Ó Tempo rei

Já cantava o Gilberto Gil, embora eu prefira o Lobão cantando, que:

“Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos…

Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento…

Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento…

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!…

Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos…

Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas…

Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo…

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!…(2x)”

Pois bem, e o que me vêm à mente com isso tudo?

Peraí, vou colocar o meu chapéu de pensar...

Peraí, vou colocar o meu chapéu de pensar…

Que o tempo, já dizia Einstein, é relativo. Obviedade, depois que ele já disse, claro. Mas, se analisarmos algumas circunstâncias, veremos que realmente ele é amigo ou inimigo, solução ou problema, dependendo da situação.

Para anteciparmos algo, por exemplo, o quanto antes recebermos alguma informação ou tomarmos alguma atitude, obteremos vantagem. Pelo menos é assim que os neo pensadores da administração pensam estrategicamente.

Já, para curar uma dor de amor, por exemplo, recomenda-se deixar o tempo passar. Mas, é claro, baseiam-se no esquecimento da pessoa ou na esperança de que algum outro fato aconteça ou que, simplesmente a experiência nos municie com novas informações para que compreendamos o que não foi possível à época.

Vejamos que o tempo em si não resolve e nem gera problema por si só. Somos nós, em relação à ele, que sofremos as consequências. Tenho escrito anteriormente e pensado muito sobre o tempo. Pensado que não as coisas não devem acontecer no tempo que queremos, mas sim no tempo certo para que ocorram e nos tragam benefícios.

Esse pensamento me remete à evolução, invariavelmente, afinal, o tempo só nos é favorável se usado de forma construtiva. Postergar alguma coisa sem que se use o tempo entre, só adia o evento, mais nada. Ou seja, é uma simples fuga. Usar o tempo como fuga, por outro lado, vai depender, igualmente, de sua mente. Da sua capacidade de esquecer. Mas, delegar ao tempo, a solução mágica para algo nosso, é ceder o nosso poder de decisão ao acaso.

Claro, entrarão dogmas religiosos, influências divinas, milagres, etc; que possam interferir nessa linha de raciocínio, mas, ao meu ver, a conexão com o divino é um estado de espírito que nosso corpo, através de frequências, conecta. E, para tal, a modulação dá-se através de sentimentos nossos. Só nossos. Aí modula-se nossa frequência, que, por sua vez, nos remete a um estado onde o tempo pode ser alterado.

Acho que não entendi... volta à 2 minutos atrás, Doc.

Acho que não entendi… volta à 2 minutos atrás, Doc.

Há quem acredite em acaso, e há quem diga que o acaso não existe. Eu diria que o acaso pode nos favorecer ou não dependendo do estado em que nos encontramos. O que venho insistindo sobre a interiorização e a matriz de energia que geramos, é no intuito que eu acredito que as coisas ocorram com mais ou menos frequência de acordo com a nossa disposição energética.

Ou seja, o tal tempo certo a que me referia anteriormente.

Ah, então nós fazemos o tempo?

Ah, então nós fazemos o tempo?

É o que eu acredito, embora não tenha visto nada ainda que embase o meu achismo. Talvez a física quântica me ajude, mas, ainda é complicada para entendê-la da forma que gostaria.

Acho sim que a construção do tempo, ou a velocidade que algumas coisas acontecem é em função de nós mesmos. E, daí, posso citar a “Lei da atração”, que diz que as coisas nos procuram pela nossa mentalização. O tal “gênio da lâmpada” que nos dá o que pedimos…

Também não acho que seja isso. Pois também acredito na temeridade de receber tudo o que se pede, afinal, o que desejamos nem sempre é o que, de fato, nos beneficiaria.

O tempo certo. É nisso que acredito.

Peraí, ele tá dizendo que fazemos o tempo, mas também está dizendo que o tempo é quem nos capacita?

Peraí, ele tá dizendo que fazemos o tempo, mas também está dizendo que o tempo é quem nos capacita?

Exatamente!

O processo de criação demanda tempo. A criação, o design, o protótipo, a testagem, a correção, a aprovação, a utilização e a vida útil… pelo menos, nas aulas de produção, aprendi que, inclusive a inovação é uma antecipação do início do declínio da vida útil de um produto, fazendo com que esse produto se renove, gerando uma nova parábola. Enfim.

