A imensa maioria de minorias…

A sociedade atual, que a trancos e barrancos (achou que) venceu a repressão e, daí para frente implantou a política do “é proibido proibir”, expressão máxima da liberdade total, está livre de verdugos que possam roubar novamente seus direitos?

Liberdade???

Bem, EU não acho…

Uma ditadura travestida de liberal fixou-se em nosso país. Bundas em abundância (com o perdão da pseudo-redundância, rimando e tudo), assistencialismo e protecionismo às minorias. O bom e velho panis et circensis, o pão e circo, que desde a Roma antiga é usado para manter o gado sob controle enquanto encaminha-se ao abate. Enquanto alguns vangloriam a diversidade, esquecem-se que a adversidade que esse ambiente segregado em diversas minorias, que, somando-se, tornam-se maioria, gera atritos, debates inúteis e muita, muita encrenca.

Minorias… o que seriam essas minorias?

MINORIAS“Numa sociedade global uma minoria é uma sociedade particular caracterizada por aspirar a um modo de viver próprio que a distingue do conjunto e que, de certo modo, a põe à parte. Uma minoria não está necessariamente afastada ou isolada da sociedade nacional. É por isso que nem sempre se identifica com um grupo marginal e não é necessariamente objecto de segregação. Uma minoria constitui-se como colectividade ou comunidade particular na base da raça, da língua, da religião ou de um género de vida e de cultura muito diferentes do resto do país ou conjunto. Deste modo se criam ligações afectivas e afinidades que tendem a afastar este grupo do resto da população ainda que ele se encontre disperso”.[1]

Minoria também pode constituir a referência a categorias ou grupos que, pela sua posição sócio-político-económico-cultural, ocupam um lugar de destaque e de influência na sociedade, sendo aqui sinónimo de “elite”. Esta minoria-maioria (número vs poder) deverá ser enquadrada na perspectiva do poder institucionalizado de uma maioria. No, e para o presente caso, interessa-nos a minoria entendida na perspectiva não institucional, mas marginal, o que nos remete para a definição de Alain Birou.

[1] Dicionário de Ciências Sociais Alain Birou, Publ. D. Quixote, nº5, Lisboa 1982.

Pois bem, notemos que, pelo texto acima, as minorias, por mais que se achem um grupo à parte, ainda seguem fazendo parte da sociedade em que vivem. Então, caros amigos, que tal contribuir para o TODO da sociedade e tentar modificá-la ao invés de retaliá-la às custas de leis específicas? Redundância jurídica, eu diria…

Exemplificando: Leis e protestos contra a homofobia. Justificam-se? Claro, afinal, violência contra homossexuais, só porque são homossexuais é um ato imbecil… concordamos todos?

Bem, e se colocarmos dessa maneira: Violência contra QUALQUER tipo de pessoa, independentemente de sua raça, credo, grupo social ou preferência sexual é um ato imbecil… e aí, que tal?

Alguém aqui vê diferença na gravidade do crime se alguém espancar uma pessoa gay para um negro, um judeu, um emo, um funkeiro, um gordo, um careca, um paraplégico gago que adora goiabada cascão?

Enfim, exemplos ridículos à parte, tento aqui chamar a atenção para a miopia social que instaura-se por aqui e sem vistas de data para acabar (sim, hoje estou metido à engraçadinho nas palavras).

Notemos que o que podemos fazer nem sempre é o que devemos fazer….

Podemos reivindicar qualquer coisa na vida, mas, será que é o que deveríamos estar fazendo? Nem tudo o que se pode, é devido…

Podemos exaltar nossa religião? É claro! Devemos tentar converter o mundo todo à ela? Claro que não…

“O nosso direito termina onde começa o do outro”…. já devem ter ouvido isso antes… eu, por exemplo, ouço desde a infância. Então, com essa simples regrinha, e, adicionando mais uma, que para mim deveria ser o mandamento máximo de uma restruturação social, que é a “não faça aos outros o que não gostaria que fizessem contigo”, poderiam nos poupar tantas trupes de insatisfeitos…

hordas de gente pregando coitadismo e exigindo algo em troca de suas misérias pessoais, não dão-se conta de que quanto mais exigem para si em detrimento de outros, acabam alimentando o círculo vicioso e gerando novos coitados prejudicados por aquele segmento… a roda segue girando e, talvez, no dia em que nos dermos conta de que não estamos divididos entre “maiorias” e “minorias”, pode ser que comecemos a nos tratar como raça única, a humana, e esqueçamos os pormenores, afinal, tanto faz se eu posso ou devo tratar todos como irmãos, porque nesse dia, certamente, eu não precisarei mais estar ponderando esse tipo de coisa.

you may say I’m a dreammer, but I’m not the only one…

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2 pensamentos sobre “A imensa maioria de minorias…

  1. Típico argumento de merda o seu! Quer dizer que tu achas que mulheres, negros e homossexuais não devem ter leis específicas que o protejam? RIDÍCULO. AINDA BEM QUE OS LEGISLADORES NÃO DÃO OUVIDOS A RETARDADOS MENTAIS!

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