Contra quem lutamos?

Alguns já estão se adiantando em dizer que o biduzão aqui vai dizer, ao final de intermináveis linhas, que o nosso principal inimigo somos nós mesmos…

E não estarão de todos errados… mas, não é por esse prisma simplista que vou abordar este post, embora, todos saibam que eu prego a reforma íntima a todo instante…

Ok, então quem raios é o inimigo?

Ok, então quem raios é o inimigo?

Bem, caro Dr. Gori, são vários os inimigos… ou, se preferir, nenhum (mas aí acabaríamos o post por aqui, voltando à frase inicial).

A consciência humana vive em constantes conflitos. E, numa sociedade maniqueísta que vivemos, os extremos são sempre as vertentes que ditam os embates, dúvidas e contendas em geral.

Vejamos, para salientar um lado bom, geralmente costumamos comparar com o pior lado de outra pessoa. Tipo, se compararmos com o Hitler, qualquer político ficha suja é um anjo…

E não é que é mesmo?...

E não é que é mesmo?…

É claro… faz parte da dialética erística… levar aos extremos… desmerecer o acusador, e por aí vai… mas, esse artifício não só atenta para a nossa necessidade de luta, ela, certamente, é usada também como item fundamental de manipulação de massas.

Não entenderam? Simples… está muito claro que temos até hoje gente que segue uma religião, por exemplo, não pela necessidade de se transformar em alguém melhor, mas sim, por medo de arder no mármore do inferno, como diziam na novela dos hindus.

Ainda nada?

Eu sigo: para alguém aceitar uma guerra milionária, às custas de sangue de inocentes, temos que ter um vilão terrível, cujo qual nos apavore ao ponto de emburrecermos tanto e acabemos por concordar com toda essa loucura…

Para se haver um mocinho, primeiramente temos que eleger um vilão… e, pela nossa cultura (modo de dizer), quanto mais apavorante, revoltante e outros “antes”, maior será o valor desse mocinho…

E nem digo que algumas causas não sejam nobres, mas, elas ilustram o ponto em que chegamos no mundo atual, onde praticamente não há tranquilidade alguma. Apenas facções se enfrentando desde o campo das ideias, ao de combate, propriamente dito.

Veganos x carnívoros; cristãos x ateus (céu x inferno); esquerda x direita; e por aí vai…

Cada grupo tem o seu ponto de vista. Alguns, com argumentos lógicos, outros nem tanto, alguns comedidos, outros extremistas… enfim, molda-se a psiquê humana à estes grupos e teremos o viés das ações x reações. Sim, o valor de cada ser humano influi nessas contendas sempre…

Pois este valor do ser humano que defende e age nessas facções, é baseado em suas crenças de fato, ou simplesmente baseado na sua incapacidade de sair do estado de prisão mental em que se encontra?

Monges ateiam fogo aos próprios corpos em sinal de protesto… seguidores de uma religião se esfaqueiam em rituais… enfim… estes atos extremos são considerados ignóbeis por uns e heroicos por outros…

E quem influencia isso tudo?

Dominantes: às ordens!!!

Dominantes: às ordens!!!

“Os líderes de cada movimento, por mais bem intencionados que sejam, crendo em suas verdades absolutas, e, sobretudo, sendo incapazes de conciliar com visões contrárias”, poderia ser a primeira resposta que viria à mente…

Mas, pergunto: por que devemos sempre eleger um inimigo para justificarmos nossos problemas?

Vejamos:

i.ni.mi.go
Adjetivo.
1.Que se opõe, que é contrário a; hostil.
2.De grupo, facção ou partido oposto.
3.Que causa dano; nocivo.
Substantivo masculino.
4.Aquele que odeia ou detesta alguém ou algo.
5.Grupo, facção ou partido hostil.
6.Coisa nociva.

Pela explicação do amansa-burro, um inimigo deve causar dano ou ser nocivo…

Na mesma explicação do amansa, podemos dizer que qualquer um que faça oposição à algo ou alguém, é seu inimigo, correto?

Bobagem extrema… fazendo um joguinho de lógica simples, dá para se dizer que inimigo é o contrário de amigo… não dá?

Pois bem:

a.mi.go
Adjetivo.
1.Que é ligado a outrem por laços de amizade.
2.V. amigável.
Substantivo masculino.
3.Homem amigo (1).
4.Companheiro; protetor.

Vejamos… protetor… companheiro…

Voltando ao problema de lógica, ao invertermos o conceito, tal qual o amigo x inimigo, quem não protege e não é teu companheiro é teu inimigo???

Certamente que não… a linha psicológica nos diz que ao protegermos alguém, poderemos praticar um ato nocivo à essa pessoa que pode, no futuro, não conseguir se defender sozinha…

Ah, paraí! Tu tá querendo me enlouquecer!

Ah, paraí! Tu tá querendo me enlouquecer!

Muito pelo contrário, estou querendo ver se desenlouquecemos coletivamente…

Vejam, amigos, que o conflito é inerente, afinal, ninguém pensa igual ao outro, e, caso um dia comecem a pensar exatamente igual a alguém, desconfiem…

Eu digo que sempre haverá contrários… e, nem por isso devam haver conflitos… o entendimento do lado “oposto” pode, simplesmente, fazer com que você, mesmo não concordando com a criatura, não tenha vontade de esganá-la, bani-la ou extradita-la para os quintos, sextos, sétimos ou oitavos dos infernos…

O entendimento, amigos, é o conhecer o que motiva aquela pessoa a agir daquela maneira, e, de certa forma, tentar conviver pacificamente. Aceitar? Eu não disse aceitar… eu disse entender e respeitar o espaço alheio…

Tentar moldar o mundo com bilhões de pessoas ao seu ponto exclusivo de vista, ou de seu grupo, era conhecido antigamente como tirania… e é claro, não vou entrar no mérito do que é certo ou do que é errado… afinal, enquanto no ocidente, a maioria prega a monogamia, no oriente dá para se casar com uma bananeira e mais 4 esposas… e quem sou eu para julga-los?

O que, verdadeiramente eu responderia à pergunta-título? Que nossa luta deve, ou deveria ser contra a IGNORÂNCIA.

Ignorante é a $%#@$!@#$¨%#¨#@ !!!!!!!!!!!!

Ignorante é a $%#@$!@#$¨%#¨#@ !!!!!!!!!!!!

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