Daí então, posso imaginar que nosso processo de capacitação demande tempo. E, tal qual dependemos desse tempo para evoluir, passamos a utilizar o tempo como nosso aliado à medida que avançamos. Pessoas mais novas demoram mais em resolver problemas que são mais fáceis se analisados sob a experiência dos mais velhos, por exemplo.

Mas, também os mais novos têm o ímpeto de fazer seus tempos acontecerem, enquanto alguns mais velhos imaginam o tempo como algo imutável.

O que eu penso alto por aqui, com vocês, é que o grande valor disso tudo não é o tempo em si, mas o que nós fazemos com ele. Há quem espere que o tempo passe rápido para algum evento chegar logo, ou, para simplesmente não chegar. E há quem simplesmente queria ter mais tempo. Para qualquer coisa.

Não, horário de verão não conta...

Não, horário de verão não conta…

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De quem é a culpa afinal?

Culpa, sempre ela, rege toda e qualquer reação após uma ação. E não só a culpa, como a ausência da mesma. E, sobre ela, alguns acham que define-se a moralidade de alguém. Não é bem por aí…

Então vamos lá, estamos ansiosos... ih, acabou a pipoca...

Então vamos lá, estamos ansiosos… ih, acabou a pipoca…

Bom, como sempre, vamos ao amansa:

cul.pa
s. f. 1. Ato repreensível praticado contra a lei ou a moral. 2. Falta, crime, delito, pecado.

Já começamos de forma controversa, afinal, nem toda lei é baseada na moralidade… vide aí os aumentos salariais de nossos políticos… e, bem, pecado… aí já vamos para a seara religiosa, o que sempre é totalmente controversa… por exemplo, o que é pecado para os católicos, não é para islâmicos, por exemplo… não acha? Cito o quesito casamento e número de esposas, por exemplo…

Um cristão convive com a culpa por gostar de mais de uma mulher, e, porventura, pensar em ter mais de uma companheira, afinal, será um traidor, bígamo (ou morto, dependendo do ciume da patroa), enquanto no islã, dá para se casar mais de uma vez sem culpa alguma, pois o profeta disse que tá na boa…

Temos já acima algumas antíteses para a tese da culpa… mas, ainda é cedo para tentarmos a síntese… segue o baile…

Vai piorar ainda?

Vai piorar ainda?

Vivemos, além de tudo, em uma sociedade paternalista, onde o pessoal está se acostumando a receber as coisas, e, caso não aconteça, fica à cata de culpados para tudo… aí entramos em ciclos…

Um exerciciozinho de lógica nos leva, por exemplo, a encontrar loops infinitos:

A questão da criminalidade, seguidamente em debates, vemos o jogo de empurra que geralmente remete a:

culpa da polícia que não patrulha, que culpa o governo que não paga como deveria e não dá estrutura, que culpa a sociedade por não andar com o dinheiro separado na carteira para não deixar o bandido irritado, e, por sua vez, o bandido culpa a sociedade cruel e capitalista por ele ter crescido numa atmosfera que o levou a ser criminoso…

Culpados temos às pencas… na religiosidade, por exemplo:

a culpa dos padres/pastores/etc fazerem cagadas é da religião, já, os religiosos dizem que a culpa é do demônio que tenta os humanos e eles, por sua vez, irritados, em suas dissidências ateístas, culpam Deus, afinal, foi ele quem “inventou” tudo isso, e, portanto, todo esse furdúncio que virou esse planeta é culpa dele…

Notemos que a tendência da culpa é repassá-la sempre para o fiofó alheio, afinal, no dos outros é refresco, já diziam os (abobados) engraçadinhos de plantão.

Queimemos sutiãs, a bíblia ou a rosca... cada minoria com suas reivindicações...

Queimemos sutiãs, a bíblia ou a rosca… cada minoria com suas reivindicações…

O segredo para tudo, pela lógica atual, é saber a quem remeter a culpa… e já dizia o próprio Homer Simpson, no alto de sua sabedoria:

homer

Mas seria a culpa apenas um sentimento esdrúxulo que dá após fazermos alguma cagada e que com uma confissão, algumas centenas de “ave-marias” e outros “pai-nossos” se resolve? Ou seria ela um indício de que existe lá em algum canto nosso algum resquício de moralidade…

Descrevemos a culpa, pelo amansa, como sendo algum descumprimento de leis humanas ou divinas. Mas, eu iria além. Diria que a culpa SOMENTE existe se ela ferir alguma lei nossa.

