Mudando aos poucos…

Como agir naturalmente com algo que hoje não lhe parece nem possível?

Explico…

Você, por acaso, acha que deve ser mais tolerante, ou que deve escutar mais do que falar, por exemplo. Como conseguir isso de forma a, um dia, isso transparecer naturalmente sem nem necessitar se policiar para não pisar na bola?

Bom, eu não sou terapeuta e tampouco algum místico para dar fórmulas mágicas, então, vou falar apenas baseado em meus “achismos” e experiência de vida…

Alguns passos são necessários para absorvermos novos conceitos, e, futuramente, tê-los gravados em nosso DNA…

Primeiramente aceitar o conceito. Se você torce o nariz para aquela ideia, então é melhor nem tentar coloca-la em prática. Em miúdos, o tal “vamos ver no que dá…” é pura perda de tempo. Se não for um conceito assimilado, digerido e que lhe pareça normal, plausível ou, pelo menos crível a longo prazo que seja, é melhor nem começar, amigo…

Após a aceitação dessa ideia, forme imagens mentais… durante períodos de relaxamento, antes de dormir, ou sentado no trono que seja… forme pensamentos de como irá proceder em relação àquela ideia, de como será o seu dia a dia enquanto este conceito estiver se fortalecendo dentro de você. Imagine-se na tal situação.

O passo seguinte é o de exercício. Sim, exercitar aquela ação. Se for tolerância, por exemplo, policie-se e, quando alguém te tirar do sério, exercite seu corpo, mente, morda os dedos, respire fundo, conte até milhões até engolir o sapo sem agredir ou sair do seu equilíbrio. Eu acredito na teoria das energias. Somos todos energia em movimento. Então, enquanto energias, estamos em consonância ou dissonância com outras energias. Quanto mais nos aproximarmos de energias boas, mais repeliremos as ruins e, consequentemente, limparemos nosso ambiente com simples ações e pensamentos. Tente, de início, pelo menos não reverberar más energias em seu ambiente. Que aquela má energia termine ali, pelo menos. Exercitar constantemente requer, é claro, extremo conhecimento próprio. Saber seus limites, saber controlar impulsos e, a partir daí, conseguir evitar ambientes insalubres, pessoas incompatíveis e a driblar velhas barreiras conhecidas. Conhecer a si é o início de tudo, sempre.

A partir do momento em que exaustivamente (sim, não é fácil) repetirmos este padrão, em um determinado momento, ele nos parecerá normal, fará parte de nossa estrutura, nossa personalidade a tal ponto que não mais precisaremos nos policiar para agir daquela maneira. Alguns podem chamar isso de educação dos sentimentos. Não que eu ache que se ensine algo a alguém que ela já não saiba (pelo menos de forma latente), pois sentimentos todos temos. Bons e ruins. O que eu me refiro, neste caso, é que refreemos os ruins a ponto deles praticamente não mais se manifestarem e deixemos os bons aflorar de forma que simplesmente transpareçam em nós sem que precisemos fingir ou tentar parecer de tal forma…

Não, não é propaganda da Activia para mulheres com intestino preso…

Suas escolhas te trouxeram até aqui…

Um comercial do Prisma, da Chevrolet, já falava disso em uma propaganda antiga:

É uma bela propaganda, com os personagens marcantes da vida do rapaz, e que o levam até o carro…

Mas, lá no fundo, essa teoria é 100% verdadeira. As nossas escolhas é que nos trouxeram para o lugar onde estamos hoje. Não só o lugar, eu diria, mas ao estado em que nos encontramos hoje. E isso pode ser bom, ou não…

O sucesso é composto de vários itens. E, ao meu ver, um dos principais itens que o compõem são os erros que cometemos. Thomas Edison, que fracassou 2000 vezes até conseguir inventar a lâmpada. E quando perguntado respondeu: – eu não errei 2000 vezes só descobri 2000 mil maneiras de não se fazer uma lâmpada (com a brincadeira do homem que é pego pela mulher na cama com outra, responde: -não estou te traindo, amor, apenas verificando que não existe mulher melhor que tu…).

