Tolerar ou não tolerar, eis a questão…

Ha um tempo atrás, escrevia em um blog, o blog do Ferris e ali eu simplesmente soltava verborragias sem eira e nem beira… mas, volta e meia, tocava em assuntos mais profundos, que me interessavam. Vou reproduzir alguns por aqui. Mas, se preferirem procurá-los por lá, fiquem à vontade.

(In)Tolerância

Tolerância… taí uma palavra que é usada em larga escala para muita coisa nos dias de hoje. Pede-se a todo instante que sejamos tolerantes com coisas, pessoas, causas, estilos de vida e o cacete à quatro. Até aí, nada de mais, afinal, em um mundo com tanta gente diferente, tolerar certas coisas é necessário para o bom convívio.

Tolerância… que bonito… mas, algum enrolador de plantão diria: defina tolerância, espertinho…

Pois bem, assim o farei.

to.le.rân.cia s. f. 1. Qualidade de tolerante. 2. Ato ou efeito de tolerar.

ok, não ajudou muito… seguimos adiante:

to.le.ran.te adj. m. e f. 1. Que tolera. 2. Indulgente. 3. Que desculpa certas faltas ou erros.

ok, está ficando mais interessante… “que desculpa falhas ou erros…”

to.le.rar v. Tr. dir. 1. Suportar com indulgência. 2. Suportar, transigir. 3. Admitir, dar tácito consentimento a.

Suportar… dar tácito consentimento a… muito bem… tipo, ‘quem cala, consente…’.

to.le.rá.vel adj. m. e f. 1. Que se pode tolerar; sofrível. 2. Que não tem grandes defeitos. 3. Merecedor de indulgência.

Que não tem grandes defeitos… hm… vejamos então, dá para admitir se a coisa/criatura não tiver muitos defeitos…

Vejam que o nosso querido ‘amansa-burro’ é claro em dizer que tolerar não é necessariamente gostar da coisa. E é aí que se faz toda a diferença.

Minha mãe é intolerante à lactose, segundo ela. E, digamos assim, quando ela resolver tolerar alimentos com lactose, o organismo dela se rebela à base de muitos gases… e, como ela é fina demais para peidar na frente dos outros, sofre com isso, coitadinha. Seria o legítimo caso onde a etiqueta atrapalha na solução do problema, afinal, bastaria apenas alguns estampidos e pronto, ela toleraria a lactose sem maiores problemas físicos… apenas morais…

Seguindo nessa linha, podemos afirmar que o mundo atual exige tolerância como se isso fosse alguma obrigação da pessoa, e, alguns podem até pensar que é, e não estariam errados no quesito de que algumas intolerâncias podem gerar mortes… mas, por outro lado, essas pessoas que exigem essa tolerância deveriam se dar conta que nem todos os organismos estão preparados para certas coisas. E, tal qual a minha mãe, o uso sem controle deles, pode gerar muita cagada… (ou dor de barriga).

A tolerância é um exercício constante. Ela não brota do dia para a noite na pessoa. E, ao meu ver, o problema não é a pessoa aceitar de bom grado alguma coisa, o problema mesmo é a pessoa ser intolerante ou inflexível com alguma coisa.

Sejamos diretos, dar consentimento tácito a alguma coisa, não é necessariamente o que diríamos como uma total aceitação de alguma coisa. E, aí vai a MINHA opinião, que é a de que, respeito é resignar-se com algo que não te agrada, mas que proporciona felicidade a outros. Mas, em contrapartida, tolerar coisas que vão contra seus princípios ou a sua moral, também são bem complicadas para alguns.

Ah sim, aí dirão, mas os princípios dessas criaturas estão errados. E podem também estarem certos, mas, ainda assim, são os princípios daquela pessoa. E, nesse caso, há o exercício de tolerância em relação a elas também.

Vejam bem, tolerância é uma coisa, aceitação é outra beeeeeem diferente. Isso está claro, certo?

Mas, temos que, no caso atual, combater a segregação. Esse é o crime.

Mas, o que me preocupa é: Queremos uma sociedade inclusiva. Todos aqui queremos. Mas, numa sociedade inclusiva, tem que ter espaço para a contrariedade. As pessoas tem que ter o direito de não gostar de alguma coisa. Mesmo que se obriguem a conviver com ela.

Elevar os padrões morais. Tudo isso é muito bonito. Mas, essa moral estaria inserida em quais padrões? Já vimos que causas religiosas nem sempre são salutares. Vide Inquisição e Cruzadas. Vide apedrejamentos no Oriente Médio… enfim.

Acho que não existe filosofia melhor e mais aceitável do que apenas desejar o bem dos outros. Querer bem daqueles que não conhecemos e tampouco compactuamos com seus estilos de vida. Difícil, muito difícil. Mas, talvez, seja por isso que atingimos um nível de caos social tão grande.

