazermos alguma cagada e que com uma confissão, algumas centenas de “ave-marias” e outros “pai-nossos” se resolve? Ou seria ela um indício de que existe lá em algum canto nosso algum resquício de moralidade…

Descrevemos a culpa, pelo amansa, como sendo algum descumprimento de leis humanas ou divinas. Mas, eu iria além. Diria que a culpa SOMENTE existe se ela ferir alguma lei nossa.

Ah é? Disserte acerca, espertinho...

Ah é? Disserte acerca, espertinho…

É claro… dissertarei. A culpa é nada mais, nada menos, que um sentimento, ao meu ver. E, como tal, todo sentimento, para ser verdadeiro, deve ser sentido.

Ninguém aponta o dedo para você e diz: VOCÊ AMA AQUELA PESSOA! A menos que você ame mesmo, você achará isso uma bobagem sem tamanho. Afinal, ninguém pode afirmar o que você realmente sente, apenas você mesmo, correto?

Da mesma forma, a culpa procede. Apenas você sabe se está se sentindo culpado por algo ou não. Alguém te dizer isso pode parecer tão ridículo quanto a suposição anterior.

E, para se ter certeza disso, só temos como decidir baseado em nosso conhecimento, nossa moralidade. Pelo SEU código de ética, pode-se saber se você está procedendo de acordo com o que acredita ser correto ou não. Com esse conceito interno, enraizado, realmente vai-se sentir algo realmente honesto. Já dizia minha mãe, desde pequeno, que não se aceita nada de estranhos… e muitíssimo menos conceitos ou pré-conceitos.

Pode-se observá-los, analisá-los e, daí, se servir, absorvê-los…

Conceitos do que é certo ou errado, hoje em dia, são extremamente variáveis, relativos. E, dessa forma, ressalta cada vez mais a necessidade de se criar seus próprios conceitos. Colocá-los à prova. Tese/Antítese/Síntese.

Tá, e o raio da culpa???

Tá, e o raio da culpa???

Bem, a culpa é a resposta que o seu sistema te dá, através do sentimento, de que aquilo não foi acertado de se fazer. E, espera-se, necessariamente, que se aprenda algo com ela. Mas nunca… eu disse NUNCA, deixe que esse sentimento te aprisione. Nunca deixe que ele te impeça de tentar novamente algo. Mesmo que dê errado novamente. Afinal, este é o SEU sistema, e, portanto somente VOCÊ sabe o que é melhor para você mesmo. Conselhos? Bem, conselhos como já disse anteriormente, se fossem bons, venderíamos.

...e sai pra lá tentação!!!

…e sai pra lá tentação!!!

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Um pensamento sobre “De quem é a culpa afinal?

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