Ah é? Disserte acerca, espertinho...

Ah é? Disserte acerca, espertinho…

É claro… dissertarei. A culpa é nada mais, nada menos, que um sentimento, ao meu ver. E, como tal, todo sentimento, para ser verdadeiro, deve ser sentido.

Ninguém aponta o dedo para você e diz: VOCÊ AMA AQUELA PESSOA! A menos que você ame mesmo, você achará isso uma bobagem sem tamanho. Afinal, ninguém pode afirmar o que você realmente sente, apenas você mesmo, correto?

Da mesma forma, a culpa procede. Apenas você sabe se está se sentindo culpado por algo ou não. Alguém te dizer isso pode parecer tão ridículo quanto a suposição anterior.

E, para se ter certeza disso, só temos como decidir baseado em nosso conhecimento, nossa moralidade. Pelo SEU código de ética, pode-se saber se você está procedendo de acordo com o que acredita ser correto ou não. Com esse conceito interno, enraizado, realmente vai-se sentir algo realmente honesto. Já dizia minha mãe, desde pequeno, que não se aceita nada de estranhos… e muitíssimo menos conceitos ou pré-conceitos.

Pode-se observá-los, analisá-los e, daí, se servir, absorvê-los…

Conceitos do que é certo ou errado, hoje em dia, são extremamente variáveis, relativos. E, dessa forma, ressalta cada vez mais a necessidade de se criar seus próprios conceitos. Colocá-los à prova. Tese/Antítese/Síntese.

Tá, e o raio da culpa???

Tá, e o raio da culpa???

Bem, a culpa é a resposta que o seu sistema te dá, através do sentimento, de que aquilo não foi acertado de se fazer. E, espera-se, necessariamente, que se aprenda algo com ela. Mas nunca… eu disse NUNCA, deixe que esse sentimento te aprisione. Nunca deixe que ele te impeça de tentar novamente algo. Mesmo que dê errado novamente. Afinal, este é o SEU sistema, e, portanto somente VOCÊ sabe o que é melhor para você mesmo. Conselhos? Bem, conselhos como já disse anteriormente, se fossem bons, venderíamos.

...e sai pra lá tentação!!!

…e sai pra lá tentação!!!

Contra quem lutamos?

Alguns já estão se adiantando em dizer que o biduzão aqui vai dizer, ao final de intermináveis linhas, que o nosso principal inimigo somos nós mesmos…

E não estarão de todos errados… mas, não é por esse prisma simplista que vou abordar este post, embora, todos saibam que eu prego a reforma íntima a todo instante…

Ok, então quem raios é o inimigo?

Ok, então quem raios é o inimigo?

Bem, caro Dr. Gori, são vários os inimigos… ou, se preferir, nenhum (mas aí acabaríamos o post por aqui, voltando à frase inicial).

A consciência humana vive em constantes conflitos. E, numa sociedade maniqueísta que vivemos, os extremos são sempre as vertentes que ditam os embates, dúvidas e contendas em geral.

Vejamos, para salientar um lado bom, geralmente costumamos comparar com o pior lado de outra pessoa. Tipo, se compararmos com o Hitler, qualquer político ficha suja é um anjo…

E não é que é mesmo?...

E não é que é mesmo?…

É claro… faz parte da dialética erística… levar aos extremos… desmerecer o acusador, e por aí vai… mas, esse artifício não só atenta para a nossa necessidade de luta, ela, certamente, é usada também como item fundamental de manipulação de massas.

Não entenderam? Simples… está muito claro que temos até hoje gente que segue uma religião, por exemplo, não pela necessidade de se transformar em alguém melhor, mas sim, por medo de arder no mármore do inferno, como diziam na novela dos hindus.

Ainda nada?

Eu sigo: para alguém aceitar uma guerra milionária, às custas de sangue de inocentes, temos que ter um vilão terrível, cujo qual nos apavore ao ponto de emburrecermos tanto e acabemos por concordar com toda essa loucura…

Para se haver um mocinho, primeiramente temos que eleger um vilão… e, pela nossa cultura (modo de dizer), quanto mais apavorante, revoltante e outros “antes”, maior será o valor desse mocinho…

E nem digo que algumas causas não sejam nobres, mas, elas ilustram o ponto em que chegamos no mundo atual, onde praticamente não há tranquilidade alguma. Apenas facções se enfrentando desde o campo das ideias, ao de combate, propriamente dito.

