Contra cachorro doido, não se há argumentos…

A frase do título, que, se não me falha a memória, é no todo assim: “Contra cachorro doido não se há argumentos, apenas suba na árvore e espere-o cansar de latir…”.

Bom, pode ser que não é bem assim, mas, igualmente flutuando pela minha mente, tem lá sua lógica irrefutável.

Quem aqui, né amigo (momento Bruno do Flamengo) que não exauriu seus argumentos com alguém descontrolado e, lá pelas tantas viu que era inútil lutar contra a ignorância?

Pois é, acontece com todo mundo. Mas, como tudo na vida, mesmo as porcarias que nos cercam devem nos ter alguma utilidade, uma lição. Ouvi hoje de um sábio que as tribulações são necessárias para o engrandecimento. Elas doem as vezes, é claro. Desde aquela dor lá no fundo de sentir-se impotente perante uma situação, até aquela lá no seu saco, que encheu a ponto de quase estourar.

Mas aqueles que conseguem a resignação perante os verdugos, os meus parabéns! Não é fácil superar a vontade de pular no pescoço alheio e esganar até que aquela verborragia pare.

Ainda, eu diria que o mais alto grau de desenvolvimento humano é, ao meu ver, quando conseguimos encarar a turba de opositores, agressores e todos aqueles que não lhe rendem carinho, compreensão ou qualquer outro sentimento nobre, e, ainda assim, sentir pena. Não aquela pena humilhante, daquelas que lá no nosso mais fundo recôndito quer dizer “eu sou melhor do que você, seu verme”, mas sim aquela pena de saber que aqueles que agridem, sejam como for, na verdade, são pessoas doentes em algum nível. Não digo doente mental no sentido de achar que é Napoleão, mas sim no que os avanços da medicina começam a identificar. Hoje em dia o chato do caramba é apenas um distímico, por exemplo.

Eu custo a acreditar que pessoas são más por vontade própria, ou, que exista inteligência na maldade. Para mim, é uma privação de sentidos ou alguma doença mesmo. E posso estender este conceito aos racistas, os que discriminam credos, preferências sexuais ou qualquer outra idiossincrasia humana para diminuir alguém. São doentes. Células doentes do grande corpo que somos.

A lição que eu acho que aprendemos com essas situações adversas, começando pelo auto-controle para não agredir de volta, ou, no mínimo descarregar o rancor com isso de volta, é que, independentemente do mal que nos chegue, ele não reverbere, ele termine ali. Multiplicar estes sentimentos criam uma atmosfera ao nosso redor, e isso é tanto quanto, senão mais maléfico do que a agressão que nos dirigem.

Não dizer uma única palavra de volta ao agressor, mas lá no fundo desejar que ele se estrepe de verde e amarelo, é um veneno que percorre nossas veias e, se não nos mata, nos deixa debilitados e sequelados. Costumo dizer que, se alguém tem um problema conosco, nós não temos problema algum, quem tem é a outra pessoa. Mas, no momento em que nos conectamos e reagimos, o problema passa a fazer parte de nós.

Lutar e vencer, me dirão. Pois bem, encarar, superar e sobrepujar os oponentes é uma prova de força, caráter e nobreza? Bem, pode parecer para alguns, mas eu ainda acho que o melhor general é aquele que vence uma guerra antes que ela comece.

Não se trata de quem vence e quem perde, mas sim que toda a energia negativa daquele conflito seja suprimida. Ainda não conheço esponjas que possam absorver este tipo de energia para podermos espremê-las em tonéis para reciclagem. Pode ser que existam em uma dimensão que não vemos, mas, até lá, podemos tentar criá-las em nossas mentes. Dizem, que egrégoras nascem assim e que passam a agir no plano etéreo. Dizem.

Se você não acredita nisso, maravilha, a função aqui não é doutrinar ninguém. É apenas sugerir que criemos painéis mentais que possam contrapor a maldade que nos cerca. Multiplique apenas o que for bom, e o que não for, em caso de não conseguir suportar, afaste-se. Não é fuga, simplesmente, é o que chamaríamos de não conceder o benefício ao ignorante de descer ao seu nível para chafurdar na lama. Simples assim. O problema é conseguir por em prática. Exige disciplina, toneladas de auto-controle, caminhões de anti-ácido para digerir os sapos e, eventualmente, transfusões de sangue de barata…

ALELUIA, IRMÃOS!!!!

E aí, vai encarar, mané???? Cai dentro!!!!!

 

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