Pois então, nossas escolhas, erradas ou não, nos trouxeram para o ponto em que nos encontramos hoje. E, se você está depressivo, é melhor nem continuar lendo… ou, se continuar, tente focar nas coisas boas que te aconteceram. Notemos que não fazer nada também é uma ação. A omissão é um ato, ao meu ver, e, portanto, uma escolha. Não importa se você fez ou não aquela coisa, foi escolha sua da mesma forma. Vítimas das circunstâncias? Bem, elas até existem, mas, com o passar do tempo, cada um, adquirindo consciência, conhecimento e aprendendo a medir suas forças, pode escolher caminhos diferentes na vida. Nasceu no crime? Mas optou por ser trabalhador honesto… morreu por não querer se vender ao crime? Bem, foi uma escolha… heróica, eu diria… mas, ainda assim, escolha…

Retirando situações criminosas, onde nossas escolhas ficam diminuídas a “ser passivo” ou “reagir e tomar tiro”, onde ainda existem outras opções, como ser passivo e tomar tiro ou reagir e sobreviver matando o ladrão, ainda elas, exigem que nos posicionemos.

Onde quero chegar com isso tudo?

Que devemos simplesmente nos posicionar todo santo dia. E, muitas vezes, com medo de errar, nos omitimos de escolhas ou as delegamos a outros. E isso não deixa de ser uma escolha em si, o que, logicamente, me leva a concluir que: se é para fazer cagada, que seja de minha decisão. Errar é uma maneira de aprender como não fazer aquela coisa. Minimizemos os erros, mas, não deixemos de executar as ações que julgamos necessárias para o momento. E, tal qual é prudente e educado que todos falemos “por favor” e “obrigado”, eu incluiria que, reconhecendo nossos erros, peçamos “desculpas”, buscando, é claro, a compreensão do que a situação representa ao outro, e bola para frente.

Erremos, meus amigos… erremos e aprendamos a ser melhores dia a dia. Afinal, nossas escolhas nos levarão a algum lugar, e, espero eu que aprendendo a ser melhor, me leve a um bom lugar. Não gostaria de passar a vida olhando para trás e me arrependendo. Creio que ninguém gostaria…

Fazer o próprio caminho é a melhor maneira de chegar onde se deseja…

Compreender a compreensão…

A frase é daquelas que podem significar muita coisa e nada ao mesmo tempo. Daquelas frases do tipo “não importa onde você esteja, você sempre estará lá…”, que na realidade é um exemplo de como podemos falar bonito sem dizer rigorosamente P$%# nenhuma…

Mas, a frase que inspira o título vem de um livro que estou lendo, e, dentro deste, o autor cita um filósofo, Whitehead, que o inspirou em sua literatura a chegar à conclusão de que compreendendo a compreensão poderia compreender-se qualquer coisa… lindo, não? Sim, mas parece frase-pegadinha como a que citei acima… mas não é.

O cara baseia sua linha de raciocínio dizendo que, no momento em que conseguirmos compreender a maneira como os outros compreendem as coisas, poderemos então compreender praticamente tudo a respeito dessa pessoa.

Não li as obras do filósofo para concordar com o que compreendi do livro, afinal, posso eu mesmo ter compreendido mal a compreensão do autor a citar o pensador (afff, que enrolaçada), mas achei extremamente interessante a discussão que parte daí.

Realmente, o conjunto do conhecimento, da compreensão, envolve mais de um canal. Vários, eu diria. E, certamente ele vai tanto da sua capacidade de transmitir o conhecimento, quanto da outra pessoa compreender o que você está dizendo. Mais ou menos como a velha parábola do semeador. Não adianta boa semente na pedra que dali não sairá nada.

Dessa forma, podemos dizer que boa parte da doideira moderna parte, basicamente, da incompreensão humana. A incapacidade de atingir o conhecimento sobre alguém, alguma coisa ou qualquer coisa.

Da incompreensão parte o medo, afinal, pessoas temem o que não conhecem, do medo vem a agressividade (defesa) que leva a intolerância, que leva aos tantos conflitos que vemos por aí…

Vejamos que compreendendo, passamos a ser mais calmos, agimos de forma normal e sem precisar a agressividade como mecanismo de defesa. Entender como o outro pensa, o que o leva a tomar certas medidas e como funciona seu raciocínio pode ser um trunfo para cada um de nós, afinal, poderemos evitar atritos desnecessários, além de, é claro, conduzir conversas para que possa-se “encantar” tal pessoa (no caso de vendedores, por exemplo).