Veganos x carnívoros; cristãos x ateus (céu x inferno); esquerda x direita; e por aí vai…

Cada grupo tem o seu ponto de vista. Alguns, com argumentos lógicos, outros nem tanto, alguns comedidos, outros extremistas… enfim, molda-se a psiquê humana à estes grupos e teremos o viés das ações x reações. Sim, o valor de cada ser humano influi nessas contendas sempre…

Pois este valor do ser humano que defende e age nessas facções, é baseado em suas crenças de fato, ou simplesmente baseado na sua incapacidade de sair do estado de prisão mental em que se encontra?

Monges ateiam fogo aos próprios corpos em sinal de protesto… seguidores de uma religião se esfaqueiam em rituais… enfim… estes atos extremos são considerados ignóbeis por uns e heroicos por outros…

E quem influencia isso tudo?

Dominantes: às ordens!!!

Dominantes: às ordens!!!

“Os líderes de cada movimento, por mais bem intencionados que sejam, crendo em suas verdades absolutas, e, sobretudo, sendo incapazes de conciliar com visões contrárias”, poderia ser a primeira resposta que viria à mente…

Mas, pergunto: por que devemos sempre eleger um inimigo para justificarmos nossos problemas?

Vejamos:

i.ni.mi.go
Adjetivo.
1.Que se opõe, que é contrário a; hostil.
2.De grupo, facção ou partido oposto.
3.Que causa dano; nocivo.
Substantivo masculino.
4.Aquele que odeia ou detesta alguém ou algo.
5.Grupo, facção ou partido hostil.
6.Coisa nociva.

Pela explicação do amansa-burro, um inimigo deve causar dano ou ser nocivo…

Na mesma explicação do amansa, podemos dizer que qualquer um que faça oposição à algo ou alguém, é seu inimigo, correto?

Bobagem extrema… fazendo um joguinho de lógica simples, dá para se dizer que inimigo é o contrário de amigo… não dá?

Pois bem:

a.mi.go
Adjetivo.
1.Que é ligado a outrem por laços de amizade.
2.V. amigável.
Substantivo masculino.
3.Homem amigo (1).
4.Companheiro; protetor.

Vejamos… protetor… companheiro…

Voltando ao problema de lógica, ao invertermos o conceito, tal qual o amigo x inimigo, quem não protege e não é teu companheiro é teu inimigo???

Certamente que não… a linha psicológica nos diz que ao protegermos alguém, poderemos praticar um ato nocivo à essa pessoa que pode, no futuro, não conseguir se defender sozinha…

Ah, paraí! Tu tá querendo me enlouquecer!

Ah, paraí! Tu tá querendo me enlouquecer!

Muito pelo contrário, estou querendo ver se desenlouquecemos coletivamente…

Vejam, amigos, que o conflito é inerente, afinal, ninguém pensa igual ao outro, e, caso um dia comecem a pensar exatamente igual a alguém, desconfiem…

Eu digo que sempre haverá contrários… e, nem por isso devam haver conflitos… o entendimento do lado “oposto” pode, simplesmente, fazer com que você, mesmo não concordando com a criatura, não tenha vontade de esganá-la, bani-la ou extradita-la para os quintos, sextos, sétimos ou oitavos dos infernos…

O entendimento, amigos, é o conhecer o que motiva aquela pessoa a agir daquela maneira, e, de certa forma, tentar conviver pacificamente. Aceitar? Eu não disse aceitar… eu disse entender e respeitar o espaço alheio…

Tentar moldar o mundo com bilhões de pessoas ao seu ponto exclusivo de vista, ou de seu grupo, era conhecido antigamente como tirania… e é claro, não vou entrar no mérito do que é certo ou do que é errado… afinal, enquanto no ocidente, a maioria prega a monogamia, no oriente dá para se casar com uma bananeira e mais 4 esposas… e quem sou eu para julga-los?

O que, verdadeiramente eu responderia à pergunta-título? Que nossa luta deve, ou deveria ser contra a IGNORÂNCIA.

Ignorante é a $%#@$!@#$¨%#¨#@ !!!!!!!!!!!!

Ignorante é a $%#@$!@#$¨%#¨#@ !!!!!!!!!!!!