Gostar de quem gosta da gente é moleza. Quero ver é conseguir transitar calmamente dentre aqueles que discordam do seu jeito de pensar, de vestir, de ser, da sua sexualidade, cor, raça, credo, sogra, partido, etc, etc, etc…

Tolerar, meus amigos, é um exercício que pode nos agredir internamente, pois ele exige mudança de dentro para fora. E, não tente ser hipócrita, fingindo gostar de algo que odeia, isso pode te matar de mansinho. O recomendado é, aprender a aturar a coisa. Tal qual aquele cunhado mala que vem te pedir dinheiro ou aquele chefe que te enche de obrigações e fica lá coçando o saco.

O que você irá ganhar com isso? Fácil. Ganhará paz interior, calma e uma visão única do mundo, onde as pessoas são EXATAMENTE IGUAIS a você, só que pensam diferente ou são diferentes… e está tudo bem com isso.

Já, injustiças são intoleráveis. Covardias. Corrupção. Guerras.

O que me deixa bem claro que intolerar algumas coisas não é de todo mau também.

Thrive – Prosperar

Considero este filme obrigatório para aqueles que querem ver o outro lado das coisas…

Como venho dizendo, em tudo há mais de uma visão, resta-nos aumentar nosso conhecimento a ponto de saber diferenciar o que nos serve do que nos é engodo…

O mundo em que vivemos pode ser muito melhor, caso ao menos nos dermos ao trabalho de tentar…

Os sinais nos são dados desde os primórdios…

“Para que o mal vença, basta que os homens de bens, não façam nada”

A vida em resumo por Nassim Haramein

O cientista Nassim Haramein assim resumiu sua visão sobre de onde viemos e onde nos encaminhamos…

Digamos que em boa parte de suas crenças, eu me compatibilizo… em boa parte…

Somos muito maiores do que até hoje achamos ser. Nem brancos, nem negros, nem homens, nem mulheres, nem cristãos, muçulmanos, gays ou héteros. SOMOS SERES UNIVERSAIS. Nisso eu acredito.

Sombra x luz; medo x confiança

“Se a sombra é a ausência da luz, o medo é a ausência da confiança. Confiança só se adquire através do conhecimento, começando sempre pelo conhecimento de si mesmo (Momento viajando sem tomar nada estranho).”

Assim postei no facebook, em minha timeline, em um momento de raciocínio em voz alta (ou, neste caso, teclando mesmo).

Após escrevê-lo, não lembro bem ainda motivado por qual pensamento ou acontecimento do dia, reli algumas vezes o que tinha escrito (sim, eu posto e depois vou reler o que fiz), e vi que havia alguma coisa mais profunda no pensamento.

Iniciei com um silogismo básico, mas, depois, concluí o raciocínio com algo positivista, o que expressa uma nova fase na minha vida, afinal, nunca fui lá muito otimista quanto o assunto é projeções e pensamentos futuros. Certamente todos nos depuramos na vida de alguma forma, uns pelo amor, outros pela dor, como diz o ditado. No meu caso, foi pela dor mesmo e o ditado é outro: a dor ensina a gemer. Como dizem, alguns só dando com um gato morto na cabeça até miar para se dar conta… pois bem, o meu gato morto miou…

Dizem que ninguém muda com um estalar de dedos (a menos que seja por hipnose, eu diria), mas, estalos acontecem e passamos a perceber coisas diferentes a partir de um acontecimento (o tal estalo). Alguns precisam quase morrer para começar a dar valor à vida. Outros, perdem um amor para notar que era realmente amor. Já algumas antas, tipo eu, precisam apanhar da vida para aprender a reagir.

Durante uma dessas surras, veio o tal estalo, epifania ou sei lá qual outro termo possam querer dar para o tal acontecimento: a sombra é a ausência da luz…

Não, eu não curto drogas e nem bebo (mais)… eu explico.

Passamos por muitos perrengues na vida, ficamos às escuras, sem reação, sem saber o que fazer ou, completamente cegos em meio aos acontecimentos, sem sequer perceber o que está acontecendo. Simplesmente reagindo. Mas, como dizem, são nesses momentos mais escuros que a mínima luz que seja é percebida. Uma simples fagulha não é páreo para a tal escuridão. Ela pode não ser a solução para iluminar tudo, mas é nela que percebemos que por mais escuro que esteja, essa fagulhinha de nada pode se sobressair.

Piração total, né? Pois eu sigo explicando…

Qualquer fagulha é vista na escuridão, e, se adicionarmos fagulhas e mais fagulhas a ela, a escuridão simplesmente deixa de existir.