Antes de mais nada, todo esse conversê que proponho é mais para que tentemos entender mais as coisas antes de agirmos. Agir antes de entender é a raiz do preconceito, tão malfalado atualmente, e que nada mais é do que a ausência da compreensão.

Comecemos da forma mais simples possível: compreendendo a si próprio. Aliás, não é o mais simples, é o mais complicado, mas, em caso de sucesso nessa empreitada, poderemos, através de conceitos entendidos em nós mesmos, nos projetar no outro e assim tentar deduzir o que se passa com ele. Compreendê-lo.

Busque o simples, mas, como diz o próprio Whitehead que inspirou isso tudo: “Procure a simplicidade e desconfie dela”.

Que mané Whitehead o quê?! Ele deve ter sido rejeitado pela mãe e ter fixação fálica por mim… Humpf!

O início do fim, ou, finalmente o início?

Já cantava o R.E.M: It’s the end of the world as we know it, and I feel fine,
em uma tradução livre, seria algo do tipo: É o fim do mundo como o conhecemos, e eu me sinto bem…

Pois bem, desde os primórdios o pessoal prevê catástrofes, mortes e, os com maiores delírios de grandeza, dão a data para o ponto final de tudo. O FIM.

Pessoas se suicidam por medo de esperar, outros se livram de tudo (ou dão para o pastor) para purificar suas almas e, chegar ao reino dos céus quites com as dívidas. Partindo do princípio que uma vida inteira de cagadas possa ser salva com um ato final de grandeza.

O que eu sei é que essas coisas podem ser bem convincentes e podem nos arrebatar no caso de estarmos “fora da casa”. Eu mesmo passei por isso tudo e, lendo sobre Sumérios, Maias, profecias, mudança planetária, Nova Era, Nova Ordem Mundial, Novo Mundo, dentre várias outras coisas, beirei à doideira, com direito a deprê e tudo.

Mas, como não há melhor remédio do que a auto-consciência, a pesquisa, o conhecimento e o domínio de si, dá para abandonar qualquer buraco em que nos encontremos para voltar à tona. Neste processo de auto-conhecimento, que é constante, que busca reavivar a memória não só de mim, mas a tal memória Universal, alguns horizontes se alargam, e, ao invés de ficar lamentando, dá vontade de mudar o padrão para melhor. O que, consequentemente, melhora tudo ao redor.

A data de 21 de dezembro de 2012, alardeada como o dia em que algo grandioso acontecerá e mudará (ou acabará) tudo, é apenas mais uma dentre tantas etapas evolutivas que temos e teremos que atravessar. O fim não é 21/12/12, é 31/12/12 e reiniciando em 01/01/13, como sempre foi…

O que acontecerá até lá? Não faço ideia… só sei que encontrei 2 vídeos em que a vibe combina mais com o que penso sobre o futuro da humanidade. O fim sim… mas o fim das prisões mentais, das depressões, da maldade e de tudo que nos afasta do caminho certo.

Cultura e tradição

Alguns povos “explicam” atos ignóbeis como sendo algo “cultural” ou então por “tradição” desses povos. Pois bem, culpar os termos não exime esses povos dessas cagadas, eu diria.

cultura
cul.tu.ra
sf (lat cultura) 1 Ação, efeito, arte ou maneira de cultivar a terra ou certas plantas. 2 Terreno cultivado. 3 Biol Propagação de microrganismos ou cultivação de tecido vivo em um meio nutritivo preparado. 4 Biol Produto de tal cultivação. 5 Biol O meio junto com o material cultivado. 6 Utilização industrial de certas produções naturais. 7 Aplicação do espírito a uma coisa; estudo. 8 Desenvolvimento que, porcuidados assíduos, se dá às faculdades naturais. 9 Desenvolvimento intelectual.10 Adiantamento, civilização. 11 Apuro, esmero, elegância. 12V culteranismo. 13 Sociol Sistema de idéias, conhecimentos, técnicas e artefatos, de padrões de comportamento e atitudes que caracteriza uma determinada sociedade. 14 Antrop Estado ou estágio do desenvolvimento cultural de um povo ou período, caracterizado pelo conjunto das obras, instalações e objetos criados pelo homem desse povo ou período; conteúdo social.15 Arqueol Conjunto de remanescentes recorrentes, como artefatos, tipos de casas, métodos de sepultamento e outros testemunhos de um modo de vida que diferenciam um grupo de sítios arqueológicos. C. alternativa, Agr: a que se faz alternando. C. esgotante: a que esteriliza ou depaupera o solo. C. física: desenvolvimento metódico do organismo humano por meio da ginástica e dos desportos. C. extensiva: a que explora a riqueza do solo sem cuidar da conservação deste, precisando, assim, de amplos territórios. C. geral: a constituída de conhecimentos básicos indispensáveis para o entendimento de qualquer ramo do saber humano. C. intensiva: a que acumula otrabalhoe o capital num terreno relativamente pequeno, conservando-lhe a fertilidade.