Renascentismo

O movimento renascentista, cujos benefícios para a humanidade são incontestáveis, dentre os quais, só para ilustrar, temos Leonardo da Vinci, Maquiavel, Sheakspeare, Rafael, entre vários outros, pregavam que as ideias deveriam ser renovadas sempre, deixando o velho pensar de lado e propondo que se tentasse ver coisas de um jeito novo…

Hoje em dia, chamamos isso de inovação…

Mas, tirando o movimento, baseado em sua essência no conceito binário de “morrer” e “nascer”, a ideia principal é o foco para levarmos em conta, não só para este post, mas, ao meu ver, para a vida toda.

Primeiro, vejamos o que o conceito em si quer dizer:

re.nas.cen.ça
Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de renascer.
2.Vida nova.
3.Renovação, revigoramento; novo impulso.
4.Época ou movimento de renovação das artes e ciências europeias, nos sécs. XV e XVI, marcado pela valorização da Antiguidade clássica. [Com inicial maiúscula, nesta acepç. Sin. ger.: renascimento.]

re.nas.cer
Verbo intransitivo.
1.Nascer de novo (na realidade ou na aparência).
2.Fig. Escapar a um grande perigo de vida.
3.Renovar-se, revigorar-se.
4.Adquirir nova atividade, novo impulso.

Bem, partindo daí, pode-se dizer que renascer é o ato de deixar para trás o que não serve e focar em coisas novas. Tomar um novo fôlego, adquirir uma VIDA NOVA.

E é por aí que eu gostaria de estreitar o comentário.

Estamos em um momento da vida onde muitas pessoas atravessam fases complicadas. Outras, deprimem-se por estarem desgostosas com suas realidades. Já, outras, ficam com raiva de tudo e todos ao seu redor por julgarem ser este ambiente insalubre para seu desenvolvimento.

E, ao meu ver, não há maneira de se mudar o ambiente externo sem que se mude antes o seu próprio ambiente interno.

Sim, falar é fácil... mas como é que se faz isso?

Sim, falar é fácil… mas como é que se faz isso?

Pois então, para se iniciar qualquer mudança interna, o processo é basicamente o “matar-se” primeiro e “renascer” depois…

Toda mudança interna é um processo complicado, dolorido, que, pode-se fazer uma alusão à própria morte… e não deixa de ser verdade, pois em um determinado momento, estamos matando partes de nós mesmos as quais não nos ajudam muito.

A física quântica nos diz que somos vários “eus” em uma linha do tempo, onde cada ação, pensamento, ensinamento adquirido, passamos a ser alguém diferente de frações de segundo atrás.

Pois, imaginem suas vidas como uma sequência de fotografias, que, vistas rapidamente viram um filme. Podemos dizer que uma foto ou outra deva ser removida, pois, naqueles momentos incorporamos coisas que são maléficas ao pensar, ou ao próprio organismo em si…

Matamos aquelas pessoas que fomos naqueles instantes, matamos o ponto de convergência onde passamos a trilhar um caminho alternativo que nos induziu a outras ações desastradas a partir daquela primeira, por exemplo…

Tá, mas não vai matar as porcarias que fizemos nesses momentos... e daí, espertinho?

Tá, mas não vai matar as porcarias que fizemos nesses momentos… e daí, espertinho?

Claro que não vai apagar o que fizemos… e nem faria sentido. Afinal, essas “cagadas” são estágios fundamentais no processo de aprendizagem… somos uma raça que aprende com os erros. Enquanto outros animais ficam na segurança do “agir por instinto” só visando a sobrevivência, nós nos damos ao luxo de ousar o novo para alavancar nossas possibilidades, habilidades, etc.

O que me refiro é que devemos matar aquele conceito (ou pré-conceito) que confiscamos ou absorvemos de outros ou mesmo por mal interpretação nossa que seja, tanto faz. O importante é deixar o velho e inútil morrer para que possamos conseguir uma nova vida. Livre dos padrões anteriores, podemos simplesmente ousar ser alguém totalmente novo. Podemos tentar ser o inverso do que fomos até então, caso queiram, ou, simplesmente, ficar aberto à possibilidades…

Os gênios renascentistas ousaram questionar os padrões da época… alguns, se ralaram com os figurões da época que sabiam que o processo era trabalhoso e que poderia gerar pessoas com capacidade própria de pensamento. Ou seja, diminuição de poder dos grandes formadores de opinião.