Há um ditado espírita, se não me engano, que diz que “A escuridão é simplesmente a ausência da luz”. Claro que luz e escuridão referem-se ao bem e o mal.

Voltando ao silogismo, podemos dizer que a luz afasta a sombra e o mal é a ausência do bem, podemos também dizer que o medo é a ausência da confiança. Aliás, pensando bem, no meu raciocínio acho que quando me referia a escuridão e luz, poderia certamente utilizar medo e confiança da mesma forma.

Só tem medo quem não confia. Não entrarei em dogmas religiosos de confiança em Deus, Alá, aqui ou acolá; mas direi que confiança é algo que acontece quando estamos realmente convencidos e crentes (no sentido de crer mesmo) da situação/fato/informação/etc… resumindo, só haverá confiança quando tivermos encorpado e absorvido totalmente aquilo.

E, para tal, para se ter esse tipo de confiança, só há um caminho: o conhecimento!

Conhecimento gera saber e quem sabe confia. Confia em si.

Este jogo de lógica todo aí acima é nada mais, nada menos do que dizer que quem está buscando conhecimento, pode estar às escuras por um tempo, mas, de fagulhas em fagulhas, iluminar-se-á (vixe!). E, dizem, quem atinge graus iluminados, não tem o que temer (se um dia eu chegar perto, conto a vocês como é. Talvez não nessa vida, claro).

Pronto, uma luz! Agora é só achar o interruptor e… AI, MEU DEDINHO!!! MESA $%##@!!!!

Salvem os animais!

Acho muito legal que todos nos preocupemos com nossos animais. A fauna é parte fundamental no nosso planeta, e todo bom ecologista deve militar não só pela sobrevivência das espécies como também pelo seu bem estar. E, para tal, temos militantes bastante enfáticos com isso.

A onda vegana, o PETA, só para citar movimentos mais fortes, são ativos o bastante para encarar celebridades, governos e povoar a mídia com protestos diversos. Quem aqui não viu ainda pelo facebook ou coisa que o valha, fotos de animais maltratados, estropiados ou mortos. Desagradável, não? Há quem diga que o choque é necessário para abrir mentes. Incomodar a pessoa pode ser o início de um “despertar” de consciências. E por que não?

Não comer carne, para os vegans (antigos vegetarianos, mas o nome não deu ibope) é a maneira de salvar os animais, embora, talvez boa parte deles utilize couro em suas vestimentas ou calçados… o que poderia deixar os militantes do PETA P’s da cara e, provavelmente mandar aquela mulherada protestar pelada, o que, também, não é nada mal.

Mas eu entendo a linha de raciocínio do pessoal. Eles não são apenas contra a matança de animais, eles protestam, sobretudo, contra o sofrimento destes. O que é justo, justíssimo!

Certamente algumas coisas são ridículas, como touradas, rodeios e “esportes” que se divertem às custas do sofrimento. Já, ao meu ver, alimentar-se de animais, embora ainda seja primitivo, justifica-se. E eu, como (quase) todo bom gaúcho, não dispenso um churrasco, portanto, não serei hipócrita de querer aqui pagar de politicamente correto (o que dificilmente me verão fazer).

Mas, voltando ao assunto do sofrimento animal, não posso deixar de entrar em um ponto, diria eu, interessante: NÓS SOMOS ANIMAIS!

Há quem diga que somos animais racionais, embora, muitos de nós desmintam esta afirmação a todo instante. Já, Aristóteles dizia que somos animais políticos, baseado no fato de vivermos em sociedade, nos unirmos em grupos, agirmos de acordo com a moral (ou a falta de), etc e tals; desta forma, seria interessante que os paladinos da fauna lembrassem que fazemos também parte do grupo cujo qual defendem (falando da parte de sofrimento animal). Podemos aí nessa mesma lógica, incluir os grupos minoritários (que já são maioria) que a todo instante reivindicam direitos às suas causas, que, todos eles pertencem a um grupo maior do que suas minorias, então, desta forma, bastaria apenas que todos lutassem pelos direitos humanos.

Ok, eu tenho tendência a desviar o foco do assunto principal, voltemos aos animais. Os outros.

Se somos animais também, e tantos grupos preocupam-se com o sofrimento, seria imperioso que cessássemos o sofrimento como um todo, não se atendo apenas à particularidades. Trabalho escravo, bullying, agressões de todas as matizes, xingamentos, má educação… isso tudo causa sofrimento.

Dirão que eu estou relativizando e matar focas a pauladas para fazer casacos não é a mesma coisa que mandar um blogueiro metido a espertinho para a #$@#%#$@. E não é mesmo a mesma coisa, mas a lógica é a mesmíssima. Ambos causam sofrimento. Combatam o sofrimento apenas.

