22/12/2012 – Não acabou…

O dia depois do fim…

A famigerada data de 21/12/2012 passou, e, com ela, foi-se a paranoia de fim-de-mundo. Ou não?

Catando pela internet, já achei coisas para 2014, 2016 e por aí vai… agora, eu pergunto: faz diferença ficar cogitando quando a coisa acaba?

A maioria dirá: Claro que não! Temos que viver o hoje, o presente…

E eu digo: Conhecer ciclos é sim uma maneira inteligente de programar-se para o futuro. Os antigos que mapearam os céus, sabiam as datas corretas para plantar, para colher, quando haveria secas, quando marés se alteravam e, a partir daí, puderam usar a estratégia para agir de forma eficaz, e não apenas agir…

Isso é ponto fundamental na vida de todos nós, afinal, se alguém não parasse para examinar a maneira que se agia e tentar pensar em algo melhor, as rodas ainda seriam quadradas…

Mapear ciclos, rever conceitos e reiniciar de forma mais eficiente é o que eu denominaria como processo evolutivo…

É óbvio que o mundo não terminaria assim, sem mais nem menos e com um acontecimento inesperado. Estamos na era da informação. E isso é bom e ruim ao mesmo tempo. À medida que podemos pensar juntos, ainda ficaremos à mercê de malas-sem-alça tentando convencer a todos com suas óticas doidas.

E nós que surtamos, somos os culpados pela falta de informação, ou, pela não investigação da informação recebida. Somos crédulos demais…

Jesus dizia que “conheça a verdade e ela vos libertará…”. Hoje em dia, por exemplo, nos tribunais temos a “Deturpeis a verdade e ela vos libertará…” numa sociedade em que sabemos que, se leis dão margem à interpretação livre de advogados (ou operadores de direito) com devaneios artísticos, é porque a coisa tá totalmente errada.

O certo e errado é binário. Ou é ou não é… não existe meio grávida ou meio gay… ou é ou não é e ponto…

Da mesma forma, nossa retidão moral também não pode variar… você aí que achava que o mundo ia acabar e resolveu purgar um pouco da culpa e tentou ser bonzinho nos últimos dias, para, quem sabe, morrer com a consciência tranquila, um conselho: continue fazendo isso. Não é porque o mundo não acabou que você (nós) tem que voltar a ser aquela mala que sempre foi. Aquela criatura egoísta que só resolve fazer algo de bom quando tenta fazer média com alguém (nesse caso, com o Criador pelo medo da morte).

“Tá, onde é que tu quer chegar com essa lenga-lenga toda”, estão se perguntando…

Eu respondo:

Finjam que o mundo como o conheciam realmente acabou. Pensem que hoje, dia 22/12/12 é o primeiro dia de um mundo novo. De um mundo em que todos podemos ser quem quisermos ser. Que estamos livres das amarras que tivemos até hoje. Que podemos ser livres par agir da maneira que nossas mentes  e nossos corações exigem. Que o sentimento de bem-comum se estabeleça sem termos a necessidade de uma catástrofe iminente para nos comover a tal. Que todos possam viver de acordo com suas vontades, e que nossos egoísmos desapareçam, afinal, como sabemos, no dia em que o mundo acabar de fato, acabará para todos nós. De forma igual.

Que o dia 22 represente o primeiro dia de uma nova era. Uma era em que pessoas deixem suas ignorâncias e busquem a verdade nua e crua ao invés de mentiras amenas. Que os enganadores tenham suas persuasões cassadas e sejam desmascarados. Que possamos ser autênticos, simples, singelos sem medo de estar adequado ou não a cultura, fatores locais ou normas. Afinal, nenhuma norma supera a regra básica da moralidade. NÃO FAÇA AOS OUTROS O QUE NÃO GOSTARIAM QUE FIZESSEM PARA TI…

Claro, essa adequação leva um tempo… leva à reflexões interiores, confrontos, conflitos, e, ao final, o entendimento. Toda tese tem que ser a antítese para finalmente virar síntese…

Confrontem-se… perguntem-se se esse mundo que terminou era o mundo que queriam para si… criemos o novo mundo… começando por criá-lo dentro de suas consciências…

Como diria Morgan Freeman em “O todo poderoso”: Quer um milagre? Então SEJA o milagre…

Simples assim…

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