E eu não sei? Malandro foi o Da Vinci que fazia tudo por código...
E eu não sei? Malandro foi o Da Vinci que fazia tudo por código…

Pois é… com a igreja na cola, não dava lá para pensar em coisas “fora da casinha”… cérebros inovadores eram grandes ameaças, afinal, refazer o sistema todo é muito mais complicado que matar unzinho ali e outro acolá…

O velho padrão repete-se até hoje, e, sinto informar, com a nossa colaboração… pois são muito mais os que ainda teimam em defender um sistema falho do que se propor a refazer todo um novo. E não falo do sistema externo… to falando de formatar o próprio HD mesmo…

Quem é o mais genial, alguém que usa ferramentas prontas para alcançar um objetivo grandioso, ou aquele que faz as próprias ferramentas e, não interessa quantas vezes elas quebrem ou mostrem-se ineficazes, ele sempre será capaz de refazer, melhorar e aperfeiçoar até alcançar o mesmo objetivo?

Bem, os dois…

Só que o primeiro, no momento em que for tolhido de suas ferramentas, fica órfão, e, dependente dos demais, acaba sucumbindo em função de terceiros… enquanto o segundo, não dependerá de ninguém e, mesmo que tentem, não conseguirão pará-lo se não for sua vontade parar…

Dessa mesma forma, creio eu, que o morrer para nascer de novo seja fundamental, ao invés de aparar arestas o tempo todo…

Com sua mudança, com seus conceitos, seu conhecimento e, sobretudo, com o seu ENTENDIMENTO, você terá a capacidade de seguir com seus projetos sem a dependência dos demais…

Elementar, meu caro Watson...

Elementar, meu caro Watson… ah não, esse é outro…

Morrer, amigos, é parte do processo. Morremos todos os dias para renascer em seguida. Mas, o entendimento final é de que não há caminho traçado, não há destino definido que consiga tirar o seu sagrado direito de zerar tudo e começar de novo. Cessar com o que incomoda e recomeçar deixando para trás os entraves é evolução…

E não só os primeiros renascentistas concordavam com isso, grandes mentes da humanidade tentaram exaustivamente nos passar essa mesma mensagem.

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Se conselho fosse bom…

Esse é o dito popular: “Se conselho fosse bom, a gente não dava, vendia…”, expressando que, além de tudo, somos mercenários…

Mas, certamente há algo a ser analisado nisso, afinal, todo dito popular, perpetrado, acaba virando “inconsciente coletivo”, ou, mais na moda, o Zeitgeist. Inconsciente que, queira ou não, influencia pessoas direta ou indiretamente.

Bããããã

Bããããã

Sim, isso, isso, isso…

Pois certamente há várias interpretações sobre aconselhamentos. E, podem ir desde elucidações até a induções… a gama é bem vasta…

Para não perder o costume, vamos ao amansa:

con.se.lho (ê)
Substantivo masculino.
1.Advertência que se emite; aviso.
2.Corpo consultivo e/ou deliberativo que se reúne para tratar de assunto de interesse público ou particular: conselho de ministros, conselho de diretores de banco.

Ok, não ajudou lá grandes coisas… vamos adiante:

a.con.se.lhar
Verbo transitivo direto.
Verbo transitivo direto e indireto.
1.Dar conselho (a).
2.Indicar a vantagem de; recomendar.
Verbo pronominal.
3.Pedir ou tomar conselho.
§ a.con.se.lha.dor (ô) adj. sm.

Hmmmm, temos uma ponta aí: indicar vantagem de; recomendar…

Pois é… aí entra a pergunta fatídica: VANTAGEM PARA QUEM, CARA PÁLIDA?

Heeeein?

Heeeein?

Claro, esse conselho pode, na verdade, ser vantajoso para quem está te aconselhando, por exemplo. Afinal, ele pode ser usado, sordidamente, como item de manipulação, por exemplo.

Alguém pode se passar por um amigo altruísta, cheio de boas intenções, apenas querendo o seu bem, mas, ainda assim, te influenciar a cometer um desatino, ou, simplesmente, acabar fazendo algo que o favoreça lá na frente… vai saber?