Sofrimento é a mesma coisa que a morte? Há quem diga que algumas mortes abreviam o sofrimento. Há quem defenda a eutanásia baseado nessa premissa.

Entendamos que a escala evolutiva pode nos levar, quem sabe, a uma época em que comer carne torne-se desnecessário. Eu acredito que este dia virá, talvez não no meu turno, mas, quem sabe? Mas, como ainda galgamos degraus como sociedade civilizada, é normal que a conscientização que fazem estes grupos, de forma pontual, possa ser despertada para um âmbito mais macro, chegando ao ponto de simplesmente ensinar aos demais o quanto causar sofrimento, mesmo a um ser dito irracional, é desprezível. É uma premissa semelhante ao problema do racismo, pois à medida que uma sociedade avança, se dá conta de que segregar quaisquer tipos de pessoas é um ato irracional. Costumo dizer que racismo não é crime, é estupidez mesmo.

SALVEM OS ANIMAIS! AMEM OS ANIMAIS, inclusive os seus semelhantes…

Totó, diga “aaaau”

Sempre simpatizei com os protestos do PETA…

Cuidado com o que você deseja, pois você pode conseguir

Desejos todos temos… desde aquele Iphone novo até aquela(e) colega ou conhecido(a) que você não tira da cabeça… mulheres e seus sapatos e bolsas NE-CES-SÁ-RI-OS, aos homens com alguma bugiganga cheia de botões de último tipo. Bijuterias, jóias, roupas, etc, etc, etc;  itens, necessários ou não, não passam de COISAS. Mas, se tentarmos imaginar desejos mais profundos, aqueles que calam fundo lá em alguma gaveta perdida, trancada e soterrada lá no canto do subconsciente, isso pode ter outro enfoque. Quem desejou ser alguém diferente? Quem desejou alguma mudança drástica na vida? Quem desejou mudar a personalidade, ser mais forte, menos emotivo, menos otário… claro que, a maioria desses desejos é baseado em algum acontecimento na vida. Ser menos otário, por exemplo, é um desejo que me ocorre geralmente quando acho que fiz alguma coisa (ou deixei de fazer) que me envergonho quando lembro.

Pois bem, o ponto era mais ou menos este: nossos desejos são realmente nossos ou são apenas reações que temos frente a outra situação?

E vou além: estamos nós preparados para recebermos o que desejamos?

Eu diria que, se nos basearmos na lei da atração, poderíamos dizer que teremos ao nosso redor nossas afinidades, e, portanto, preparados para tal… correto?

Não para mim…

Nem tudo o que estamos atraindo para nós no momento, ao meu ver, é porque estamos preparados para tal. Algumas coisas podem ser estágios para galgarmos coisas melhores, por exemplo…

Aquele seu sonho de infância, pode se tornar seu pesadelo juvenil ou mesmo uma bela lição para a fase adulta do que não fazer.

Há quem diga que maus exemplos são bons a longo prazo desde que aprendamos a não repetí-los.

Aquele(a) amado(a), que você rendeu suspiros por muito tempo, pode ser alguém que, tal qual a moça aquela que casou com o executivo da Yoki, pode esquarteja-lo… mas, são coisas da vida…

Digamos que todos nossos erros e acertos nos trouxeram até aqui. Isso é aprendizado. Claro que há os que não aprenderam nada com isso, e, talvez, essas pessoas são as que mais desejam coisas que possam ser nocivas para si.

Este conceito pode se abrir em um leque infindável, desde compulsões, até mudanças de personalidade forçosas. Mudanças estas que, como disse no início, são mais reações do que qualquer outra coisa.

Mas, se cruzarmos esses nossos pensamentos com leis de atração, egrégoras e outras linhas que exprimem que acabamos realmente conseguimos o que mentalizamos (das quais eu partilho o pensamento), podemos dizer que aquele seu desejo sórdido de ver aquela mala que você não atura se estrepe de verde e amarelo pode acontecer. Tal qual desejar ser promovido no emprego também.

Neste segundo caso, o da promoção. Caímos na vala comum daquele problema: um bom vendedor daria um bom gerente de vendas? Nem sempre…

Dessa forma, seu desejo de ser promovido pode acarretar em uma demissão a curto/médio prazo, por exemplo…

Desejar que aquela pessoa largue o marido/esposa para ficar com você pode não passar de alguns dias de sexo bom, mas, de péssimo relacionamento.

Estou eu aqui, por acaso, dizendo a alguém que deixe de desejar, de sonhar e de arriscar????

DE FORMA ALGUMA!

Só estou lembrando a todos que cuidem com o que mentalizam e atraem para si, pois, certamente mais cedo ou mais tarde, serão bem sucedidos… e é aí que a porca torce o rabo…

Isso gata, tira a roupa e…. AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!