Envelheço na cidade…

Pois é, hoje é o dia do meu aniversário… e, como quase em todos os anos, é período de reflexão. Mas, nesse 2013, onde eu recomeço meu mundo que acabou em 2012, deixando para trás aquele que era antigamente conhecido como “eu”, reinicio uma caminhada constante, deixando para trás o que não me é mais útil, e ficando com o que apenas me auxiliará na nova caminhada.

Mas, o que eu deveria deixar para trás?

Posso pensar em inúmeras burradas que fiz na vida. Nos arrependimentos que tive, nas lágrimas que causei, nas vezes que agredi, que gritei, que enlouqueci…

Mas, sinceramente, será que elas não me foram úteis?

Todas essas ditas burradas que cometi, me ensinaram o quanto eu poderia ser alguém desprezível. E, sendo eu alguém indigno do meu próprio respeito, não poderia mais conviver comigo mesmo…

Me matar? Beeem capaz… (expressão em gauchês, para quem não sabe)

Eu simplesmente resolvi quebrar os pratos com aquele babaca que fez aquele monte de coisas… sim, aquele babaca que, no alto de sua estupidez, cometeu atos que nem sempre fizeram mal só a si… envolveu outros…

Não, não matei ninguém, não cometi crimes e, de um certo nível, dá até para dizer que eu sou inofensivo…

Mas, certamente já causei sofrimento aos outros…

Fiz sofrer os que se importavam comigo ao não cuidar de mim mesmo, fiz sofrer aqueles que me queriam bem quando não estive por perto, fiz sofrer aqueles que apostaram em mim e eu não recompensei com um mínimo esforço sequer… e por aí vai…

Pois num dia como o de hoje, onde se reinicia mais uma etapa (que, para mim não é no ano novo, e sim no aniversário de cada um), me pego pensando que todo e qualquer desatino que eu tenha cometido, fez parte de um sistema onde na base do “tentativa e erro”, me trouxeram ao ponto onde hoje me encontro…

Falta muito ainda na caminhada da evolução, pois, dá para dizer que certos erros aprendi a não repetir, já, outros, nem tanto. Rever as lições, refletir, imaginar, projetar, e, quem sabe, eu possa deixar para trás mais um “eu” babaca, fazendo nascer um novo eu, sem tais atributos negativos.

Evolução, meus amigos… é isso que eu busco, mas, para tal, exige que eu primordialmente me aprofunde num processo de conhecimento de quem eu realmente sou. E, no caso de eu não gostar do que encontrar, simplesmente é acabar comigo e me reinventar.

Obrigado a todos que contribuíram ou ainda contribuem para aumentar meu arcabouço de conhecimento. É com ele, guiado por minha moral adquirida, que direcionarão para o ponto onde, um dia, eu possa olhar para trás e estar com a consciência tranquila de ter tentado fazer o que foi possível, ou, simplesmente, ter jogado com garra, independente de ter ganho ou não o jogo.

Como assim "vem comer o bolo"???

Como assim “vem comer o bolo”???… E onde foram parar as velinhas????

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Amar o amor…

Em meio a tantos pensamentos, em grande maioria buscando o auto-conhecimento, me deparo com essa frase… AMAR O AMOR…

Ela se inseria em um contexto onde podemos amar o amor, o sentimento, mas não necessariamente uma pessoa em função disso…

Pois bem, daí resolvi aprofundar o pensamento:

Amar o sentimento do amor… ou seja, na minha interpretação, adoramos nos sentir amando… a sensação que amar causa é sensacional. Deixa esfuziantes nossas almas e nos dá uma carga de energia fora do comum. Dirão que algumas drogas também dão… e não estarão errados…

Não poderemos considerar o amor como sendo uma droga, pois, em sua essência, é o que há de mais puro em matéria de sentimento. E aí excluiremos sexualidade, paixões, excentricidades, etc… Mas, podemos dizer sim, que o amor em demasia pode nos causar efeitos colaterais…

Peraí, tu tá querendo me dizer que amar é um sentimento puro, mas, que em excesso é uma droga?

Peraí, tu tá querendo me dizer que amar é um sentimento puro, mas, que em excesso é uma droga?

Exatamente. Afinal, tudo o que é em demasia não é bom… E não levem aqui em consideração o amor transcendental, altruísta, coisa de avatares excelsos e não de reles aprendizes como no nosso caso. O que tento dizer é que o sentimento de amor por alguém, ou a nossa paixão e vontade exacerbada em amar pode causar constrangimentos e sufocamentos. É preciso amar com moderação. Desculpe-me sr. Renato Russo, mas Não é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã… é preciso amá-las sim, mas com o conhecimento que o amor é eterno, mesmo em estágios diferentes dele.

Não estamos aqui discutindo o verbo amar e todo o significado transcendental dele, lembrem-se que estamos falando em amar o amor. Ou seja, nossa vontade, perseguição e, as vezes, obsessão em conseguir o amor…

Amar simplesmente? Ou amar sendo amado. Amar altruisticamente? Ou amar em toda a plenitude do “dar e receber” (sem conotações engraçadinhas, por favor)?

Qual o tipo de amor que você ama?

Cuma?

Cuma?

Pois é, para amar o amor, você tem que ter estipulado em você mesmo a forma que você sabe amar… o que é amar para você? O que é estar envolvido nesse sentimento?

Ama-se fazendo caridade, por exemplo, mas, em um amor íntimo, caridade é a última coisa que o outro lado espera de você motivando a estar com ela…

Complicado esse troço, hein? Votecontá!

Complicado esse troço, hein? Votecontá!

Pois é…

seria melhor entender que a caridade é um ato de amor, mas, não é o amor em si… existem vários atributos que podem “identificar” quando uma pessoa ama de verdade… mas, isso é extremamente variável entre o que você acha que alguém deve fazer para te demonstrar amor, e o que a outra pessoa acha que está demonstrando e você nem percebe…

Pode-se agir de diversas formas e, ainda assim, as visões serem completamente diferentes a cada um…

Algumas pessoas precisam que a outra ajoelhe-se, implore, dê presentes, abra porta do carro, etc e tal… enquanto outra, simplesmente vai sacar que você a ama com um simples olhar…

E aí, meu amigos, é o que eu digo. Sentir a situação, compreender os sentimentos cabe muito mais ao nosso refinamento psicológico do que podemos simplesmente esperar das outras pessoas… o amor é um sentimento dualístico, que envolve compreensão, sentimento e, sobretudo, a intenção de quem o pratica. Ou seja: não interessa o que a pessoa faz, o fato dela estar fazendo o máximo que pode, pode ser sim, um ato de amor… mesmo não correspondendo as suas expectativas… o que pode simplesmente gerar a hipótese de que existe o amor entre essas duas pessoas, mas, eles não são compatíveis…

Ok querida, acho que devemos maneirar um pouco no quesito sexo...

Ok querida, acho que devemos maneirar um pouco no quesito sexo…