Posturas e amores…

Hoje em dia, em qualquer empresa que trabalhemos, provavelmente ouviremos (se é que já não ouvimos) que temos que ter uma “postura” para o cargo que exercemos.

Pois bem, essa postura deve-se basear em quê, eu pergunto?

No perfil que querem para o cargo, me responderão. E estarão certos… em certo ponto. Ou não?

Um bom processo de seleção de recursos humanos (taí um termo que merece um post só para ele), deve levar em conta o que a empresa espera em relação à tal postura do profissional que vai contratar para que o agente de recrutamento possa conciliar as idiossincrasias necessárias e as que inviabilizam o infeliz para o cargo.

Digo que poucas empresas assim o fazem, ainda mais que certas organizações sempre acham que entrevistar alguém é a coisa mais barbada do mundo, afinal, é só perguntar sobre o qu está escrito no currículo, ver se a criatura se atrapalha com perguntas lugares-comuns do tipo: “qual é o seu maior defeito?” (e que na maioria são respondidas com um “meu maior defeito é ser perfeccionista em tudo o que faço…”).

Mas, independentemente do que a criatura queira passar durante a entrevista, a verdade nua e crua é a seguinte: as pessoas estão ali pela grana na maioria dos casos. Alegarão busca de desafios, vôos maiores e blablabla Whiskas sachê… então, para tal, dourarão a pílula o quanto der para serem aceitas no cargo. Simples assim.

Certamente levaremos em conta nessa análise que é diferente alguém procurar emprego estando empregado e querendo algo melhor do que alguém desempregado querendo qualquer coisa para pagar as contas do mês. E é nesse segundo caso que a lógica mais se aplica.

Cabe então à empresa filtrar toda a informação. Tirar o excesso de vaselina, a perfumaria, e ficar com o real: o que a pessoa tem a oferecer e se isso se encaixa com o que a empresa busca.

Pessoas trabalham também, é claro, por outros motivos que não os citados de forma cínica, acima. Suponho que alguns teriam amor à profissão de fato. E alguns realmente têm. E o tal amor ocorre mesmo quando ele é semelhante aos outros tipos de amor, ou seja, ele é pleno e bom para os dois lados. Sim, sim, dirão que há o amor abnegado, que é o amar mesmo sem ser amado, e, isso pode explicar alguns problemas nos empregos.

Você ama o que faz, mas o seu emprego não ama a forma com que você faz. Tal qual aquela namorada que ama estar com você, mas vive pedindo que você mude…

Amar e exigir que você mude de atitudes, de roupa, de penteado… enfim, mudanças. O que me leva a crer que nem sempre ama-se de forma plena, e, provavelmente essa pessoa ame a projeção de algo que você possa vir a ser. Tal qual no seu emprego. E, daí, inventaram o tal contrato de experiência. Para casais, também é conhecido como “ficar”, com evolução para “namoro”.

Nessa mesmíssima lógica, podemos dizer que a postura que você tem no seu trabalho pode ser justamente aquele empecilho para sua promoção, afinal, podem achar que você mostra os dentes demais para ser chefe. Mas, por outro lado, existe aquela empresa que achará exatamente este seu perfil sorridente, ideal para um bom líder…

Martin Luther King dizia que “Um líder autêntico, em vez de buscar consenso, molda-o”, o que para alguns poderia ser um belo exemplo também de como dizer que a manipulação de mentes é legal (use com moderação). Acho que moldar mentes é um termo errado, afinal, pessoas são o que são. Elas devem sim é serem auxiliadas à evolução de pensamento, através da educação e do conhecimento. Eu não seria totalmente correto com alguém se a convencesse a ficar com o meu ponto de vista sem apresentá-la o todo dos fatos. Podemos convencer alguém com várias verdades parciais, e, talvez, para alguns, seja uma boa postura de líder – não para mim -, tal qual pode-se convencer a sua namorada que você é parcialmente o amor da vida dela, em alguns itens, e em outros não…

“Porrrrrque todo mundo querrrrr levarrrr vantagem, cerrrrrto?”

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2 pensamentos sobre “Posturas e amores…

  1. Não sei se o que eu irei falar tem haver, mas o cidadão que escreveu este “poema” de ônibus não tem postura ou fumou um back legal, porque olha o que a criatura me escreve:

    Titulo: Contos de um Fim de Namoro Juvenil
    “Agora que já deu…
    Já deu..”

    Com toda certeza será convidado para a academia brasileira de letras…
    Só que não!

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