Compreender a compreensão…

A frase é daquelas que podem significar muita coisa e nada ao mesmo tempo. Daquelas frases do tipo “não importa onde você esteja, você sempre estará lá…”, que na realidade é um exemplo de como podemos falar bonito sem dizer rigorosamente P$%# nenhuma…

Mas, a frase que inspira o título vem de um livro que estou lendo, e, dentro deste, o autor cita um filósofo, Whitehead, que o inspirou em sua literatura a chegar à conclusão de que compreendendo a compreensão poderia compreender-se qualquer coisa… lindo, não? Sim, mas parece frase-pegadinha como a que citei acima… mas não é.

O cara baseia sua linha de raciocínio dizendo que, no momento em que conseguirmos compreender a maneira como os outros compreendem as coisas, poderemos então compreender praticamente tudo a respeito dessa pessoa.

Não li as obras do filósofo para concordar com o que compreendi do livro, afinal, posso eu mesmo ter compreendido mal a compreensão do autor a citar o pensador (afff, que enrolaçada), mas achei extremamente interessante a discussão que parte daí.

Realmente, o conjunto do conhecimento, da compreensão, envolve mais de um canal. Vários, eu diria. E, certamente ele vai tanto da sua capacidade de transmitir o conhecimento, quanto da outra pessoa compreender o que você está dizendo. Mais ou menos como a velha parábola do semeador. Não adianta boa semente na pedra que dali não sairá nada.

Dessa forma, podemos dizer que boa parte da doideira moderna parte, basicamente, da incompreensão humana. A incapacidade de atingir o conhecimento sobre alguém, alguma coisa ou qualquer coisa.

Da incompreensão parte o medo, afinal, pessoas temem o que não conhecem, do medo vem a agressividade (defesa) que leva a intolerância, que leva aos tantos conflitos que vemos por aí…

Vejamos que compreendendo, passamos a ser mais calmos, agimos de forma normal e sem precisar a agressividade como mecanismo de defesa. Entender como o outro pensa, o que o leva a tomar certas medidas e como funciona seu raciocínio pode ser um trunfo para cada um de nós, afinal, poderemos evitar atritos desnecessários, além de, é claro, conduzir conversas para que possa-se “encantar” tal pessoa (no caso de vendedores, por exemplo).

Antes de mais nada, todo esse conversê que proponho é mais para que tentemos entender mais as coisas antes de agirmos. Agir antes de entender é a raiz do preconceito, tão malfalado atualmente, e que nada mais é do que a ausência da compreensão.

Comecemos da forma mais simples possível: compreendendo a si próprio. Aliás, não é o mais simples, é o mais complicado, mas, em caso de sucesso nessa empreitada, poderemos, através de conceitos entendidos em nós mesmos, nos projetar no outro e assim tentar deduzir o que se passa com ele. Compreendê-lo.

Busque o simples, mas, como diz o próprio Whitehead que inspirou isso tudo: “Procure a simplicidade e desconfie dela”.

Que mané Whitehead o quê?! Ele deve ter sido rejeitado pela mãe e ter fixação fálica por mim… Humpf!

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