Certamente que nem todos os aconselhadores (diferentemente de conselheiros, que, alguns até ganham para isso) são mal intencionados, alguns também, são simplesmente ignorantes…

Tempoooo: Ignorantes não é xingamento, é apenas a expressão para alguém que simplesmente desconhece alguma coisa. Exemplificando: minha vó (que Deus a tenha) tentando me dar conselhos sobre física quântica. Por mais bem intencionada que ela fosse, nada que viesse dali me ajudaria grandes coisas…

Pois então, esse é o outro prisma disso. Alguém também pode te influenciar a fazer uma enorme cagada (com o perdão do meu francês) com a melhor das intenções. Basta, para isso, apenas que ela tente se aventurar em águas desconhecidas.

A vaidade humana nos leva a fingir propriedade em assuntos que desconhecemos, as vezes, só para não pagarmos de burros. Então, o bom e velho enrolês entra em campo, mesmo sem sentirmos, o que pode também acontecer em conversas pessoais e aconselhamentos.

Além disso, todo o nosso sistema de crenças e conhecimentos é usado nessa hora (a do conselho), podendo vir desde dogmas pueris, ultrapassados, castradores; passando por criações rígidas, vindas de décadas passadas (ou não), em um mundo muitíssissíssimo (momento Chaves de novo) diferente do atual. E, nem por isso, a intenção da pessoa que tenta nos influenciar é ruim. Essa pessoa pode muito te querer bem e acha, do fundo de seu coração, que está lhe ajudando a solucionar problemas. Mas, pode, as vezes, estar incluindo novos aos antigos problemas…

O que alguém que teve infância complicada e difícil pode (no caso dessa pessoa não ter mudado a forma de pensar com os anos, claro) passar a outra que não sejam conselhos repletos de restrições, sobre como o mundo é complicado, difícil, cruel, desonesto e blablabla…?

E que conselhos uma amiga recém traída por um parceiro pode dar a uma que inicia um namoro?

Que conselhos alguém que foi vítima de um complô empresarial, ou, a famosa “puxada de tapete”, pode passar a alguém que inicia a carreira?

O que um pai traído ou traidor no casamento pode dizer aos filhos sobre família e relacionamentos futuros?

Daí, acabam-se formando “sentenças” do tipo: “homem é tudo igual”, “quanto mais conheço os homens, mais admiro os animais”, e por aí vai…

Pois não há nada errado em alguém que realmente esteja emputecido indignado em proferi-las, o problema mesmo é essa pessoa influenciar as demais a pensarem que isso é uma regra, por exemplo…

Pois esse tipo de coisa cria uma “aura” social que, sinceramente, ajuda pouco ou quase nada. Inserir mais desconfiança, covardia, raivas e outros tipos de maus sentimentos nas mentes alheias é um desserviço que se presta por uma esperança, sequer, de um mundo melhor.

Está ruim para você? Pois pode ser que não esteja para outros… passar suas neuras adiante não vai erradicá-las de si mesmo, apenas multiplicá-las e trazer mais gente ao seu padrão miseravelmente depressivo.

No extremo oposto, o otimismo exagerado também pode não ser a melhor coisa do mundo… “vai que não dá nada…”, “na pior das hipóteses…”…

Pois esse “na pior das hipóteses” é o caso clássico da nossa empáfia em querer achar que sabemos o que irá acontecer… sejamos humildes, amigos, afinal, mal e porcamente temos respostas aos nossos problemas, imagina aos dos outros?

O que fazer então?

Bem, no meu caso, costumo, quando indagado, a dizer o que fiz em situações semelhantes (caso as tenha vivenciado), ou então, dizer simplesmente que não saberia dizer, pois nunca vivi tal situação. É claro, sempre que possível tenta-se amenizar o sofrimento alheio, afinal, existem pessoas em situações complicadas que procuram outras para receber algo que alivie seus anseios. E, lembremo-nos, ao aconselharmos, tornamo-nos corresponsáveis…

Estaria eu aqui pregando o fim dos aconselhamentos? É claro que não, afinal, ouvir um desabafo é algo bonito de se fazer. O que eu acho mesmo, e aí é opinião minha, é que deveríamos auxiliar as pessoas a entender suas situações… a verem suas vidas sob outro prisma… a pensarem por si só o que pode estar acontecendo com elas. Respostas prontas, são limitações nossas que, mesmo sem querer, repassamos adiante… então, deixemos cada um chegar às suas próprias conclusões. Liberdade de pensamento, somada ao conhecimento, é o que REALMENTE resolve as situações.

...e da próxima vez, vá aconselhar a sua vovozinha!!!

