Renascentismo

O movimento renascentista, cujos benefícios para a humanidade são incontestáveis, dentre os quais, só para ilustrar, temos Leonardo da Vinci, Maquiavel, Sheakspeare, Rafael, entre vários outros, pregavam que as ideias deveriam ser renovadas sempre, deixando o velho pensar de lado e propondo que se tentasse ver coisas de um jeito novo…

Hoje em dia, chamamos isso de inovação…

Mas, tirando o movimento, baseado em sua essência no conceito binário de “morrer” e “nascer”, a ideia principal é o foco para levarmos em conta, não só para este post, mas, ao meu ver, para a vida toda.

Primeiro, vejamos o que o conceito em si quer dizer:

re.nas.cen.ça
Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de renascer.
2.Vida nova.
3.Renovação, revigoramento; novo impulso.
4.Época ou movimento de renovação das artes e ciências europeias, nos sécs. XV e XVI, marcado pela valorização da Antiguidade clássica. [Com inicial maiúscula, nesta acepç. Sin. ger.: renascimento.]

re.nas.cer
Verbo intransitivo.
1.Nascer de novo (na realidade ou na aparência).
2.Fig. Escapar a um grande perigo de vida.
3.Renovar-se, revigorar-se.
4.Adquirir nova atividade, novo impulso.

Bem, partindo daí, pode-se dizer que renascer é o ato de deixar para trás o que não serve e focar em coisas novas. Tomar um novo fôlego, adquirir uma VIDA NOVA.

E é por aí que eu gostaria de estreitar o comentário.

Estamos em um momento da vida onde muitas pessoas atravessam fases complicadas. Outras, deprimem-se por estarem desgostosas com suas realidades. Já, outras, ficam com raiva de tudo e todos ao seu redor por julgarem ser este ambiente insalubre para seu desenvolvimento.

E, ao meu ver, não há maneira de se mudar o ambiente externo sem que se mude antes o seu próprio ambiente interno.

Sim, falar é fácil... mas como é que se faz isso?

Sim, falar é fácil… mas como é que se faz isso?

Pois então, para se iniciar qualquer mudança interna, o processo é basicamente o “matar-se” primeiro e “renascer” depois…

Toda mudança interna é um processo complicado, dolorido, que, pode-se fazer uma alusão à própria morte… e não deixa de ser verdade, pois em um determinado momento, estamos matando partes de nós mesmos as quais não nos ajudam muito.

A física quântica nos diz que somos vários “eus” em uma linha do tempo, onde cada ação, pensamento, ensinamento adquirido, passamos a ser alguém diferente de frações de segundo atrás.

Pois, imaginem suas vidas como uma sequência de fotografias, que, vistas rapidamente viram um filme. Podemos dizer que uma foto ou outra deva ser removida, pois, naqueles momentos incorporamos coisas que são maléficas ao pensar, ou ao próprio organismo em si…

Matamos aquelas pessoas que fomos naqueles instantes, matamos o ponto de convergência onde passamos a trilhar um caminho alternativo que nos induziu a outras ações desastradas a partir daquela primeira, por exemplo…

Tá, mas não vai matar as porcarias que fizemos nesses momentos... e daí, espertinho?

Tá, mas não vai matar as porcarias que fizemos nesses momentos… e daí, espertinho?

Claro que não vai apagar o que fizemos… e nem faria sentido. Afinal, essas “cagadas” são estágios fundamentais no processo de aprendizagem… somos uma raça que aprende com os erros. Enquanto outros animais ficam na segurança do “agir por instinto” só visando a sobrevivência, nós nos damos ao luxo de ousar o novo para alavancar nossas possibilidades, habilidades, etc.

O que me refiro é que devemos matar aquele conceito (ou pré-conceito) que confiscamos ou absorvemos de outros ou mesmo por mal interpretação nossa que seja, tanto faz. O importante é deixar o velho e inútil morrer para que possamos conseguir uma nova vida. Livre dos padrões anteriores, podemos simplesmente ousar ser alguém totalmente novo. Podemos tentar ser o inverso do que fomos até então, caso queiram, ou, simplesmente, ficar aberto à possibilidades…

Os gênios renascentistas ousaram questionar os padrões da época… alguns, se ralaram com os figurões da época que sabiam que o processo era trabalhoso e que poderia gerar pessoas com capacidade própria de pensamento. Ou seja, diminuição de poder dos grandes formadores de opinião.

E eu não sei? Malandro foi o Da Vinci que fazia tudo por código...
E eu não sei? Malandro foi o Da Vinci que fazia tudo por código…

Pois é… com a igreja na cola, não dava lá para pensar em coisas “fora da casinha”… cérebros inovadores eram grandes ameaças, afinal, refazer o sistema todo é muito mais complicado que matar unzinho ali e outro acolá…

O velho padrão repete-se até hoje, e, sinto informar, com a nossa colaboração… pois são muito mais os que ainda teimam em defender um sistema falho do que se propor a refazer todo um novo. E não falo do sistema externo… to falando de formatar o próprio HD mesmo…

Quem é o mais genial, alguém que usa ferramentas prontas para alcançar um objetivo grandioso, ou aquele que faz as próprias ferramentas e, não interessa quantas vezes elas quebrem ou mostrem-se ineficazes, ele sempre será capaz de refazer, melhorar e aperfeiçoar até alcançar o mesmo objetivo?

Bem, os dois…

Só que o primeiro, no momento em que for tolhido de suas ferramentas, fica órfão, e, dependente dos demais, acaba sucumbindo em função de terceiros… enquanto o segundo, não dependerá de ninguém e, mesmo que tentem, não conseguirão pará-lo se não for sua vontade parar…

Dessa mesma forma, creio eu, que o morrer para nascer de novo seja fundamental, ao invés de aparar arestas o tempo todo…

Com sua mudança, com seus conceitos, seu conhecimento e, sobretudo, com o seu ENTENDIMENTO, você terá a capacidade de seguir com seus projetos sem a dependência dos demais…

Elementar, meu caro Watson...

Elementar, meu caro Watson… ah não, esse é outro…

Morrer, amigos, é parte do processo. Morremos todos os dias para renascer em seguida. Mas, o entendimento final é de que não há caminho traçado, não há destino definido que consiga tirar o seu sagrado direito de zerar tudo e começar de novo. Cessar com o que incomoda e recomeçar deixando para trás os entraves é evolução…

E não só os primeiros renascentistas concordavam com isso, grandes mentes da humanidade tentaram exaustivamente nos passar essa mesma mensagem.

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