tradição
tra.di.ção
sf (lat traditione) 1 Ato de transmitir ou entregar. 2Comunicação ou transmissão de notícias, composições literárias, doutrinas, ritos, costumes, feita de pais para filhos no decorrer dos tempos ao sucederem-se as gerações. 3Notícia de um feito antigo transmitida desse modo. 4Doutrinas, costumes etc., conservados num povo por transmissão de pais para filhos. 5 Conjunto de usos, idéias e valores morais transmitidos de geração em geração. 6Memória, recordação, símbolo. 7 Dir Ação pela qual se faz a entrega real ou fictícia da coisa que é objeto de um contrato.8 Dir Modo derivado de adquirir o domínio da coisa móvel, pela sua transferência, do poder do alienante para o do adquirente.9 Rel catól A palavra de Deus não escrita, transmitida de viva voz à Igreja, e vinda de geração em geração até hoje, pela voz da Igreja, nos seus ensinamentos, nas suas orações e na sua disciplina. T. de disciplina: a que tem relação com certas disciplinas e ritos como a missa, os sacramentos, as orações, as práticas puramente disciplinares. T. de fé: V tradição doutrinal. T. doutrinal: tradição em que se baseia a religião e os dogmas. T. escrita: testemunho que, sobre um ponto importante, confirmam os livros sucessivamente publicados. T.oral: a que só consta pelo que se diz, não estando consignada em documentos escritos. Tradições nacionais: os grandes fatos da história de um país.

Na citação da “cultura”, chamo a atenção para o item 1o: “Adiantamento, civilização”, enquanto em “tradição”, ressalto a parte que diz: “Doutrinas, costumes etc., conservados num povo por transmissão de pais para filhos.”

Pois bem, daí posso partir dizendo que, conclusivamente, para não me alongar muito, para ser considerado cultura, deve-se haver adiantamento, civilização desses atos. O que, por exemplo, um rodeio, uma tourada, farra do boi, rinhas de galo e coisas do gênero não se aplicam. Já, tentar justificar pela tradição, é simplesmente dizer que a tal “coisa” é repetidamente ensinada de pai para filhos, ou, dentro das comunidades e assim ensinada. Não há nada que corrobore com a tal ação, ela apenas repassa a responsabilidade para um grupo de pessoas que “aprendeu” a achar isso legal por algum motivo.

Bem amigos (como diria Galvão Bueno), o negócio é o seguinte. Está na hora de acordar. Papai ensinou que amarrar bombinhas no rabo do cachorro é legal para ver o bicho desesperado? Pois bem, o papai era uma anta, aprenda isso e não repita.

Maus exemplos, independentemente se são dados durante cerimônias religiosas, rodeios, bailes funk ou dentro de casa não podem mais reverberar. Devemos entender que transmitir a nossos filhos esses maus ensinos é o que perpetra toda a porcaria do mundo. É nossa obrigação, pelo menos se não pretendemos mudar o mundo, não piorá-lo. E, desta forma, nada mais justo do que passarmos a nossos filhos toda e qualquer burrada que viemos a cometer para ver se não haverá eco futuro. Poderá parecer hipocrisia? Claro que sim, e, talvez daí que digam que se educa com exemplos e não com palavras. Sinto muito em dizer, mas, somos SIM responsáveis por perpetrar maus hábitos naqueles que nos cercam através de nossos exemplos. Cabe a nós, da mesma forma, mudar tal situação por bons exemplos. Simples assim (embora de simples não tenha nada).

Embora algumas tradições acabem sem tanta necessidade de urgência…