…e da próxima vez, vá aconselhar a sua vovozinha!!!

O devido valor de cada um…

Todo mundo espera ter o devido valor reconhecido um dia, certo?

Nem tanto…

Afinal, o valor de cada um, tal qual o de cada coisa, é calculado de formas bem sucintas e diferentes…

cuma

 

Eu sei, é complicado… então, vamos pelo básico: comecemos pelo bom e velho “amansa”…

va.lor (ô)

Substantivo masculino.
1.V. valentia (1).
2.Qualidade que faz estimável alguém ou algo; valia.
3.Importância de determinada coisa; preço, valia.
4.Legitimidade, validade.
5.Significado rigoroso de um termo.

Certamente, valor pode significar várias coisas… e, pode-se atribuí-lo à várias ações diferentes… ações sim, no nosso caso…

Quando queremos que alguém nos dê o devido valor, é, certamente, porque fizemos algo e esperamos ser recompensados de alguma forma com isso… e, no caso, pode variar desde honrarias, elogios, presentes… enfim…

Mas, ainda não era aí que eu queria chegar…

Mussum

 

Pois é, Kid Mumu, não era aí ainda…

O ponto onde eu queria chegar especificamente, é onde a tal pessoa realizar algo, esperando adiante receber o devido valor, é, nada mais, nada menos, que o bom e velho comércio…

Então, a ação por si só já fica sujeita a análise mais aprofundada, afinal, em todo e qualquer negócio, o correto é que ambas as partes saiam ganhando, não é mesmo?

Bem, dirão que o capitalismo selvagem nos impõe um tipo de negociação onde para alguém ganhar, outro tem que perder… é o que dizem… e, durante a faculdade de administração eu aprendi que “não existe almoço grátis”, alguém, em algum ponto, vai pagar a conta. Direta ou indiretamente…

Eu ainda sou partidário do estilo de negociação “ganha-ganha”. Os dois lados saem vencedores. Mas, é claro, nem sempre é possível, e, geralmente, porque a ganância de um dos lados se sobrepõe à do outro, fazendo com que não se aceite menos do que geralmente eu aceitaria em outra situação.

Tá ficando mais complicado ainda, eu sei…

Mas, o foco disso é abordar o ponto onde, o valor pode ser algo bem relativo…

Explico com um exemplo que já usei anteriormente:

Quanto você pagaria por um copo d’água agora? Sim, agorinha mesmo enquanto lê esse post… provavelmente sem sede, em algum lugar confortável e com acesso a água facilmente?

Pouco ou nada, provavelmente. E, ainda há quem diga que copo d’água não se nega a ninguém (embora a tal Waleska Popozuda agregue mais um item à frase).

Agora, quanto você pagaria pelo mesmo copo d’água no deserto? E, se você estivesse à beira da morte, arrastando-se por horas em areias escaldantes?

Tudo o que possui, provavelmente…

Dessa mesma forma, podemos notar que o valor que percebemos pode ser muito diferente do que outros percebem…

Para alguém, uma rosa singela é algo grandioso, para outros, um gasto inútil com um vegetal morto…

Sendo assim, talvez ocorra que o tal valor que você se atribui, da mesma forma, seja diferente do que outros o façam…

E aí você quer equiparação, certo?

Errado…

Afinal, isso não é um simples negócio… pois, no exemplo em que eu abordo, é o exemplo onde estão envolvidos sentimentos… e aí, a “negociação” é muitíssimo mais delicada…

O marketing sempre nos diz que o valor de algo é medido pelo benefício que ele nos traz, diferentemente do preço dele, que é medido pelo que “se ganha” menos o que “se perde” ao querer aquilo.

Bem, acho que já conseguiram entender onde eu queria chegar… eu espero…

Pois é exatamente no ponto onde o nosso valor não pode ser medido igualitariamente entre as partes envolvidas. Afinal, para mim, eu tenho valor inestimável… tanto que daria todos meus bens por um copo d’água para não morrer de sede no deserto… já, para outros, talvez eu morrer no deserto não valha a casa, carro e outros itens deles…

O certo é que, só nós sabemos o nosso devido valor. E, esperar que ouros consigam isso é complicado, afinal, só alguém que se deu conta do seu próprio valor, talvez, consiga valorizar outra pessoa…

Éissaí, ô da poltrona!

Éissaí, ô da poltrona!