Vale tudo no coitadismo…

Hoje em dia vivemos sob uma ditadura velada do politicamente correto. Creio já ter abordado esse assunto por aqui mesmo. E o pessoal para enfatizar seu lado, geralmente atirando para o outro lado todo e qualquer tipo de argumento para envergonhar o oponente a tal ponto que não restará outra alternativa a não ser ceder…

E, ao meu ver, não há nada de errado em ceder volta e meia. Penso eu que chegará o dia em que tudo será permitido, e não mais haverá a necessidade de vetos e proibições. Mas, para tal dia chegar, é necessário antes um baita processo de educação, moralidade e, sobretudo, mudança em cada um de nós, para que cheguemos ao ponto de estarmos totalmente integrados com os que vivem conosco (bairro/cidade/estado/país/continente/planeta/sistema solar/dimensão/etc).

Até aí, nada de mais… o que me deixou “encafifado” foi um post no facebook, com a notícia:

Bem, a notícia acima é multinterpretativa (se é que existe tal termo), e, portanto, cabe uma análise mais minimizada:

Não conheço a tal Stela Guedes, mas, faltou-lhe, ao meu ver, alguns questionamentos para poder posicionar a matéria como NOTÍCIA e não como um simples tufão em copo d’água. Notemos que ela retrata que uma professora umbandista foi vetada de utilizar um livro sobre Exús em aula por uma diretora evangélica…. e daí?

E daí que, ao que tudo indica, o caso foi interpretado como sendo “racista” por uma mãe de santo… que, em seguida, leva a um pesquisador que, seguindo com sua linha de raciocínio (ou a falta de), acaba citando que o “RACISMO BRASILEIRO É HETEROFÓBICO”… bem, aí, sinceramente eu fico sem entender o que eles quiseram dizer com isso.

Notem que inicia o artigo falando em um simples caso de falha de comunicação interna, onde uma funcionária se atrita com a sua superiora. Normal. A aula era de religião? Era de história? Era a “hora do conto”? Qual a série envolvida? Qual a idade das crianças dessa professora? Qual a posição da escola quanto ao conteúdo programático dessa aula? A professora tinha um currículo a seguir? Enfim… problemas de ordem interna da instituição que, por algum motivo, virou caso de “racismo heterofóbico”…

Bem, ponto 1: O QUE DIABOS (ou seres equivalentes em outras religiões) VEM A SER RACISMO HETEROFÓBICO???

“O racismo é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras, normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade a alguns de acordo com a matriz racial.” (segundo o Wikipedia), e suponho que a parte em que fala em “manifestações culturais” tenha sido base para vincularem a umbanda com um ato racista.

Mas, se é uma religião, não dá para ser vinculada como manifestação cultural…  é uma crença, onde pessoas cultuam entidades espirituais e blablabla…

Bem, e, no outro lado, temos a crença evangélica de que “isso é coisa do demo”, e, portanto, provavelmente daí venha o veto da diretora.

Heterofobia é a discriminação com base na orientação sexual e implica preconceito ou aversão para com as pessoas e instituições heterossexuais. Cunhado como uma analogia direta com a homofobia, “heterofobia” é usado por alguns opositores para diversas reinvidicações por direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros (LGBT) que conflituem com os direitos gerais, principalmente à liberdade de expressão. Correntes politico-ideológicas favoráveis às reinvindicações por parte da comunidade LGBT questiona a validade da heterofobia e por vezes a categoriza como parte da mentalidade de “eu também sou uma vítima” que cresce desde 1995.

BINGO!!!! Taí o ponto-chave do post… a frase final acima:  parte da mentalidade de “eu também sou uma vítima” que cresce desde 1995.

O movimento vitimista é realmente uma crescente e, os relativistas de plantão estão aí para contra-atacar com a mesma moeda…

Raciocínio (ou a falta de) linear simples: Se você é contra o movimento gay, você é homofóbico; mas, em contrapartida, se é defende com unhas e dentes a causa gay, é heterofóbico…

Relativismo puro e simples… ou, a boa e velha dialética erística, do velho Schoppenhauer…

O que eu acho disso?

TODOS ESTÃO ERRADOS! Afinal, em uma sociedade que pratica a coerção através do coitadismo, não pode dar certo nunca… a igualdade é um direito, fato, mas, sabemos que é uma utopia (pelo menos no momento). Fiquemos atentos aos fatos em si, e não num contexto totalmente insano que virou essa diversidade de pensamentos.

A diretora e a professora poderiam ter-nos poupado disso tudo com uma simples conversa, ou, na pior das hipóteses com um conselho de classe. Ou, ainda, com a consulta dos pais dos alunos para ver o que acham disso…

Garanto, meus amigos, que antes de toda essa bagunça, teremos pais que achariam legal que seus filhos conhecessem outras religiões e suas filosofias, mesmo que tenham outra fé, brigando com pais que são ortodoxos a ponto de achar que estariam demonizando seus filhos com o simples mencionar outras crenças…

Termino o post refazendo um pensamento que fiz acima: A igualdade existe sim em alguns casos. E, neste caso, a igualdade é soberana em termos de ignorância… afinal, não é um embate de crenças que estamos nos referindo, é sobre a educação que se dá nas escolas públicas e a restrição do pensar.

Eu diria “VIVA A DIVERSIDADE”, mas, creio que atualmente estamos mais para “VIVA A ADVERSIDADE”…

Minhas bandeiras?

Respeito, pra começo de conversa…

Coexistir… Filosofias que pregam amor, tolerância e paz, tornam-se incongruentes quando “lutam” umas com as outras…

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